Exatamente hoje (04) faz três anos do lançamento da primeira campanha global das Havaianas chamada Original do Brasil desde 1962. A publicidade foi criada na época das Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 e é da empresa AlmapBBDO. Ela contou com vários posteres e um comercial.
Os posteres e ilustrações tem layout, fonte e design baseados na década de 1960, quando as sandálias foram criadas. Eles são coloridos e apresentam figuras da pequena poesia da década de 60, além de estampar paisagens e estilos de vida do país da época. Vejam algumas das ilustrações:
As ilustrações apresentam um traço sagaz, são bem coloridas e trazem o que há de melhor no país - praias, carnaval, crianças da favela, samba, futebol, capoeira, fauna, flora, Choro e shows ao vivo. Além disso, elas enaltecem pontos turísticos cariocas, como o Pão de Açúcar, as praias e a Lapa.
Entre os envolvidos no projeto estão o diretor de arte Fabiano de Queiroz, os ilustradores Adelmo e Marcos Sachs e os arts buyers (compradores de arte) Tereza Setti e Maryana Orru.
As campanhas foram veiculadas na Europa, Estados Unidos, Ásia e Austrália em meios digitais, mídia exterior, PDV, envelopamento, vitrines etc pela Eletromidia. Mais de 260 mil intervenções em metrôs, pontos de ônibus, vitrines e outdoors foram realizadas. Confira um vídeo que explica a campanha Original do Brasil desde 1962 e a publicidade empregada (Um vídeo muito interessante e criativo):
Além dessas ilustrações brasileiríssimas foi lançado um vídeo/comercial que conta com uma coreografia de Carlinhos de Jesus dançada por um casal no Pão de Açúcar. O nome do vídeo é Dança. Assista-o:
No vídeo aparece um casal interracial descalço que vai calçando sandálias com modelos e cores diferenciadas ao som do samba e da MPB (Música Popular Brasileira). As sandálias no chão lembram passos de danças e aqueles tutoriais de dança, onde pés desenhados no solo indicam como se deve movimentar-se. Veja o print que separei:
A campanha foi veiculada na mídia tradicional e na internet nos países em que a marca é vendida.
Palavra Original
Os posteres apresentam em destaque a palavra ORIGINAL, que é escrita de forma igual e com mesmo significado em vários países, reforçando o branding da marca mundo afora. - Havaianas?! Só se forem ORIGINAIS! - Ah, mas tem a HAVANA! - Mas é HAVAIANAS ORIGINAL?! - Não. - Então não quero.
Essa palavrinha atrelada à "Havaianas" trouxe mais valor e prestígio à marca. Sou da época em que Havaianas eram baratinhas. Hoje em dia, devido ao selo "original" os preços são exorbitantes. No decorrer do tempo, várias marcas surgiram para copiar as "Havaianas originais", como Ipanema, Havana, etc. Mas nada substitui a sandália de correia e laterais coloridas que sua mãe utilizava para te dar uma surra (Ou peia, como preferirem). Com o selo de "Original" e "Original do Brasil" as Havaianas são exportadas mundo a fora, de acordo com a marca de propriedade da Alpargatas. Leia (com grifos):
"Havaianas é a sandália criada no Brasil, que faz parte da vida dos brasileiros e que leva a alegria, a espontaneidade e a informalidade do país e de seus habitantes para todo o mundo".
Agora, saiba mais da origem dessa sandália que dá o que calçar.
Origem
As Havaianas foram criadas em 1962 com o modelo tradicional, em duas cores de solado e tiras - pretas e azuis. Seus primeiros modelos foram inspirados na sandália de dedo japonesa chamada Zori, em que as solas são compostas de palha de arroz. Seu nome é emprestado do Havaí.
Atualmente a marca possui 57 anos e existem vários modelos, estilos, cores e temas - como as de Game of Thrones (clique aqui), Mickey, Simpsons, etc. Nos dias de hoje a empresa de chinelos conquistou seu espaço no mercado, sendo uma das mais caras. Este post teve o intuito de rememorar a campanha global, posteres e a origem das sandálias Havaianas.
