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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Quinta de série- nostalgia: Mr. Bean

Pode conter spoilers!






Depois de um longo inverno o Quinta de série está de volta! Foram um mês sem postagens para esse quadro devido problemas de saúde que enfrentei. Planejei o retorno o mais rápido que pude, pois esse é um tipo de post que gosto de escrever. 

Para o retorno, falarei da série nostálgica Mr. Bean, um sitcom britânico que durou seis anos, de 1990 à 1995. Com criação de Rowan Atkinson (o intérprete de Mr. Bean) e Richard Curtis e produção de John Howard Davies, Sue Vertue e Peter Bennett-Jones, a série possuiu um total de 15 episódios. Ela foi originalmente exibida pela ITV, produzida pela Tiger Aspect Productions e gravada, em sua totalidade, no Reino Unido. O sucesso da série de comédia foi tamanho que deram origem à dois filmes e a uma série de desenho animado. 

Mr Bean foi transmitida pela primeira vez no dia 1º de janeiro de 1990, seguindo no ar até 31 de outubro de 1995. A primeira vez que a produção foi exibida no Brasil foi em 1995, como um quadro do Fantástico na Rede Globo. O sucesso foi enorme, encontrando até um sósia brasileiro de Rowan Atkinson. 

A série é centrada no próprio Mr. Bean, um atrapalhado adulto que encontra dificuldades em enfrentar situações comuns do dia-a-dia, como jogar golfe, fazer prova, participar de uma feira de Ciências, fazer um peru de natal, frequentar uma missa etc. Costuma usar um terno marrom, camisa branca e gravata vermelha. Ele vive em seu pequeno apartamento no norte de Londres com seu urso de Pelúcia chamado de Teddy. Seu nome e profissão nunca foram mencionados nem por ele nem por seus criadores.

O interessante de Mr. Bean é que ele não falar muito, mas mesmo assim as situações em que se mete não deixam de ser engraçadas e hilárias. Entendemos o personagem por conta de sua expressão facial, seus gestos e movimentos corporais. O humor de comédia é devido às únicas e excêntricas soluções que o protagonista encontra para resolver seus problemas e sua indiferença por solucionar outros. Mr. Bean é quase um Charlie Chaplin de nossa recente atualidade.

A ingenuidade de Mr. Bean é o que faz dessa série um sucesso. Apesar de ingênuo, o personagem é muito perspicaz e sempre surpreende os telespectadores com suas atitudes. O telespectador ri fácil, sem dificuldade, e fica curioso a respeito do que o personagem irá fazer na próxima cena ou episódio. 


Origem do personagem



A personagem foi idealizada enquanto o ator estudava o seu mestrado na Universidade de Oxford. Foi em 1987 que ocorreu uma das primeiras aparições de Mr. Bean no Festival de Comédia Just For Laughs em Montreal, Quebec (CAN). Atkinson realizou um teste para como seu personagem seria recebido e queria constatar a comédia física de personagem mudo. 

Mr. Bean (Senhor Feijão, em português) não foi a primeira opção de nome para o personagem de Atkinson. Antes nomes com base em legumes e vegetais foram pensados, como Mr. Cauliflower (Sr. Couve-Flor). 

De forma estatística, Mr. Bean assemelha-se aos idealizadores dos filmes de comédia, com falas curtas e pequenas. Isto, de certa forma, abriu margem para a série ser vendida em todo o mundo sem mudanças no diálogo original. 


Personagens e elementos 

Só a presença de Atkinson na série já é motivo para muitas risadas, mas resolvi falar de outros personagens  e elementos importantes. Veja:

Teddy: seu amigo inseparável de apartamento e da vida, já que para todo lugar que Mr. Bean vai o leva. Teddy é feito de malha, com olhos de botão e membros em forma de salsicha. Mr. Bean o trata como um ser humano, comprando para ele presentes de natal e não o acordando de manhã. Em alguns episódios Teddy passou por dificuldades, mas que fizeram o público rir. 



Quando a série acabou, o urso foi doado por Rowan para o museu Teddy Bear. Em 2008, após o fechamento do museu, Teddy foi vendido em leilão por £ 180.


