quarta-feira, 30 de março de 2016

O Pacto de Princeton, o Diálogo Interamericano e a estratégia das tesouras: desde 1993, PT e PSDB no controle do Brasil

Entenderam a foto agora? | Diogo e imagens de internet



Este título é longo, mas é proposital porque mata a charada que deixei quarta-feira passada. Tem alguns fakes céticos que desdenham da existência e eficácia desta organização. Uma estratégia de duas forças políticas que trabalham para o mesmo objetivo, porém assumem duas personalidades: a do radical e tenaz; e do moderado e maleável. No final das contas chega-se ao mesmo objetivo: destruir a soberania nacional em nome do poder.

Nos primórdios dos anos 1990, o advogado José Carlos Graça Wagner percebeu os enlaces políticos internacionais. Numa longa carta dirigida aos congressistas brasileiros onde se denunciava os enlaces entre o Foro de São Paulo – organização fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 com o objetivo de formar uma hegemonia das esquerdas na América Latina que fora perdida no leste europeu a partir do final da Guerra Fria – e o Diálogo Interamericano – um think-tank criado em 1982 no qual Fernando Henrique Cardoso era membro. A publicação desta carta fora reproduzida no site Mídia Sem Máscara em 2005. Os trechos destacados são reveladores (grifos meus):

“Eu não sabia, ainda, do Pacto estabelecido na Universidade de Princeton, em inícios do mesmo ano, no qual, um dos compromissos assumido pelo Foro de São Paulo, com o Diálogo Interamericano, fundado em 1982, sendo vice-presidente e principal representante da entidade na América Latina, Fernando Henrique Cardoso, então senador. (atualmente FHC é co-presidente do Diálogo, juntamente com Peter Hankim). O Pacto de Princeton era abrangente, mas, para a esquerda orientada por Fidel, era uma mera forma de obter apoios adicionais, sem afetar a estratégia básica do Foro, embora este se utilizasse do Pacto com o Diálogo, em tudo quanto lhe era favorável, e cumprisse os diversos pontos, enquanto eram do seu interesse ou da estratégia estabelecida pelo Foro de São Paulo, que poderiam influenciar o Diálogo, dando-lhe a impressão de uma efetiva disposição de cumprimento da estratégia comum.”


Detalhe: este fato nunca fora publicado na edição internacional do jornal estatal cubano Granma, apenas restrito aos leitores da ilha. A mídia brasileira escondeu este e outros fatos relacionados ao Foro de São Paulo até hoje.


Os pontos principais que foram (ou precisam) ser atingidos

Caro leitor do Jovem Jornalista, as ideias sobre drogas, aborto, desmilitarização e comissões da “verdade” já foram concebidas há muito tempo. Com informações tanto do Mídia Sem Máscara (MSM) quanto do Executive Intelligence Review (EIR) havia na época as metas para serem atingidas:

– Limitação das soberanias nacionais;
– Separatismo étnico;
– Fortalecimento do poder de ONGs;
– Desmilitarização e enfraquecimento das forças armadas;
– Legalização das drogas;
– Uma política econômica que favoreça as esquerdas; e
– Apoio a ditadura de Cuba.


Com certeza você vê estas ideias em circulação e com falsos ares de novidade. Em nossos dias vemos a incitação de brigas entre etnias; ONGs e seus abaixo-assinados poderosos; a destruição das forças armadas na América Latina (em especial no Brasil); o caminho aberto às drogas como no Uruguai; uma economia mais voltada às ideologias e o regime dos Castro ganhando forças com as bênçãos do Papa, com patrocínio dos Estados Unidos e com direito a um show do Rolling Stones na ilha-prisão socialista.


