sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Estreia: Rádio Bagaralho


A Rádio Bagaralho surgiu em meados de 1969, sendo idealizada por um jovem chamado José Carvalho Pinto, mas como ele não tinha grana para os locutores apresentarem as músicas, engavetou esta ideia. 

Em meados de 2010, o jovem Arthur Claro, enquanto trabalhava numa loja de variedades, começou a executar a ideia de José Carvalho Pinto. 

Nesta loja tem de tudo, até discos antigos em vinil (a loja é real). Desde que começou a executar, Arthur fazia playlists das músicas tiradas dos discos empoeirados. Isto durou até o dia que ele teve que se retirar da loja, pois o trabalho era temporário. 

Agora, em 2017, o não tão jovem Arthur Claro volta para alegrar as sexta-feiras do blog Jovem Jornalista com as músicas escolhidas pela audiência (vocês, caros leitores). Aceitamos sugestões de qualquer estilo musical sem preconceito nenhum. E então, vamos ajudar o Arthur Claro a tocar as músicas?! Deixem nos comentários o que vocês querem ouvir. Uma boa sexta-feira para todos. Em breve nos veremos de novo. J-J

Por: Arthur Claro

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Justifica o reajuste do GDF nas passagens de transporte público?



Em seu texto de ontem, Pedro Blanche disse o seguinte:


"[...] janeiro tem um impacto que contagia nossas vidas: [...] os preços das tarifas são reajustados sem ninguém perceber[...]"


Ele se referia à elevação repentina das taxas de ônibus e metrô em diversas cidades do país no início desse ano, inclusive aqui, no Distrito Federal. Foi oportuno o aumento no primeiro dia do ano, quando o Congresso e a Câmara estão em recesso. A jornalista Simone Moraes comentou o fato com ironia:

"A assessoria de comunicação do governo Rollemberg é brilhante. Só pode! Anunciar o aumento de passagem na véspera do Ano Novo? Vai virar o peru da noite."


Foi no final da manhã do dia 30 quando a assessoria do Governo de Brasília (GDF) publicou o anúncio do aumento em sua página no Facebook. O segundo, em pouco mais de um ano. A medida entrou em vigor na última segunda-feira (02).








Reajuste

Segundo o GDF, o reajuste é para manter o serviço e a gratuidade, já que o governo paga 50% dos gastos para o funcionamento do transporte coletivo. A Secretaria de Mobilidade atribui ao aumento dos custos do sistema essa mudança nas tarifas (com grifos):

"O reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema, manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência e compensar os quase dez anos de congelamento das tarifas, enquanto outros índices cresciam."


Em setembro de 2015, já na gestão de Rollemberg, a tarifa sofreu aumento devido a crise que assolou o Brasil e ao rombo financeiro deixado pela gestão anterior. Agora, a assessoria do governo fala de "compensar" os quase dez anos de congelamento das tarifas. E o aumento de 25% em pouco mais de um ano? Quer dizer que as tarifas congelaram em 2009? (Me engana que eu gosto).

De acordo com a assessoria do GDF, a medida em 2015 reduziu 23% o complemento tarifário, mas, mesmo assim, o Estado gastou cerca de R$ 600 milhões em 2016 com o subsídio ao transporte público. De acordo com o infográfico abaixo, o reajuste de tarifas de 2015 ficou abaixo dos índices que influenciam nas passagens:





Que melhoria?



   
Fala-se em restaurar a economia local logo após o rombo da gestão de Agnelo Queiroz, mas parece que esse problema ainda está longe de ser solucionado.

Também, em buscar um transporte melhor e repleto de tecnologia. E o que mudou no transporte, de fato, nesses períodos de reajustes? A espera por uma condução chega a 40 minutos ou 1 hora (Isso quando não é bem mais!); ônibus superlotados sem conforto e sem ar condicionado (Sim! Desligam os aparelhos para economizar!); metrôs que não atendem toda a população do Distrito Federal e estações que nunca saíram sairão do papel; entre outros. 

