sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Rádio Bagaralho: Programa Discografia - Gabriel O Pensador




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Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento do salão de festas Tua Fiesta és Loca começa agora o programa Discografia. Hoje vou apresentar as obras do músico carioca Gabriel O Pensador.



Tô Feliz (Matei o presidente) (Gabriel o Pensador - 1993)


Com a instabilidade política causada pela campanha pelo Impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Mello, Gabriel escreveu esta música sugerindo um 'assassinato' ao então chefe do Estado. Ele teve a música censurada.







Filho da Pátria Iludido (Ainda é só o começo - 1995)


É uma música que critica o brasileiro que fica exaltando os EUA, os americanos e outras coisas americanas.







Dança do Desempregado (Quebra-Cabeça - 1997)



É uma música que retrata o desemprego em forma de sátira à grupos de pagode e samba que existiam na época e faziam sucesso.







Cantão (Nádegas a declarar - 1997)


É uma música autobiográfica que conta sobre os amigos da infância de Gabriel que duram até hoje.







É pra rir ou pra chorar? (Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo) - 2001)



É uma música reflexiva sobre alguns fatos que vale pensar se é pra rir ou pra chorar.







Sorria (Cavaleiro Andante -2005)


Uma música que mostra alguns 'bons modos' que precisamos seguir e que não podemos se esquecer que sempre tem alguém nos observando.







Linhas Tortas (Sem Crise - 2012)


Outra música autobiográfica onde o Gabriel conta desde o seu começo até o seu presente.







Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Beijos e abraços. J-J






Por: Arthur Claro

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Quinta de série: For the people







Voltamos em definitivo do hiatus e retornamos com o Quinta de série. Hoje falarei de For the people, nova série da ABC. FTP tem criação de Paul Williams Davies e produção executiva de Shonda Rhimes (Greys Anatomy, Scandal How to Get Away with Murder). A produção conta com Britt Robertson, Jasmim Savoy Brown, Hope Davis e Ben Shenkman. FTP encerrou a primeira temporada com 10 episódios e uma segunda já está confirmada.

A série é centrada em um grupo de novos advogados que estagiam na corte do Distrito do Sul de Nova York. Eles lidam com vários casos, de um lado para defenderem, do outro para acusarem. À cada caso, se envolvem com as histórias e personalidades dos réus, além de interagirem entre si e terem suas vidas pessoais misturadas com as profissionais. 





Logo que assisti ao piloto, já fiz várias correlações com Grey's Anatomy e acredito que essa é a intenção de Paul Williams Davies. For the people é uma Grey's Anatomy dos tribunais. Personagens, histórias e conflitos de ambas as séries se correlacionam. Uma telespectadora disse no TV Show Time o seguinte (com grifos):

"Eu achei exatamente a mesma coisa. Essa série é Grey's Anatomy com advogados. O discurso do juiz me lembrou muito o do Richard no primeiro ep de Grey's, essa moça de cabelo curto me lembrou demais a Cristina, e o mesmo foi pra semelhança entre aqueles dois garotos ali e o George."


As semelhanças entre os personagens é tão grande que o internauta  Will Maia criou uma montagem, veja:




A série de Davies foca no crescimento profissional dos recém-advogados na corte. Ora eles gaham, ora perdem causas; sempre estão em pé de guerra uns com os outros (Para saber quem é o melhor advogado); possuem conflitos profissionais; tem seus sensos éticos provados à todo momento, etc. Algo idêntico ao que acontece com os médicos de Grey's Anatomy.

Além disso, FTP destaca os dramas pessoais dos advogados, a dificuldade de conciliar vida profissional e pessoal e os romances entre colegas de trabalho. Alguém já deve ter visto isso em Grey's Anatomy em um momento né?





A questão hierárquica também é trabalhada em FTP. Tem aqueles que mandam, os mais fortes, mais fracos e regras à serem cumpridas. Novamente, realizamos um paralelo com GA, onde tem o chefe de cirurgia, os residentes, médico titular, dono do hospital, etc.

Além de ter a essência de Grey's Anatomy, Fort the people relembra How to Get Away with Murder por ser uma série de advogados, contudo há diferenças entre ambas. Esta retrata advogados de defesa, aquela de defesa e acusação. 