Irma Gobb: sabia que Mr. Bean tinha uma namorada chamada Irma Gobb? E que ela aparece em três episódios da série original? Mr. Bean a trata sem muito carinho, deixando a relação dos dois mais no âmbito da amizade. Mesmo tendo nome próprio, ao final dos episódios era creditada apenas como "A namorada". Anos depois ela reaparece no desenho, onde é revelado que Bean a conheceu numa biblioteca local. 




O Mini Cooper amarelo: só de olhar para o carro de Mr. Bean você já tem vontade de rir. O Mini Cooper amarelo de Mr. Bean marcava os episódios. Bean realizava várias proezas com o carro, como retirar o volante após dirigir e trancar a porta com um cadeado, tudo isso para que ele não fosse roubado. Assim como o urso Teddy, o Mini de Bean rendeu várias risadas (não me aterei a aprofundar para não perder a graça de quem ver a série). 







Após os fins das filmagens, um dos Minis originais foi vendido a Kariker Kars para participar de vários eventos, sendo exibido como atração no museu do Grupo Rover. Em 1997 foi comprado pelo Museu de Carros das Estrelas Motor e exibido por vários anos. O principal Mini é de propriedade privada e está sendo restaurado no sul da Inglaterra.

Com o intuito de lançar Mr. Bean: The Animated Series, uma réplica do Mini, com o número de registro DRW 221T, foi usada. 


O Reliant: era outro carro que aparecia em alguns episódios. Mr. Bean tem uma rivalidade com o condutor do Reliant da cor azul-claro e de três rodas. Somente no desenho, sob o nº de registro DUW 742, é revelado o rosto de seu condutor. 




Trilha sonora

A trilha da série é de uma música entoada por um coral, na tonalidade de C maior, sendo escrita por Howard Goodall e cantada pelo coral da Catedral de Southwark. As músicas cantadas são em latim:

"Ecce homo qui est faba" - "Eis o homem que é feijão" (cantada na abertura). A música faz uma referência ao nome do personagem ser "Bean", que em inglês é feijão.

"Finis partis primae" - "Fim da parte um" (cantada antes do intervalo comercial)

"Pars secunda" - "Parte dois" (cantada depois do intervalo comercial em alguns episódios)

"Vale homo qui est faba" - "Adeus, homem que é feijão" (cantada no encerramento)


Como deu para perceber as músicas (a primeira e a última) são relacionadas ao Mr. Bean, conhecido como o Homem Feijão. 


Abertura 



A partir do segundo episódio, a abertura da série mostrava Mr. Bean caindo do céu através de um feixe de luz, em uma rua deserta de Londres, com fundo para a catedral de São Paulo. Já o encerramento, mostra Mr. Bean sendo sugado de volta para o céu. Essas cenas fazem referência à uma nave alienígena, pois segundo o próprio Rowan Atkinson "Bean tem um aspecto ligeiramente alienígena para ele e assimilou desajeitadamente as características dos seres humanos". 






Remasterização 

No final da década de 2000, os epsódios da década de 1990 foram remasterizados. Lembro que cheguei a vê-los em versão em DVD, que meu amigo tinha me emprestado. 


Prêmios e indicações 

O primeiro episódio da série ganhou o Rosa do Ouro, assim como outros dois prêmios no Rose d' Or Light Entertainment Festival, de 1991, em Montreaux. O episódio The Curse of Mr. Bean foi indicado para vários prêmios BAFTA no Reino Unido. Já Rowan Atkinson foi indicado três vezes para Melhor Performance de Entretenimento Leve em 1991 e 1994.


Crítica



Mr. Bean é uma série nostálgica, criativa e divertida. Uma das características que também merece ser mencionada é que ela não é apelativa, sendo recomendada para todas as idades. 

A série é como se fosse um Chaves europeu ou um Charlie Chaplin europeu. Os episódios são engraçados do início ao fim e você com certeza irá amar a personalidade de Mr. Bean e suas aventuras.