Em prática

No site da Radiovox tem um compilado de matérias e provas intitulada Diálogo Interamericano e FHC polarizam a “oposição” que mostram os objetivos do Diálogo no âmbito militar e sociológico (grifos meus):

“Em 17 de junho de 1990, o “Jornal de Brasília” publicou matéria segundo a qual, em Washington, a Comissão Trilateral defendera a substituição das Forças Armadas dos países subdesenvolvidos, notadamente da América Latina, por forças regionais de defesa, uma Força Interamericana de Defesa. Na mesma reunião, o expert espanhol Julio Feo condenou o excessivo crescimento populacional nos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, pois “o excesso populacional agride a natureza e provoca o aquecimento da Terra”. Foram também recomendados pactos mundiais para forçar as nações atrasadas ao cumprimento de rigorosas medidas protecionistas do meio ambiente, em troca da promessa de redução de suas dívidas externas. Ao propor a criação de forças regionais de defesa, foi assinalado que a Guerra Fria acabara e que não havia mais riscos de comunismo na América Latina. Sobre a eliminação das Forças Armadas nacionais, a conclusão da Trilateral é a de que em muitos países da América Latina elas tendem a “ser promotoras institucionais vigorosas de comportamentos nacionalistas”.”


Voltando a carta de Wagner. Já se falava na legalização das drogas, “casamento” gay, esterilização, aborto e outras formas de controle populacional, consolidando o que foi publicado tanto na citação de matéria do Jornal de Brasília quanto no site da webrádio. O resultado na América Latina é este que vemos e dispensa comentários:

“A outra questão para o Pacto de Princeton, onde também FHC foi professor, durante seu exílio voluntário, durante o regime de 64/68, era o controle populacional, mas através, agora de parte também do Diálogo, por formas radicais, mas em uso em alguns Estados americanos, ou seja, pela legalização, na América Latina, do aborto, da esterilização e da união de homossexuais. Nos EE.UU. existem 600 mil lares constituídos por homossexuais, mesmo que ainda não oficializados por leis civis ou atos oficiais, que, todavia, já vem acontecendo em certas regiões.”


A estratégia das tesouras: um joguinho do PT e PSDB para enganar


Entenderam a charada? | Spacca e Alex Pereira


Com todo o suporte do Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano, os dois partidos - que fazem papéis de rivais perante o público - são muito mais aliados ideológicos. As rusgas ficam restritas na disputa de cargos políticos sem mudar as metas estabelecidas. Olavo de Carvalho explica tanto em seu texto quanto em vídeos. Assim, deixo espaço ao filósofo e jornalista para explicar o bê-á-bá das coisas (O vídeo é dividido em duas partes):







Resumindo: PT faz o papel do partido radical, que representa a esquerda e quer “botar pra quebrar”, enquanto o PSDB faz o de moderado, muito mais digerível aos olhos dos burguesinhos endinheirados. Um teatro bem feito tendo como consequência esmagar qualquer oportunidade de uma oposição de fato. Vou repetir: PT E PSDB EXISTEM PARA EVITAR UM SURGIMENTO DE VOZES OPOSITORAS DE FATO E REINAR UMA OPOSIÇÃO DE MENTIRA, NO QUAL SUA MISSÃO É DAR GUARIDA AO GOVERNO.

Assim explica Olavo (grifos meus):

“A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.”



O partidos de Lula e FHC só tomaram distância por conta das querelas partidárias. As discussões ideológicas são suprimidas por assuntos como “economia, política, bolsas sociais” e outras bijuterias. No vídeo que deixei no texto do último dia 23 está clarividente que vermelhos e tucanos estão pornograficamente unidos. Digo “pornograficamente” pelo motivo desta ser uma coisa tão promíscua quanto escondida das massas.

Evidências do Diálogo e a ligação PT-PSDB | Folha de S. Paulo (via RADIOVOX)


Para ter uma ideia de como os tentáculos políticos transnacionais estão por trás dos rumos da política brasileira o então candidato à presidência do Brasil Eneias Carneiro denuncia os enlaces entre Lula, FHC e a conhecida “terceira via”, Ciro Gomes – em especial aos 37 segundos. P.S.: Quem diria que Ciro Gomes (hoje no PDT) comeria na mão dos petistas?





Conclusão: a turma que faz o impeachment é a mesma que ataca ela mesma. E agora caro cidadão e eleitor?

