quinta-feira, 19 de março de 2015

Quinta de série: Grey's Anatomy vs. The Night Shift



Olá, leitores do JJ! É com imenso prazer que trazemos mais uma série nessa quinta-feira. Primeiro, obrigado pela participação no último post do quadro, em que o Thiago Nascimento falou da série How to get away with murder. A repercussão foi interessante. Adoramos saber que estão interessados em assistí-la. Queremos lembrar que podem dar sugestões de séries (só dizer nos comentários) e acompanhar o cronograma na lateral do blog. 

Hoje, vamos falar de duas séries: The Night Shift e Greys Anatomy. Mas claro, do jeito que o JJ sabe melhor fazer: por comparação! Preparados?!









Qual a sinopse de cada série?

Greys’ Anatomy: Meredith Grey é residente do hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, um dos programas de residência em cirurgia médica mais rígidos do país. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.

The Night Shift: É uma série de televisão estadunidense transmitida pela NBC desde 27 de maio de 2014. Foi criada por Gabe Sachs e Jeff Judah, e segue a vida dos funcionários que trabalham no turno da tarde e da noite no pronto-socorro, em San Antonio Medical Center.


Quais são as semelhanças/diferenças entre as séries?

The Night Shift conta a história de médicos da Emergência, metade deles são ex militares. Grey’s Anatomy se passa em um hospital do Estado de Washington (Seattle Grace Mercy Hospital) e conta a história de médicos residentes. O público acha que por serem séries médicas, elas são iguais. Errado! Elas são parecidas porque envolvem a rotina de médicos, ponto.

Alguns casos de The Night Shift são desenvolvidos nas ruas e em cenas externas, promovendo cenas com muita tensão e ação. Já em Greys Anatomy, a maioria dos casos são dentro do hospital, embora já tiveram intervenções cirúrgicas externas. Em GA não vemos a contagem de tempo durante as cenas; em TNS, em alguns momentos, aparecem as horas dos fatos na tela, deixando-a verossímil.






Quais são os casos/diagnósticos em cada série? E o tratamento?

Os casos em The Night Shift são amplamente abertos ao trauma, afinal, eles trabalham em um E.R. (Emergency Room, em português “pronto-socorro”) e, em Grey’s Anatomy, embora tenham alguns casos de trauma, o foco é em tratamentos e cirurgias que podem tomar muito tempo.

Os casos de TNS são picados e rápidos. Em um episódio são feitos muitos atendimentos. Em GA, os casos são mais complexos, e podem durar vários episódios. É difícil se apegar com algum personagem paciente de TNS, ao contrário de GA.





Quais são os dramas pessoais dos pacientes/médicos?

Ambas as séries tem um forte drama. Algumas vezes os próprios pacientes ajudam os médicos a resolverem seus problemas pessoais, sem nem ao menos terem consciência do que fizeram.

The Night Shift ainda precisa trabalhar muito a questão dramática. Em algumas situações você chega a ficar frustrado por não terem achado a solução que precisavam. Mesmo assim, os dramas são muitos, como do dilema de um médico militar homossexual, assim como triângulos amorosos; além dos dramas dos pacientes, como a bulimia e a gravidez imaginária.

Em Grey’s Anatomy a questão do drama é duas vezes mais ‘potente’ e prejudicial a sua saúde (Se você tem depressão, Grey’s Anatomy é super contra-indicado. Um médico deverá ser consultado). Com Grey’s você chora, você ri, você se enraivece, você fica nervoso, e tem uma hora que você fala: “Para, não aguento mais. Preciso de um tempo sem Grey’s”.






Qual o estilo de trilha sonora?

Acompanhamos Greys Anatomy há mais tempo que TNS, mas é interessante perceber que o estilo de trilha sonora são muito parecidos, com músicas tristes, depressivas e melodiosas, até por conta da carga emocional. Não haveria problema se tirar a trilha sonora de GA e colocasse em TNS, ou vice-e-versa. (Pretendo fazer um post da trilha sonora de GA em breve. Continuem acompanhando o blog).


Quais são os points de encontro (diversão) dos médicos?

Em GA, os médicos costumam frequentar um bar badalado da cidade; o refeitório do hospital; e uma espécie de refúgio dos médicos (no próprio hospital). O bar é para eles se divertirem, conversarem e paquerarem. O refeitório, para se alimentar (Lógico! rs) e jogar conversa fora. O refúgio escondido e com um sofá, quando eles estão depressivos e problemáticos.

Em TNS também temos points de encontro, como a lanchonete do hospital e a área de lazer. Os médicos passam rapidamente na lanchonete para comer alguma coisa. Já na área de lazer, que fica no telhado do hospital, mais tempo. Esse local serve para o relaxamento deles e conta com piscina, fliperamas, ping pong, basquete, e muitas outras coisas, como se fosse um "playground de médicos".




Qual o tom de humor? E o tom sexual?

Embora as duas séries sejam dramáticas, o tom humorístico e sexual fazem parte das duas. Em ambas, os médicos brincam entre si, como em GA, quando George adquiriu sífilis e quando Izzie fez um ensaio sensual e os médicos tiveram conhecimento; em TNS, quando uma boneca de tecido, branquíssima, chamada Ressurrection, foi o objeto de trollagem entre os médicos. São muitos os momentos de humor, com o objetivo de fazer sorrir e quebrar um pouco do gelo dramático.

