sábado, 3 de setembro de 2016

VMA 2016



Estamos um pouco atrasados, mas finalmente saiu. Todos sabem que no último domingo (28) houve uma das maiores premiações de músicas do mundo: o Video Music Awards (talvez perca apenas para o Grammy). Muitas coisas aconteceram nessas duas horas de apresentações e premiações e estou aqui para deixá-los a par de tudo.


 Ri, dançou muito, mas quando você e o Drake vão se casar?


No início, tivemos Rihanna. Ela se apresentou 3 ou 4 vezes (foram tantas que nem contei) e todas foram AMAZING! Rihanna usou um pouco do playback na sua primeira apresentação porque tinha muita dança e tals, mas sinceramente Riri, você não precisa disso, tá?! A cantora apresentou vários medleys, e ao final recebeu o prêmio Michael Jackson de Vanguarda.

Uma coisa que eu ODIEI nessa edição do VMA foram os apresentadores/comentaristas do programa: Lizzard Sheeple e The  Shamester. Quando se trata de piadas, vocês são horríveis. Sério! Na próxima edição, coloquem o Jimmy Fallon, Adam Sandler ou... sei lá... 


Malhando... malhando...


A apresentação da Ariana Grande e Nicki, que vi muitos falando sobre na internet, não achei lá grande coisa. Foi um grande número, mas tiveram melhores (na minha opinião). Inclusive, achei a apresentação da Britney mais interessante que a sua, Ari. I’m sorry.


Por mais Alicia Keys no VMA.


Esse foi um dos momentos que eu fiquei: NOSSA, NOSSA, NOSSAAAA! Alicia Keys subiu ao palco por pouco tempo, para entregar um prêmio, fez um pequeno discurso e cantou: só ela e o microfone. Sem música no fundo, sem nada. E vou te falar: queria que ela tivesse feito alguma performance durante o VMA. Britney, aprenda com Alicia.

Houve também uma apresentação do Future (me julguem, eu não sabia quem era até pesquisar na internet). A apresentação foi legalzinha. XD


E o presidente... Não, pera.


Depois disso, foi a vez de Kanye West. Não quero falar muito sobre esse serumaninho porque vou acabar agindo como hater, então... apenas uma coisa a comentar: Kanye, quando for a alguma premiação, por favor, deixe o ego e o discurso em casa. Obrigado! Como disse o Hugo Gloss: "Esse aí gosta mais de discurso que político".

Então tivemos a apresentação de Nick Jonas em uma lanchonete. Foi bem legal, mas eu queria que ele apresentasse Levels ou Jealous que são minhas músicas favoritas dele. Poxa, Nick... :/ Ah! E não desanima por não ter sido indicado esse ano. Você, que vive nesse meio, deve saber como as coisas são manipuladas.


Olhar de quem pode comer no Subway sem se preocupar se o cartão vai passar...


Em seguida tivemos quinze minutos de apresentação da Rainha Bey. Beyoncé chegou e falou assim: “Ah, tenho que me apresentar?! Então peraí que eu vou pegar o meu salto mais fino para sambar na cara desse povo.” Bey, cê ahazô!! Levou vários astronautas para casa. Feliz deve estar a Blue Ivy que vai ter vários bonecos novos para brincar. HAHAHA

Outra curiosidade: Bey, a senhora levou todo o seu guarda-roupa para o evento? Todas às vezes que você subia no palco para receber um prêmio era uma roupa diferente. Ah, e além disso, alguém sabe me explicar como Fifth Harmony ganhou um prêmio concorrendo na mesma categoria que a Queen B? Tá errado isso, gente.


O Sol no meio das zebras...


Tivemos playb... digo, Britney. Que, por incrível que pareça, está no meu top 3 de melhores performances: 1- Bey, 2- Todas da tia Ri, 3- Brit. Tia Brit, suas apresentações são muitos legais, mas vamos investir um pouco na voz também, né?

