terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Vem aí: JJPLAY! Os vídeos (úteis) da internet

O JJPLAY será o um espaço aberto ao vídeo útil. | ilustração: LAYON YONALLER

O mais novo quadro do JOVEM JORNALISTA será um misto de prestação de serviço, informação e diversão a todos. Após o nosso Hiatus de verão entrará no ar o JJPLAY!

Num monte de vídeos de gente pintando a cor do cabelo, arrancando dentes, passando trotes contra familiares e amigos, notícias falsas e conspirações mirabolantes é obrigação nossa divulgar conteúdos edificantes, úteis e de bom gosto ao maior número de pessoas.

Inicialmente, uma vez por mês na quarta-feira será divulgado um canal de vídeos úteis com suas características, curiosidades e as justificativas do por que ele vale a pena ser visto e apreciado. Você leitor do blog e/ou dono de um canal de vídeos poderá indicar canais que poderão ser úteis a todos. Isso é importante porque o mundo atravessa uma fase de inutilidade onde tudo é tão fácil que a preguiça e o ócio reina sobre os que se esforçam em contribuir com o que é útil a todos.

Nem pense em perder essa ou vai ficar de fora! 

Até a próxima!

UM BOM PLAY PARA TODOS! J-J



















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Rosa e Azul: cor tem ou não gênero e as convenções sociais



A discussão do momento tem a ver com duas cores: o rosa e azul. A frase "O Brasil está em uma 'nova era', em que meninos vestem azul e meninas vestem rosa" dita pela ministra de Mulheres, Família e de Direitos Humanos, Damares Alves, ecoa nas principais rodas de conversas. Há aqueles que entenderam a frase no sentido literal e outros que a entenderam como uma metáfora.

Claro que a declaração tomou foco na mídia e atingiu famosos, celebridades e internautas, que se posicionaram a favor e contra a fala da ministra. 

Em tempos de transição drástica de governo e pensamentos, a fala da ministra pôde ter soado como partidária, segregadora e preconceituosa. Essas podem ter sido as primeiras impressões, mas quero desconstruir isso nesse post.


Uma metáfora







Segundo a ministra, pastora e advogada o que ela realizou foi uma metáfora. E o que é uma metáfora? É quando alguém diz algo com outra intenção e/ou objetivo. Desse modo, ao se falar que meninos usam azul e meninas rosa, ela quis dizer que é contra a ideologia de gênero e apenas isso. Não tem nada a ver com cores. Leia o que ela disse (com grifos):

"Fiz uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores. Se quiserem, mamães e papais podem vestir as crianças com roupas coloridas".


Em outras palavras, o que ela quis dizer foi o seguinte: Olha, as cores podem ser usadas por meninos e meninas. Não há restrições quanto à isso e que usar roupas coloridas não é o mesmo que uma menina usar roupa de menino e vice-e-versa. 

Tanto foi uma metáfora a frase de Damares, que ela apareceu em público com uma roupa azul. Se fosse no sentido literal o que havia dito, ela não poderia usar a cor. A secretária da Família, Angela Gandra Martins, defendeu a fala da ministra (com grifos):


"O que ela quer dizer é que a gente vai procurar acentuar o que é próprio de cada um. A gente não vai construir uma outra identidade esquizofrênica dentro dela, vai respeitar o que é natural naquele ser humano."



Ou seja, os Direitos Humanos acima de qualquer ideologia. 



O vídeo


Damares aparece no vídeo de forma animada e convicta até que diz a frase célebre. Assista:





Há um entusiasmo das pessoas que estão ao redor da ministra quando ela fala a frase e eles chegam até mesmo a repeti-la. No fundo, a bandeira de Israel aparece - uma flâmula de uma das regiões mais religiosa do mundo. Posso inferir que essa nova era que Damares verbaliza tem a ver com os Direitos Humanos, inclusive das crianças, preservados e intactos. Acredito que mesmo que a bandeira israelense tenha aparecido, a filosofia não tem a ver com religião, mas com movimentos políticos subliminares. 



