sábado, 20 de dezembro de 2025
Rádio Bagaralho: Programa 'Discografia Kid Abelha'
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Quinta de série: Sullivan & Massadas: retratos e canções
Pode conter spoilers!
Hoje é dia de Quinta de série. Dia de falar da série documental da Globoplay Sullivan & Massadas: Retratos e canções. A produção conta a história da dupla de compositores Michael Sullivan e Paulo Massadas, que criaram cerca de 700 músicas de sucesso nos anos 80 e 90. A série relembra a trajetória vitoriosa da dupla, com depoimentos de diversos artistas, mostrando como eles se tornaram uma "fábrica de hits". Com estreia no dia 6 de março de 2024, foi criada por Pedro Bial e André Barcinki; com direção de André Barcinski; roteiro de Nélio Abbade e Heitor D'alincourt. Contou com 5 episódios de 50 minutos em média cada um. No elenco estavam presentes Roberto Carlos, Tim Maia, Alcione, Xuxa Meneghel, e muitos outros que gravaram músicas da dupla.
No período em que um civil volta à Presidência da República, o rock nacional explode nos grandes festivais. A dupla de hitmakers se consolida como de grandes compositores de sucesso. Sullivan & Massadas: retratos e canções documenta a carreira da dupla, desde a parceria até a influência de suas composições na indústria fonográfica brasileira. Uma curiosidade importante é que a dupla chegou a ter 40 canções nas paradas de sucesso simultaneamente.
A produção é um pedaço da memória musical afetiva do Brasil, trazendo uma importante lição para a crítica musical contemporânea. Pense em uma lista de músicas com 50 canções populares. Certamente, 70% delas são da dupla de hitmakers. A produção apresenta tantas músicas de sucesso, que você nem desconfia que os autores são Sullivan e Massadas. Você se diverte em adivinhar a próxima canção que a série vai mostrar e você nem desconfiava que era deles.
E são muitas. Tem Me dê motivo, eternizada na voz de Tim Maia e que se tornou um hino de corno; até os hits infantis de Xuxa e Trem da Alegria, como Lua de cristal. Essas canções saíram da caneta de ouro da dupla. Também tem Whisky a go go do Roupa Nova, Deslizes, Um dia de domingo, Talismã... A dupla é versátil e compõe para gêneros como infantil, MPB e até mesmo música sertaneja.
A dupla iniciou em bandas de baile, passando pelas primeiras tentativas frustradas de se firmar como artistas solos. Eles tiveram um longo caminho a ser percorrido para atingir o estrelato. Tudo isso até eles se consolidarem como a dupla nos anos 80, impactando a indústria fonográfica brasileira.
O diferencial é tê-los contando e conduzindo a história por meio de depoimentos recentes, com participações valiosíssimas de artistas que ajudaram a dar vida aos sucessos da dupla, como Sandra de Sá, Robertinho de Recife, Fagner, Gal Costa e até mesmo Roberto Carlos, em rara entrevista. Artistas mais novos, influenciados pela obra dos dois, como Zeca Baleiro, Xande de Pilares, Chico César e a dupla Anavitória, também comparecem com depoimentos e reinterpretações de algumas canções. Esse é o ponto alto da série documental: os números musicais reinventam as canções de Sullivan e Massadas, em vozes inéditas.
Sullivan e Massadas contam casos de bastidores divertidíssimos, como o da vez que Tim Maia ouviu um jingle que a dupla havia escrito para a Rádio Bandeirantes e ligou aos prantos, emocionado e "exigindo" gravar a música... que na voz do Síndico virou o hit Leva, com a mesma letra. Ou de como precisaram brigar com a gravadora pra manter o título e o refrão Joga fora no lixo, considerado inadequado pra uma canção de amor. As músicas se tornaram atemporais impactando a vida dos brasileiros por gerações até os dias de hoje. São músicas que caem no gosto do público e que embalaram as rádios e as trilhas de novelas.
A série não é apenas documental, é um mergulho profundo nos bastidores da música brasileira dos anos 80 e 90, conduzido pela história de dois nomes que transformaram sentimentos em hits inesquecíveis.
Por trás das letras românticas, dos refrões melódicos e das composições que embalaram novelas, rádios e corações, existe muita história e bastidores. Em conversas francas, a dupla revela não só o processo de criação, mas também as dores, rupturas, reencontros e cicatrizes deixadas pelo tempo. São depoimentos que transbordam verdade.