Não por acaso, Shonda Rhimes é uma das produtoras executivas de FTP. Qualitativamente, entretanto, For the people ainda está longe de alcançar o sucesso de Grey's Anatomy





Críticos consideraram a primeira temporada problemática por apresentar personagens e histórias pouco contundentes; o público não se animou com a série, que teve uma audiência inferior (0,5 no demo). Contudo, discordo tanto dos críticos como do público. For the people tem potencial para torna-se uma grande série pelos pontos que cito abaixo: 


1- Cada episódio é centrado em um personagem

A primeira temporada contou com 10 episódios e cada um centrado em um personagem diferente, o que ajudou a desenvolvê-lo melhor e mostrar nuances e atitudes até então desconhecidas - O que fazem fora do tribunal? O que gostam de ouvir? De comer? Que atividades de lazer realizam e gostam? Quais filmes costumam assistir? 



2- Representatividade negra


Sim! Há muitos negros na série e isso é ótimo! Eles possuem papéis interessantes e de destaque, assim como os brancos. O elenco está bem equilibrado na questão racial. Acredito que a quantidade de brancos é praticamente igual a de negros.
















3- Personagens com riquezas de personalidades e histórias


Diria que a série não possui apenas um, mas vários protagonistas que encantam com suas personalidades e histórias de vida. Ao contrário da crítica, que disse que o público "não se identifica com os personagens", penso que cada um deles tem a capacidade de ensinar e de gerar reflexões. Há aqueles inseguros, cheios de si, com problemas de relacionamento, mal-humorados, de bem com a vida, que não vivem sem alguém ao lado, que tem traumas. Com certeza, com algum deles o telespectador consegue se identificar.



4- Trilha Sonora


Os episódios são movidos por boas trilhas sonoras, algumas já até fizeram parte de playlist do meu celular. Os gêneros variam do romance até o pop e baladas. A trilha sonora de FTP me lembra bastante à de Grey's Anatomy







5- Hierarquia dos personagens


Assim como falei de GA acima, FTP tem hierarquia entre os personagens. Há procuradores (Roger Gunn, Kate Littlejohn e Regé-Jean Page); defensores públicos (Jill Carlan, Sandra Bell, Allison Adams e Jay Simmons); e oficiais da corte (Nicholas Byrne e Tina Krissman).



Muitos estranharam a renovação de FTP, visto que ela obteve uma audiência pífia em sua primeira temporada. Entretanto, outros fatores foram levados em conta para sua renovação. O primeiro, que é uma série que tem o "dedinho" de Shonda Rhimes; o segundo, que a emissora deu uma nova chance para a série brilhar às terças-feiras; e terceiro, um pouco dos cinco pontos que abordei acima. 





Isso mostra que FTP não é de toda ruim e possui seus pontos positivos. Por isso que a recomendo. Claro que tem episódios mornos e péssimos, mas também tem bons e reflexivos. A assistam sem expectativa e levando em consideração o que falei - aberta e claramente - nesse post. J-J








Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

15 anos da morte de Roberto Marinho: índios homenageiam proprietário das Organizações Globo

Tronco representando Roberto Marinho. | Rede Globo


Hoje, 06 de agosto 2018, faz 15 anos da morte do proprietário das Organizações Globo (atual Grupo Globo) Roberto Marinho. Na noite de quarta-feira do ano de 2003, Marinho foi vítima de uma embolia pulmonar aos 98 anos. [1]


O filho, José Roberto, é ornamentado com pintura de jenipapo e urucum. | Rede Globo


LEIA TAMBÉM: Ensaios sobre a Rede Globo [3]


Um ano após seu falecimento, índios do Xingu fizeram tributo ao jornalista no quarup – cerimônia de homenagem aos mortos. Os indígenas haviam realizado o mesmo evento ao antropólogo Darcy Ribeiro e aos irmãos sertanistas Vilas-Boas. Assim foi exibida matéria do Jornal Nacional em 16 de agosto 2004: [2]






O filho, José Roberto Marinho – presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente do conselho de administração do atual Grupo Globo – participou da cerimônia e fez seu comentário:

“Foi uma homenagem muito bonita pro meu pai. [...] Depois da perda vem a celebração da vida.”



Até mais! J-J
















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Cavalo pintado: atividade lúdica ou crime animal?



Uma polêmica envolvendo um cavalo pintado à tintas por crianças ganhou destaque nos últimos dias. Afinal de contas, seria uma atividade lúdica ou um crime animal? Os defensores de animais e politicamente corretos ficaram com a segunda opção, sem perceber os contextos da situação.

Tratava-se de uma atividade terapêutica e pedagógica da colônia de férias da Sociedade Hípica de Brasília com o objetivo de aproximar as crianças do cavalo Thor. Elas "pintariam o sete" em um cavalo branco, que logo após seria lavado.  A tinta utilizada não era tóxica e não gerou doenças ou alergias ao animal. A criança Catarina Borges, de 8 anos, diz ter achado legal e divertido pintar o cavalo, mas somente ela mesma pode perceber a função terapêutica que a atividade gerou.

