O canal do YoutubePorta dos Fundos em parceria com a Freecô lançou uma esquete há cerca de dois meses (15 de agosto) sobre um dos hábitos que todos realizam: defecar. Todo mundo caga (com o perdão da palavra), seja rico ou pobre. Além de todos cagarem, todos deixam mal cheiro no banheiro depois de fazer o número 2.
A esquete aborda uma situação constrangedora com um casal de namorados, interpretado por Fábio Porchat e Thati Lopes. O namorado faz o número 2 e a namorada fica na dúvida se entra ou não, pois segundo ela ele deixou uma "nuvem de cocô". A situação abordada é muito comum. Qual namorado não se sentiu constrangido de usar o banheiro da namorada para fazer o número 2? Ou qual namorado não segurou um peido, para não soltar na frente da amada?!
Embora a namorada acredite que o banheiro está empestiado, ela encontra-o com um cheiro agradabilíssimo. O que será que aconteceu? Bem, não vou dar spoilers, mas assista ao vídeo irreverente, otimista e com boas doses de humor agora:
O responsável por tirar o mal odor do banheiro tem um nome: Freecô, o primeiro bloqueador de odores sanitários do Brasil. O produto é simples de usar (O vídeo até explica didaticamente) dentro e fora de casa sem nenhum constrangimento - com cinco borrifadinhas - e tem um cheiro de "mato molhado".
Fábio Porchat salientou a irreverência da marca de falar de um assunto corriqueiro, mas que é tabu:
"É melhor fazer humor com um assunto que já é engraçado por natureza, e quando a empresa tem esse bom humor pra levar o seu produto e poder brincar com isso, é melhor ainda".
Parceria
O Porta dos Fundos foi escolhido pela Freecô no projeto desenvolvido jutamente com o programa Creators Connect, do Youtube. A escolha deveu-se por conta da afinidade entre o perfil do público e a marca, além do potencial de alcance da parceria, como explica um dos sócios e cocriador do produto, Rafael Nasser:
“Estamos em um momento de ‘awareness,’ em que é muito importante contar com um canal que tenha uma linguagem mais democrática e dialogue com diferentes perfis, ampliando o conceito da marca, ‘Todo mundo faz’”.
A campanha foi apresentada em diversos canais de divulgação online.
E você, o que achou da campanha? Acredita que esse é um hábito constrangedor que pode acontecer? Diga nos comentários! J-J
Obs.: Não recebi nenhum mimo do Porta dos Fundos e da Freecô, muito menos tenho parceria com elas (Apenas trouxe a pauta que recebi por email da minha maneira). Contudo, estou aberto para receber.
Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento do salão de festas Tua Fiesta és Loca começa agora o programa Discografia.
Hoje vou apresentar as obras da banda seropedicense (Seropédica é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) Paralamas do Sucesso.
Vovó Ondina é gente fina - Cinema Mudo (1983)
É uma música em homenagem à avó do baixista Bi Ribeiro que cedia o apartamento para os ensaios da banda. A canção tem uma letra bem explicativa, porém só não falava de quem era a vovó.
Óculos - O Passo do Lui (1984)
A música mostra um rapaz tímido que as meninas do Leblon não olham pra ele por usar óculos. É uma das canções que me identifico e é por isso que ela está aqui.
Teerã - Selvagem? (1986)
Uma bela música que diz muito de um fato que existia em 1986, durante a Guerra Irã-Iraque e até hoje em Teerã (capital do Irã) e também em algumas cidades brasileiras. Vale a pena ouvir e refletir.
Uns dias - Bora-Bora (1988)
A música foi composta por Hebert Vianna que namorava a cantora Paula Toller (Kid Abelha) e o namoro chegou ao fim, quando ela conheceu e se envolveu com o cineasta Lui Farias, tendo a capa da revista Manchete da época citando sua traição enquanto Herbert estava na França.