O tom sexual é bastante vivo e sem censuras nas séries. Em GA, os médicos se relacionam entre si no próprio hospital, enquanto em TNS acontece praticamente a mesma coisa, como o caso de um médico virgem que pediu ajuda a uma dançarina de poledance.




Romances e relacionamentos em cada série

O dilema de relacionar-se, ou não, com um colega de profissão é presente em ambas as séries. As maiores paixões deles ocorram dentro do ambiente de trabalho.


“Ela é uma colega de trabalho, e é difícil misturar as coisas” , médico Drew.


O casal T.C. e Jordan de TNS, parece-se muito com o casal Meredith Grey e Derek Shepperd de GA. É claro que TNS é uma série recente, mas já vemos vestígios de "Greypperd" (Inventamos isso agora :p rsrs). Além disso, nas duas tem triângulos amorosos.

Em TNS destaca-se o romance homo entre Rick e Drew, além de um relacionamento entre uma funcionária (Landry) e o chefe de hospital (Michael). 



Tipos de personagens/temperamentos em cada série

Em TNS, vemos um chefe (Michael Ragosa) rígido e durão com seus funcionários, embora com sentimentos; vemos um protagonista (T.C.) corajoso, forte e disposto a ajudar; uma mocinha (Jordan), também forte, líder e focada; um médico oriental (Topher) disposto a ajudar, divertido, bem humorado e amigo; e um antagonista, cirurgião de trauma, (Scott Clemmens) chato, competitivo e esnobe.

Em GA, vemos uma médica divertida e amável (Cristina Yang); uma médica (Meredith Grey) apaixonada, problemática e trabalhadora; um médico (Derek Shepperd) focado, rigoroso e misterioso; uma residente (Izzie) antipática, com falhas, porém adorável; um residente (George O’Malley) adorável, carinhoso e prestativo; a responsável pelos residentes (Bayley), chamada por eles de ‘nazista’, por ser sistemática e rigorosa; o chefe do hospital (Richard); o residente (Alex) mulherengo; o médico cardiologista (Burke) excelente profissional, além de outros personagens que entram no decorrer das temporadas.



Ambas as séries tem suas diferenças e semelhanças. Ambas merecem ser assistidas. Tomamos o cuidado de não dizer qual é a melhor ou pior, até porque seria uma guerra injustíssima. Grey’s Anatomy está prestes a terminar a sua 11ª temporada, enquanto The Night Shift iniciou a sua 2ª temporada. Se existe uma batalha, é a dos comparativos, sem menosprezar nenhuma delas. Deixamos com vocês o trailer TNS e GA. Até a próxima Quinta de série! J-J









Por: Emerson Garcia e Thiago Nascimento

quarta-feira, 18 de março de 2015

Memória afetiva na abertura de "Sete vidas"



Algodão doce, andar de bicicleta, bolha de sabão, café com leite, castelo de areia, banho de chuva e formatura. Esses são alguns elementos nostálgicos que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Se perguntarmos: quantos já comeram algodão doce? Quantos já andaram de bicicleta? Ou quantos fizeram um castelo de areia? Se não todos, quase todos levantariam as mãos. É exatamente o cotidiano e o dia-a-dia das pessoas que é retratado na belíssima abertura da novela Sete Vidas, o que se chama de memória afetiva.




Memória afetiva é uma memória ligada a objetos, sons, lembranças do passado, que de alguma forma fica gravada no intelecto das pessoas até as mais variadas idades. Quase todo mundo sabe qual o movimento que se faz para abrir um coco; que cor fica um café misturado com leite; ou ainda, o que acontece se assoprar um dente-de-leão. 

Nesse sentido, os produtores da abertura fizeram uma série de pesquisas, e até saíram as ruas com câmeras para registrar essas memórias afetivas tão íntimas a nós. Eles aproveitaram o tema da vida e registraram desde a concepção, como o movimento de espermatozoides; até experiências do dia-a-dia, como o afago de uma mãe com o seu bebê, o apertar de um botão de elevador, o riscar de gizes coloridos, o movimento de passar roupa, ou, até mesmo, as lições de geografia.




Embora as memórias afetivas façam parte da vida cotidiana, muita das vezes, quando crescemos, acabamos por não apreciá-las e não cultivá-las. O tempo é o grande vilão por não deixar que se aprecie o belo da vida e as coisas mais minimalistas. Quem repararia em um dente-de-leão hoje em dia? Em um orvalho de uma folha? Em um pingo de água em uma cerca? No movimento de uma faca cortando pimentões? Ou no relevo de uma árvore? Confesso que para reparar em todas essas cenas tive que printar a abertura (risos!). E não foi todas as imagens que printei, pois tem algumas que passam muito rápidas.