Tivemos também Halsey junto com The Chainsmokers (que eu só soube quem era depois do tio Google me dizer). Queria muito ouvir CastleGhost, Colors ou qualquer música da Halsey porque ela é linda e diva. Amo! Mas essa apresentação também foi muito legal.



Uma das partes mais engraçadas do VMA foi quando Jimmy Fallon (isso sim é comediante/apresentador) subiu ao palco para entregar um prêmio e, é claro, soltou várias piadinhas sobre o assunto. Jimmy Fallon e Ellen Degeneres, amo vocês. *-*

Por fim, tivemos Rihanna recebendo o seu prêmio Michael Jackson de Vanguarda entregue pelo Drake, após seu lindo discurso. Eu só tenho uma coisa para falar sobre isso: Rihanna, para de palhaçada e assume logo esse relacionamento. A gente sabe que rola uma coisa entre vocês. Realiza o OTP da galera, nunca te pedi nada. J-J

Rihanna se fazendo de difícil.


PS: E como assim não teve Gaga no VMA? Pode parar com essa palhaçada, MTV...


A seguir, a lista de indicados e vencedores do VMA 2016:


VÍDEO DO ANO

Adele – “Hello”
Beyoncé – “Formation”
Drake – “Hotline Bling”
Justin Bieber – “Sorry”
Kanye West – “Famous”


MELHOR CLIPE MASCULINO

Bryson Tiller – “Don’t”
Calvin Harris feat. Rihanna – “This Is What You Came For”
Drake – “Hotline Bling”
Kanye West – “Famous”
The Weeknd – “Can’t Feel My Face”


MELHOR CLIPE FEMININO

Adele – “Hello”
Ariana Grande – “Into You”
Beyoncé – “Hold Up”
Rihanna feat. Drake – “Work”
Sia – “Cheap Thrills”


MELHOR CLIPE DE HIP HOP

2Chainz – “Watch Out”
Bryston Tiller – “Don’t”
Chance The Rapper feat. Saba – “Angels”
Drake – “Hotline Bling”
Panda – “Desiigner”


MELHOR CLIPE DE POP

Adele – “Hello”
Alessia Cara – “Wild Things”
Ariana Grande – “Into You”
Beyoncé – “Formation”
Justin Bieber – “Sorry”


MELHOR CLIPE DE ROCK

All Time Low – “Missing You”
Coldplay – “Adventure of a Lifetime”
Fall Out Boy feat. Demi Lovato – “Irresistible”
Panic! At The Disco – “Victorious”
Twenty One Pilots – “Heathens”


MELHOR CLIPE DE ELETRÔNICO

99 Souls feat. Destiny’s Child and Brandy – “The Girl Is Mine”
Afrojack – “Summerthing!”
Calvin Harris & Disciples – “How Deep Is Your Love”
Mike Posner – “I Took A Pill In Ibiza”
The Chainsmokers feat. Daya – “Don’t Let Me Down”


ARTISTA PROMISSOR

Bryson Tiller
Desiigner
DNCE
Lukas Graham
Zara Larsson


MELHOR COLABORAÇÃO

Ariana Grande feat. Lil Wayne, “Let Me Love You”
Beyoncé feat. Kendrick Lamar, “Freedom”
Calvin Harris feat. Rihanna, “This Is What You Came For”
Fifth Harmony feat. Ty Dolla $ign, “Work From Home”
Rihanna feat. Drake, “Work”


MELHOR VÍDEO DE LONGA DURAÇÃO

Beyoncé, “Lemonade”
Chris Brown, “Loyalty”
Florence + The Machine, “The Odyssey”
Justin Bieber, “Purpose: The Movement”
Troye Sivan, “Blue Neighborhood Trilogy”


