quarta-feira, 23 de março de 2022

Crítica à novela 'A impostora'


Semana passada, na sexta-feira (17) terminei de assistir A impostora que é uma novela portuguesa disponível na Globoplay. As cenas dela se passam em Moçambique, Portugal, Porto, Lisboa e Maputo. Eu não gostei da novela por vários motivos. Ficaram muitos furos na produção e ela não resolve as situações durante o enredo. Nesse post falarei disso, bem como os pontos positivos e negativos em A impostora

Início

Ela começa com uma festa de aniversário, no hotel de uma família rica e nesta festa, o filho Frederico seduz e estupra uma das funcionárias, que é gêmea. Logo depois o pai dele se suicida, sem ao menos sabermos o por quê. Tudo indica que um dos filhos, o Afonso, foi o causador da falência do Hotel da família, a mando da cunhada da vítima do suicídio, porque ela, Yara, queria comprar o hotel para ampliar seus negócios escusos, sendo que o mesmo ia lhe dar um retorno muito grande.

Após ser seduzida, a gêmea Vitória fica grávida e dá a luz a um menino com problemas graves de saúde. Passa-se um tempo e a Vitória reencontra o Frederico e propõe que ela o acompanhe numa viagem, mas ela recusa. A Verônica se encontra com Frederico, se passando por Vitória e faz várias exigências a fim de viajar com ele. Exigências essas, que descobre depois da morte dele, não foram cumpridas.

Na última hora, Vitória viaja no lugar dela, o avião cai e e ela morre como os outros passageiros. A Verônica assume o lugar da irmã e faz de tudo para vingar a morte dela, com chantagens. Descobre tudo sobre a família do Frederico; falsifica exame de DNA; recebe a herança para o filho; e impede de um local, onde mora vários habitantes carentes, de ser destruído, porém, dá uma bobeira danada ao retirar a faca do corpo de um de seus adversários, sendo acusada de assassinato. Termina a novela na cadeia, sem sequer ter direito de defesa.


Pontos falhos na novela​

- Não se descobre quem levou o hotel à falência, e o filho Afonso, que mata os sequestradores da sua tia, sendo ele o mandante do sequestro, fica sem punição. Tudo indica que quem foi responsável pela falência do hotel, propositalmente, tenha sido o Afonso.

- Rodrigo tem um relacionamento com a solista da sua orquestra e a deixa esperando por ele na igreja para se casar e socorrer Diana, seu único e grande amor.

- A Verônica/Vitória engravida dele e não aparece, em nenhuma cena, ela dizendo que está esperando um filho de Rodrigo.  A barriga dela só aparece no fim da novela, que se encerra com o nascimento da filha. Será que essa novela terá uma segunda temporada para explicar os fatos que ficaram suspensos?


- As únicas pessoas que ficam sabendo da dupla identidade é a tia da Vitória, que além da mãe distinguia uma da outra e o padre Francisco, que não podia violar a confissão.

- Quando Verônica é presa, não fazem aquele ritual de colher as impressões digitais, pois fatalmente descobririam que a identidade dela era falsa.

- Houve um assalto no Teatro e eram 6, mas a polícia não descobriu os dois que ficaram vivos. A única mulher sobreviveu com o coração do filho do Rodrigo e Diana. Ela foi trabalhar na casa da Diana tomando conta do irmão que ficou cego e ninguém descobriu que ela recebera o coração do Diniz, porque o cúmplice dela falou para o Rodrigo que ela tinha morrido e este não checou essa informação no hospital.

- O Diniz, durante o assalto, registrou tudo no celular e a mãe dele não teve a curiosidade de ligar o aparelho e ver as últimas chamadas ou qualquer outra coisa.

- Havia a família de mulheres que receptavam joias roubadas e drogas, num antiquário e viviam dessas vendas e não são descobertas, apesar da polícia ter vasculhado a loja... escondiam até nos vasos de plantas. Dá-se a entender que rico pode fazer tudo, menos ir para a cadeia.

- A filha da Yara e o Daniel mandam marginais destruir o Chibengo e não foram descobertos e nem punidos, causando a invalidez do padre.

- Não se descobre quem matou Samuel e nem qual o motivo, levando uma inocente a pagar por um crime que não cometeu.

- Não houve o julgamento da Verônica/Vitória. Nem sequer aparece advogado para defendê-la.

- Algumas personagens terminam sozinhas, como o caso da Sofia que continuava apaixonada pelo Gustavo, sem saber que ela já estava compromissado com outra mulher. Também não há casamentos na novela, o que a deixou vaga.

