sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A peça da engrenagem


Quinta-feira, dia 25 de fevereiro de 2010. Um dia como outro qualquer, mas que no final me traria uma lição. Me levantei, tomei banho, como o de praxe, escovei os dentes, me vesti, arrumei a cama e despedi-me de casa, pois só retornaria ali à noite.




Faculdade, aula, almoço, depois estágio. Já estava acostumado a essa rotina. No estágio: trabalho, pressão, relatórios, mobilizações, cases, ligações, conversas com colegas, distração, trabalho novamente, hora do intervalo, mais trabalho. Ali passava cinco horas e meia do meu dia em um ritmo louco, estilo montanha-russa. No final do dia chegava exausto em casa. O corpo se cansa mas se acostuma.

A rotina já estava imposta, mas que tal mudá-la um pouco de órbita? Vamos a uma nova lista: trabalho, pressão, relatórios, mobilizações, cases, ligações, conversas com colegas, distração, trabalho novamente, hora do intervalo, mais trabalho e... demissão! Viu como um simples item muda tudo? Por causa de uma pecinha a engrenagem muda o seu curso.

Quem diria que naquele fatídico dia seria demitido depois de três meses de estágio? A vida é uma caixinha de surpresas. Estava indo bem no estágio: era disciplinado no que fazia, atingia uma quantidade boa de mobilizações, nunca faltei por motivo algum e a supervisora sempre elogiava meu trabalho, dizia que estava me saindo bem. Mas a vida é assim.

No final da rotina a supervisora me chamou para conversar. “A notícia que eu tenho para te falar não é boa”, ela me diz com enorme pesar no coração. “Ixi”, pensei comigo mesmo. “Os outros supervisores estavam analisando seus áudios e viram que você não tem perfil para esse trabalho”, ela fala não contendo as suas lágrimas. Nesse momento desabei... Fiquei sem palavras... “É por isso que você não pode ficar aqui, eu estou te desligando dessa empresa”, ela conclui muito emocionada.

A vida é feita de engrenagem, de rotina. Quando uma peça apresenta problema o restante das outras ou param de funcionar ou se movimentam de uma forma totalmente nova. As mudanças são difíceis de serem compreendidas, mas são necessárias. Talvez um dia eu entenda que foi melhor inovar do que rotinizar.
J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 26 de novembro de 2013

5 anos de JJ!




"Até que um dia esse bebê crescerá, e verá que seu propósito se cumpriu. Ele não perderá seus tios nem tias. Mas a família aumentará. Ele, que antes engatinhava, alçará vôos altos". Crônica Comemorativa em 26/11/09


Pois é, o bebê cresceu. Hoje ele já é uma criança com seus 5 anos de idade. Ele já fala, já anda pra lá, pra cá. Já tem uma certa noção do mundo. 5 anos. Uma data cheia de significados: firmeza, solidez, força, vida e sabedoria. Firmeza, porque o bebê não mais cai, está sustentado por suas pernas; solidez, porque ele não é mais tão frágil como antes; força, porque a medida que o tempo passa ele adquire experiência e resistência; vida, porque o tempo provou o tão sublime ela é; e sabedoria, porque ele já tem noção do mundo, já é "sabidinho".


Eu só tenho o sentimento de muita emoção e alegria, por essa criança já adquirir tantas coisas, com 5 anos de vida. É a mesma sensação de um pai ao ver que seu filho aprendeu alguma coisa, ou que seu filho não mais chora ao ir pra escola, que seu filho já é um menino.

Menino este que no ano de 2013 adquiriu coisas, que só poderiam ser conquistadas com o tempo, e porque ele plantou isso. Seu pai conquistou um curso superior. Ele ganhou mais dois "cuidadores", que o amam com todo amor. Ele tornou-se mais sábio, mais profissional. Ganhou pautas e pautas, que foram conquistadas com esforços, dedicação e com seu empenho.

Fazer 5 anos não é para qualquer menino (ou não é para qualquer blog). O Jovem Jornalista está fazendo bodas de madeira. Quando eu vejo uma madeira, logo lembro de firmeza, resistência. Além disso, a madeira para mim representa vida, árvore, natureza, um ar puro. E é isso que eu desejo para o meu menino: muitos anos de vida! Que você possa respirar novos ares, e alçar (essa parte ainda falta) novos e excelentes vôos! J-J



Feliz aniversário, meu menino! 



Por: Emerson Garcia

sábado, 23 de novembro de 2013

Sentimento sem limites


A singeleza é algo belo, no entanto, raro nos dias atuais. Os relacionamentos são geralmente na base do interesse. Poucas pessoas se aproximam das outras sem querer nada em troca. Ter é mais importante do que ser. O poder é mais forte do que o sentimento. A pureza de sentimentos é substituída pela podridão do capitalismo e das riquezas pessoais.

Por que não queremos o que tem dentro das pessoas? Por que o exterior delas é mais determinante, a ponto de relacionarmos ou não com elas? Será que uma moça gorda não teria nada de precioso para oferecer? Será que uma bela menina de olhos claros altista não é importante como uma pessoa normal?