Não recebi nenhum mimo da marca para fazer esse post, mas bem que deveria. E você, gostou dos posteres, do vídeo e da origem das Havaianas?! Digam tudo nos comentários. J-J Saiba mais Site
Após sete temporadas dos fãs esperando pela Longa Noite, ela finalmente chegou. O terceiro episódio da oitava temporada de Game of Thrones, exibido no último domingo (28 de abril) trouxe muitas emoções, sendo elas boas para uns e não tão boas para outros. Então, falarei dos destaques, tentando colocar o meu ponto de vista de algumas situações que incomodaram muita gente. Ah, e nem preciso mencionar que essa postagem CONTÉM SPOILERS, né?!
- A escuridão do episódio e a falta de qualidade da transmissão ao vivo
Vamos começar falando da coisa mais desagradável: os defeitos e possíveis más escolhas. A primeira coisa desagradável do episódio foi a transmissão porca da HBO. Eles não tiveram o menor cuidado com ela. Sei que a imagem era para estar escura mesmo (foi uma escolha da direção que falarei daqui a pouco), mas assisti o episódio novamente em uma qualidade melhor e consegui entender o que estava acontecendo. Foi empolgante assistir ao vivo? Foi. Mas prejudicou muito a experiência visual.
Essa imagem reflete muito o que os fãs passaram durante a transmissão do episódio Long Night.
Sei que muitos estão culpando os diretores quanto a escuridão do episódio, mas segundo o diretor de fotografia do episódio, Fabian Wagner, ela foi intencional a fim de provocar o desconforto de uma batalha para o telespectador. Algo claustrofóbico, desorientador. Contudo, essa escuridão somada com a falta de qualidade de transmissão tornou quase impossível que os seus milhões de fãs identificassem cenas importantes do episódio.
Além de escurecê-lo, para que o mesmo fizesse jus ao título, A Longa Noite, este também foi um recurso utilizado para minimizar os efeitos da computação gráfica. Sabemos que os episódios de Game of Thrones custam muito dinheiro e grande parte disso se dá aos efeitos dos dragões e dos Caminhantes Brancos. Mas quando se chega ao ponto de ter milhões de Caminhantes, vários exércitos e ainda três dragões em cena, obviamente esse recurso foi utilizado para diminuir a procura por erros, como defeitos nas maquiagens ou na reprodução dos soldados (porque obviamente não existia aquela quantidade toda de soldados disponível ali). Eles muito provavelmente foram “clonados” graficamente.
Não estou falando que o recurso não deveria ter sido usado. Não é nada disso. Mas alguns pontos poderiam ser melhor trabalhados. O tratamento de imagem das cenas e a transmissão ao vivo deveriam ter maior atenção.
- O retorno de Melissandre, o propósito de Beric Dondarrion e a Fé no Senhor da Luz
O Senhor da Luz tem sido uma entidade recorrente pelo território de Westeros, mas quem diria que o deus de Beric e Melisandre seria essencial na guerra contra os mortos?! Sua chegada era esperada por muitos fãs da série, pois Melisandre já havia dito na 7ª temporada, em uma conversa com o Lorde Varys, que ambos morreriam em Westeros.
Mesmo assim, Melisandre surpreende com sua magia, pedindo ajuda para o Senhor da Luz. Ela incendeia a arma de todos os Dothraki para que eles possam ser mais eficientes na guerra, afinal, apenas três coisas conseguem matar os Caminhantes Brancos: aço valiriano, vidro de dragão e fogo.
"Senhor da Luz, lance sua luz sobre nós. Senhor da Luz, defenda-nos pois a noite é escura e cheia de horrores"
Seu segundo momento de destaque foi novamente algo crucial para retardar o avanço dos mortos. Uma parte do exército havia sido dizimada pelos Caminhantes e os humanos não aguentariam muito tempo. Eles estavam em desvantagem numérica. A decisão de recuar e atear fogo nas trincheiras parecia a escolha certa, exceto por dois detalhes: Dany não conseguia vê-los devido a nevasca gerada pelo Rei da Noite; e esta mesma névoa estava impedindo que as trincheiras fossem acesas com as flechas de fogo dos arqueiros. Então Melisandre, protegida pelos Imaculados, vai até a trincheira para acendê-la.
"Senhor da Luz, defenda-nos."
Por um momento vemos Melisandre com medo, a vemos duvidar de sua fé, mas ela não desiste e consegue cumprir mais uma missão em sua jornada.