Uma pena que a série possui somente 15 episódios. Em breve assistirei ao desenho e trago minhas impressões aqui. Até a próxima! J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Aquela cena: Persistência de sonhos em 'The Good Doctor' (Ou 'Eu sou um cirurgião')






No Aquela cena de hoje apresento uma cena tocante, dramática e emotiva da série The Good Doctor. Trata-se de um trecho do episódio 17 da segunda temporada, quando o Dr. Shaun perde seu posto de cirurgião para ser um patologista. O novo chefe do hospital, Dr. Han, dá à ele essa função por acreditar que Shaun é imaturo, não sabe lidar com suas emoções e sentimentos, nem com as pessoas. Assista e se emocione: 




O mais incrível nessa cena é sua carga dramática e a interpretação do dr. Shaun. Ele não desiste de primeira em ser cirurgião e repete por várias vezes com a voz embargada e emocionada: "Eu sou um cirurgião". A insistência e persistência do Dr. Shaun merece destaque. Por quantas vezes desistimos dos nossos sonhos e objetivos devido a circunstâncias externas e por alguém que não acredita no nosso potencial e acha melhor que desistamos? Dr. Shaun, mesmo que não tenha seu posto de cirurgião de volta, dá uma lição em cada um dos telespectadores. 

Outra parte tocante da cena é quando o Dr. Shaun vai recolher suas coisas do armário e bagunça tudo no chão e encontra a ferramenta de brinquedo que seu irmão lhe deu ainda quando era criança. Para quem não assistiu a série, esse utensílio foi um dos motivos de Shaun ter se tornado cirurgião e querer salvar vidas. 

O terceiro momento que merece destaque é quando sua melhor amiga, a dr. Claire Browne, o ajuda a catar suas coisas e o consola. O interessante do trecho é que eles não precisam dizer uma só palavra para se comunicarem e entenderem um ao outro. 

A trilha sonora contribuiu para compor todo o clima dramático da cena. A música escolhida é Go it in you da banda Banners. Ouça-a e veja seu clipe abaixo:




A cena, de 5 minutos, é bem redondinha e produzida. Sem dúvidas, é uma das mais emocionantes de toda a série.

E você, já persistiu nos seus sonhos e objetivos? Valeu a pena? Diga nos comentários. J-J




Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Aquela cena: Um discurso e tanto em 'The Good Doctor'





Você já pode falar com paixão e amor de algo?! Já disse um discurso emocionante sobre sua vida pessoal ou profissional capaz de emocionar as pessoas ao redor?! No Aquela cena de hoje apresento um discurso desses. Trata-se do discurso do dr. Shaun Murphy, com síndrome de Savant e Autismo, em The Good Doctor no piloto da série. Assista-o: 





Com um discurso embargado, emocionante e tocante, Shaun relembra de experiências traumáticas em sua vida, como a morte de seu irmão e de seu coelho. Ele utiliza a memória afetiva para relembrar dessas situações e diz que a medicina é seu motivo de viver e que salvaria vidas, o que não pode fazer por seu irmão ou por seu animal de estimação. Decidi transcrever seu discurso encorajador logo abaixo (com grifos):

"No dia que a chuva cheirava a sorvete, meu coelhinho foi para o céu diante dos meus olhos. No dia em que os tubos de cobre do velho edifício cheiravam a comida queimada, meu irmão foi para céu diante dos meus olhos. Não pude salvá-los. É triste. Nenhum deles teve a chance de se tornar adulto. Eles deveriam ter se tornado adultos. Eles deveriam ter tido filhos e amado seus filhos. E eu quero tornar isso possível para outras pessoas.

[pausa dramática]

E quero ganhar muito dinheiro para poder ter uma televisão."


Com esse discurso, Shaun emocionou-se (ele ficou com lágrimas nos olhos) e emocionou os presentes. Salvar vidas deveria ser o objetivo de todos os médicos (Claro que não é de todos, né?!) e isto deveria importar e emocionar a todos. Uma vida salva, vale mais que qualquer coisa. 

É claro que esse discurso apaixonante cativou a todos os médicos e ao chefe do hospital. Eles se entreolharam e aplaudiram o jovem médico. Shaun conseguiu convencer seu potencial e que merecia a vaga no San Jose St. Bonaventure Hospital.

A cena possui uma música de fundo que contribuiu muito com o clima da cena.