Os relacionamentos de Mike e Molly e Rafael e Linda, representados atualmente na mídia, mostram que mais importante é o ser, do que o ter. Fazer o outro feliz; aceitar o outro como ele é e amá-lo sem limites; ver além de uma casca; além de um defeito; fazer com que o outro seja importante, não para o mundo, mas para você que o ama; são características que pelo menos eu tenho tentado colocar em prática.

Mike e Molly superaram limites juntos. Ambos acima do peso, e talvez isso fosse um limite, mas um viu além dessa característica e o amor nasceu! O que prevaleceu não foram as características físicas, mas a alegria de Mike, a doçura de Molly e a singeleza dos dois.

O mesmo aconteceu com Rafael e Linda. Rafael resolveu ver além dos muros do preconceito e, de uma maneira mágica, se apaixonou por Linda, uma autista, de uma forma incomum, porque ele entrou no mundo dela e os dois criaram um mundo que é só dos dois. Para mim essa é uma das partes mais bonitas de Amor à vida.

Saber do que o outro gosta, dando no dia dos namorados uma torta com seu nome, ou um casaco de aviador; além disso, suportar o chulé do outro; ou perdoá-lo por ter falado algo que a desagradou; ou ainda, criar um forte com livros; comer e sentir o tato das flores; ver o olhar do outro por uma fenda; sentir a falta do seu amor e chamar por ele; são coisas simples e ao mesmo tempo tocantes, que traz um diferencial a qualquer relação, além de tirar a viseira do preconceito e da limitação, e ver o outro como ele realmente é. J-J




Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

5Q: Procura Obsessiva







Moral
Até que ponto uma mãe iria para reencontrar sua filha recém-nascida que jura que não está morta? Quando as circunstâncias estão contrárias e as evidências são muito claras, essa mãe se vê só, na procura da filha, sem a ajuda do seu própria marido que diz que ela está louca.

Cena boa
A cena retrata na imagem acima pra mim foi o ápice do filme! Impossível não se emocionar!

Cena ruim
A cena do incêndio realmente é de cortar o coração, assim como as supostas cinzas do bebê.

Perfil
Luz Cuevas é uma mãe que não teve a oportunidade de cuidar da sua filha desde a sua tenra idade. Um incêndio fez com o que seu mundo virasse de cabeça para o ar e colocou em cinzas seu sonho da maternidade. Mas quem é culpado por esse incêndio? Será que sua filha ainda está viva?

Opinião
Um dos poucos filmes da Sessão da Tarde da Globo que eu considerei excelente. Um drama de 2008 , com atores hispanolatinos. A película faz você torcer junto, desvendar o mistério principal da trama, como se você fizesse parte do filme. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Como você influencia na rede?





Depois do Cristian, do RBD, percebo como as pessoas se estragam nas redes sociais. Cristian pecou por colocar fotos cortando seus pulsos no twitter. Me entristeceu ver um famoso como ele fazendo isso e mostrando para todo o mundo. Ele deveria respeitar os fãs dele, que por ser espelho deles, essa atitude não cabe.  Chegaram a me dizer que foi brincadeira, mas toda brincadeira tem limite.





Assim como Cristian, pessoas no Facebook, não famosas, se estragam não dessa forma, mas parecida: colocam fotos sensuais; postam que estão bebendo tequila; tiram foto da mãe acidentada e a chegada do SAMU; colocam fotos com o pé torcido (e esperam que as outras coloquem "o que foi?", "nossa, que pena de você"); colocam a conta corrente do banco (já vi dois amigos fazendo isso para receber caridade, como se fosse um Criança Esperança); colocam conflitos familiares como se eles fossem ser resolvidos ali (SIM! Infelizmente no passado eu fiz isso!!) e por ai vai...

Qual é a influência que esse tipo de pessoa está gerando nas outras pessoas?! (Sim! Todas as situações acima são reais!!). Eu diria que ou uma influência negativa ou uma influência neutra. Talvez, você irá influenciar as pessoas a terem as mesmas atitudes que você. E é ai que está o perigo! Se é para influenciar, vamos influenciar positivamente!

Agora, eu reflito muito no que colocar, principalmente no Facebook, respondendo a pergunta: "Será que isso vai agregar na vida dos meus amigos ou não?!" Se eu quiser estragar a minha vida, que eu a estrague fora das redes sociais. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

S1m0ne, avatar e holografia: os limites da tecnologia

À beira de ver sua carreira desmoronar, Viktor Taransky (All Paccino) precisa de uma atriz que substitua a estrela que acaba de demitir, devido às regalias que ela exigia. É quando ele conhece Hank Aleno (Elias Koteas), um fanático por computadores, que está disposto a fazer a carreira do diretor deslanchar novamente. Contudo, Aleno morre e deixa um misterioso programa nas mãos de Taransky. É quando ele cria uma atriz digital, chamada S1m0ne (Rachel Roberts) e a utiliza em seus filmes, só que não imagina que S1m0ne se tornaria em uma artista famosa e venerada. Ele utiliza essa fama a seu favor, fazendo de S1m0ne capas de várias revistas e uma cantora pop star. Até que chega um momento que ele é confrontado com a verdade.