Será que vale a pena pagar R$ 5 por uma condução e R$ 10 durante todo o dia? O GDF diz que sim, pois em sua concepção quando o cidadão de bem gira a roleta ele não paga pela tarifa, mas por uma série de "benefícios", como o pagamento de motoristas e cobradores, gasolina, impostos, gratuidade dos idosos e estudantes, melhoria no transporte e a incrível tecnologia dos ônibus (Um ConectBus que funciona quando bem entende; uma BusTv que vive desligada, e quando ligada passa programação de 1900 e bolinha; e ar condicionados de enfeite).

Além disso, o GDF se gaba de possuir mil linhas e 3 mil coletivos de empresas e cooperativas bem equipados, novos e tecnológicos. Na prática, o governo prefere circular ônibus pequenos - em detrimento daqueles grandes com ar condicionado - em horários de pico para economizar (Eu tenho relatos disso!); diminuir a frota e o número de linhas; e ainda, dar poucas opções aos usuários, inclusive depois de meia noite quando muitos estão na rua. 

O jornalista Allan Virissimo enumerou uma série de motivos pelos quais o transporte do Distrito Federal jamais valerá R$ 5:




Da sua fala, destaco o seguinte (com grifos): 

"A lista de motivos pelos quais esse transporte jamais vale R$ 5 é tão extensa que não cabe num post. Mas esse governo covarde prefere jogar a culpa nos estudantes, idosos e pessoas com deficiência.
Cumplicidade total com a verdadeira máfia das empresas de ônibus. Que, ao contrário do trabalhador, nunca saem no prejuízo."


Máfia essa que não coaduna com as reais necessidades dos cidadãos, infelizmente. O que dizer do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)? Um benefício prometido para os passageiros que nem se fala mais. Ou ainda da extensão das estações de metrô? (Eu, por exemplo, para pegar esse meio de transporte tenho que andar cerca de 20 minutos!). 

A integração, por sua vez, seria - SERIA! - a salvação da lavoura (Eu já me beneficiei pegando dois ônibus pelo preço de um), mas no ano em que os ônibus amarelinhos começaram a circular e que aquelas belas estações de vidro foram inauguradas, o nosso querido governador Rodrigo Rollemberg, que alegou que com a expansão desse tipo de serviço iria abaixar o preço da passagem, fez justamente o contrário. Ele aumentou a passagem para R$ 4 e agora R$ 5! E, acreditem se quiser, antes de sua gestão terminar deve aumentar pra R$ 7 ou R$ 10! Tá bom pra você? NÃO ESTOU BRINCANDO!


Parou na justiça




Várias manifestações e protestos foram marcados como insatisfação ao reajuste. O primeiro foi no dia 31 de dezembro, o segundo segunda-feira (02) e o último ontem (04). Além disso, o aumento das tarifas no DF parou na justiça à pedido do PMDB e Rodrigo Rollemberg tem dez dias (TEEEMPO! TIC TAC TIC TAC TIC TAC) para explicar o reajuste. A decisão pode ir à debate no Congresso Nacional e nesta semana o PSol entrará com uma ação, esperançoso de reverter a situação como fez em Porto Alegre. 

O PMDB entrou na justiça, alegando abuso e falta de publicidade da parte da assessoria do GDF (com grifos):

"O processo [...] alega que o aumento no valor das passagens foi abusivo porque superou a alta do salário mínimo, que cresceu 6,5% – enquanto a tarifa mais cara de ônibus subiu 25%. [...] (Houve) falta de publicidade do anúncio do reajuste, por ter sido feito no último dia útil de 2016". (Correio Braziliense)


Além disso, em uma matéria o Correio Braziliense alega que o óleo diesel, um dos principais insumos do sistema de transporte, não teve aumento de preço em 2016 (com grifos):

"Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do combustível em janeiro deste ano era de R$ 3,23. Este mês, o valor médio ficou em R$ 3,20, ou seja, caiu em comparação com o patamar de um ano atrás."