Lanterna dos Afogados - Big Bang (1989)
Esta música foi inspirada num capitulo do livro Jubiabá, de Jorge Amado, que retrata o bar Cais do Porto, onde as mulheres dos pescadores esperavam os seus maridos com lanternas, para ajudá-los a achar o caminho certo. Como o risco era frequente, as mulheres ficavam aflitas, rezando e torcendo para que pudessem ver seus esposos novamente. Para elas a noite era longa e, mesmo sabendo que todos os dias era a mesma rotina, o medo sempre estava presente. Porém a genialidade de Herbert Vianna foi muito alem da história, dando um lado metafórico e ambíguo.
Tribunal de bar - Os Grãos (1991)
É uma música que trata de um "tribunal" que julga e executa a "lei".
Dos Margaritas - Severino (1994)
É uma música que impulsiona a carreira dos Paralamas do Sucesso para o cenário latino-americano, principalmente na Argentina.
La bella luna - 9 Luas (1996)
Em uma entrevista o baixista Bi Ribeiro disse que esta música virou sucesso sertanejo, sendo regravada por várias duplas. Ela foi inspirada no filme Feitiço da Lua (1987).
Ela disse Adeus - Hey Na Na (1998)
Em uma entrevista o Hebert Vianna confidenciou que fez esta música para o irmão mais novo que era super travado e não conseguia se relacionar com as pessoas. A primeira namorada que ele teve, no início da juventude, era parte da sua casa e a família a adotou. Num determinado momento ela bateu a porta e se foi, foi então que Hebert fez uma crônica a partir de um terceiro ponto de vista.
Cuide bem do seu amor - Longo Caminho (2002)
Esta música, como todas do disco, foram gravadas antes do acidente de ultraleve que deixou o vocalista Herbert Vianna paraplégico e vitimou a sua esposa Lucy Needham Vianna em 2001. Pode-se dizer que ela é uma homenagem não direta para Lucy e para todos os casais que devem cuidar bem dos seus amores.
Pétalas - Hoje (2005)
Eu escolhi esta música pois achei bonita.
Mormaço - Brasil Afora (2009)
Uma música bem reflexiva que tem a participação do Zé Ramalho tanto cantando como participando do clipe.
Medo do medo - Sinais do Sim (2017)
Uma música bem politizada e reflexiva. Vale a pena ouvi-la com mente aberta e sem medos.
Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Vocês também podem dar ideias de bandas e cantores para que eu realize uma discografia deles. Um bom restante de final de semana repleto de felicidades. Beijos e abraços. J-J
Depois de um longo inverno o Quinta de série está de volta! Foram um mês sem postagens para esse quadro devido problemas de saúde que enfrentei. Planejei o retorno o mais rápido que pude, pois esse é um tipo de post que gosto de escrever.
Para o retorno, falarei da série nostálgica Mr. Bean, um sitcom britânico que durou seis anos, de 1990 à 1995. Com criação de Rowan Atkinson (o intérprete de Mr. Bean) e Richard Curtis e produção de John Howard Davies, Sue Vertue e Peter Bennett-Jones, a série possuiu um total de 15 episódios. Ela foi originalmente exibida pela ITV, produzida pela Tiger Aspect Productions e gravada, em sua totalidade, no Reino Unido. O sucesso da série de comédia foi tamanho que deram origem à dois filmes e a uma série de desenho animado.
Mr Bean foi transmitida pela primeira vez no dia 1º de janeiro de 1990, seguindo no ar até 31 de outubro de 1995. A primeira vez que a produção foi exibida no Brasil foi em 1995, como um quadro do Fantástico na Rede Globo. O sucesso foi enorme, encontrando até um sósia brasileiro de Rowan Atkinson.
A série é centrada no próprio Mr. Bean, um atrapalhado adulto que encontra dificuldades em enfrentar situações comuns do dia-a-dia, como jogar golfe, fazer prova, participar de uma feira de Ciências, fazer um peru de natal, frequentar uma missa etc. Costuma usar um terno marrom, camisa branca e gravata vermelha. Ele vive em seu pequeno apartamento no norte de Londres com seu urso de Pelúcia chamado de Teddy. Seu nome e profissão nunca foram mencionados nem por ele nem por seus criadores.
