segunda-feira, 11 de novembro de 2013

S1m0ne, avatar e holografia: os limites da tecnologia

À beira de ver sua carreira desmoronar, Viktor Taransky (All Paccino) precisa de uma atriz que substitua a estrela que acaba de demitir, devido às regalias que ela exigia. É quando ele conhece Hank Aleno (Elias Koteas), um fanático por computadores, que está disposto a fazer a carreira do diretor deslanchar novamente. Contudo, Aleno morre e deixa um misterioso programa nas mãos de Taransky. É quando ele cria uma atriz digital, chamada S1m0ne (Rachel Roberts) e a utiliza em seus filmes, só que não imagina que S1m0ne se tornaria em uma artista famosa e venerada. Ele utiliza essa fama a seu favor, fazendo de S1m0ne capas de várias revistas e uma cantora pop star. Até que chega um momento que ele é confrontado com a verdade.



S1m0ne é um retrato da sociedade tecnológica atual, onde é necessário que profissionais se reiventem, porque o mundo digital pede isso. Assim como o diretor precisou se reiventar profissionalmente, jornalistas o precisam. Se você não dominar a tecnologia você fica por fora do mercado. A tendência do jornalismo atual é a criação de avatares, como S1m0ne, que passem informações e notícias. Contudo, além do domínio dessa tecnologia, é preciso a elaboração de um avatar que possua credibilidade.

O rompimento entre a realidade real e a virtual é uma possibilidade de criação de recursos, como S1m0ne, que sane a dúvida de não-confiabilidade. O público leigo pode se confundir e se perguntar se a informação passada é ou não real, já que o avatar é virtual. Com esse domínio, a possibilidade de interatividade entre real e virtual torna-se uma tendência possível, visto novas tecnologias que são empregadas em suportes tradicionais, tais como a TV e o cinema. O público pode comunicar-se com o avatar.





Além disso, a presença física pode ser substituída pela virtual, à medida que, através do recurso da holografia, é possível ter o espectro de uma pessoa em qualquer lugar do universo. Será possível realizar entrevistas que são localizadas no cyberespaço. A quebra desses paradigmas precisam ser melhor analisados e trabalhados, porque lidam com questões éticas e também de conteúdo. É dever do jornalista conhecer essas nuances.
J-J

Por: Emerson Garcia

2 comentários :

  1. Não gosto de filmes com demasiados efeitos.

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  2. É, o limite entre o real e o virtual está cada vez mais tênue...

    http://naomemandeflores.com

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