MÚSICA DO VERÃO

Calvin Harris feat. Rihanna, “This is What You Came For”
The Chainsmoker feat. Halsey, “Closer”
Fifth Harmony feat. Fetty Wap, “All In My Head (Flex)”
Drake feat. Kyla & Wizkid, “One Dance”
Justin Timberlake, “Can’t Stop The Feeling”
Kent Jones, “Don’t Mind”
Major Lazer feat. Justin Bieber & MO, “Cold Water”
Nick Jonas feat. Ty Dolla $ign, “Bacon”
Selena Gomez, “Kill ‘Em With Kindness”
Sia, “Cheap Thrills”


CATEGORIAS PROFISSIONAIS

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Beyoncé – “Hold Up”
Fergie – “M.I.L.F. $”
Drake – “Hotline Bling”
David Bowie – “Blackstar”
Adele – “Hello”


MELHOR COREOGRAFIA

Beyoncé – “Formation”
Missy Elliott ft. Pharrell – “WTF (Where They From)”
Beyoncé – “Sorry”
FKA Twigs – “M3LL155X”
Florence + The Machine – “Delilah”


MELHOR CINEMATOGRAFIA

Beyoncé – “Formation”
Adele – “Hello”
David Bowie – “Lazarus”
Alesso – “I Wanna Know”
Ariana Grande – “Into You”

MELHOR DIREÇÃO

Beyoncé – “Formation” – VENCEU
Coldplay – “Up&Up”
Adele – “Hello”
David Bowie – “Lazarus”
Tame Impala – “The Less I Know The Better”


MELHOR EDIÇÃO

Beyoncé – “Formation”
Adele – “Hello”
Fergie – “M.I.L.F. $”
David Bowie – “Lazarus”
Ariana Grande – “Into You”


MELHORES EFEITOS VISUAIS

Coldplay – “Up&Up”
FKA Twigs – “M3LL155X”
Adele – “Send My Love (To Your New Lover)”
The Weeknd – “Can’t Feel My Face”
Zayn – “PILLOWTALK”


Por: Thiago Nascimento

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

10 filmes nacionais que gostamos

Em nosso primeiro post em conjunto, eu e o Arthur Claro resolvemos selecionar 10 filmes brasileiros que gostamos e os mais aclamados da crítica brasileira. Há um preconceito com a cinematografia tupiniquim, mas isso não passa de falta de conhecimento. Há sim, muitos bons filmes nacionais, e vamos listar alguns. Vem com a gente!


O que é isso companheiro? (1997)



Sinopse: O jornalista Fernando (Pedro Cardoso) e seu amigo César (Selton Mello) abraçam a luta armada contra a ditadura militar no final da década de 60. Os dois alistam num grupo guerrilheiro de esquerda. Em uma das ações do grupo militante, César é ferido e capturado pelos militares. Fernando então planeja o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick (Alan Arkin), para negociar a liberdade de César e de outros companheiros presos.

Gosto pelo motivo: É a retratação de um fato do passado recente que ocorreu no nosso país. Eu gosto deste filme por representar uma época que eu não vivi e gostaria de ter vivido para ver de perto a história. Não li ainda o livro que dá origem a este filme.






Tropa de Elite 1 e 2 (2007/2010)



Sinopses: Tropa de Elite: 1997. O dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE (Wagner Moura), que quer deixar a corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente, dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pela honestidade e honra ao realizar suas funções, se indignando com a corrupção existente no batalhão em que atuam.
Tropa de Elite 2: Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho, Rafael (Pedro Van Held), tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui-inimigo, Fraga (Irandhir Santos), ocupa posição de destaque no seio de sua família.

Gosto pelo motivo: Por mostrar um pouco da realidade do BOPE e da violência dos morros cariocas (embora com alguns exageros) e de quanto nossa política e segurança ainda precisam melhorar. Além disso, porque tem um dos meus atores preferidos (Wagner Moura). Lembro que o segundo filme gerou bastante polêmica pelo teor realístico que retratou.









O Auto da Compadecida (2000)



Sinopse: As aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro). Adaptação da obra de Ariano Suassuna.