Príncipes e princesas



Em um momento que de acordo com propagandas da Avon meninas não podem ser chamadas de princesas e elogios devem ser repensados e reconfigurados, Damares prega a ideia que garotas devem ser tratadas como PRINCESAS e garotos, como PRÍNCIPES, e não vice-e-versa. Esta também é uma significação para a frase da ministra

As campanhas da Avon, publicadas em meados de 2018, foram criticadas pelos conservadores, que as consideraram ideológicas e tendenciosas em demasia. Para a Avon, meninas deveriam ser chamadas do que elas quiserem:






A fala da ministra vem para quebrar com todos esses paradigmas e padrões que foram empregados de forma forçada. O interessante é, que se por um lado prega-se a ideologia de gênero, por outro brinquedos de menina são rosa e os de menino azul. Meninos, de acordo com a Omo, são aventureiros e brincam de bicicleta e garotas, são doces e frágeis. 

Acredito que mesmo com toda essa imposição será difícil reverter alguns conceitos já tão impregnados na sociedade.


Convenções sociais


Realmente as cores não possuem gênero e a ministra quis dizer exatamente isso. Houve uma época que meninos usavam rosa e meninas azul e tantos meninos quanto meninas usavam vestido até o primeiro corte de cabelo. 

O fato é que a questão do rosa e azul é mais cultural e propagandista, do que biológica. Convencionou-se assim. No texto Azul é a cor mais rosa, publicado em 2016, falei sobre isso:

"A ideia das cores para cada gênero só surgiu no início do século 20 e era o inverso da atual (rosa para meninos e azul para meninas). Somente entre 1920 e 1950, que as lojas inverteram isso, para aumentar as vendas."


Tais convenções sociais podem ter levado ao preconceito de um menino não usar um acessório ou uma vestimenta na cor rosa, embora esta signifique força e coragem. Além disso, não poderia usá-la por uma questão de marketing. Não foi a Damares que delimitou o uso das cores, mas a sociedade




Inspirações de decorações para o Chá de Revelação (da esquerda para a direita): 1 - bolo com recheio; 2- balões; 3- bigodes e lacinhos; e 4 - placar. 



Falei das cores de brinquedo para cada gênero, mas até mesmo o Chá de Revelação possui convenções sociais: balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos azuis caso o bebê seja menino; balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos rosas, na ocasião se for menina. Por que esses ideológicos de plantão não fazem o chá de revelação com inversão de cores? Por que, se cor não tem gênero, no chá de revelação, sim?! Por que ninguém ousa, mesmo com ideais de gênero, presentear a grávida que espera um menino com um enxoval rosa? Respondo: por que já temos conceitos e ideais impregnados em nossa sociedade.

O Youtuber Jonathan Nemer satirizou o Chá de Revelação em um vídeo em seu canal, o Desconfinados. Veja:





Não adianta um famoso lacrar nas redes sociais de rosa, sendo que costuma vestir sua filha negra de rosa. Não adianta uma moça vestir-se de azul e presentear sua afilhada com um enxoval todo rosa bebê. Há, nesse sentido, uma hipocrisia descarada.


Hipocrisia







O ator Bruno Gagliasso protestou contra a frase da ministra com uma blusa MANIPULADA rosa, de acordo com o maquiador Agustin Fernandez:


"A hipocrisia e a vontade de lacrar são tão grandes que não tinha nenhuma camiseta rosa no armário, daí editou uma foto velha"


Este foi um protesto por conveniência, com o objetivo único de aparecer e gerar cliques.

Em outra ocasião, Bruno Gagliasso aparece vestido de unicórnio AZUL e sua esposa, Giovanna Ewbank, de um ROSA. Tem alguma coisa errada, não?! Será que o Bruno segue convenções sociais? Em minha opinião, é claro que segue e só quer 'lacrar', como dizem por aí. 





Assim como Bruno, outros famosos resolveram protestar contra a fala da ministra.


#Cornãotemgênero





A hashtag #Cornãotemgênero tomou de conta das redes sociais. A jornalista da Globo News, Andréia Sadi, protestou de azul em uma entrevista com a ministra Damares; famosos como Luciano Huck, Mônica Iozzi, Fernanda Paes Leme, Maria Gadu e Leilane Neubarth em seus protestos enfatizaram que cor não possui gênero.

