quinta-feira, 31 de julho de 2025

Quinta de série: Investigação Criminal (Prime Video)

Pode conter spoilers!

Curte séries de true crime? Então, Investigação Criminal da Prime Video é uma boa opção. A produção foi criada por Carla Albuquerque e Beto Ribeiro e também dirigida pela dupla. Atualmente, possui 11 temporadas, totalizando 94 episódios, além de 5 especiais. Os capítulos são completos e com duração de 45 minutos, em média, mas sempre fechando todas questões e incógnitas.

Na produção você vai conferir como delegados, peritos e legistas conseguiram encontrar respostas para duas perguntas principais: como aconteceu? quem matou? Tais perguntas estão ligadas em crimes que abalaram o país e mexerem com a opinião pública.

A essência do programa é documental, além de trazer os principais bastidores das investigações dos crimes que mais chocaram o Brasil. Os elementos e fatos desconhecidos de seus respectivos inquéritos são ordenados e apresentados com precisão por intermédio de entrevistas com delegados, peritos criminais e legistas e outros profissionais envolvidos nos casos.

Crimes de grande repercussão nacional foram expostos, tais como dos Nardoni, dos Richthofen, maníaco do parque, da Mércia Nakashima e do cartunista Glauco e o resultado final é um bom documentário em tela.  


Medialand é a produtora do seriado, que vale a pena ser visto e revisto pelo alto teor de profissionalismo, verdade e seriedade com o qual o projeto fora criado. Investigação Criminal traz conhecimento sobre a cronologia dos fatos, motivação, contexto e detalhes técnicos e científicos das investigações de crimes que chocaram o Brasil. Além disso, apresenta elementos desconhecidos dos inquéritos. Fica aqui a dica de hoje. J-J



Por: Emerson Garcia

Quinta de série: Dr. Death (podcast)

Pode conter spoilers!


Hoje é dia de falar do podcast Dr. Death (em português, Dr. Morte). A produção da Wondery conta a história do neurocirurgião Christopher Duntsch. A versão em português é distribuída pela mesma plataforma. O podcast está disponível no Spotify, em 10 episódios.

A produção é sobre Christopher Duntsch, um médico que causou danos graves a 33 pacientes e ocasionou a morte de 2, e sobre o sistema que falhou em protegê-los. O podcast original foi lançado em inglês em 2018 e a versão em português conta a mesma narrativa chocante sobre o caso.

Ficamos mais suscetíveis quando vamos aos médicos. Há certa confiança em quem está com o bisturi em mãos. Confiamos no hospital e no sistema. O médico Christopher Duntsch era um neurocirurgião que irradiava confiança. Ele afirmava ser o melhor de Dallas. Se você tivesse dor nas costas e tentasse de tudo, o dr. Duntsch poderia fazer a cirurgia da coluna para acabar com sua dor. Não demorou muito para seus pacientes começarem a apresentar complicações e o sistema de saúde não foi capaz de protegê-los. O que invocou a pergunta: a quem - ou o quê - esse sistema foi feito para proteger?

O podcast foi apresentado, na versão em português, por Laura Beil. A série estreou em 4 de setembro de 2018 e durou até 13 de dezembro de 2018. Para promover o podcast foi alugado um outdoor em frente ao Baylor Scott & White Medical Center em Plano, no Texas, mas, devido a reclamações, ele foi coberto. O Baylor Plano negou qualquer envolvimento na remoção do outdoor.

Dr. Morte recebeu críticas em sua maioria positivas. A revista GQ Maganize o classificou como "o podcast mais assustador do ano". E realmente é assustador, você se insere na série e sente a dor e a tragédia dos pacientes desse doutor. Ao ouvir a produção, me remeteu a vários casos conhecidos e familiares sobre procedimentos cirúrgicos que não obtiveram êxito e isso é o mais aterrorizante e chocante.

Em 3 de outubro de 2018 foi anunciado o início do desenvolvimento da série televisiva pela Universal. Patrick Macmanus, o showrunner de Happy! assumiu a produção executiva e escreveu o roteiro.


Dr. Death não é uma ficção, é um enredo real de um dos podcasts true crime mais impactantes dos últimos tempos. O programa tornou-se um fenômeno e um alerta global sobre confiança, ética e falhas grotescas no sistema de saúde. Assim sendo, o horror vestiu um jaleco e atendeu com um sorriso! Detalhes estarrecedores foram expostos: como um médico despreparado (e perigoso) pôde operar por tanto tempo sem ser detido? A resposta encontra-se, justamente, em falhas burocráticas, interesses financeiros, vaidade profissional e um enredo que, se fosse ficção, seria tachado como exagerado.

Este é um true crime distinto que não foca num serial killer de becos escuros, mas sim em um horror real, institucional e sistemático. O mal aqui usa jaleco, diploma e fala com voz doce.

Laura Beil possui uma narração firme - investigativa, ética e sensível - dando o tom certo à trama: um jornalismo de altíssima qualidade embalado como série de suspense. As entrevistas com promotores, vítimas, médicos e especialistas dão profundidade à narrativa. Cada episódio é uma peça de um quebra-cabeça que termina com a pergunta: quantos outros Dr. Deaths estão por aí?! E eu posso dizer que há vários!

O ritmo da produção é viciante e envolvente. Você pode ouvir a produção na rua, no caminho de casa, dentro do ônibus ou no carro. Mas atenção: é preciso ter cabeça fria e estômago, pois os erros são irreversíveis, os relatos duros e a frustração com o sistema constante.