Segundo Melisandre, todos tinham um propósito na Grande Guerra, incluindo Beric Dondarrion. Beric foi ressuscitado seis vezes pelo Senhor da Luz (isso foi revelado no episódio The climb, sexto capítulo da terceira temporada). Isso, à princípio, deixou a Mulher de Vermelho surpresa, se perguntando o porquê do Senhor da Luz tê-lo trazido tantas vezes. Mas hoje ela entende: ele tinha um propósito que precisava ser cumprido, salvar e proteger Arya Stark, o que realiza com êxito a preço da sua vida.
"O Senhor o trouxe de volta com um propósito. Agora esse propósito foi cumprido."
Por fim, mas não menos importante, o terceiro momento crucial de Melisandre neste episódio: lembrar Arya algo que havia visto e contado à ela no sexto episódio da terceira temporada. O olhar que Melisandre dá para ela assim que chega em Winterfell no episódio Long Night entrega que algo importante estava por vir para Arya.
“Eu vejo uma escuridão em você. E nesta escuridão, olhos estão me encarando de volta. Olhos castanhos, olhos azuis, olhos verdes. Olhos que você irá fechar para sempre. Nós iremos nos encontrar novamente.”
Arya, que havia colocado Melisandre em sua lista de pessoas que mataria, teve uma conversa muito relevadora com sua até então inimiga, evidenciando que ela seria essencial para a derrota dos Caminhantes Brancos, referenciando os olhos azuis ditos pela Dama de Vermelho.
"O que nós dizemos para o deus da morte?" / "Hoje não."
Por fim, ao terminar sua jornada, cumprindo seu propósito dado pelo Senhor da Luz, Melisandre aceita a morte como uma velha amiga, tirando seu colar que a mantêm jovem, fazendo com que envelheça até morrer.
- Os heróis da Casa Mormont
Outra coisa que alguns fãs já esperavam era a morte de Sor Jorah Mormont, súdito e amigo de Daenerys Targaryen. Mas uma coisa inesperada e ao mesmo tempo surpreendente foi a morte de Lyanna Mormont, que teve uma morte triste, mas ao mesmo tempo heróica, assim como a de seu primo.
Com o avanço dos mortos, um gigante arrebenta o portão de Winterfell, arremessando Lyanna longe. Mas essa pequena mulher não se dá por vencida e não desiste de lutar por sua casa, pelo Norte. Então, ela se levanta e vai enfrentar o gigante. Mas ele a pega e a espreme, quebrando seus ossos. Contudo, antes de morrer, ela finca uma adaga no olho do gigante, matando-o. Lyanna foi a garota que morreu salvando sua casa, seus amigos.
Um pouco mais a frente, temos o Sor Jorah defendendo sua amada Khaleesi. Ele morre fazendo o que gostava de fazer: servir sua amada. Daenerys, depois de uma série de eventos que fizeram com que ela caísse de Drogon, fica no meio de uma horda de mortos e quando estava a ponto de ser atacada, Sor Jorah aparece, salvando-a. Ele morre tentando tirá-la de perto da horda pouco antes de todos os mortos caírem. Uma morte linda, honrada e nos braços de sua amada.
Assim, a Casa Mormont é extinta de Westeros, pois Sor Jorah e Lyanna eram os últimos Mormonts vivos na série.
- Jon e Daeny fora da batalha
Muita gente ficou se perguntando o que diabos Daenerys e Jon estavam fazendo ao correrem atrás do Rei da Noite, sendo que o plano era atraí-lo até Bran. Bom, a princípio, vemos Daenerys ligando o dane-se para o plano assim que seus Dothrakis são exterminados pelos mortos. Ela tem uma arma muito forte para matar os Caminhantes e decide não guardá-la. Ela monta em seu dragão e vai para o campo de batalha.
Mas como nem tudo são flores, Daenerys e Jon visualizam os Generais dos Caminhantes e vão em sua direção, mas são interrompidos pela nevasca trazida pelo Rei da Noite. Esta nevasca foi um dos maiores problemas para a Mãe dos Dragões e o Rei do Norte. Eles perderam completamente a visibilidade do campo de batalha e voaram no escuro.
Muitos reclamaram da ausência dos dragões na maior parte da batalha, quando eles mais precisavam. Mas quem conhece como fica um céu em uma nevasca, sabe exatamente o que eles estavam passando lá em cima. Fora que tinham um objetivo maior: o rei da Noite.
Concordo que algumas cenas dos dragões poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas as cenas aéreas – principalmente as que os dragões estão acima das nuvens – são lindas demais!