Os críticos viram apenas o lado do animal, sem levar em conta o fator terapêutico nas crianças. Os que defendem os direitos do cavalo Thor, são os mesmos que alijam o bem-estar físico e psíquico das pessoas. Acredito que muitos deles não sabem os efeitos de uma equoterapia para crianças com Síndrome de Down, deficiência motora ou alguma paralisia física ou cerebral. Mas claro, o animal deve vir antes dos seres humanos. Quando apenas defende-se o animal, anula-se a equoterapia e atividades lúdicas e seus efeitos.


Atestado de Sanidade Mental do cavalo Thor. I Internet




Acredito que confundiu-se o que é ou não mau-tratos aos animais. Maus-tratos não é pintar um cavalo com tinta não-tóxica, acariciá-lo, tratá-lo bem, alimentá-lo e lavá-lo. Outrossim, é prendê-lo e retirar suas defesas, deixar de alimentá-lo ou bater nele. Isso sim são maus-tratos e isto deveria ser investigado e punido. 

Os críticos disseram que a Hípica tratou Thor como um "quadro ou cartolina branca", "com abuso", "objeto" e/ou "coisa". Gostaria que mostrassem onde o Thor foi tratado desta forma, visto que é um animal bem tratado e cuidado, que ganhou até mesmo o nome do deus do trovão. Assim como existem cavalos destinados à equoterapia, há para essa atividade de pintura. Os cavalos tem sua função com crianças. Os cavalos estão para as crianças - e não as crianças para os cavalos - e isto não é percebê-lo como uma "coisa".



Cavalo Thor lavado após atividade. I Internet



O jornalista Sergio Maggio em matéria opinativa do Metrópoles demonizou a atividade terapêutica, não a reconhecendo como tal, e a comparando com maus-tratos pesados e violentos. Achei a atitude do jornalista questionável, parcial e com um único objetivo: colocar a Sociedade Hípica de Brasília no banco dos réus. Só para terem ideia, ele conceitua a atividade lúdica das seguintes formas (Sem filtros!): "atividade mesquinha", "entretenimento humano", "divertimento humano" e "de bel prazer". Em momento algum ele fala dos benefícios da atividade

Por outro lado, Maggio equipara a atividade lúdica de pintar cavalos com maus-tratos extremos de animais, como: "amarrar um cachorro faminto numa corda e deixá-lo morrer à míngua", "rinhas de galos e cachorros", "cruéis rodeios" e "prender três urubus". Gostaria de perguntar em que momento a atitude lúdica se compara à essas? Não há uma relação direta, e isto está claríssimo.

O jornalista ainda tem o descalabro de comparar o cavalo com uma "cartolina em branco, que depois que lambuzam-na em mil cores, jogam-na no lixo". Sinceramente, não percebi esse desprezo das crianças com relação ao Thor. Pelo contrário, eles foram carinhosos com o animal e o coloriu de mil cores sortidas, enfeitando-o com cores preferidas, criando vínculos com ele, sentindo texturas e formas e trabalhando com objetivos simplesmente terapêuticos. Por que, então, deixar de lado e desprezar um animal que foi motivo de alegria e descontração para crianças, como bem ratificou o jornalista?

Por fim, Maggio se pergunta: "Qual a relação disso tudo com o cavalo borrado de tintas da Hípica de Brasília?". Ele mesmo responde: "Talvez, não tenha relação alguma". Já que não há relação, porque ele fez questão de citar os fatos de maus-tratos violentos? Esta é a pergunta que não quer calar. 


Cavalo pintado no mundo. I Internet



De fato, o novo assusta. Foi assim no início da equoterapia, e é assim agora. Mas a atividade de colorir cavalos não foi criada na Sociedade Hípica de Brasília e não é uma novidade (Há até mesmo concursos mundo afora com essa temática). A fundação americana Horse Boy Foundation, no Texas, utiliza a pintura em cavalos com pacientes que apresentam Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) com o objetivo de aproximação, acolhimento, aprendizagens, estimulação sensorial e coordenação motora. A atividade por lá tem surtido efeitos e não gerou nenhuma espécie de polêmica.

É preciso entender a ação pedagógica como apenas lúdica, e não como maus-tratos ao animal, pois isso jamais houve. E o que é lúdico? É o desenvolvimento de aprendizagens, criatividade e técnicas que geram prazer e mudanças físicas e mentais. A partir do momento que entendermos que o animal foi tratado como animal, e não como objeto, e que ele tem sua função, daí sim, compreenderemos que não houve abuso na atividade em questão. J-J



Por: Emerson Garcia
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