O interessante de Mr. Bean é que ele não falar muito, mas mesmo assim as situações em que se mete não deixam de ser engraçadas e hilárias. Entendemos o personagem por conta de sua expressão facial, seus gestos e movimentos corporais. O humor de comédia é devido às únicas e excêntricas soluções que o protagonista encontra para resolver seus problemas e sua indiferença por solucionar outros. Mr. Bean é quase um Charlie Chaplin de nossa recente atualidade.
A ingenuidade de Mr. Bean é o que faz dessa série um sucesso. Apesar de ingênuo, o personagem é muito perspicaz e sempre surpreende os telespectadores com suas atitudes. O telespectador ri fácil, sem dificuldade, e fica curioso a respeito do que o personagem irá fazer na próxima cena ou episódio.
Origem do personagem
A personagem foi idealizada enquanto o ator estudava o seu mestrado na Universidade de Oxford. Foi em 1987 que ocorreu uma das primeiras aparições de Mr. Bean no Festival de Comédia Just For Laughs em Montreal, Quebec (CAN). Atkinson realizou um teste para como seu personagem seria recebido e queria constatar a comédia física de personagem mudo.
Mr. Bean (Senhor Feijão, em português) não foi a primeira opção de nome para o personagem de Atkinson. Antes nomes com base em legumes e vegetais foram pensados, como Mr. Cauliflower (Sr. Couve-Flor).
De forma estatística, Mr. Bean assemelha-se aos idealizadores dos filmes de comédia, com falas curtas e pequenas. Isto, de certa forma, abriu margem para a série ser vendida em todo o mundo sem mudanças no diálogo original.
Personagens e elementos
Só a presença de Atkinson na série já é motivo para muitas risadas, mas resolvi falar de outros personagens e elementos importantes. Veja:
Teddy: seu amigo inseparável de apartamento e da vida, já que para todo lugar que Mr. Bean vai o leva. Teddy é feito de malha, com olhos de botão e membros em forma de salsicha. Mr. Bean o trata como um ser humano, comprando para ele presentes de natal e não o acordando de manhã. Em alguns episódios Teddy passou por dificuldades, mas que fizeram o público rir.
Quando a série acabou, o urso foi doado por Rowan para o museu Teddy Bear. Em 2008, após o fechamento do museu, Teddy foi vendido em leilão por £ 180.
Irma Gobb: sabia que Mr. Bean tinha uma namorada chamada Irma Gobb? E que ela aparece em três episódios da série original? Mr. Bean a trata sem muito carinho, deixando a relação dos dois mais no âmbito da amizade. Mesmo tendo nome próprio, ao final dos episódios era creditada apenas como "A namorada". Anos depois ela reaparece no desenho, onde é revelado que Bean a conheceu numa biblioteca local.
O Mini Cooper amarelo: só de olhar para o carro de Mr. Bean você já tem vontade de rir. O Mini Cooper amarelo de Mr. Bean marcava os episódios. Bean realizava várias proezas com o carro, como retirar o volante após dirigir e trancar a porta com um cadeado, tudo isso para que ele não fosse roubado. Assim como o urso Teddy, o Mini de Bean rendeu várias risadas (não me aterei a aprofundar para não perder a graça de quem ver a série).
Após os fins das filmagens, um dos Minis originais foi vendido a Kariker Kars para participar de vários eventos, sendo exibido como atração no museu do Grupo Rover. Em 1997 foi comprado pelo Museu de Carros das Estrelas Motor e exibido por vários anos. O principal Mini é de propriedade privada e está sendo restaurado no sul da Inglaterra.
Com o intuito de lançar Mr. Bean: The Animated Series, uma réplica do Mini, com o número de registro DRW 221T, foi usada.
O Reliant: era outro carro que aparecia em alguns episódios. Mr. Bean tem uma rivalidade com o condutor do Reliant da cor azul-claro e de três rodas. Somente no desenho, sob o nº de registro DUW 742, é revelado o rosto de seu condutor.
Trilha sonora A trilha da série é de uma música entoada por um coral, na tonalidade de C maior, sendo escrita por Howard Goodall e cantada pelo coral da Catedral de Southwark. As músicas cantadas são em latim:
"Ecce homo qui est faba" - "Eis o homem que é feijão" (cantada na abertura). A música faz uma referência ao nome do personagem ser "Bean", que em inglês é feijão.
