quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quinta de série: The Middle






Sinopse
A série conta com Francis "Frankie" Heck (Patricia Heaton), mulher de meia-idade de classe média,  e o seu marido Mike (Neil Flynn), que residem na pequena cidade fictícia de Orson, Indiana. Eles são pais de três filhos, o Axl (Charlie McDermott), a Sue (Eden Sher) e o Brick (Atticus Shaffer).


Essa é uma das minhas séries favoritas. Não é tão conhecida, sempre que falo dela as pessoas ficam: "É o quê?" rs. Mas se você gosta de uma comédia leve, pra assistir com seus pais, e se ver em algumas (muitas, na verdade) situações que a família Heck passa, ela é pra você.

Mais que uma comédia, no final de cada episódio, sempre tem uma lição, que a personagem Francis (ela quem narra a história), aprende e passa pra gente. Então, é bem provável que irá cair uma ou duas lágrimas no final rs.

Engraçada, tênue, pra depois de um longo dia simplesmente rir da vida no meio do nada.




The Middle estreou sua oitava temporada recentemente e está em exibição na Warner às quintas, 20 horas. J-J





Por: Samara Andressa do Jeans Rasgado, especialmente para o Jovem Jornalista

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Pesquisa fajuta que serve para engenharia social

A casa caiu, Datafolha! | Walt Disney


Caros leitores, mostrei em texto anterior que o povo da esquerda é capaz até de jogar os filhos como escudo para enfrentar a polícia e que esta gente é desprovida de qualquer moral. E agora, aparece uma pesquisa fajuta do Datafolha a mando de organismo ligado a organizações internacionais dizendo que a população brasileira endossa e aprova estupro.

O que é uma pura mentira! Quem acredita que o povão aprova curras e violações sexuais é um burro – ou na pior das hipóteses um cretino. Deixo claro uma coisa: os dados são meros detalhes, o foco principal é forçar – por leis e resoluções – uma mudança de mentalidade e comportamento do brasileiro.

A Folha de S. Paulo publicou em 21 de setembro a seguinte manchete: “Um terço dos brasileiros culpa mulheres por estupros sofridos”. A primeira vista, uma pessoa desavisada fala algo do tipo: “Nossa, como o brasileiro é retrógrado!” Mas, quando destrinchamos a pesquisa ponto a ponto (e número por número) a farsa é descoberta.


Em detalhes, porque são muitas emoções!

Ao olhar o fatídico relatório com alta carga militante, vê-se muitas discrepâncias. No blog Senso Incomum apontou-se o óbvio: dados como estes servem de proselitismo das feministas e seus patrocinadores:

“Sem notar que sua própria pesquisinha foi encomendada e cuidadosamente escandida para se alinhar à roupagem do feminismo. O Datafolha deixa entrever, em seu recorte, que está abusando da linguagem do povo menos instruído para concluir que é um perigo mortal para uma mulher ver um homem por perto, pois um terço deles (inclusive 30% das mulheres, ora pois!) “culpa a vítima pela violência sexual sofrida”, como conclui forçando a amizade a Folha.”


Já o jornalista Felipe Moura Brasil, foi bem direto ao assunto em seu excelente e detalhado artigo que desmonta a narrativa do Datafolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Destaco seus seguintes trechos (grifos meus):

“Se o Datafolha/Fórum estivesse mesmo interessado em captar o pensamento dos brasileiros, teria formulado questões claras, com as devidas distinções; mas, com efeito, e para usar a mesma terminologia, estaria se expondo assim a um risco maior de ter sua conclusão prévia contraditada pela amostra colhida, de modo que preferiu a treva confusa mesmo.”

O Datafolha/Fórum definiu que diabos é “dar-se ao respeito”? Não! [...] A concordância de 37% dos entrevistados com a frase poderia no máximo ser considerada um erro técnico, já que mulheres que “se dão ao respeito”, em qualquer das interpretações imagináveis, também correm algum risco (mesmo que eventualmente menor) de serem estupradas; mas os entrevistados em geral não são especialistas no assunto para assegurarem que isto de fato acontece, assim como o Datafolha não é especialista em leitura de mentes para cravar o que eles imaginaram a partir de uma expressão tão vaga.”