As reclamações dos fãs quanto a falta de participação dos dois protagonistas pode até ser fundamentada no quesito “eles possuem o maior poder de fogo: os dragões”, mas ainda assim havia um inimigo maior. Os mortos estavam ganhando e a maior chance deles de impedir o avanço dos Caminhantes Brancos era matando o Rei da Noite.
Portanto, por mais que eles tenham sido mal aproveitando nas cenas de luta, fazia todo o sentido não estarem lá. Eles estavam com a visibilidade reduzida (podendo até queimar aliados ao invés de inimigos por causa disso) e o Rei da Noite estava próximo juntamente do seu dragão.
- A Batalha dos Dragões
Uma das cenas que muitos fãs estavam animados para ver era a Batalha dos Dragões. Uma pena não ter sido exatamente o que muitos esperavam. A cena, embora tenha sido importante, teve muitos cortes crus, deixando tudo muito confuso. Isso, somado com a falta de iluminação do episódio e a qualidade da transmissão ao vivo, deixou os fãs frustrados.
Na luta, o Rei da Noite aparece de surpresa enquanto Daenerys e Jon estão sobrevoando as nuvens, onde ele começa a perseguir Daenerys (Na minha opinião, uma escolha um tanto quanto burra, seguindo a mitologia da série). Um dragão não se queima e Daenerys é A Não-Queimada, ou seja, imune ao fogo também. Logo, a menos que o fogo do dragão do Rei da Noite não fosse fogo, ele não machucaria nenhum dos dois.
E foi justamente por isso que Rhaegal, dragão que Jon estava montando, foi para a briga física. “Chega dessa parada de foguinho, irmão.” – Rhaegal, 2019. Hahaha! Brincadeiras à parte, a criatura ataca o dragão dos mortos com mordidas e arranhadas, conseguindo tirar várias partes do corpo do inimigo com seus golpes.
Acho que posso falar pela maioria das pessoas que estavam assistindo esse episódio na HBO ao vivo, que essa foi a pior das cenas no quesito "entender o que estava acontecendo". Não conseguimos distinguir qual era o dragão que estava mordendo e quem estava sendo mordido ou se alguém tinha se machucado. Não estávamos entendendo nada. Mesmo que a escuridão seja um recurso para causar desconforto, acho que no mínimo deveríamos entender o que estava acontecendo nas cenas.
No final da luta, Rhaegal fica muito debilitado e caí, derrubando Jon também.
- O momento Sansa e Tyrion
Talvez uma das cenas mais fofinhas e tensas do episódio foi a conversa de Sansa e Tyrion nas criptas de Winterfell, onde todas as pessoas que não tinham habilidades de batalha estavam escondidas (Muito inteligente se esconder de um cara que ressuscita mortos em um lugar cheio de cadáveres).
Em um momento de desespero, onde os mortos das criptas começavam a se reerguer, Tyrion e Sansa, mesmo sem muito diálogo, conseguiram emocionar bastante. O temor pela vida dos personagens foi se intensificando ao longo das 1 hora e 20 minutos de duração do episódio.
- Brandon Stark
Outra coisa que muita gente tem reclamado é o papel do Bran, porque no fim de tudo, ele não fez nada além de ficar sentado (Afinal, ele não pode se levantar, não é mesmo?) e esperar pela chegada do Rei da Noite.
Brandon Stark teve uma longa jornada para se tornar o Corvo de 3 Olhos, jornada esta que custou caro para amigos e aliados do personagem. Mas, como já dizia o tio Ben: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.”
Bran recebeu a habilidade de poder visitar acontecimentos do passado, presente e futuro. Com toda essa sabedoria, obviamente ele – assim como o Dr. Estranho em Vingadores – já sabia todas as variáveis necessárias para que o vilão fosse derrotado.
Ele planejou ficar no Bosque Sagrado porque era um lugar onde seria mais fácil passar despercebido pela quantidade enorme de mortos e surpreender o Rei da Noite, trazendo assim sua derrota. Ele sabia quem deveria fazer isso. Tanto sabia que deu para a pessoa uma arma que poderia matá-lo e esperou em um lugar onde seria ideal para chegar despercebido.
