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Resenha 'Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação' de Candido Mendes
O livro Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação de Candido José Mendes faz um apanhado histórico da história da televisão, assim como das tecnologias que foram se aperfeiçoando, como o satélite, o videoteipe, entre outras. Embora o autor diga que faria um apanhado das novas tecnologias de comunicação, ele se detém a falar da televisão, o que deixa a leitura enfadonha algumas vezes, embora a obra seja apocalíptica para a época que foi produzida.
Mendes perpassa desde o surgimento da televisão no Brasil, sistemas televisivos internacionais, videocassete, até chegar a TV a cabo, pay per view e satélites. À medida que a sociedade evoluía, o aperfeiçoamento da imagem era pré-requisito. Essa exigência deu-se desde a programação dos canais até a qualidade das imagens e recursos. E, além disso, os meios de comunicação audiovisuais deveriam segmentar a programação, uma vez que os telespectadores necessitavam de inovações.
Foi aí que surgiu a TV a cabo, que mudou substancialmente a ordem audiovisual, uma vez que a relação entre programação e publicidade seria ressignificada, além de produzir maior autonomia ao telespectador. Com relação a mensagem e meio, o autor traz o conceito de videoteipe. Ele permitiu uma nova dinâmica no ambiente televisivo, já que até então, os programas eram ao vivo.
Ainda no âmbito da mensagem, o satélite propiciou uma imensa velocidade na troca de informações e simultaneidade. Uma pessoa do Brasil e do Japão podem ter a mesma notícia no mesmo espaço e tempo.
Na década de 1980, o autor já fala da programação do pay per view, que é o bom e velho pague para ver. Isso cambiou o cenário de consumo de programação, já que outra vez, além da TV a cabo, o telespectador possui autonomia perante a programação.
Todos os conceitos que Mendes trabalha servem para pensar como, atualmente, a TV se encontra e qual o estágio dela. Cada vez mais os meios de comunicação devem se adequar aos gostos dos telespectadores, com as tecnologias. É claro que, agora, existem mais recursos. A lição do livro, através de um espelho que espelha tanto o presente como o passado, é que as tecnologias devem ser utilizadas como uma forma de produzir comunicação. J-J
Por: Emerson Garcia para a disciplina de Política e Legislação em Comunicação da UCB