Desse modo, a produção utiliza imagens de arquivo, bastidores e entrevistas atuais para tecer uma linha do tempo afetiva. A cada episódio, fica claro que as composições não nasceram por acaso - foram fruto de um país efervescente, de vivências intensas e de artistas que sabiam traduzir o espírito de seu tempo.
Eis alguns motivos para ver a produção: porque é um documento histórico da música brasileira, porque reconecta o público a canções que marcaram fases da vida, porque mostra com sensibilidade, beleza e dor de criar algo juntos e porque humaniza ídolos e revela bastidores que não cabiam nas capas dos discos.
Sullivan & Massadas: retratos e canções é daquelas séries que não se assiste - se sente. Ao final da produção fica a certeza de que algumas parcerias são maiores que o tempo e que certas músicas, quando tocam, continuam fazendo o que sempre fizeram: nos lembrar quem éramos, quem somos e quem ainda queremos ser. Fica a dica de produção para assistir. J-J
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Kyaraben - bentô de personagens
Uma comida pode ser gostosa e ter uma aparência divertida. A artista Etoni Mama, direto de Tóquio, no Japão, produz as marmitas dos filhos e faz mais além: levando-as para outro nível. Ela transforma pratos do dia a dia em verdadeiras artes comestíveis, que não dão a mínima vontade de comer, mas de apenas contemplar.
A arte que ela produz é chamada de Kyaraben (bentô de personagens) e ela cria pratos lúdicos com animais, personagens de cinema e da indústria cinematográfica e com cenas encantadoras. Essa é uma forma de incentivar as crianças a comerem de forma mais divertida e saudável. Com essa técnica ela conquista muitos seguidores nas redes sociais com sua criatividade. Confira alguns dos trabalhos:
As criações dessa mãe de Tóquio podem ser compartilhadas no Instagram, no perfil @etn.co_mam. Gostaram? Deve dar um trabalhão para se fazer, não é mesmo?! J-J
Por: Emerson Garcia
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Chá Musical do dia 13 de novembro de 2025
Dia 13 de novembro de 2025 aconteceu mais uma edição do Projeto Chá Musical na Vila Telebrasília. Essa edição contou com as apresentações de Laila, Danne, Lucimar, Paulo, Rodrigo Soalheiro e do Coral Sustentart. O evento teve início com as considerações iniciais de Lígia, coordenadora do Centro de Artes.
Logo após as considerações, foi a vez da pequena Laila, violoncelista, arrasar na apresentação com suas mãos doces e delicadas. Ela tocou duas peças do método Suzuki, arrancando aplausos e olhares surpresos da plateia presente.
A seguir, foi a vez de Lucimar Rodrigues e Danne Strauss se apresentarem. Enquanto Lucimar cantava, Danne dedilhava seu violão e acompanhava a cantora. Eles resolveram fazer uma homenagem ao Dia da Consciência Negra que se aproximava, no dia 20 de novembro. Eles apresentaram O canto das três raças de Clara Nunes e O Juízo Final de Nelson Cavaquinho.
O canto das três raças é uma canção composta por Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, gravada pela cantora brasileira em 1976 no LP de mesmo nome, regravada em 1995 no CD pela gravadora EMI-Odeon. O apelido "cantora das três raças" foi dado à Clara Nunes. Os compositores de Juízo Final são Nelson Cavaquinho e Élcio Soares. A música foi lançada originalmente em 1973 no álbum homônimo de Nelson Cavaquinho e é considerada uma obra-prima que reflete a angústia do período da ditadura militar, misturando a esperança de um futuro melhor.
Em mensagem no Whatsapp, Lucimar efetuou um agradecimento:
"Chá musical, vila Telebrasília, centro de artes! Gratidão à menina @marilza.luciano pelo convite para mais um encontro musical com lindas apresentações! Gratidão ao Danne Strauss que me acompanha sempre!".
Logo em seguida, foi a vez de Rodrigo Soalheiro e Paulo Vieira nos encantar com as músicas e números. Eles escolheram apresentar modinhas, são elas: Rosas flores d'Alvorada (Anônimo) e Canção do poeta do séc. XVIII (Villa Lobos). Foram apresentações interessantes porque o Rodrigo falou mais de cada uma das músicas, situando a plateia.
Por último, foi a vez do coral Sustentart se apresentar pela primeira vez em público. Mais de 15 vozes fazem parte do grupo regido magistralmente por Paulo Vieira, regente e pianista. Eles apresentaram as músicas Descobridor dos sete mares de Michel e Gilson Mendonça; e Caçador de mim, de Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá.
Por: Emerson Garcia


















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