Muitos reclamaram que ele poderia ter sido ativo na batalha, wargando nos animais e até mesmo nas pessoas, mas já dizia Melisandre: "Esse não era seu propósito". Ele apenas wargou para atrair o Rei da Noite até ele e vigiar a batalha para saber se tudo estava acontecendo como deveria. Ele foi um jogador de xadrez que manipulou todas as peças de modo que desse o cheque-mate no Rei.
- A redenção de Theon Greyjoy
O momento mais triste do episódio foi com certeza a redenção e a morte de Theon Greyjoy. Há algum tempo vemos o personagem tentando se redimir com todos que ele, um dia, deixou na mão. Ele salvou a Sansa depois de tê-la traído; salvou a irmã depois de tê-la abandonado e; por fim, lutou por Bran Stark.
Antes da batalha acontecer, Theon tenta pedir perdão a Bran pelas coisas que havia feito. Então este diz que tudo o que ele havia feito foi para levá-lo onde estava no momento, defendendo sua casa. Para quem não lembra, Theon vivia com os Starks e os considerava irmãos.
Theon, que estava acompanhado dos Ironborn, exército da família Greyjoy, defendeu Bran até o último momento, onde era o último soldado remanescente. Então ele se vê encurralado, cercado pelo exército dos mortos. Bran então o chama e diz: “Você é um bom homem. Obrigado”.
Com o seu último perdão, Theon – que ficou conhecido por muito tempo na série por ser o medroso – decidiu morrer com honra ao correr na direção do Rei da Noite que o mata com sua própria arma.
- A história de Arya Stark e o fim d’A Longa Noite
A 'menina ninguém' voltou para casa para cumprir o seu destino. Desde a primeira temporada, vemos a evolução de Arya Stark. Ela nunca foi muito habilidosa com coisas que, culturalmente em Westeros, seria o trabalho das mulheres. Então ela sempre teve interesse nas habilidades de guerreiro. Ao se mudar para Kings Landing, inicia seu treinamento com Syrio, treinamento este que foi essencial em vários momentos na trajetória da personagem.
Não muito tempo depois, ela conhece Jaqen H'ghar, um dos Homens Sem Rosto. Ela o salva em um momento crucial de sua vida e, fazendo isso, ele a oferece um treinamento em Braavos para que ela se torne também um membro dos Homens Sem Rosto. No momento ela nega, então ele a dá uma moeda com uma inscrição, caso decida ir para Braavos algum dia. Valar Morghulis!
Mais tarde, Arya decide ir para Braavos para iniciar seu treinamento com os Homens Sem Rosto, melhorando ainda mais suas habilidades de assassina. Agora ela era furtiva e podia trocar de rosto, se disfarçando de outra pessoa.
Arya ainda possui um momento na terceira temporada quando se encontra com Melisandre (já falado no tópico 2 desse texto), onde a Mulher Vermelha diz que ela fecharia muitos olhos, olhos castanhos, olhos azuis e olhos verdes.
Todos esses acontecimentos culminaram no momento final do episódio Long Night, onde Arya Stark é a única que consegue se aproximar o suficiente do Rei da Noite para fincar sua adaga, dada por Bran a ela, no abdômen do vilão, dá fim à Longa Noite.
Esse final com certeza causou muita euforia a alguns fãs da série, porque ela era de longe a mais qualificada para realizar tal tarefa devido seu treinamento. Mas alguns outros fãs ficaram insatisfeitos porque esperavam que Jon Snow fosse o que derrotaria o Rei da Noite, afinal, essa era a Guerra dele. Por mais que eu entenda o ponto de vista dessas pessoas, acho que Arya ter derrotado o vilão foi o que deveria ter acontecido mesmo.
O fato da 'menina ninguém' ter derrotado o Rei da Noite foi o mais interessante, porque a resposta estava na nossa frente o tempo todo e não queríamos ver. Ela sabia como chegar furtivamente em um lugar – e no próprio episódio vemos isso quando ela está presa na biblioteca com os mortos e consegue fugir sem que percebam – e ela tinha a arma. Ou seja, ela tinha todas as ferramentas para isso, mas nossa vontade de ver o Rei da Noite sendo derrotado por Jon ou Daenerys fez com que deixássemos de perceber o óbvio.
Game of Thrones está em sua oitava e última temporada, sendo exibida aos domingos às 10 da noite. O episódio Long Night teve a maior duração dos episódios da série, chegando a ultrapassar 1 hora e 20 minutos. Os três últimos episódios terão a duração de 78min, 80min e 80min, respectivamente. J-J
P.S.: Alguém paga um ortopedista pras mulheres dessa série PORQUE ELAS ESTÃO CARREGANDO ELA NAS COSTAS!!