A conclusão máxima é imbatível: a formulação das perguntas aos 3625 entrevistados no mês passado foi feita de forma ambígua com enunciados de múltiplas interpretações. Desse jeito fica fácil dizer que o brasileiro é um ser retrógrado que aplaude de pé atos de estupro. Mas é tudo mentira! 


As fontes do relatório


O desenho explica tudo. | Desenhista que Pensa/ Facebook


Ao ler o famigerado relatório do Datafolha/FBSP, é nítido o teor ideológico para se criar uma narrativa, citada no último parágrafo, com bases em institutos e pessoas claramente feministas. Gostaria que vocês percebessem a narrativa e os verbetes usados pelo simples motivo de que as palavras são armas perigosas nas mãos erradas. Veja (grifos meus):

“O machismo no Brasil se configura através do conjunto de condutas construídas e reforçadas culturalmente sobre masculinidade, que glorifica os atributos ligados ao universo masculino e perpetua a desigualdade entre homens e mulheres. Essa desigualdade se fundamenta em uma ideologia que propõe ser bom e até natural que os homens controlem o mercado, o governo, e a atividade pública, e que as mulheres sejam subordinadas a eles. O masculino é associado ao poder, à virilidade e à agressividade. Apesar do modelo hegemônico de masculinidade construído já ter sofrido muitas críticas, ainda prepondera a associação entre masculinidade viril, competição e violência.”


Vamos por partes: o que é machismo (não o “o que é machismo para você?”) como termo técnico? Se pegar os dicionários eletrônicos e os impressos atuais verá que se trata de uma “ideologia que impede a mulher de ter igualdade ao homem e também corrente de pensamento com teor agressivo e devastador”. Mas não é nada disso! Confira:


Machismo é isto e ponto final. | Metendo a Real/ Facebook


O verbete “machismo” foi deturpado no mínimo há 50 anos com o objetivo de ligar o homem e seu jeito de ser como “algo agressivo e perigoso”. A tal da “masculinidade viril [pleonasmo], competição e violência” é uma das “provas” que ser homem é ser mau e letal a sociedade. Chamo atenção a essa mentira porque é com base nestas pesquisas fajutas de Datafolha e companhia bela que SERÃO FEITAS AS LEIS PARA DISCRIMINAR O HOMEM POR SER HOMEM.

A questão da “violência” deve ser lida e interpretada com cuidado. Boxeadores e lutadores de MMA usam da violência, mas nem por isso são criminosos; um policial que repreende vândalos com uso da violência não o faz um ser perigoso. Ao lutar com um invasor de sua casa utilizando da violência não te faz um marginal. Entendeu?!

A questão da “masculinidade e da competição” é algo intimamente ligado ao homem. Não é nada desta besteira de “construção social” como já escrevi em julho de 2015. Aliás, os homens nascem com predisposição biológica a efetuar atividades objetivas, racionais e que envolvem ascensão pessoal. Eles competem para provar seu valor, principalmente perante as mulheres. Até hoje nunca se viu um ser do sexo feminino dar atenção a homens fracos e sem visão de crescimento. Afinal, um ambiente competitivo entusiasma o homem a ser melhor do que os outros.

Foi este impulso masculino que gerou os confortos desta sociedade moderna como a eletricidade, residências, comunicações e avanço da saúde, por exemplo. O homem é um ser que quer melhorar seu meio e é determinado a avançar. Quem se beneficiou da sociedade patriarcal foi principalmente as mulheres porque o mundo ficou confortável. Já as sociedades matriarcais ainda são isoladas, mal-estruturadas e sua população a mercê de perigos naturais como animais selvagens, por exemplo.


Patrocinadores e parceiros

Os apoiadores deste embuste são organismos globalistas intimamente envolvidos com movimentos internacionais (A lista completa está aqui). Destaco o Open Society, do megainvestidor George Soros – que forma as opiniões que aparecem nos veículos de comunicação do mundo inteiro, entre os membros desta organização aparece a Folha de S. Paulo! Que coincidência! A mesma Folha que é parceira do FBSP.