Agarrar nossa profissão, sonhos e objetivos com unhas e dentes é vital para manter-nos vivos e termos um motivo ou razão para levantarmos todos os dias. Eu, por exemplo, sou apaixonado pela profissão que escolhi e a defendo com todo vigor, embora com as intempéries, críticas destrutivas ou empecilhos que posso encontrar no meu caminho. Jornalismo foi a profissão que escolhi pelo resto da vida e irei defendê-la até o fim.

E você, o que achou do discurso do dr. Shaun? Já ouviu ou já falou um discurso encorajador? Diga nos comentários. J-J




Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Quinta de série: Verdades Secretas

Pode conter spoilers!






Hoje é dia de série no JOVEM JORNALISTA! Preciso dizer que está cada vez mais difícil atualizar esse quadro, tendo em vista que o banco de séries assistidas está baixo e não estou com tempo de ver novas. Mas cá estamos com uma produção novinha no blog. Já algum tempo tenho ampliado o leque nesse quadro não somente com séries, mas com minisséries, superséries e programas de TV. 

Desse modo, hoje é dia de falar da supersérie, ou novela das 11h da Rede Globo, Verdades Secretas (À exemplo que já apresentei Os dias eram assim também). Verdades Secretas durou de 8 de junho à 25 de setembro de 2015, totalizando 64 episódios de 40 minutos em média. A produção foi criada pelo famoso e talentosíssimo autor de novelas Walcyr Carrasco e contou com a ajuda dos roteiristas Maria Elisa Berrido e Bruno Lima Penido. Camila Queiroz, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Agatha Moreira, Grazi Massafera, Marieta Severo, Reynaldo Gianecchini, Rainer Cadete, Gabriel Leone, Guilhermina Guinle e Felipe de Carolis compuseram o elenco.

A trama segue a história de Arlete, filha de uma dona de casa que lutou para sustentá-la - Carolina. Por uma situação, as duas se mudam para São Paulo. Arlete e Carolina são do interior e terão que adaptar-se à realidade da cidade grande. Tarefa não muito fácil, pois são ingênuas. Como farão para sustentar-se?! 




Arlete vê na realização do sonho de ser modelo uma oportunidade de ajudar a si mesma e sua mãe. É assim que ela passa na seleção de um casting de uma agência de modelos, em que a dona é Fanny Richard, uma mulher inescrupulosa e capaz de tudo para conseguir lucro. Agora, Arlete não se chamará mais assim, mas de Angel - um doce anjo. Mas ao ingressar no mundo da moda, Angel descobre seu lado obscuro e o famoso Book Rosa - espécie de programa sexual que vai além das passarelas e onde poderosos influentes contratam as modelos para um prazer mais íntimo. É nesse cenário que Angel terá que tomar uma decisão: a de entrar ou não no Book Rosa e de se "prostituir". 

Por força de necessidade, Angel aceita entrar no Book Rosa e conhece o magnata Alex Ticiano. Logo de cara, o rapaz apaixona-se por ela, por ser virgem, jovem e bela. Contudo não será fácil conquistar a garota, já que ela aceita programas com ele apenas por dinheiro, e não porque o ama. É aí que Alex tem um plano: o de casar-se com sua mãe, Carolina, só para aproximar-se dela. É aí que a treta começa. 







Como Angel se livrará de Alex? Será que ele a chantageará? Até que ponto Angel esconderá dos seus familiares que faz Book Rosa? Até quando as verdades ficarão secretas? A supersérie da Rede Globo responde a todas essas perguntas, além de deixar a tensão e o suspense elevados do início ao fim. 

Verdades Secretas é uma supersérie de censura de 16 anos (Já viram que ela é pesada né?!), por conter conteúdo sexual, drogas lícitas e ilícitas e violência, além de expor - de forma crítica - o lado obscuro da moda. Há cenas fortíssimas de uso de drogas, prostituição, racismo na moda, nus parciais e totais e aliciamento de menores de idade. Então, não a recomendo se tiverem problemas com algum desses temas

Na época de exibição a supersérie foi bastante elogiada pela crítica por apresentar uma outra face do mundo da moda, além de realizar críticas ao Book Rosa, racismo e prostituição. De certa forma foi uma produção polêmica para a época também por abordar um triângulo amoroso envolvendo mãe e filha (Alguém já tinha visto algo parecido?). 