O fato é que Rollemberg tem muito a explicar. Ninguém está engolindo pagar R$ 5 em transporte! Esse é quase o preço de uma passagem do entorno. O bilhete da Rodoviária do Plano Piloto (Brasília, centro) para Águas Lindas custa R$ 6,10 e o da Rodoviária para Luziânia R$ 5,50, por exemplo. É INADMISSÍVEL QUE EU PAGUE R$ 5 DA MINHA CIDADE PARA O PLANO PILOTO, JÁ QUE LUZIÂNIA É MUITO MAIS LONGE! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Janeiro em nossas vidas

Jano: o deus romano que originou o nome do primeiro mês do ano. | Imagem de internet


Caros leitores, como há tanta gente que prometeu que a partir do dia primeiro de janeiro - ou dia 1, como falam nossos irmãos portugueses - iria fazer dieta, aprender uma nova língua, parar com seus vícios e taras pessoais, entre outras coisas. Por que justamente o primeiro dia do ano? 

Aliás, porque em janeiro? Para nós, habitantes do Hemisfério Sul é em janeiro que começa o "parou geral". É onde apertamos o botão de "já chega!" do tanto que fizemos até dezembro. No Hemisfério Norte, janeiro é o "julho e agosto" deles porque lá é inverno, está frio e se trata apenas de mero recesso e, daqui a pouquinho eles voltam aos seus afazeres.

Na política, é em 20 de janeiro que o Inauguration Day (o Dia da Posse Presidencial) ocorre nos Estados Unidos (isso se o Obama não trapacear ou matarem o Trump antes). Aqui no Brasil, a posse do maior cargo nacional é bem no dia 1º e já tem projeto em lei para mudar isso porque este dia é de descanso, ressaca, folga e é "muito duro" começar justamente no primeiro dia do ano.

Janeiro tem este nome por conta do deus romano Jano, aquele que tem dois rostos olhando o passado e o presente. De Jano veio janeiro e as... Janelas! As mesmas janelas que deixamos entrar o sol, o vento e, se descuidar, a chuva!

Em nossa história, demorou-se muito tempo para que a cultura ocidental aceitasse que a partir de janeiro é que começaria o ano "de verdade". Antigamente, o começo de tudo para as pessoas era em abril. É em abril que na Europa começa a primavera, quando floresce-se as plantas e quando o frio e a austeridade do inverno vai-se embora. É por isso que, por exemplo, a Grupo Abril se chama assim, pelo significado do calendário e da natureza. A "árvore da Abril" representa fertilidade e vida ,e o verde o símbolo de esperança e otimismo.


A árvore símbolo do Grupo Abril. | Grupo Abril



Aos poucos, abril deixou o protagonismo no quesito "começar o ano". Esta tarefa simbólica ficou para janeiro. Por conta disso é que existe o Dia da Mentira em 01/4, porque algumas pessoas achavam que aquele mês continuava a ser o início de um ano civil, mas não era mais. Aos outros enganados, num espaço de quatro meses, fica o "primeiro de abril, você caiu!". A zero-hora de nossas vidas começa mesmo em janeiro.


Funciona começar tudo em janeiro?

Voltando ao mote principal, janeiro tem um impacto que contagia nossas vidas: gestantes planejam que seus filhos nasçam justamente neste dia deste mês, os preços de tarifas são reajustados sem ninguém perceber, chefes do Poder Executivo brasileiro são empossados, uma nova dieta maluca começa. Mas tudo tem o seu porém e os vícios em que as pessoas juram querer deixar lá no ano passado. Será que isso funciona mesmo? Bem, depende de cada um ter a coragem de vencer seus medos e vícios para começar o ano bem melhor que ano passado.

Seja lá o que você prometeu fazer a partir do dia 1º (ou dia 1, ora pois!) tenha força, foco e fé. Comece a fazer o que prometera a partir da segunda semana de fevereiro ou, antes de janeiro,  crie um hábito que te faça progredir.

Um bom ano de 2017 a todos.

Até mais, pessoal. J-J














Por: Pedro Blanche

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A saga implacável em busca do sorvete Kibon



O verão chegou há duas semanas. Essa estação é sinônimo de praia, água de coco, suor, e, sobretudo, de líquidos gelados e refrescantes. Como não lembrar do sorvete, uma substância sólida e ao mesmo tempo líquida, feita de gelo e leite? (Aliás, deixo os meus parabéns para quem o inventou. Como gelo e leite se tornaria no que conhemos hoje?).

Dia desses, em uma tarde de sol e calor, eu, minha prima e meu sobrinho resolvemos comprar um sorvete para refrescar e tomar em família. Fomos até uma padaria próxima. Quando chegamos lá, nos direcionamos até o freezer onde ficam os famosos sorvetes da marca que gostamos e nos deparamos com uma surpresa: não haviam picolés, muito menos potes de sorvetes, somente massas de ar frio, pedaços de gelo e caixas de papelões vazias. 

Como assim em uma tarde de calor faltava um item como esse em uma padaria? Quer dizer, havia, sim, de outra marca, e até fabricados pelo próprio estabelecimento. Mas estávamos acostumados (e gostamos) do sorvete Kibon. Resolvemos, então, ir até outra padaria que ficava mais longe. A partir de agora, começava a saga implacável em busca do sorvete Kibon!

Ao chegarmos lá, fomos até o freezer, felizes e esperançosos que encontraríamos o pote tão procurado. Novamente não encontramos! 

O que aconteceu com os sorvetes da minha cidade? Fomos em duas padarias e não encontramos. Cheguei até a pensar que havia algum problema na fabricação ou que as pessoas haviam consumido e esgotado os estoques. 

Após a segunda padaria, meu sobrinho e minha prima já não tinham mais esperança de encontrar o sorvete. Acharam que fosse um problema de estoque ou que a Kibon não estava repondo os freezers das padarias daqui da nossa cidade. Eles queriam ir embora, mas lá no fundo eu acreditava que encontraria essa delícia gelada e refrescante. 

Foi aí, que ao saírmos da segunda padaria, avistei uma do outro lado da pista. Coloquei a minha fé e insistência em prática. E fui até lá, enquanto meu sobrinho e minha prima continuavam estáticos e descrentes que eu encontraria o sorvete Kibon.

Ao chegar lá, direcionei - me até o freezer e meus olhos brilharam. Vi vários potes de sorvete da Kibon de diversos sabores -napolitano, creme e flocos eram alguns deles - e outros tipos de embalagens, como a quadradinha e o pote individual circular. O paraíso era ali! Diferentemente daqueles freezers de gelo e caixas de papelão. 

Sai da padaria e chamei, com alegria e entusiasmo, os desacreditados que estavam do outro lado da pista, uns bons metros longe. Eles vieram correndo e eu disse: "Não falei que teria nessa padaria?".

Escolhemos o sabor (nesse dia foi de napolitano, para fugir do "passas ao ruim" ou flocos), pagamos e fomos felizes para casa degustar um bom sorvete em uma tarde ensolarada de verão. A saga havia terminado com um resultado positivo. Só chegamos nesse resultado por conta da esperança, persistência e confiança. J-J

P.S.: Outro dia, depois desse fato, fui na primeira padaria que havíamos ido, comprar um picolé para o meu sobrinho e me deparei com o mesmo cenário. Perguntei à dona o por quê da falta de sorvetes e picolés Kibon e ela me disse que, como mudou o dono, eles tiveram que fazer o pedido de novo e até o momento a Kibon não tinha reposto o estoque. Então, fomos na segunda padaria que eu havia ido no outro dia, e eu consegui achar alguns picolés no freezer, que estavam descongelados e cheios de cristais de gelo. Pelo menos eu encontrei, mas depois de um bom esforço também! Rs rs

Por: Emerson Garcia
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