Há também o Instituto Sou da Paz, que defende que o cidadão de bem fique desarmado enquanto a bandidagem fica fortemente armada. E olha mais uma “coincidência”: o atual Presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn – nomeado pelo presidente Michel Temer – é o conselheiro fiscal da entidade. E para completar estes “círculos de amizade”, o Instituto Sou da Paz tem como parceiros o mesmo Open Society e a PNUD (ONU) que dão suporte ao órgão que criou a “pesquisa”.

Cito estas entidades pelo motivo delas quererem uma alta intervenção na vida das pessoas. Por exemplo, se você ouve estas coisas de ‘empoderamento’ [sic] feminino, desarmamento, aquecimento global, crescimento de tensões raciais e afins, saiba que tudo isso vem destas fontes, inclusive esta farsa acerca da “pesquisa” do estupro.


Exemplo: pesquisas falsas MOLDAM comportamento

Quando aparecem coisas como “pesquisas dizem que...” acerca do comportamento geral de uma sociedade como esta do Datafolha/FBSP, seu efeito é imediato no âmbito legislativo e jurídico. Mais impacto terá se tiver aliados ideológicos dentro dos cenários citados. Veja o exemplo usado no texto de Thiago Nascimento neste mesmo blog onde se tem como “provas” de que mulheres ganham menos que os homens com direito a vídeo e tudo, confira:

“Há também, a questão da desigualdade salarial entre gêneros. Em algumas empresas, os homens recebem 30% a mais que as mulheres pelo mesmo trabalho. Não fez melhor, não fez diferente. Fez a mesma coisa e tiveram “recompensas” desiguais. Isso é justo? Acho que não.”


O que põe este texto em xeque é ignorar os fatores de diferença salarial. Veja neste link para ter mais detalhes ou neste vídeo de forma mais “mastigada” para os preguiçosos de plantão. Em meu texto escrito em julho de 2015, mostro um documentário que derruba a “tese” de que homens e mulheres são “iguais”. Cito este episódio de caso pensado pelo motivo de que relatórios de alto teor ideológico fazem pressão política e criam leis esdrúxulas e interventoras sobre o falso pretexto de “igualdade” e justiça para com as mulheres.

As inúmeras acusações de estupro não tem como finalidade proteger a mulher, mas reforçar falsos relatórios como o do Datafolha/FBSP na ideia de que o homem é um “ser agressivo e violento por natureza” e que “precisa criar uma nova mentalidade”. Neste link, por exemplo, se alerta os variados motivos de se fazer uma falsa acusação de estupro (grifos meus):

Por vezes, as feministas inventam histórias de violação como forma de "alertar" as outras mulheres do perigo do abuso sexual. [...] Um estudo revela que 41% do total de casos dispostos casos de violação foram oficialmente declarados falsos durante um período de 9 anos - isto é, após admissão da acusadora que nenhuma violação havia ocorrido e que a acusação era, portanto, falsa. Os números variavam de ano para ano - desde 27% num ano para 70% noutro. Alegações de violação e abuso sexual normalmente são exageradas, chegando-se ao ponto de dizer que uma em cada quatro mulheres universitárias serão vítimas de violação ou tentativa de violação.[...]”

“Ao alegarem que são vítimas, as mulheres colocam os homens a lutar uns contra os outros. Os homens que adquirem o seu poder vitimizando outro homens, usam a desculpa de "proteger as mulheres de violação" como forma de atacar outros homens. Por outras palavras, as mulheres que alegam serem vítimas de violação, e dependerem do poder estrutural para as "proteger", são vítimas do jogo sexista mais antigo que existe.”


Isso faz recordar de um caso no réveillon 2015/2016 lá em Brasília, Distrito Federal, onde uma jovem com claro viés feminista – Veluma Lara – acusou um segurança de estupro. O jornal Correio Braziliense foi o maior colaborador desta farsa – devido sua relevância como mídia no Centro-Oeste e do Brasil, além de ser membro do grupo de comunicação Diários Associados – por meio de uma entrevista com a falsa vítima que fizera um textão em seu perfil (o link é este, mas foi apagado). Depois a Polícia Civil do DF concluiu que não houve estupro.