Personagens


Verdades Secretas contou com uma infinidade de atores. É claro que não falarei de todos, pois esse post ficaria mais extenso do que precisaria. Resolvi falar dos protagonistas, principais e que foram mais emblemáticos. 



Alerte (Angel): filha de Carolina e Rogério, nasceu e foi criada no interior de São Paulo (Tanto que puxa o "r"). É linda e sonhadora e tem o desejo de ser modelo profissional. Acredita que é um mundo de flores, mas percebe que não é nada disso. A profissão de modelo ainda lhe renderá muitas dores de cabeça. 




Alex: empresário da indústria têxtil, é rico, poderoso, galanteador e bonito. É acostumado a comprar as pessoas com dinheiro. Conhece Angel em um programa do Book Rosa, chamando sua atenção logo de cara. Ele faz de tudo para ficar com ela. 




Carolina: mulher de classe média, moradora do interior de São Paulo. Interrompe os estudos logo que fica grávida de Alerte, dedicando seu tempo aos cuidados da família. Quando descobre a traição do esposo, muda-se para a Grande São Paulo. Lá, foi a maior incentivadora do sonho de Alerte, mas mal sabia que a profissão da filha era mais obscura do que aparentava ser. 




Fanny: dona de uma agência de modelos que leva o seu nome, é uma mulher experiente e ambiciosa. Através de seu negócio adquire poder e riquezas. Ela mantém uma ong de auxílio às crianças para esconder as reais atividades da agência. É apaixonada por Anthony, por quem tem um relacionamento quente e sensual. 




Anthony: ex modelo, bonito, atraente e bem vestido. Ele perde todos os seus bens e mantém um relacionamento com Fanny, que era apaixonada por ele e sustentava suas despesas. Para se dar bem, se relaciona com o francês Maurice. Seu verdadeiro amor é Giovanna. 




Larissa: modelo veterana, trabalhava na agência de Fanny. Perto de aposentar, embarca nas drogas e passa a viver uma triste realidade. 




Visky: gay assumido e afeminado, trabalha na agência de Fanny como maquiador e figurinista das modelos. Visky possui uma personalidade otimista e vivaz. 





Giovanna (Kika): extremamente arrogante, possui preconceito por pessoas de classe social inferior à sua. Decide ser modelo e torna-se uma vilã e principal rival de Angel. Com o decorrer dos episódios, mantém um relacionamento com o ex modelo Anthony. 





Guilherme: primo de Giovanna, é bonito, rico e vive uma vida luxuosa. Conhece Angel na escola, por quem logo se apaixona à primeira vista. Acredita que a namorada é simplesmente uma modelo. 






Sam Nunes: nascido e criado no interior de São Paulo, tenta ser modelo, mas sua carreira nunca decolou. Para se sustentar vende drogas para as modelos, entre elas, Larissa. Tem um relacionamento polêmico com Bruno. 





Bruno: irmão de Giovanna, e ao contrário dela, jamais causou problemas para os pais, sendo estudioso e pretendendo ser o sucessor de seu pai, Alex, nos negócios. Por fatos adversos,  passa a usar cocaína  e se envolve com Sam. 




Abertura




A abertura apresenta modelos famosas magerrímas em locações glamurosas e misteriosas de galpões abandonados. Ela faz um contraponto entre o luxo, riqueza e poder, com o artigo em desuso. Por meio de espelhos, que translucidam a imagem das modelos, a abertura pretende desvendar essas verdades secretas. Além disso, apresenta ambientações escuras. Enfim, a abertura mistura sedução, poses e rostos que nos dão certa angústia. Assista:





A música é da banda Massive Attack, Angel. Ela tem uma boa parte instrumental, com vários 'barulhinhos' que indicam sensualidade e a repetição de "Love, love, love" ao final. A música cresce juntamente com a abertura. Destaque para a bateria e a guitarra.

A abertura de Verdades Secretas é um trabalho primoroso de Alexandre Romano e Flavio Mac, inspirado em fotos de lugares abandonados, que geraram um contraste de cenários desejado. 


A possível abertura


No início estava cogitado uma abertura que mostrasse um condomínio de casas, até chegar na de Angel, mostrando ela na janela. Como a tomada era extensa, a ideia foi colocá-la nos créditos iniciais da novela - exibidos ao final do primeiro capítulo. Ideia inovadora que foi bastante comentada nas redes sociais, por relembrar filmes, com o nome do autor, do diretor e do elenco aparecendo junto às primeiras cenas. 