Gosto pelo motivo: Este filme é um dos que assisto mil vezes seguidas e dou risada das cenas de Chicó e João Grilo. Por que? Não sei, só sei que foi assim.






Se eu fosse você (2006)



Sinopse: Cláudio (Tony Ramos) é um publicitário bem sucedido, dono de sua própria agência, que é casado com Helena (Glória Pires), uma professora de música que cuida de um coral infantil. Acostumados com a rotina do dia-a-dia e do casamento de tantos anos, eles volta e meia têm uma discussão. Um dia eles têm uma briga maior do que o normal, que faz com que algo inexplicável aconteça: eles trocam de corpos. Apavorados, Cláudio e Helena tentam aparentar normalidade até que consigam revertar a situação. Porém, para tanto, terão que assumir por completo a vida do outro.

Gosto pelo motivo: É uma comédia que faz o seu papel muito bem: o de fazer sorrir sem esforço. Além de ser um filme para toda a família e que traz atores tão consagrados. Confesso que só coloquei o primeiro filme, porque foi mais inovador e melhor que o segundo, apesar de Se eu fosse você 2 também ser engraçado.






Zuzu Angel (2006)



Sinopse: Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam. Pouco tempo depois, ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então, ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo. Mas Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura.

Gosto pelo motivo: É outro filme que retrata os anos que não podem ser esquecidos e que devem ser estudados nas escolas com mais precisão. Gosto pois retrata um caso real e tem uma música muito linda do Chico Buarque que eu conheci na primeira vez que vi este filme.






Olga (2004)



Sinopse: Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência.

Gosto pelo motivo: Por ser um filme histórico, rico em detalhes e com belíssima fotografia. Me emociono muito com a personagem Olga.






Lua de Cristal (1990)



Sinopse: Maria da Graça (Xuxa Meneghel) chega à cidade grande para morar com sua tia Zuleika (Marilu Bueno) e seus primos Mauricinho (Avelar Love) e Cidinha (Júlia Lemmertz). O trio vive atormentando sua vida, fazendo-a trabalhar incansavelmente na casa em que moram. Em meio aos problemas que têm em casa, Maria da Graça conhece Duda, sua vizinha, e Bob (Sérgio Mallandro), um jovem desajeitado, e se tornam seus amigos. Bob consegue um emprego para Maria da Graça, que pode então realizar seu grande sonho: ter aulas de canto.

Gosto pelo motivo: É um filme simples que tem partes cômicas e é um dos que me vem na cabeça quando tento lembrar da minha infância.






2 Coelhos (2012)



Sinopse: Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu.

Gosto pelo motivo: Por ser um filme ousado, surpreendente, e que usou de vários elementos da indústria cinematográfica, como: narrativa não-linear e recursos de câmera. Também gosto das cenas de ação e dos elementos nerds da produção.






Lisbela e O Prisioneiro (2003)



Sinopse: Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

Gosto pelo motivo: Por retratar muito bem nossa cultura nordestina e pelo lindo romance.






O Magnata (2007)



Sinopse: André, o Magnata (Paulo Vilhena), é um mimado, rebelde e inconsequente astro do rock que desde sempre financia suas extravagâncias com a herança deixada pelo pai. Imaturo e deslumbrado com o sucesso, ele encara a possibilidade de mudar de vida ao conhecer Dri (Rosanne Mulholland). No mesmo dia em que isto acontece, porém, ele acaba cometendo o maior erro de sua vida.

Gosto pelo motivo: A história é boa e bem roteirizada pelo saudoso Chorão (Charlie Brown Jr). Tudo o que se passa no filme dá pra se ver que é passível de existir na realidade. A trilha sonora também é boa. Dá pra sentir que o filme foi feito bem ao gosto do Chorão.