Amiguinhos, você aprendeu aqui no Telecurso 2000 Jovem Jornalista que as disputas e rivalidades entre governo e oposição não passam de uma mentira. Não há disputas ideológicas, apenas disputas de cargos. Você aprendeu que a divisão das esquerdas fortalece o movimento em vez do efeito contrário.

Agora, como cidadão e eleitor, deve-se pensar o pós-impeachment ou pós-PT. Vocês sabem que é a mesma turminha que vai ficar no poder. Puxe pela memória: foi no governo FHC que se preparou o terreno para a consolidação do socialismo sob a égide de Lula (a criação do ministério da Defesa, as campanhas do desarmamentos e a força do MST).

Fiquem atentos naqueles políticos que mudaram de partido! Eles não mudaram suas convicções (a.k.a. Marina Silva, Marta Suplicy, Alessandro Molon, o “nosso” só que não político daqui Randolfe Rodrigues, por exemplo). 

As elites partidárias nacionais e internacionais não vão desistir e o povo brasileiro não pode se deixar enganar por eles e pelos partidos novos de alma velha (Rede, NOVO, PSOL, PSD) porque os objetivos das cobras políticas é sobreviver trocando de pele. J-J


P.S.: Dedico este texto para o artista frustrado, a todos os petistas convictos de que PSDB é seu inimigo e aos tucanos e antipetistas que imaginam que remover apenas o PT é a solução para o Brasil. DE OLHO NOS TENTÁCULOS POLÍTICOS E INTERNACIONAIS! A força está com o povo e ninguém mais além dele. Compartilhe este texto ao seu amiguinho que se encaixa neste perfil.



FHC e Lula. Aécio e Fidel Castro.



Por: Pedro Blanche

8 comentários :

  1. Caramba não tinha noção disso, muito esclarecedor esse post !
    Realmente, parece que não temos pra onde fugir.. Essa política brasileira vai de mal a pior.
    Beijos,
    #fiquerosa

    Fique Rosa | Meu Canal YT

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    1. Discordo. O brasileiro sempre acha uma saída para as adversidades. Lembre-se que a desesperança é uma arma forte para derrotar qualquer pessoa ou grupo. As manifestações de março de 2015, os panelaços e a desmoralização dos 'paladinos' da ética demonstram a força de nosso povo. Beijos para você também. | PEDRO BLANCHE

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  2. Esse assunto dá bastante pano pra manga. Como professora de História sempre me interessei por política e sempre procurei me manter nutra, procurando traçar um paralelo entre pessoa e propostas.
    http://www.cristadelicada.com.br/

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    1. Numa situação como essa a 'neutralidade' é um incentivo para a continuidade das maldades contra aqueles que sofrem. Tomara que este tema pelo menos lhe desperte a vontade de saber mais sobre o assunto. Abraços | PEDRO BLANCHE

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  3. Apesar da pouca idade, tenho maturidade (mental) mais que o suficiente para me envolver em assusntos politicos. O quais não expresso minha opinião -séria- na internet. Talvez só retwitar coisa ou outra no twitter e fica por isso. Grande novidade -fiz 16 anos em janeiro- e já posso me expressar, não na internet (mesmo sendo bom, com sabedoria) mas na urna. E EU QUERO MAIS QUE DILMA CAIA.

    http://www.16primaverasblog.com/

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    1. Dilma Rousseff é um boneco. Sua saída não resolve tudo, mas vai dar uma boa respiração política. O que resta as novas gerações: estudar o porquê de o Brasil chegar na situação em que está. Evite os livros do MEC! O PT usa este método e outros para buscar mais adeptos de sua forma de corrupção. Cuidado também com a revista "Óia", vulgo "Veja". Esta publicação da Abril agora está mais governista. Demitiu jornalistas críticos ferrenhos ao PT, e agora com a crise já ganha verba do mesmo governo que o "ataca". Vá no Google com a palavra IMPRENSÃO. Informação é poder! Abraços! | PEDRO BLANCHE

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  4. Olá! Não gosto de expor minha opinião sobre política, acho que falta respeito hoje em dia, sabe?
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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    1. Não temas! Eu não mordo. Seja bem-vinda e manifeste-se quando puder. Abraços, querida. | PEDRO BLANCHE

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