"Finis partis primae" - "Fim da parte um" (cantada antes do intervalo comercial)
"Pars secunda" - "Parte dois" (cantada depois do intervalo comercial em alguns episódios)
"Vale homo qui est faba" - "Adeus, homem que é feijão" (cantada no encerramento)
Como deu para perceber as músicas (a primeira e a última) são relacionadas ao Mr. Bean, conhecido como o Homem Feijão.
Abertura
A partir do segundo episódio, a abertura da série mostrava Mr. Bean caindo do céu através de um feixe de luz, em uma rua deserta de Londres, com fundo para a catedral de São Paulo. Já o encerramento, mostra Mr. Bean sendo sugado de volta para o céu. Essas cenas fazem referência à uma nave alienígena, pois segundo o próprio Rowan Atkinson "Bean tem um aspecto ligeiramente alienígena para ele e assimilou desajeitadamente as características dos seres humanos".
Remasterização
No final da década de 2000, os epsódios da década de 1990 foram remasterizados. Lembro que cheguei a vê-los em versão em DVD, que meu amigo tinha me emprestado.
Prêmios e indicações
O primeiro episódio da série ganhou o Rosa do Ouro, assim como outros dois prêmios no Rose d' Or Light Entertainment Festival, de 1991, em Montreaux. O episódio The Curse of Mr. Bean foi indicado para vários prêmios BAFTA no Reino Unido. Já Rowan Atkinson foi indicado três vezes para Melhor Performance de Entretenimento Leve em 1991 e 1994.
Crítica
Mr. Bean é uma série nostálgica, criativa e divertida. Uma das características que também merece ser mencionada é que ela não é apelativa, sendo recomendada para todas as idades.
A série é como se fosse um Chaves europeu ou um Charlie Chaplin europeu. Os episódios são engraçados do início ao fim e você com certeza irá amar a personalidade de Mr. Bean e suas aventuras.
Uma pena que a série possui somente 15 episódios. Em breve assistirei ao desenho e trago minhas impressões aqui. Até a próxima! J-J
No Aquela cena de hoje apresento uma cena tocante, dramática e emotiva da série The Good Doctor. Trata-se de um trecho do episódio 17 da segunda temporada, quando o Dr. Shaun perde seu posto de cirurgião para ser um patologista. O novo chefe do hospital, Dr. Han, dá à ele essa função por acreditar que Shaun é imaturo, não sabe lidar com suas emoções e sentimentos, nem com as pessoas. Assista e se emocione:
O mais incrível nessa cena é sua carga dramática e a interpretação do dr. Shaun. Ele não desiste de primeira em ser cirurgião e repete por várias vezes com a voz embargada e emocionada: "Eu sou um cirurgião". A insistência e persistência do Dr. Shaun merece destaque. Por quantas vezes desistimos dos nossos sonhos e objetivos devido a circunstâncias externas e por alguém que não acredita no nosso potencial e acha melhor que desistamos? Dr. Shaun, mesmo que não tenha seu posto de cirurgião de volta, dá uma lição em cada um dos telespectadores.
Outra parte tocante da cena é quando o Dr. Shaun vai recolher suas coisas do armário e bagunça tudo no chão e encontra a ferramenta de brinquedo que seu irmão lhe deu ainda quando era criança. Para quem não assistiu a série, esse utensílio foi um dos motivos de Shaun ter se tornado cirurgião e querer salvar vidas.
O terceiro momento que merece destaque é quando sua melhor amiga, a dr. Claire Browne, o ajuda a catar suas coisas e o consola. O interessante do trecho é que eles não precisam dizer uma só palavra para se comunicarem e entenderem um ao outro.
A trilha sonora contribuiu para compor todo o clima dramático da cena. A música escolhida é Go it in you da banda Banners. Ouça-a e veja seu clipe abaixo:
A cena, de 5 minutos, é bem redondinha e produzida. Sem dúvidas, é uma das mais emocionantes de toda a série.
E você, já persistiu nos seus sonhos e objetivos? Valeu a pena? Diga nos comentários. J-J