Esperamos que tenham gostado dessa lista. Qual é o seu filme preferido brasileiro? Acrescentaria algum? Até a próxima. J-J




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Quinta de série: The Walking Dead






Acreditem se quiser, mas nunca falei de The Walking Dead no blog. Já falamos em vários posts sobre série, mas não em um solo. TWD é uma série da AMC (no Brasil ela passa na Fox), de Frank Darabont, baseada nas histórias em quadrinhos de mesmo nome, de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard. Ela conta com 6 temporadas no total, sendo 83 episódios de 40 minutos cada (1ª temporada: 6 episódios, 2ª: 13 e as demais 16).




A hq de TWD começou a ser publicada em 2003 mensalmente. São 155 revistas em quadrinhos já lançadas, que narram a história de um grupo de sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico zumbi. O interessante é perceber que a série segue alguns elementos da revista, como personagens caricatos, icônicos e zumbis um tanto assustadores. Mas, claro, a produção de tv tem suas próprias características.

Ela conta a história de Rick Grimes, um vice-xerife que acorda do coma, em um hospital abandonado, e percebe que o mundo, tal como ele conhecia, já não mais existe. Uma infecção biológica atinge várias pessoas, o que torna muitas delas mortos-vivos. No meio desse caos, Rick sairá em busca de sua família, como sua mulher e filho. Ele descobre muitas pessoas que sobreviveram ao vírus em sua caminhada, mas também terá que enfrentar muitos desafios, o principal deles: sobreviver em meio ao ataque zumbi.

Esse é um resumo da primeira temporada. Só de ler, já me dá uma nostalgia. Fiz questão de colocá-lo, para aqueles que não sabem de que se trata a série, muito menos ouviu falar dela. Para mim, TWD não tornou-se febre a partir da primeira temporada, até porque é a mais monótona e morna de todas. Mas hoje, próximo da sétima temporada, sinto que ela amadureceu em muitos aspectos. Agora sim posso dizer que é um fenômeno.




Ainda sobre a primeira temporada (só para entendermos de onde viemos e para onde vamos), percebi que a série começou a funcionar a partir de sua season finale, quando Rick e o grupo de sobreviventes enfrentam desafios perigosíssimos até chegar em Atlanta. Eles acreditavam que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) possuía um local de quarentena, livre de infecção e de "caminhantes" - como os mortos-vivos são conhecidos -  mas são surpreendidos ao descobrirem que lá não é tão seguro como imaginavam ser.

A série, de fato, me prendeu a partir daí, quando começou-se a desvendar por que houve a infecção e as cenas ficaram mais eletrizantes. Nas temporadas subsequentes, eles descobriram que todos os sobreviventes estavam suscetíveis ao vírus, ou seja: a luta pela sobrevivência torna-se mais difícil.




O que mais gosto em TWD é o espírito de sobrevivência dos personagens. Muitos não a assistem, por considerá-la "de terror" ou "porque odeiam zumbis". Sim! Não faltam cenas sangrentas e aterrorizantes e também zumbis horripilantes. Mas não a vejo por esse lado, e sim em como as pessoas conseguem lidar com as intempéries do dia a dia e como utilizam-se da resiliência em cada desafio que enfrentam. 


Resumo das temporadas

Fiz um resumo da primeira temporada, tentando despertar a curiosidade em quem nunca viu a série. Agora, farei um resumo das demais, para quem se interessou possa assistir antes que comece a 7ª temporada.

2ª temporada: Após os eventos em Atlanta, os sobreviventes descobrem uma fazenda isolada e livre do apocalipse zumbi. Eles repartirão o espaço com os donos da fazenda e terão que lidar com o caos que não será apenas ocasionado pelos caminhantes.

3ª temporada: O grupo de sobreviventes se refugiam em uma prisão, que logo será ameaçada por um dos personagens mais sádicos da série, o Governador, que lidera uma comunidade próxima dali, em Woodbury.

4ª temporada: Na prisão, o grupo terá que lidar com uma ameaça maior do que os zumbis: o retorno do governador e uma epidemia mortal que se espalha pelo refúgio. Eles encontram uma possível paz em Terminus, mas isso não dura por muito tempo.