- Muita coisa sem pé nem cabeça, como a doença da Yara que ninguém sabe se ela foi curada ou não.

- O Rodrigo não descobre que o irmão era um traidor e que passou o tempo todo trabalhando para a tia que queria, a todo custo, comprar o hotel da família. Tudo indica ser ela a mentora da morte do pai deles.


Pontos positivos

- O amor de Guta e Lázaro, mesmo ela não podendo ter mais filhos. Eles lutaram para ficar juntos e terminam assim.

- A amizade de Beatriz e Lázaro.

- A ambiciosa da Luiza terminar sozinha e sem grana.

- A prisão do Daniel.

- O filho da Vitória, Jaime e a filha da Verônica serem cuidados e criados por Rodrigo e Diana.

- O padre Francisco ter ficado no Chibengo.



Espero que a novela tenha uma segunda temporada que explique todas essas questões  e furos que ficaram pendentes. J-J


Por: Marilza Luciano, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

segunda-feira, 21 de março de 2022

5Q: Ataque dos cães

Pode conter spoilers!








Moral

No fundo de um perfil durão, sedutor, homofóbico e preconceituoso pode existir dores e traumas que ninguém imaginaria e que coloca por terra sua pose e pele indestrutíveis. 

Cena boa

A cena em que Peter retorna à cidade depois de muito tempo, pois já sentia sua falta no longa e ele ressurge em uma cena épica em que veste roupa country e um tênis All Star, quebrando todos os estereótipos e padrões do Velho Oeste da época. Peter chama a atenção de todos por conta da sua irreverência e autenticidade, sem se importar com o que as pessoas pensam ou digam.

Cena ruim

A cena da morte de Phill e as cenas subsequentes. Sei que a ideia do filme foi de provocar, insinuar e apresentar detalhes sutis, mas isso não precisava se expandir na conclusão do filme. Eu não entendi quase nada! Na verdade, nada!

Perfil

Phil Burbank é um fazendeiro durão e sedutor, tão cru quanto às peles que produz. Ele é um fazendeiro rico em Montana, em pleno ano de 1925, ao lado do seu irmão. Extremamente boçal, provocativo e machista, ele chega a se divertir com a dor alheia, mostrando sua força e falta de respeito. Ele trava uma guerra de ameaças contra a nova esposa do irmão e seu filho adolescente, Peter. Mas segredos devastadores vem à tona, colocando a masculinidade de Phil em jogo. O que ele guarda? 

 


Opinião

O filme tem "cheiro de Oscar" e concorre em 12 categorias no Oscar 2022, que ocorre no próximo dia 27 de março. Extremamente complexo e bem feito, o filme requer atenção dos espectadores aos pequenos detalhes, seja uma imagem, um gesto, um objeto, uma paisagem, o que for. Com poucas falas e diálogos e quase nenhuma explicação, é arriscado você perder o fio da meada logo no início. É um filme característico da academia do cinema por ser mais parado, mas com muita história e reflexão. O espectador espera, a todo momento, pela revelação dos segredos e vai tecendo teorias e fazendo suas apostas. Mas só há algo mais contudente mesmo na metade do longa pra frente. Revelar os segredos não significa que você entende tudo, já que fica com mais dúvidas ainda. O final do longa é surpreendente, embora não tenha gostado dele de forma geral. Peter de coadjuvante, passa a ter seu destaque nos minutos finais (É por conta dele a reviravolta no roteiro e surpresa). "Livra a minha espada, livra a minha vida do poder do cão", é uma frase bíblica fortíssima e que faz todo o sentido no final. Ataque dos cães discute masculinidade tóxica nas relações de poder, alcoolismo, homoafetividade, homofobia e homoerotismo. Benedict Cumberbatch (Eterno Doutor Estranho) mostra mais uma camada de atuação que desconhecia, em um papel complexo, contudo, acredito que não ganhe o prêmio de Melhor Ator. Os outros personagens são complexos também, e o meu preferido é o Peter. O longa possui uma bela fotografia, edição e figurino. São ambientes de encher os olhos, que elevam a natureza. Algumas das paisagens foram montadas virtualmente, em um trabalho muito bem feito. 'Ataque dos cães' é um faroeste silencioso com atuações poderosas e um final arrebatador. É o silêncio e a fúria silenciosa que guiam todo o produto. Conheça essa batalha silenciosa e feroz pelo poder. O filme é baseado no livro homônimo, publicado em 1967 por Thomas Savage, sendo selecionado para os grandes festivais de Veneza, Nova York e Toronto. Confesso que esperava mais um pouco da produção, mas ela é assistível, bastando que você preste atenção a todos os detalhes e tenha a mente aberta para diversas questões. J-J