OQuinta de série de hoje traz uma produção antológica de terror: American Horror Story. Em 2015 já apresentamos a série em dois posts: o primeiro sobre Murder House (1ª temporada), Asylum (2ª) e Freak Show (4ª); e o segundosobre Coven (2ª) e Primeiras Impressões: Hotel (5ª). Agora, pretendo falar de três temporadas: Hotel (5ª), Roanoke (6ª) e Cult (7ª).
Antes de mais nada, vou deixar um resumo da produção. American Horror Story é uma série criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk (Glee e Nip Tuck) em 2011, produzida pela FX e exibida pela FX e Fox. Atualmente conta com oito temporadas, sendo a mais recente chamada de Apocalypse (2018). Uma nona temporada está prevista para 2019 e se chamará 1984.
Ryan Murphy e Brad Falchuk são criativos. Já teve temporada que se passou em uma casa má assombrada, em um circo, em um manicômio judiciário, em um hotel e até nos dias atuais. A oitava temporada, por sua vez, foi um crossover de Murder House e Coven. Já Roanoke foi filmada toda no estilo documental, o que deixou as ações e os fatos mais próximos da realidade.
AHS se teceu não somente como uma série de terror, mas de suspense, ação e mistério. Em algumas temporadas, o elemento terror é o protagonista, em outras é apenas acessório. Elas são construídas para contar uma história se não aterrorizante, de suspense. Os roteiros são bem feitos, embora com falhas, aberturas e mal desenvolvidos e executados por várias vezes.
Agora, saiba detalhes de Hotel, Roanoke e Cult.
Hotel
A série se passa no misterioso Hotel Cortez nos tempos atuais. Esse hotel conta com hóspedes que não são confiáveis. Entre eles estão a dona do imóvel, a poderosa Condessa Elizabeth, interpretada por ninguém menos que Lady Gaga; Iris e Liz Taylor, as recepcionistas do hotel; Donovan, filho de Iris; e Sally, uma viciada em drogas. Cada um deles tem um motivo de habitar aquele maldito hotel (Que prefiro não dizer quais). Cada um dos habitantes possui segredos, personalidades, hobbies e saúdam os visitantes do hotel de forma nada convencional.
O Hotel Cortez se mostra perigoso desde o início, principalmente quando ocorre uma série de assassinatos e o detetive e pai de família John Lowe resolve hospedar-se lá para investigá-los. Tudo é estranho: dentro das paredes tem... ehh... não vou falar; os colchões, além de conterem espumas, possuem... hmmm... também não vou dizer; além de terem crianças hmmm... que passeiam pelos corredores e viciados não só por drogas mas ahhh...
Então o detetive começa as investigações e descobre que seu filho, que havia desaparecido anos antes, está no hotel à serviço da Condessa Elizabeth que é... hmm... e sequestra crianças para ahhh... Então ele faz de tudo para tirá-lo de lá, por mais que o ambiente não permita isso.
Descobrimos, no decorrer dos episódios, em flashbacks sobre a história de cada um dos hóspedes do hotel e de sua construção. O hotel já foi palco de assassinatos, orgias, desfiles de moda, noites macabras e até de diversão (Existem passagens secretas que levam à salas de videogames e relaxamentos).
Além disso, ficamos sabendo que os assassinatos são cometidos por um serial killer conhecido como Assassino dos 10 mandamentos, já que tem alguma relação ou alusão aos mandamentos bíblicos. Descobrimos na metade da temporada que o assassino é nada mais nada menos que... (Acharam mesmo que ia falar né?! Hahahaha!).
Essa temporada possui cenas eletrizantes de suspense e terror, além de grandes reviravoltas no roteiro e na história. Os personagens são ricos, com boas histórias e versatilidades. Os recursos de flashback foram utilizados na medida certa. O design do hotel está incrível e bem pensado, um excelente trabalho de direção de arte.
Hotel estreou em 2015 e contou com 12 episódios. No elenco estavam Lady Gaga, Sarah Paulson, Evan Peters, Wes Bentley, Matt Bomer, Chloë Sevigny , Denis O'Hare, Cheyenne Jackson e Angela Bassett.