5ª temporada: Juntos, eles precisam comandar duas missões: resgatar uma sobrevivente em um hospital em Atlanta e levar outra até a capital, Washington, para conseguir a cura. O grupo enfrenta o caos mais uma vez e busca um novo lar aos arredores da capital, uma comunidade chamada Alexandria.


Alexandria é o local onde se passou a mais recente temporada (6ª). Após serem aceitos na cidade, Rick Grimes e seu grupo terão que se adaptar a nova vida, mas o sossego não dura muito tempo. A temporada consegue dar um novo sentido a todo o universo de TWD, revisitando plots consagrados, e dando novos significados a eles. Definitivamente, ela não foi "mais do mesmo"

A sexta temporada voltou a focar em episódios temáticos, onde centrou-se em um personagem distinto. Isso não a deixou monótona, mas bastante inovadora (falarei disso no próximo tópico).

Mais do que nunca, foi uma temporada de roer as unhas, com episódios cheios de ação, drama e clifhangers, como o do episódio em que deixaram em suspenso se Glenn havia morrido, ou não, e também a última cena da season finale (irei falar mais a frente).


 


A temporada soube unir as lacunas entre um episódio e outro, deixando o espectador ansioso e naquela ideia "do que iria acontecer". Soube deixar o público aflito com a manada de zumbis que invadiu o acampamento, e também em suspense, afinal, ninguém sabia quem iria morrer frente aquela situação tão calamitosa nunca antes vista.

Gostei do espírito de sobrevivência do grupo, ao colocar roupas velhas e sujas de sangue sobre o corpo para serem confundidos com os mortos-vivos. Fiquei surpreso com o que aconteceu com o Carl e torci para que ele não morresse.




Novas ameaças e vilões são inseridos nessa temporada, como Os Wolves (grupo de saqueadores psicopatas) e Os Salvadores (grupo de insanos). A inserção de vilões deixa a série mais interessante. Os sobreviventes, além de terem que lidar com os desafios do dia a dia, ainda tem que lidar (e fazer de tudo para derrotar) os terríveis vilões que surgem no caminho.

Neagan (The Walking Dead #100, volume 17) era um desses que os fãs dos quadrinhos estavam ansiosos para que aparecesse na série. Dizem que ele demorou para surgir, mas creio que apareceu no momento certo. 

Nos episódios anteriores à season finale, já se falava desse cara, e eu ficava com o pensamento que não viria coisa boa por aí. E de fato não veio. O episódio final foi arrastado, mas deixou os fãs de TWD com o coração na mão. Teorias surgiram e a curiosidade também. Afinal, quem Neagan matou com sua "amiguinha" Lucile? (Lê-se: bastão com arame farpado) 




Histórias

Uma coisa que irrita os seriadores é quando uma série começa a enrolar em sua história. Em TWD isso não acontece. Quase não existem "barrigas" e enrolações nos episódios. A série conclui os arcos e as brechas rapidamente. Um dos métodos utilizados é o de centrar episódios em determinado grupo ou personagem, aprofundando-se em dramas ou situações específicas. Outro ponto, é que a história não se passa em somente um lugar, mas em vários ambientes, cidades e locações. Creio que não tem motivo para se cansar com TWD.



Personagens 

Outra coisa que chama a minha atenção na série - além do espírito de sobrevivência - são os personagens. Cada um deles tem um drama, personalidade e história diferentes. Separei alguns que mais gosto: 


Rick e Carl



A relação de pai e filho entre os dois é bastante curiosa. É interessante perceber o tanto de situações ruins que eles passaram juntos, e como eles a superaram juntos. Achei ótimo ver o amadurecimento tanto de Rick, como de Carl em TWD. Rick não é mais o mesmo da primeira temporada. Ele está paranoico, mais confiante, forte e seguro de suas ações. Assim como Carl, que não o vejo mais como uma criança, já que esse moleque sabe se virar só e até mesmo pegar em uma arma. 