Por: Emerson Garcia

43 anos de Sinpro

 


1
A luta pela Educação,
É a sua marca,
Levando uma multidão,
Guerrear com muita raça!

2
Quer na Escola, ou em casa,
Nem pandemia o parou,
Mesmo com as ameaças,
Os braços não cruzou!

3
Tenho orgulho desse SINPRO,
Uma família muito legal,
Amor e carinho sinto,
Que sindicato genial!  

Esse sindicato é um presente de Deus em minha vida desde 1996, quando cheguei em Brasília. Sempre me ajudaram em tudo que preciso. É minha segunda família no DF. J-J

Por: Marilza Luciano, poetisa e colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

sábado, 19 de março de 2022

Rádio Bagaralho: Programa 'Entrevista musical' #13 - Guilherme Garbuio


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Hoje o programa é uma entrevista com o meu amigo Guilherme Garbuio. 


Arthur: Você tem alguma lembrança musical da sua infância? Que música ouvia quando era pequeno?

Guilherme: Eu não tenho muitas lembranças de músicas, porque aqui em casa não se ouvia muito, mas na casa da minha vó tinha uma vitrola Sonata e nela a minha vó ouvia muito Nelson Gonçalves. Porém na minha adolescência (durante o período de escola) comecei a ouvir muito rock e metal por causa de alguns amigos e também comecei a ouvir a rádio Jovem Pan. Ouvia muito músicas de pop, dance e estas coisas da época (Você deve saber bem como era a programação da Jovem Pan, não é?!). Também comecei a conhecer outros estilos musicais por causa do meu primo.



Arthur: Sei sim, tocava música eletrônica e alguns pop rock. Nessa sua fase rockeiro, você também deixou o cabelo crescer? E chegou a usar camiseta de banda?

Guilherme: Então, deixei o cabelo crescer, mas não usava camiseta de bandas. Acho que foi mais por um certo toque de estilo (risos), mas também porque sou muito eclético nos gêneros musicais. Eu nunca foquei só no rock. Nunca usei camiseta de nada, embora eu quisesse algumas camisetas legais.


Arthur: Chegou a ter vontade de ter uma banda?

Guilherme: Sim, mas eu não sei tocar nenhum instrumento (risos), mas os meus amigos tiveram uma banda ou tentaram e eu acompanhava de perto eles.

Arthur: Legal. O que eles tocavam?

Guilherme: Cara, eles tocavam muito metal pesado, que ia desde Iron Maiden, Metallica, Black Sabbath, Sepultura, Megadeth e outras coisas.




Arthur: Fiquei sabendo que você trabalhou numa loja de discos de vinil. Além dos ratos, que não eram do porão, o que você conheceu ouvindo lá? Caso teve alguém que te mostrou músicas, pode expor ele para nós?

Guilherme: (Risos) Olha, eu conheci muita coisa de rock nacional, MPB, até algumas coisas diferenciadas tipo aquela música Don't Let Me Be Misunderstood que eu nem sei o que é realmente aquilo. O nome do sujeito responsável por isso é Arthur Claro. Ele quem fez essa má influência sobre a minha pessoa.




Arthur: Você já começou a gostar de uma música por causa de alguma garota?

Guilherme: Já. Comecei a gostar muito das músicas da banda O Teatro Mágico. Uma delas é a Realejo.



Arthur: Tem alguma música ou estilo musical que você tem vergonha de ter gostado?

Guilherme: Talvez, mas acho que hoje já não me arrependo e nem tenho mais vergonha.


Arthur: Hoje em dia você tem ouvido algo ou não tem este hábito?

Guilherme: Ultimamente não procuro coisas novas. Acabo colocando alguma playlist do Youtube, porque eu também gosto de ouvir de acordo com o meu humor. Por isso, acabo ficando engessado.


Arthur: Você já foi em algum show (de graça ou pago)? Se sim, qual?

Guilherme: Na verdade eu não gosto do formato de show pela muvuca, mas acho o espetáculo fantástico e eu gostaria de ter ido em mais pelo espetáculo. Já fui mais em alguns covers de banda tipo Guns n' Roses e System Of A Down. Inclusive eu gostaria muito de ir num show de verdade do System Of A Down.



Arthur: Agora para acabar, o que você achou da entrevista? Sugira uma musica pro povo ouvir.

Guilherme: Gostei muito. As perguntas são bem elaboradas, porra música, sei lá (risos). Toca Cigaro do  System Of A Down.





Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Vocês também podem ser entrevistados para esse quadro se manifestarem o desejo. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Beijos e abraços. J-J


Por: Arthur Claro
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