Em minha opinião, este foi um protesto desnecessário. Vimos que a fala da ministra foi metafórica e não literal. 




Ouvi uma vez de alguém que, na verdade, realmente as cores não tem gênero ou sexo, mas sim as pessoas. O mesmo com as roupas: elas não possuem gênero, mas sim os seres humanos. 

Acredito que ninguém pode dizer que rosa é de menina e azul de menino, mas a própria convenção social, como falado anteriormente, não nos permite que demos um tênis rosa para um menino e quando vemos um menino com uma camisa rosa na rua ainda há aquelas falas maldosas que dizem que "rosa é cor de menina" e que "o menino que usa rosa é veado".

Enfim, cor não tem gênero, mas as pessoas sim e uma menina diz "obrigada" e um menino "obrigado", como em uma imagem do Gran Cursos divulgada.








Use a cor que quiser





Meninos e meninas podem usar rosa, azul, preto, branco, verde, branco, vermelho, lilás, marrom e outra infinidade de cores. As cores são universais e não possuem gênero. Cor alguma pode definir uma pessoa ou sexualidade. Escolhas de cores não definem quem você é. Contudo, não podemos deixar de negar as convenções sociais já bastante consolidadas na sociedade. J-J 



Por: Emerson Garcia

sábado, 12 de janeiro de 2019

Observações das vinhetas 'Quem é daqui sabe o quanto'




As campanhas globais de vinhetas Quem é daqui tem o intuito de enaltecer características visuais, arquitetônicas e naturais do Distrito Federal, em especial de Brasília. 

De acordo com dados do colaborador Layon Yonaller elas surgiram em 21 de abril de 2018, em pleno aniversário de Brasília, antes de ir ao ar o programa Distrito Cultural e após o Jornal Hoje. O primeiro vídeo institucional foi o da faixa de pedestre. Assista-o:






Após esse vídeo, outros foram criados. Veja:










Tenho algumas observações sobre os vídeos e falarei adiante.


O visual 



Os vídeos apresentam um visual clean com toques coloridos e em degradê. As campanhas são minimalistas e com formas geométricas - como círculos, retângulos e esferas. 

Com poucos recursos, a Globo conseguiu passar a mensagem principal de cada vídeo, além de reiterar as arquiteturas e visual de Brasília cheias de linhas e formas.


A mensagem



Os vídeos sempre são iniciados com o seguinte texto: "Quem é daqui sabe o quanto...", seguido do restante da frase. Veja:

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO respeito é fundamental."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a arquitetura é moderna."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a natureza é bonita."


Essa frase está ligada à ideia de pertencimento e identidade de um local. É certo que quem é de Brasília entende todas as referências dos vídeos e torna-se pertencente da localidade.


A arquitetura e outros elementos


Os vídeos retratam diversas arquiteturas brasilienses, como: a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga, as formas da Casa do Cantador, as tesourinhas, as esferas do Memorial JK e a faixa de pedestre. 

Agora, irei comparar as fotos dos monumentos retratados com os vídeos.


Quem é daqui sabe o quanto respeito é fundamental.














O vídeo apresenta as famosas tesourinhas e faixas de pedestre do Distrito Federal.

Comparando as tesourinhas do vídeo com as reais, percebemos que aquelas são mais grossas que estas. Contudo, ao ver a vinheta da Globo logo nos remetemos às famosas faixas de trânsito. 















Esferas circulares também aparecem caminhando pela tesourinha. Elas fazem referência às esferas do Memorial JK e são fidelíssimas.



Quem é daqui sabe o quanto a arquitetura é moderna.


Neste vemos a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga e a arquitetura da Casa do Cantador.












A Caixa D´água do vídeo é menos larga que a original, tanto na copa quanto na coluna. Para aquela ser idêntica à esta deveria ser mais grossa e com detalhes na coluna principal. Entretanto, entendi o viés minimalista que as vinhetas se propõem.
















Talvez a representação da Praça do Relógio de Taguatinga seja uma das mais verossímeis, pois a coluna é da mesma grossura da original, assim como o quadrado do relógio. 