O jornal mais importante da capital dedicou duas capas em 04 e 05 de janeiro (aqui e aqui) sobre o assunto baseado no textão de internet de Veluma, além dos “especialistas” ouvidos pelo veículo de mídia distrital. A pessoa acusada de estupro caiu em desgraça. Confira:


O jornal Correio Braziliense dedicou duas capas a respeito do falso estupro. | Correio Braziliense


Falsas denúncias e falsos relatórios: a fábula de Pedro e o lobo

Esta onda de falsas denúncias de estupros respaldadas de falsas pesquisas terão consequências futuramente. Lembro-me da fábula de Pedro e o lobo (não eu Pedro Blanche, mas o menino da estória!), onde tinha um garoto que falava que vinha um lobo para ameaçar as ovelhas. Quem acreditou foi para ajudar a proteger os animais, mas tudo não passou de traquinagem do garoto que morreu de rir por ter enganado quem ouvira. Pedro repetiu o grito de lobo e voltou a enganar as pessoas que correram para socorrer as ovelhas. Da terceira vez, Pedro viu um lobo de verdade e gritou que o animal estava lá, mas não acreditaram nele. As ovelhas morreram por conta das mentiras do garoto e das duas experiências desgostosas das pessoas que queriam ajudar os animais.

Falo desta fábula porque alerto uma coisa: FALSAS DENÚNCIAS E PESQUISAS DE ESTUPRO SERÃO PREJUDICIAIS ÀS MULHERES. Por quê? Porque num país onde se tem muito inocente incriminado por algo que não fez se gerará uma automática falta de credibilidade ao depoimento de uma verdadeira vítima de estupro. Se pensam que se aliando com as feministas para engrossar falsos relatórios e depoimentos vão ajudar a reprimir o crime hediondo estão enganados.

Da próxima vez que vocês verem e/ou ouvirem uma destas pesquisas sobre “estupro” tenham cuidado! Vá à fonte oficial, consulte pessoas da área de estatística, confronte variáveis. Enfim, deixem o “desconfiômetro” no máximo. Faça isso antes de sair por aí compartilhando qualquer coisa.

Até mais, pessoal! J-J

Texto originalmente publicado em 12 de outubro de 2016.














Por: Pedro Blanche

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre "Joanne" – novo álbum da Lady Gaga



Estou sem palavras depois de ouvir essa linda obra de arte. Para quem não sabe, o álbum Joanne da Lady Gaga vazou ontem (17) e estou aqui para falar desse tiro que levamos. Se você estava desacreditado sobre o novo trabalho da Gaga, você apenas vai engolir suas lágrimas...

Ao ouvir a primeira música - Diamond heart - estava um pouco receoso se iria gostar ou não, e essa foi a minha reação depois que ela terminou:




Ao chegar na segunda música - A-Yo - que me deixou dançando desde o primeiro segundo, eu já sabia que esse se tornaria meu segundo álbum favorito da Gaga. Comecei a pular e dançar igual um maluco na frente do PC (não imaginem isso, vai ficar feio).

Joanne tem músicas dançantes e também um pouco mais lentas, mas todas são lindas e perfeitas... Eu fico me perguntando: Como tem gente que simplesmente não gosta da Lady Gaga? Essa mulher é tudo de bom. Ah, e ela canta, né?

Million Reasons, sétima faixa do trabalho musical, já virou meu hino para a vida toda. Ela representa todo mundo, eu acredito. Assim como Perfect Illusion, sexta faixa e primeiro single do álbum. “It wasn’t love, it wasn’t love. It was a perfect illusion.”

Hey girl, décima faixa do álbum, é um dueto com a divíssima Florence Welch, do grupo Florence and The Machine. Olha... nunca fui tão pisoteado como quando ouvi essa música. Mil socorros! Call 911!

Para finalizar, aqueles que ficaram falando mal antes mesmo de ouvir, a Gaga mandou um recado para vocês:



Interessou-se pelo álbum? Ouça aqui em streaming completo! Joanne será lançado oficialmente na próxima sexta (21). J-J


Por: Thiago Nascimento

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O dia em que um desenho provocou discussões profundas

O motivo da discussão.

