sábado, 30 de junho de 2012

Dom de reportagem: Além do arco-íris


  
 Compreenda o homossexualismo, a homoafetividade, entre outros, a partir do enfoque da sexualidade humana; além da causa de preconceitos e os direitos e deveres dos homossexuais


O termo homossexualismo está em voga atualmente por se tratar do direito sexual das pessoas. Por outro lado, ao mesmo tempo em que ele é um direito, pode ser motivo de polêmica, a começar por sua nomenclatura.

A união entre pessoas do mesmo sexo pode ser compreendida como uma ‘perversão sexual’ por causa do sufixo ‘ismo’. A psicóloga e sexóloga Rosenita da Silva diz que “é importante entender o que diferencia cada coisa, e não ser preconceituoso”. Sendo assim, além do homossexualismo, é preciso compreender termos como a homoafetividade e a homossexualidade.

De acordo com Rodrigo Cristiano*, 19, estudante de Administração da Universidade Católica de Brasília (UCB), “a questão da homoafetividade poderá trazer um conforto maior no ‘mundo gay’ porque ela defende uma série de fatores, como ter uma parceria civil, poder adotar uma criança, ter direitos de uma união matrimonial”, explica.

Essas questões estão mais vinculadas com a sexualidade humana, segundo o bacharel em psicologia e autor do livro O armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido, Fabrício Viana. Para ele, “o homossexualismo, e seus derivados, é apenas uma expressão natural da sexualidade humana”.

Há três aspectos com relação a sexualidade humana, segundo a psicóloga Rosenita. O papel sexual, que possibilita entender como a sociedade interfere na sexualidade; a identidade sexual, que determina se a pessoa se sente como homem ou mulher; e a orientação sexual, que diz respeito a como o indivíduo se direciona sexualmente.



Sair do armário
Assumir a homossexualidade não é tarefa fácil porque o indivíduo está inserido em sistemas. Ele possui família, amigos, faz parte de universidades e escolas. Mas antes dele fazer parte desses sistemas, ele possui uma individualidade. “A felicidade homossexual tem haver com a aceitação de si mesmo. Se você se aceita, você não tem problemas com sua orientação”, enfatiza Rodrigo Cristiano* que se considera homossexual e homoafetivo.

Mesmo com essa autoaceitação não há como evitar piadas e preconceitos de mal gosto. É o caso do estudante Paulo de Sousa* que sofreu preconceito na Universidade que freqüenta. “Fico indignado quando tem ‘bicha’ na minha sala”, foi o que disseram. “A atitude deles fez com que eu me sentisse desprezado, um mal para a sociedade, quando tenho certeza que não sou”, comenta o estudante.

A autoaceitação e a aceitação da sociedade são assuntos delicados a se tratar. Estudantes de Universidade que se assumem sentem-se em um ambiente paradoxal, que prega a diversidade e a convivência de indivíduos de diversas classes sociais, formação cultural, religião e cor, mas também trata indivíduos homossexuais como ‘menos cotados’

Bruno Dantas, 20, aluno do 7º semestre de jornalismo, afirma “não haver discriminação visível nem opressora na universidade onde estuda, mas também não vê um espaço aberto para abraçar a diversidade”.

É possível que a universidade acolha políticas de direitos iguais, que tem a intenção de contemplar a diversidade, mas, dentro dela existem pessoas de opiniões variadas. “Do que adianta a universidade pregar uma coisa, mas seus membros serem contra?”, indaga Rodrigo Cristiano*.

Segundo o pró-reitor de extensão, Luiz Síveres, “há espaço para a manifestação de qualquer diversidade, contanto que a missão e o projeto institucional sejam, também, respeitados, já que trata-se de uma universidade católica".

“Somos todos Homo Sapiens”
Assim como heterossexuais, indivíduos que fazem parte da nomenclatura atual, GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), possuem o direito de constituir família e adotar uma criança, por exemplo. O advogado e pesquisador em Direitos Humanos, Romualdo Flávio, torce para que os direitos dos homossexuais sejam salvaguardados. “Assim como no caso dos negros, crianças e índios”, enfatiza.

O respeito às diferenças e ao ser humano torna-se fundamental na sociedade. Se os heterossexuais podem ser felizes, os homos também podem, contanto que se preserve a instituição. “Às vezes os homossexuais não se dão o respeito”, disse Rodrigo Cristiano* ao ser questionado sobre o comportamento excessivo de alguns homossexuais.

Há projetos, como o Klaus** na Universidade Católica de Brasília (UnB), que promove a cidadania GLBT com filmes, palestras e sessões de desabafos. As ONG’s definem a homossexualidade como uma característica humana que não permite sua colocação superior ou inferior, apenas como diferença. J-J


*Foram utlizados nomes fictícios para preservar a identidade.
**A ONG Klaus possui uma rede social para a divulgação de suas idéias: WWW.twitter.com/klausunb.

Por: Emerson Garcia

2 comentários :

  1. Homossexualismo é um tema bem complicado. Na minha opinião é uma escolha da pessoa, não é para mim que ela tem que prestar contas e sim para outro, se é que você me entende.

    Mas assim como todo cidadão, eles também tem direitos. Porém os seus direitos acabam quando começa o do outro.

    E homofobia são ''animais'' que não tem um pingo de educação e se acham do direito de ''arrumar'' a situação.

    bjs
    ederoerasunhas.blogspot.com

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  2. Assunto polêmico e muito falado ultimamente. Cada pessoa tem o direito de ser feliz, mas existem situações que eu não concordo, como por exemplo a adoção de crianças,tds nós precisamos ter um referencial homem e mulher (pai e mãe), mas a sociedade diz que tudo é normal. Isso meche mt com a cabeça da criança. O problema é q alguns deles querem privilégios, se for desse jeito cada tribo na sociedade vai ter q ter uma lei própria, imagine o caos. As pessoas precisam se respeitar da forma que são e ponto final.

    Obg pela sua visita no meu blog.
    Faz mt tempo que não vinha aqui.

    :*

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