Os famosos arcos da Casa do Cantador foram retratados de forma quase verossímel, exceto que a arquitetura da vinheta tem mais uma curva do que a original.



Quem é daqui sabe o quanto a natureza é bonita.


Árvores de ipês e visão panorâmica do Parque da Cidade são retratados. 














Os famosos ipês exuberantes e coloridos do Distrito Federal (Brasília) foram retratados de forma esférica, ao invés do formato original. Mesmo assim, as flores floridas foram bem representadas na vinheta. 




A Praça dos Cristais de Brasília foi apresentado de forma minimalista e simples, por meio de formas geométricas. Vários degradês de verdes também foram utilizados. 


Essas foram as minhas observações sobre as vinhetas. Agradeço ao Layon Yonaller pela disponibilidade dos vídeos. 


Vocês já tinham visto essas vinhetas? Gostaram? Digam nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Arquivo Confidencial: Arthur Claro (Ou o retorno da TAG Jornalista ≠)



Quase 5 meses depois a TAG Jornalista  ≠ está de volta. Para quem não sabe, ela é uma parceria entre eu e o Arthur Claro. O nome surgiu da junção dos nomes dos nossos blogs. Esta TAG tem o objetivo de apresentar posts interessantes, criativos e especiais que tenham a ver com o meu espaço e do Arthur Claro.

Para esse retorno, preparamos uma espécie de Arquivo Confidencial, em que farei uma homenagem ao Arthur e ele fará o mesmo sobre mim (Veja aqui a homenagem do Arthur).


Arthur possui 6 letras e sua origem pode ser celta. Seu significado é "pedra" ou "grande urso". O nome pode vir do termo Artwa que significa pedra ou de Artur, art (urso) e ur (grande). Como uma pedra, Arthur Claro possui ideias concretas, fortes e sólidas; como um urso grande, Arthur é extremamente diferente.

Outro significado para Arthur, é Abraão na língua judaica. Também tem uma vertente inglesa e se relaciona com a família Astorius, uma família romana obscura

Homenageio o Arthur agora com a música oficial do longa Rei Arthur: A Lenda da espada. Ouçam enquanto leem esse post:






Quando pesquisei sobre o nome "Arthur" logo vi uma relação entre o nome e a famosa lenda da espada retirada de, imaginem, UMA PEDRA, pelo Rei Arthur. A fábula dos Cavaleiros da Távola Redonda é extremamente conhecida, fazendo parte do folclore britânico. 

Arthur também se relaciona com os romances arturianos - que são ligados à histórias do Rei Arthur, de Merlin e dos sábios mestres de Roma e datam do século XIII. 





Há o Artur simples, sem o H, e o Arthur com H. Este último é utilizado por franceses, ingleses, holandeses e nórdicos. Pessoas com este nome podem ter apelidos carinhosos, como Tutu ou Rei, em referência ao lendário Rei Arthur. O Arthur já foi chamado de Tuly e Raul Skyller. Mais uma ideia de apelido dou a ele: Rei.

Falando em Rei, vamos ouvir a icônica música Os cavaleiros do Rei Arthur de Jorge Ben Jor que diz: Os cavaleiros Os cavaleiros chegaram Ora, vejam só A mesa ainda não está posta Ora, vejam só O assado ainda não está no ponto:




A música possui um som brasileiro e de MPB. 


Vários produtos da indústria cultural contam a história do Rei Arthur, como a série japonesa Rei Arthur e o filme Rei Arthur: A Lenda da espada. Veja a abertura daquela e o poster dessa:







O nosso querido Arthur possui um sobrenome interessante: CLARO. Este sobrenome tem origem romana/italiana. Será que o Arthur tem essa descendência? 

O brasão da família traz as cores cinza, amarelo e vermelho e uma armadura com coroa. Veja:




Seria uma mera coincidência o brasão da família Claro ter uma armadura e o significado de Arthur ser de um Rei?


Encerro esse Arquivo Confidencial dizendo para o Arthur: tenha um coração nobre como de um rei, convicções firmes como de uma pedra, a coragem de um urso grande e uma boniteza como a de um brasão. J-J







Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Template por Kandis Design