Vários desenhos infantis não são apenas infantis mas levam a discussões sérias. Há alguns meses via uma animação da Discovery Kids chamada Meu amigãozão. É uma série animada brasileira e canadense baseada em um curta de 2005 de quase mesmo nome (Amigãozão), criada por Claudia Koogan Breitman e Andrés Lieban e co-produzida pelo estúdio 2DLab e a empresa canadense Breakthrough Animation. Sua primeira exibição foi em 9 de agosto de 2010. O desenho conta com duas temporadas, totalizando 52 episódios.

A animação narra a estória de três crianças de 5 anos que gostam de se divertir e brincar. Yuri é inteligente, independente e feliz, além de ter uma imaginação bastante fértil. Lili é a irmã mais velha de três irmãos mais novos, o que a deixa mais madura e com a personalidade forte. Matt tem bastante energia e curiosidade. Dos três, é o mais levado. Cada criança possui o seu amigãozão. O de Yuri é um elefante azul chamado Golias; o de Lili uma girafa rosa, a Nessa; e o de Matt um canguru verde, o Bongo. Nos episódios, os animais acompanham seus respectivos amigos nas mais incríveis aventuras:

"[...] os bichos são os melhores companheiros das três crianças: Golias (o elefante) não desgruda de Yuri, um menino que tem lá suas dificuldades de dividir o que é seu; Bongo (o canguru) finge ser mais corajoso do que o peralta Matt, numa tática para fazer o menino pensar bem antes de se arriscar; e Nessa (a girafa) é tão doce que amolece até Lili, que se acha a dona da verdade". (O Globo)


Cada animal foi criado na medida certa para as crianças, dosando e equilibrando suas personalidades, além de as ajudarem em seus desenvolvimentos, relacionamentos e conflitos. A idade de 5 anos é uma fase cheia de mudanças na vida da criança: ela não é mais bebê, tem que interagir com outras crianças e frequentar a escola. É o primeiro choque de realidade, em que ela aprenderá que o mundo não gira ao seu redor. Desse modo, os superanimais irão auxiliá-las nesse sentido:

"Voltada para crianças de 3 a 7 anos de idade, a animação têm esses animais como “amigos conselheiros”, que vão ajudar três pequenos que estão naquela fase de irem pela primeira vez à escola, o que resultará em ficar longe dos pais e criar novas amizades. Ou seja, eles servem como uma metáfora de três grandes amigos, no sentido de verdadeiros". (G1)


Tendo toda essa dinâmica do desenho em mente, vamos ao motivo desse post. Há algum tempo atrás, assistia ao Meu amigãozão com um olhar crítico e cheguei a minha conclusão que os animais em questão eram amigos imaginários das crianças e funcionavam como um alter ego delas. Sim, eu estava enganado!


Superanimais imaginários?

Claro que tive que dividir meu ponto de vista com alguém: meu sobrinho de 11 anos que cresceu assistindo a animação. Essa discussão - na época (13 de fevereiro de 2016) - parou no Facebook:





De um lado estava eu (#teamimaginários), do outro meu sobrinho (#teamreais). Argumentei com ele que os animais sumiam quando os pais ou os irmãos das crianças estavam em cena e que "era muita coincidência" eles parecerem tanto com seus donos. Golias (elefante azul) tem os olhos puxados, a cara arredondada e um tufo de pelo ("cabelo") como o seu dono; Nessa (girafa rosa) usa óculos e tem dois laços rosa na cabeça como Lili; e Bongo (canguru verde) mesmo estilo e cor de cabelo que Matt. 

As crianças tem uma mente muito fértil e imaginativa. Quem se lembra do elefante Bing Bong, amigo imaginário de Riley, em Divertida Mente? O animal era extravagante, rosa, tinha o rabo felpudo e patas em dois tons de cores. Riley quem criou seu amigo imaginário. Ela deu forma, rosto, cor e emoções a Bing Bong. À medida que Riley amadurece e cresce, o elefante desaparece, em uma das cenas mais tristes do longa de animação (#todoschora). Achei que em Meu amigãozão seria a mesma coisa. 





Meu sobrinho (#teamreais) disse que os superanimais moravam nas casas e que apenas os lugares que as crianças vão são imaginários. 