A primeira vez que vi essa abertura fiquei emocionado. O processo de criação, a trilha sonora com What a Wonderful World na voz de Thiago Iorc, e a fotografia nostálgica, o clima singelo, me transportaram para vários momentos da minha vida. Chegou a hora de apreciarmos o belo e as coisas mais simples! J-J

“Ficamos cerca de dois meses andando com câmeras diferentes para todo o lado que íamos, até nos finais de semana com nossas famílias. Algumas situações mais específicas, preparamos antes. Outras vieram do acaso”, conta um dos responsáveis pela criação, Alexandre Romano. 





Por: Emerson Garcia

terça-feira, 17 de março de 2015

Ilustras sem censura



Poucas vezes desenhos me perturbaram tanto como os que vou mostrar agora. O ilustrador espanhol Luis Quiles, morador de Barcelona e fã da cultura pop e rock, consegue criticar a sociedade atual por meio das suas ilustrações sarcásticas e polêmicas. Todos os seus desenhos são atuais e retratam assuntos como comportamento, sexualidade, religião e política, de forma chocante. Chego a ficar sem palavras com algumas de suas imagens. As ilustrações acima fazem uma alusão crítica à precocidade de crianças no mundo dos crimes (como se elas fossem marionetes) e a sexualização das marcas (como se pra vender precisa-se exibir o corpo). Confira mais imagens nesse sentido:


É cada vez mais comum a utilização das redes sociais como apenas exibicionismo e prostituição virtual.



A discussão sobre a diminuição da maioridade penal é um assunto em alta atualmente.



Pessoas doentes, em busca de saúde e felicidade a qualquer custo.



 Não existem muitas diferenças entre as classes sociais hoje em dia.




A censura é um dos assuntos mais comentados na sociedade nos últimos tempos.



O triste contraste social.



Discussões sobre o aborto.



O homem evoluiu ou involuiu?!



Confira mais imagens polêmicas aqui. J-J


Por; Emerson Garcia

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vibe humor: Vibes-deprê



A música tem o poder de provocar as mais variadas sensações. Já fiz uma playlist para aumentar a auto estima, só com músicas alegres e alto astral. Hoje, na volta do Vibe Humor, quero falar do outro lado da moeda: músicas de fossa. 

Perdeu o emprego? Terminou com o(a) namorado(a)? Teve uma dor de cotovelo ou um chifre?! Brigou com a família? Essa playlist é pra você, pois quando a depressão pega, a gente quer é ouvir música depressiva.





Preparei uma lista com músicas variadas: nacionais, internacionais, de boteco (risos!). Tem desde a dor glamurosa de Adele e Cícero, até a sofrência de Pablo (claro que ele não poderia faltar!). Chegou a hora de dar o play!





Cícero canta Frevo por acaso (olha a ironia) em que fala do amor que tem por uma garota. É interessante que ele fica remoendo os sentimentos, demonstrando que ele não se esqueceu dela. "E o que que a gente faz daquela angústia, daquela angústia?" Ele alimenta uma esperança descomunal. Cícero, ela não vai voltar! Mas é bonito saber que ele se preocupa e que quer saber dela. Meu amigo, ela está bem melhor que você!

Set fire to the rain é da diva da fossa, que não perde a majestade e o equilíbrio, mesmo sendo deixada. A música tem toda a força e intimidação da cantora. Ela fala muitas verdades para o canalha, mas dá pra perceber a tristeza e a depressão em sua voz. "I let it fall, my heart And as it fell, you rose to claim it" "Deixei meu coração cair E enquanto ele caía, você se ergueu para reivindicá-lo".

Pablo nos dá uma aula de sofrência e "cornidão" em Porque homem não chora. É engraçado ver a ironia na letra que diz que homem não chora. Senhor Pablo, a única coisa que resta a um homem ouvindo isso é chorar!

Eu tive que colocar Cícero novamente. Esse cara tem o dom de me deixar triste. A letra de Eu não tenho um barco, disse a árvore é lindíssima, mas não deixa de ser deprê. Os instrumentos e a voz embargada do cantor me deixa com vontade de me jogar de um precipício. "Então taí Nosso refrão, taí Sem graça, sem graça, sem graça". 

A Banda mais bonita da cidade traz uma bossa nova um tanto quanto triste em Canção pra não voltar. A moça implora que seu amor não volte pra casa, embora ela o ame eternamente. Acho engraçado no final quando a cantora faz das notas musicais, letra de música. "Não volte pra casa, meu amor, que aqui é triste Não volte pro mundo onde você não existe Não volte mais Não olhe pra trás Mas não se esqueça de mim, não".

Pra fechar a lista, uma baladinha deprê, com KT Tunstall e Universe and U. A música não retrata a dor de cotovelo em si, mas conta a história de um casal que vive mais tempo sozinho do que junto. O toque e a melodia da canção ajuda a me deixar cabisbaixo. "I can feel everything you do Hear everything you say Even when you're miles away Coz I am me, the universe and you" "Eu posso sentir tudo que você faz Tudo que você diz, Mesmo quando você está a milhas de distância Porque eu sou eu, o universo e você."



Espero que tenham gostado da playlist. Que você possa mergulhar em lágrimas nessa segunda-feira. Se tiverem ideias de temas de playlist, digam nos comentários. Até a próxima! J-J


Por: Emerson Garcia
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