Michonne




Desde o momento que a introduziram já me apaixonei. Ela é uma mulher forte, decidida e que sabe se virar muito bem quando vê um zumbi em sua frente. Com esse cabelo de dread e sua longa espada afiada, Michonne enfrenta muitos desafios. 


Neagan



Mal conheço e já o considero pacas! Já vi que Neagan vai dar muito trabalho ao grupo de sobreviventes.


Daryl Dixon




Ele parece um lobo solitário no meio do grupo. Homem de poucos amigos, sentimentos e conversa, mas de muita ação. Não quero jamais que os produtores tirem esse personagem de TWD. Ele e seu arco-e-flecha são marcantes!


Governador



Um dos vilões mais interessantes que passaram por TWD. Governador é muito louco com esse tapa-olhos! Só para verem como o cara era paranoico, ele manteve a sua filha, depois que ela tornou-se zumbi, em um quarto, e foi capaz de dar amor a ela e até mesmo pentear seu cabelo mesmo sendo uma morta-viva. Assustador!


Glenn



Confesso que no começo não gostava de Glenn, mas depois ele me conquistou. Não é um dos personagens com mais espírito de sobrevivência da série, mas pelo menos é esforçado. Um rapaz boníssimo, de família, apaixonado e amigo. 


Carol



Só o que essa mulher já passou, é motivo para gostar dela. Como uma pessoa pode sobreviver depois de tantas perdas, e torna-se forte? Com apenas uma arma e munição, ela é capaz de grandes feitos. Não acreditei quando vi o que ela fez na sexta temporada. 


Zumbis



Deixamos os personagens de lado e vamos para os zumbis. Muitos os odeiam, mas dou a dica: foque nos dramas dos seres humanos, que não irá se arrepender. Durante toda a série, a caracterização dos "caminhantes" tornou-se cada vez mais detalhada e assustadora. Os da primeira temporada não se comparam no quesito de "terror e susto" com os da quarta ou sexta. Haja criatividade e técnica para compor os zumbis. Eles são cada vez mais sangrentos e assustadores!




Instrumentos e armas




Um seriador fica extremamente feliz com o que pode aprender com uma série. Com TWD, por exemplo, aprendi que só se mata de fato um zumbi com um golpe na testa, com uma flecha, faca, espada, revólver ou qualquer outra coisa. E na série aprendemos a matar esses mortos-vivos (caso aconteça um ataque zumbi na vida real rs!) com cada um desses instrumentos. Percebe-se o instinto de sobrevivência com relação a isso também. E o interessante é que cada personagem lida melhor com determinado tipo de defesa e arma.


Maquiagem e figurino


O que seria dessa série sem um trabalho impecável de maquiagem e figurino? A maquiagem dos mortos-vivos é real e pesada, para dar um ar sombrio, bem como a dos sobreviventes, que traduzem o sofrimento, dor e falta de cuidado, já que trata-se de um ambiente pós-apocalíptico de poucos recursos. O figurino, por sua vez, também não deixa a desejar. 


Fotografia



O trabalho de fotografia merece ser mencionado. Com aspectos sombrios e escuros, ela consegue levar o espectador a todo aquele cenário de apocalipse e caos. 


Esse foi quase um manual para quem não assistiu a essa incrível série começar a rever seus conceitos. Espero que tenha conseguido passar o que a produção traz e desmitificar que "é de terror" e "só tem zumbi". Diria pra quem não assiste pra correr, já que é um grande sucesso atual. ASSISTAM, SENÃO... O ZUMBI VAI TE PEGAR! HAHAHA. A sétima temporada inicia-se no próximo mês, dia 09 de outubro. Deixo o trailer da primeira temporada e um teaser da sétima. Até mais! J-J










Por: Emerson Garcia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Template por Kandis Design