Pode conter spoilers!
Hoje a Quinta de série é dupla. Agora, falo da série documental que revisitou um dos casos mais emblemáticos de Brasília, a Crime da 113 sul. Dirigida por Luiz Ávila e roteirizada por Joelson Maia e Reynaldo Turollo Jr., a produção foi lançada em 2025 e possui classificação etária de 14 anos.
A produção investiga o brutal assassinato triplo ocorrido em Brasília no ano de 2009. Um ex-ministro do TSE, José Guilherme Villela; sua esposa, Maria Carvalho Villela; e sua empregada, Francisca Nascimento da Silva são mortos. A filha do casal é a principal suspeita, mas acontecimentos incomuns põem as investigações à prova.
A produção possui quatro episódios, são eles: Mandante; Executores; Provas inexploradas; e Na cena do crime. Eles exploram as investigações e os mistérios que cercam o caso. As três vítimas foram encontradas sem vida com mais de 70 facadas em um apartamento na Asa Sul.
A série mergulha nas mais de 16 mil páginas do processo e questiona se a polícia buscou provas reais ou se focou em confirmar uma autoria predefinida. A produção inclui entrevistas com jornalistas, testemulhas, advogados e com a própria Adriana Villela, cuja condenação foi anulada devolvendo o caso aos tribunais superiores.
Achei interessante a produção por trazer entrevistas com a principal suspeita do crime, Adriana. Ela foi apontada pela polícia e pelo Ministério Público como a mandante do crime por desavenças financeiras e disputas de herança. Mas a medida que as investigações avançavam, se encontraram mistérios e retirou-se Adriana de ser a mandante do crime. Assim, a série expõe falhas nas investigações, contradições e manipulações de provas. Ela questiona a versão oficial e as conclusões das autoridades.
Crime da 113 sul ganhou ainda mais repercussão à medida que o caso voltou aos holofotes judiciais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a condenação de Adriana, fazendo com que ela voltasse a ser ré e colocando as provas do processo em xeque. A ONG Innocence Projetct Brasil também atuou no caso pedindo a liberdade de condenados por alegarem inocência na execução.
Três homens foram condenados pelo crime, mas eles acusavam Adriana de ter sido a mandante e ter encomendado a morte dos pais e da empregada, pagando joias e 27 mil dólares. Adriana, por sua vez, negou isso e acusou os homens de latrocínio - roubo seguido de morte. Foi um caso que teve muitas reviravoltas, que transformou Adriana de mandante para ré, com muitos depoimentos anulados e novas perspectivas vistas.
A produção é surpreendente e prende a atenção do início ao fim. Recomendo a produção. J-J
Por: Emerson Garcia








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