A ideia de roteiro partiu de uma notícia de uma estudante canadense encontrada morta dentro da caixa d'água do Hotel Cecil, em Los Angeles. Sua morte foi cercada de mistérios, principalmente com o vídeo de segurança do elevador, que capta os seus últimos momentos em vida. A notícia chegou até os ouvidos de Ryan Murphy que utilizou todos os elementos e criou uma temporada macabra.
A abertura mostra vários elementos da série e é extremamente perturbadora.
Roanoke
Uma das temporadas mais aterrorizantes, junto com Murder House e Asylum. Ela é baseada na lenda de Roanoke e narra a história do casal Shelby (Sarah Paulson/Lily Rabe) e Matt (Cuba Goodin Jr/André Holland) que se muda para uma casa no campo em Roanoke, Virginia, e descobrem uma série de acontecimentos estranhos ao redor e dentro da residência.
Pela primeira vez em AHS, é explorado o formato de documentário e a temporada não ganha uma abertura, já tão comum em outras. A história é narrada por atores e encenada por outros, o que a deixou mais verossímel e verdadeira. Tudo ali não soa falso: seja os depoimentos, ações ou gravações. Até quando uma cena é simulada parece que ela é verdadeira. Aliás, o que seria falso ou verdadeiro em Roanoke é muito subjetivo. Nos assustamos em cada cena ou simulação. A história, em si, é de arrepiar os cabelos.
Roanoke contou com 10 episódios, divididos em três partes. A primeira, entre o episódio 1 ao 5, que fala sobre os acontecimentos vivenciados pelo casal; a segunda, entre os episódios 6 ao 9, quando o documentário/série é renovado e o casal e outros personagens voltam à casa; e a terceira parte, episódio 10, que narra o que acontece depois da "segunda temporada" da série e com o sobrevivente de Roanoke.
Essa temporada flerta muito com os formatos de televisão: documentário, série e reality show. Aliás, é uma série que fala de outra série e mostra como os produtores buscam audiência e são capazes das mais diversas atitudes para isso. Nos programas de TV há muito sensacionalismo e exposição da dor alheia. E isso pode ser percebido nos programas fictícios My Roanoke Nightmare e Return To Roanoke: Three days in hell.
Roanoke tem cenas chocantes de canabalismo, exploração, exposição de cadáveres, conversas com espíritos, rituais, torturas e lutas pela sobrevivência. Além disso, elas são gravadas com cortes secos, enquadramentos caseiros, várias tremidas de câmera, pouco profissionais, mostrando que se trata de um documentário gravado por um cineasta estreante.
A temporada contou com a presença de Kathy Bates, Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr, Lily Rabe, André Holland, Denis O'Hare, Wes Bentley, Evan Peters, Cheyenne Jackson e Lee Harris.
A temporada foi exibida em 2016, com 10 episódios e um final surpreendente.
Cult
Uma temporada que falou de medo, política, paranoia, empoderamento feminino, cultos e seitas. Ao falar de todos esses temas, se perdeu um pouco no decorrer do caminho e perdemos seu fio condutor. É uma temporada que fala de que exatamente?! Não tenho essa resposta, embora o plot e a inspiração tenha sido as eleições presidenciais americanas em 2016 - a série estreou em 2017.
A temporada conta a história de Ally e Ivy, um casal lésbico, feliz e bem estruturado que possui um filho e um restaurante comandado por elas. Após a eleição de Donald Trump, Ally começa a apresentar várias fobias, como o medo de palhaços (coulrogobia), de sangue (hemofobia) e objetos com cavidades (tripofobia). Tudo leva a crer que o que Ally vive são paranoias (Até mesmo sua esposa acredita nisso).
O quadro de Ally piora quando um obcecado e sinistro homem, Kai Anderson, começa a atormentá-la com jogos que se resumem a aflorar seus medos e fazer com que ela tenha mais fobias ainda.
Com o decorrer dos episódios descobrimos que Kai Anderson lidera uma espécie de culto que tem a finalidade de espalhar o terror e o medo na fictícia cidade de Brookfield Heights, em Michigan. Fazem parte desse culto a irmã de Kai, Winter, e os vizinhos de Ally, Harrison e Meadow Wilton, além de outros personagens. Eles vestem máscaras aterrorizantes de palhaços e de outros animais.