S1m0ne é um retrato da sociedade tecnológica atual, onde é necessário que profissionais se reiventem, porque o mundo digital pede isso. Assim como o diretor precisou se reiventar profissionalmente, jornalistas o precisam. Se você não dominar a tecnologia você fica por fora do mercado. A tendência do jornalismo atual é a criação de avatares, como S1m0ne, que passem informações e notícias. Contudo, além do domínio dessa tecnologia, é preciso a elaboração de um avatar que possua credibilidade.

O rompimento entre a realidade real e a virtual é uma possibilidade de criação de recursos, como S1m0ne, que sane a dúvida de não-confiabilidade. O público leigo pode se confundir e se perguntar se a informação passada é ou não real, já que o avatar é virtual. Com esse domínio, a possibilidade de interatividade entre real e virtual torna-se uma tendência possível, visto novas tecnologias que são empregadas em suportes tradicionais, tais como a TV e o cinema. O público pode comunicar-se com o avatar.





Além disso, a presença física pode ser substituída pela virtual, à medida que, através do recurso da holografia, é possível ter o espectro de uma pessoa em qualquer lugar do universo. Será possível realizar entrevistas que são localizadas no cyberespaço. A quebra desses paradigmas precisam ser melhor analisados e trabalhados, porque lidam com questões éticas e também de conteúdo. É dever do jornalista conhecer essas nuances.
J-J

Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

5Q: A Busca









Moral
Será possível conhecer um filho pela ausência? Até onde a nossa força de vontade pode nos levar? Um filme sobre redenção e autoconhecimento, que irá levar o personagem principal a conhecer suas origens.

Cena boa
A cena do personagem de Wagner Moura no início do filme fora de si, quebrando uma cadeira cheia de significados, para mim foi uma das melhores.

Cena ruim
Particularmente não gostei de uma das cenas finais da esposa do personagem principal enchendo uma piscina. Sei que teve significados, mas eu não curti muito.

Perfil
Theo é um homem infeliz, que está a beira de um divórcio, e além disso, vê seu mundo desmoronar quando seu filho Pedro desaparece de uma forma misteriosa. Agora Theo vai ter que se redescobrir. Encontrar seu filho. Saber do significado da paternidade de uma forma inesperada.

Opinião
O filme brasileiro me prendeu do início ao fim, talvez pela história ser comovente e familiar a mim. Me mostrou que devemos buscar nossos sonhos, buscar reconstruir, buscar um "eu" perdido, buscar a reconciliação, entre tantas outras coisas. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Com uma mochila é possível realizar sonhos




A obra Europa na Mochila, de Nil Marques, conta a história de um universitário sem grana que deseja conhecer a Europa, apenas com uma mochila! O livro tem aventura, humor, amor, sexo e cultura. A obra é romance de ficção baseado em fatos reais (98% real), que pode ser útil como um guia mas se dá de forma literária.

O personagem universitário foi baseado no próprio autor do livro, em sua essência. Em uma entrevista que Nil deu ao JJ ele disse que  como um alterego. Ele é o sentimento do autor, encarnado, enquanto vive as experiências". A ideia do livro surgiu logo após Nil voltar de uma viagem à Europa, e ai ele começou a registrar suas vivências e a obra nasceu.

O processo de pesquisa do autor se deu pela observação, conversas, visitas a museus e a literatura local. O livro contém fotos tiradas pelo próprio autor do livro, deixando-o mais autoral.

Um livro como Europa na Mochila é mais do que uma literatura, ele é informacional e pode ter a capacidade de influenciar as pessoas visitarem, ou não, a Europa; além de ser um material rico, para quem quer conhecer a cultura européia, e para quem tem curiosidade de saber das diferenças do Brasil e da Europa.

De acordo com o autor, "o problema no Brasil é cultural! É impossível mudar a cultura de um povo, mas é possível criar uma nova cultura". Ele percebeu que na Europa a educação é elevada, existe consciência política e punição. E disse que se a educação melhora, o país também.


Quando Nil visitou a Europa com sua mochila percebeu a diferença de cultura entre o Brasil e a Europa. Segundo ele, a simpatia e o calor humano são características da terra tupiniquim. "A Europa, também, tem dessas coisas, mas é diferente. O Brasil é um país multicultural, isso nos faz privilegiados, pois, temos todas as culturas do mundo e podemos nos adaptar a qualquer lugar", explica. (leia mais sobre no texto Ensaio da Cultura Brasileira)

O objetivo de Nil Marques com o livro não é apenas que as pessoas conheçam a Europa através do seu olhar, mas aprender com os fatos vividos pelo personagem. Ele passa por privações, desafios, intempéries, mas sempre em busca do seu sonho.  "A viagem é, apenas, um sonho realizado que contém inúmeros desafios. Penso que, talvez, essa seja a grande contribuição da obra: mostrar a força do brasileiro para superar dificuldades e realizar sonhos". J-J





Nil Marques é paulistano, escritor, terapeuta e ministra palestras, como Comunicação e Oratória.
Europa na mochila será lançado no próximo sábado, 9 de novembro, às 15h00, na Livraria da Vila, em São Paulo. 


Por: Emerson Garcia
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