Fim da discussão


Criadores de Meu amigãozão



Foi na tarde de ontem que essa polêmica foi solucionada. Víamos o desenho e tive a ideia de pesquisar sobre. A resposta foi surpreendente e fez com que meu sobrinho ganhasse a "competição". 

Na verdade, TODOS OS ANIMAIS EXISTEM (pelo menos na animação). Cada animal é como se fosse um AMIGO REAL, um bicho de pelúcia ou um companheiro das crianças. Quem disse isso foi nada mais, nada menos, que os próprios criadores do desenho (grifos meus):

"Os animais em questão não são amigos imaginários. São apenas inesperados, mas que cumprem um papel importante: ajudam Yuri, Matt e Lili a vencerem suas próprias barreiras e a se relacionarem. É como acontece com muitas crianças que depositam uma carga emocional em algum objeto de estimação e, ao lado dele, se sentem mais confiantes." (Andrés Lieban) 


Confira o que disse o G1 também:

"O aspecto inusitado deles até sugere que possam ser imaginários, o que não é o caso - eles são quase que brinquedos com personalidades".


É como se uma criança tivesse um brinquedo que gostasse muito e não se separasse dele. Por exemplo, quando eram crianças, vocês deveriam ter uma boneca, um carrinho, bicho de pelúcia ou um animal de estimação que gostassem muito, né? Esses brinquedos existiam, eram visíveis e palpáveis. O bicho de estimação ou o urso de pelúcia não estavam na sua cabeça. A mesma coisa são os animais de Meu amigãozão: eles não são imaginários. 

O fato é que toda criança teve um amigo, que fosse imaginário (ou não) e no desenho mostra exatamente isso: não só Yuri possuía um amigo, assim como as outras crianças.

"O menino Yuri, de 5 anos, sempre quis um elefante em vez de um cachorro. Quando o atrapalhado Golias surge em sua vida, ele se surpreende ao ver que na sua escola outras crianças também têm “amigãozões”". (G1)


A importância de ter um amigo (imaginário ou não)


Revista Crescer


É de suma importância que vivamos em convivência com outras pessoas e interajamos com elas e isso deve aparecer desde cedo. A criança que não interage com outras, tem problemas que precisam ser solucionados. Criança gosta de se divertir e brincar com as outras. 

É importante alimentar a imaginação fértil da criança, pois isso ajuda no seu desenvolvimento. Aos responsáveis, comprem um animal de estimação, deêm a ela um brinquedo e deixem-nas que brinquem com outras crianças. Não a restrinjam se ela tiver um amigo imaginário. Para a revista Crescer, no artigo Seu filho tem um amigo imaginário? Saiba como agir, o amigo imaginário não deixa a criança alienada, mas a ajuda lidar com questões cotidianas:

"O amigo imaginário é apenas uma das formas de lidar com a realidade, e não está diretamente relacionado ao nível de criatividade e imaginação". 


O periódico ainda discute que para outras crianças algo palpável e real - como um brinquedo ou bicho de pelúcia - ajuda mais em seu desenvolvimento mental e social:

"Para muitas crianças, é mais fácil usar uma boneca ou um bicho de pelúcia para entrar nesse jogo simbólico de fantasia. Algumas fingem ser outra pessoa, outras cantam. E tem aquelas que inventam um amigo só seu, com pensamentos, vontades e conselhos sob medida para atender aos anseios de seu criador".




E é exatamente isso que acontece em Meu amigãozão né? A animação imitando a realidade e vice-e-versa!





Então, fica o meu recado aos adultos... Deixem que as crianças: possuam a imaginação de Max, de Onde vivem os monstros; a criatividade de Bob, de O fantástico mundo de Bob; a inventividade de Doug, em Doug; mergulhem em um mundo fantástico, como a filha de Evan Danielson (Eddie Murphy) em Imagine só!; e tenham companheiros reais como os de Matt, Lili e Yuri em Meu amigãozão. J-J


P.S.: Esse texto é dedicado a todos os adultos que possuam filhos, irmãos, primos, sobrinhos, afilhados, etc.




Por: Emerson Garcia
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