Kai Anderson conquista a admiração de várias pessoas, sendo adorado e cultuado por elas. Ele tem um jeito bem persuasivo e conquistador, pois conhece à fundo os medos delas e realiza pactos com elas.
A sétima temporada de AHS abriu mão de elementos sobrenaturais, para focar nos maiores perigos contemporâneos: o medo (Seja ele qual for, até de palhaços!), a vaidade, persuasão, a paranoia e o terror psicológico.
Cult se passa nos tempos atuais, precisamente no ano de 2016, sendo lançada em 2017. No elenco estão presentes Sarah Paulson, Evan Peters, Cheyenne Jackson, Billie Lourd e Alisson Pill. A temporada contou com 11 episódios.
É assim que AHS se reinventa. A série já ganhou nove prêmios, incluindo o Emmy do Primetime e um Globo de Ouro.
Agora, aguardem as próximas resenhas da série em que falaremos de Apocalypse e outras temporadas que virão - como 1984. J-J
...E o princípio era uma pedra lascada. | Primitive Technology/ YouTube
Entra no ar o novo quadro do JOVEM JORNALISTA que publicará canais de vídeos relevantes e úteis da internet. [1] Boas vindas a todos ao JJPLAY. Todo mês e no dia de quarta-feira terá uma dica de vídeo. Hoje você vai saber mais deste primeiro canal.
Paus, pedras, barro e água. Pegue o conhecimento de nossos antepassados e terá a criação de casas, ferramentas, fornos, martelos d’água e a descoberta dos metais. Junte tudo isso e terás o canal Primitive Technology – em português literal, “Tecnologia Primitiva”.
Com todos os materiais extraídos da natureza, John Plant mostra como fazer de um ambiente natural e hostil um lugar civilizado. Com uma pedra faz-se machado, com esse machado é possível cortar madeira, com a madeira se levanta uma casa e por aí vai. Começando do zero se percebe o processo de construção de artefatos, plantações e ferramentas apenas com os itens encontrados na natureza.
Assim John Plant descreve seu canal:
“Primitive technology is a hobby where you build things in the wild completely from scratch using no modern tools or materials. These are the strict rules: If you want a fire, use a fire stick - An axe, pick up a stone and shape it - A hut, build one from trees, mud, rocks etc. The challenge is seeing how far you can go without utilizing modern technology. I do not live in the wild, but enjoy building shelter, tools, and more, only utilizing natural materials. To find specific videos, visit my playlist tab for building videos focused on pyrotechnology, shelter, weapons, food & agriculture, tools & machines, and weaving & fiber.” (COM GRIFOS MEUS)
As criações de John Plant com materiais oriundos da natureza. | Primitive Technology/ YouTube
Pode até se pensar que John Plant vive este estilo de vida, mas não é não. Ele vive como um homem de nossa era como qualquer outro. É mais um hobby que ele compartilha em seus vídeos que já inspiraram outras pessoas a fazerem filmagens com temas semelhantes.
Demonstração de vídeo
A caminho da idade dos metais – Em vídeo publicado dia 17 de agosto 2018 inicia-se no Primitive Technology a saga da era dos metais. Com materiais naturais, fogo e carvão, Plant recolhe os primeiros resultados metálicos de seu esforço.
Avaliação, justificativas e legado
O canal Primitive Technology transporta o internauta aos primórdios da pré-história. Faz-nos refletir quanto tempo demorou em que a humanidade chegasse ao grau de conforto, rapidez e longevidade de nossos dias. A sabedoria do homem não tem limite em atender suas necessidades e, assim que as mesmas são saciadas, sempre há um modo de aperfeiçoar.
Por que recomendo o canal Primitive Technology? Acredito que os internautas podem conhecer as técnicas utilizadas no passado e refletir o quanto foi demorado para a humanidade chegar onde estamos. Se acaso achar que sua vida é complicada, reflita e aprenda.
O legado que se deixa é em relação à consciência sobre o consumo: tudo o que temos nos satisfaz? Vivemos melhor que nossos antepassados? Nossa vida está mais burocrática? Viver na cidade ou afastado do mundo do concreto armado, da água potável, geladeiras e automóveis? Se escolher o caminho da vida natural, o que renunciar do mundo eletrônico e frenético?
O que achou? Digite e/ou sugira outros canais nos comentários.
Espero ter gostado da sugestão. Até a próxima!
UM BOM PLAY PARA TODOS! J-J
Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA