Uma carta aberta aos leitores do JJ | Divulgação
Caros leitores, como parte da Semana JJ 8 anos escrevo este texto com uma pergunta: Por que escrever no Jovem Jornalista? Eu poderia muito bem estar em uma grande redação sendo um desses jornalistas "iluminados" (haja aspas para tanta ironia) em uma dessas colunas nunca lidas pelos leitores ou podem ter sido lidas por um círculo de repórteres vaidosos cientes de que são a representação da voz do povo. Isso eu não sou.
Ao receber o convite para escrever aqui assumi uma missão: levar aos leitores uma reflexão sobre o que se passa no Brasil e no mundo e até apontar o que está por trás das "boas intenções" que aparecem por aí. Para isso, meus textos vêm sem rodeios e indo direto a ferida. Eu já achava que isso poderia levantar a ira dos internautas deste blog ou até poderia ter sido expulso pelo editor-chefe, mas o efeito foi o contrário. A prova de fogo veio em 10 de junho de 2015 ao destruir aquela história do transexual que se fantasiou de Jesus Cristo na parada gay. Os comentários foram bem positivos.
Aí o Emerson me recomendou mais um texto. Na mesma linha de desmistificar "deuses" da esquerda chic, expus aos jovens leitores deste blog a hipocrisia de Ricardo Boechat ao culpar os evangélicos a uma agressão que uma menina sofreu e que - até agora - não se descobriu quem fez isso. Revelei que ele é um cínico, um falastrão.
O feedback do público
Gosto muito de responder aos comentários das pessoas que leem o que proponho. Posso aferir que uns 99% dos comentários que recebo são positivos - e até com a contribuição do leitor do JJ. É claro que tem aquele 1% - não esse "um por cento" que você está pensando - achando que pode cantar de galo para cima de mim. Foi o caso de um sujeitinho que distorceu o que falei. Não dei meias palavras e, digamos, acabei com a festinha dele.
Mas o feedback mais legal que tive foi o Aquela Cena do filme Matilda onde mostrei as respostas dos internautas com direito a musiquinha no final. Para mim isso foi bem melhor porque vi cada um de vocês exprimindo seus sentimentos e mostrando suas impressões.
Sabe, escrever no JJ é mais que um passatempo, é uma ótima experiência ao ser lido por um público cheio de energia e juventude. Sei que jovem não mais sou. Afinal sou velho, viúvo, indo do Brasil para a França e da França ao Brasil para curtir o que me resta de vida. Nem sinto mais vontade de voltar aos grandes "jornalhões" europeus e brasileiros. Estar interagindo com todos vocês é uma alegria imensa.
Muito obrigado, meus caros leitores!
PEDRO ANTÔNIO BLANCHE
Macapá, 24 de novembro de 2016
Até mais, pessoal. J-J
Por: Pedro Blanche


