Contudo, mais do que chocar, a série propõe reflexão. Do tipo: até onde vai a confiança que damos a profissionais "intocáveis"? Quais são os limites do poder institucional? E quem protege o paciente quando o sistema falha? Se você curte de podcasts que entregam tensão narrativa, investigação séria e impacto emocional, este é obrigatório.

Você já ouviu Dr. Death? O que mais te chocou nessa história? Conta pra gente nos comentários e recomenda outros true crimes que viraram séries de fone! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Sustentart Centro de artes: conheça os cursos!

Já pensou em participar de oficinas de arte gratuitamente? O Centro de Artes da Vila Telebrasília oferece essa possibilidade. O intuito é capacitar as pessoas por meio da arte, incluindo oficinas de desenho e processo criativo, pintura, mosaico, canto coral, xilogravura, cerâmica e arte no papel. As aulas são presenciais e terão início na próxima semana, dia 4 de agosto de 2025.

O projeto Sustentart é patrocinado pelo FAC (Fundo de Apoio à Cultura) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Além das oficinas, o projeto busca promover a transformação social, sensibilidade e expressão por intermédio da arte, com foco no acolhimento e na criação coletiva.

150 jovens e adultos demonstraram interesse em participar das formações oferecidas, ocasionando num record de inscrições. Tais pessoas terão as oportunidades de aprendizado e criação ampliados. Além disso, o projeto promove a expressão criativa e a experimentação artística, fomentando o desenvolvimento coletivo e pessoal dos participantes.

Ao final do ciclo formativo, os alunos apresentarão suas criações em uma exposição coletiva e uma apresentação musical na galeria MD Azevedo, além de ter suas obras reunidas, em um catálogo impresso. Isso não apenas gera visibilidade aos talentos locais, como também fortalece a cena cultural do DF.

Com um foco em sustentabilidade e inclusão social, o Sustentart reafirma o compromisso do Centro de Artes em democratizar o acesso à cultura, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social. A proposta é uma integração de desenvolvimento sustentável, arte e educação, promovendo a transformação social por intermédio da cultura.

Para mais informações e inscrições, você pode acessar o link na bio do Centro de Artes no Instagram ou entrar em contato com o site. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 29 de julho de 2025

Exposição 'Arte Negra não pede licença'



No dia 25 de julho de 2025, no Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, aconteceu a estreia da exposição Arte Negra não pede licença na Galeria do Centro de Artes na Vila Telebrasília. O evento foi uma celebração da criatividade e de expressão de mulheres negras, com a participação de 12 mulheres negras artistas plásticas do Distrito Federal.

A noite contou com coquetel, roda de conversa e uma apresentação musical sensacional da cantora e multinstrumentista Luiza Marta. As artistas que tiveram suas obras expostas foram Ana Paula Santos, Shirlene Pérola Negra, Daniella Santos, Gloria Mariete, Jesus Evangelista, Laylla, Marisa, Negra Raysa, Vania Cardoso e as in memoriam Mali Garcia e Gildred. A curadoria do projeto ficou sob a responsabilidade de Ana Monteiro. O evento contou com as presenças ilustres da ministra Edilene Lobo, primeira ministra negra do TSE, Ana Paula Coutinho e Dora Gomes, fundadora e presidente do Instituto É Possível

Ana Monteiro, a curadora da exposição, disse que estava realizando um sonho, mesmo sem a presença de Gildred. É que a ideia da exposição partiu dela e de sua amiga, que faleceu recentemente. Cada obra ali exposta trazia uma história, um grito, memória e canto.

Na abertura da exposição a casa estava cheia, com cerca de 50 a 60 pessoas e a noite foi composta por muita emoção, homenagens, votos e agradecimentos. As obras foram diversas e sempre focando na comunidade negra, bem como nas suas concepções, culturas e especificidades. As obras traduzem em símbolos, cores, texturas e formas, as conquistas, afetos, trajetórias e memórias que compõem a experiência da mulher negra na sociedade brasileira. 



A curadora Ana Monteiro falou mais do projeto, em seu discurso durante a exposição. Ela disse que o evento é um convite ao olhar e a escuta:

"São narrativas que recusam o apagamento e que reivindicam espaço, voz e reconhecimento. São produções que enfrentam o racismo estrutural e o machismo, que questionam padrões eurocêntricos de beleza e valor estético, e que reafirmam, com altivez: a mulher negra cria, pensa, transforma".


As obras expostas são pinturas, colagens, montagens e até mesmo expressões artísticas por meio de objetos e artesanatos com a utilização de linhas e formas. Cada artista possui seu próprio tom e forma de pintar, utilizar cores e objetos. Ana Monteiro falou mais disso:

"As artistas que aqui nos brindam com sua potência são herdeiras de uma longa linhagem de sabedorias que não cabem em livros de história, mas que atravessam o tempo em gestos, cores, texturas e símbolos. Ao valorizarmos suas obras, estamos também reescrevendo as narrativas sobre quem somos e quem queremos ser como sociedade".












O objetivo da exposição foi de enaltecer a mulher negra, já que ela está na base da construção afetiva, social e econômica do Brasil, seja por meio das lutas por liberdade, na criação de comunidades, na manutenção das tradições afro-brasileiras, ou na arte, que resiste e floresce apesar das adversidades. A exposição tem o intuito de inspirar a construção da arte e um país mais justo, plural e verdadeiramente democrático. A mostra não é apenas uma reunião de obras de artistas plásticas negras, mas um tributo à história silenciada de tantas mulheres que moldaram com suas mãos, corpos e vozes, a alma do Brasil, sendo um gesto político e um manifesto estético. A exposição acontece até o próximo dia 15 de agosto. J-J


Por: Emerson Garcia

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