Recentemente, a novela O outro lado do paraíso (2017-2018), também de Walcyr Carrasco, inovou por apresentar os créditos no início da trama, assim como acontece em filmes e séries.  


Trilha sonora


Verdades Secretas contou com uma trilha sonora diversificada, que foi desde MPB e jazz, até o pop. O destaque, com certeza, vai para as músicas internacionais ousadas e calientes. Merecem destaque Sentimental (Los Hermanos), Ghosts and Criatures (Telekinesis), Golden Hours (Barbara Ohana), Metric (Artificial Nocturne) e Angel (Massive Atack). 

Abaixo você pode escutar algumas músicas da supersérie:














Técnica


Verdades Secretas trouxe takes de cenas interessantes, uma fotografia de tirar o chapéu, jogos de luzes extraordinários e ângulos bem filmados. Enfim, o trabalho técnico, plástico e visual merece destaque. 


Repercussão e Audiência


A supersérie repercutiu bastante, principalmente por conta de certos personagens e de suas tramas. Na época, a supersérie gerou muitos comentários nas redes sociais devido às VÁRIAS cenas de nudez e as INÚMERAS reviravoltas. 

Verdades Secretas também gerou polêmicas devido ao Book Rosa. Vários agenciadores e profissionais da moda não gostaram nada de como a moda foi retratada na trama. 

Entre os personagens que mais repercutiram estão Angel (Camila Queiroz) e Larissa (Grazi Massafera). Ambas foram elogiadas por conta de suas interpretações, de um lado a doce modelo Angel, do outro a modelo decadente e viciada em drogas. 

A supersérie bateu recorde de consumo digital no país. Mais de 190 milhões de plays foram computados em trechos ou íntegras de episódios. O último episódio teve 1,5 milhões de acessos na internet. 

Até hoje, Verdades Secretas é considerada a supersérie de maior sucesso e repercussão dos últimos anos ao lado de Avenida Brasil, superando-a proporcionalmente em audiência e repercussão. 

De forma geral, VS manteve a boa audiência, com média de 19,8 pontos, sendo a maior do horário (11 da noite). Dados mostram que a trama começou com o pé direito, com 22,9, 20,2 e chegando até 24 e 30 pontos. Já seu último episódio teve média de 26,5 pontos e 51% de share


Boa audiência



Estava previsto que VS fosse exibida APÓS a novela das nove às segundas-feiras e no HORÁRIO DAS ONZE após a linha de shows às terças, quintas e sextas-feiras, mas sua incrível audiência e efeito catalizador fez com que os capítulos da primeira semana fossem exibidos após a novela das nove, colocando atrações como Tapas & Beijos, Chapa Quente e Globo Repórter para depois dela. 



Prêmios


A supersérie arrecadou diversos prêmios, entre eles: Melhor Novela, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante e Revelação Feminina no Prêmio Extra de Televisão (2015); Melhor Novela, Melhor Atriz e Melhor Diretor no Troféu APCA (2015); e Melhor Novela no Emmy Internacional (2016). 



Sobre uma possível segunda temporada




O sucesso de Verdades Secretas, tanto nacional como internacional, é tanto que cogitou-se seu retorno com uma possível segunda temporada, já que o autor deixou ganchos no final que permitiam isso. Claro que para ocorrer uma segunda temporada seria necessário reunir todo o elenco (Tarefa quase impossível) e mexer em um final que já é um clássico e não deveria ser mexido. Os novos episódios seriam gravados em 2020. Digo SERIAM, pois o autor voltou atrás e não fará mais a segunda temporada. O TVST até abriu espaço para a nova temporada, mas logo deu a série por terminada.

E acredito que essa é a decisão mais sensata que Walcyr poderia ter. Ele já conseguiu passar seu recado com a trama e o final está bonitinho. Apesar das várias pontas soltas, o desfecho apresentado é DEFINITIVO, permitindo ao telespectador (Cada um deles!) tirar suas próprias conclusões. 


Crítica




VS apresentou uma trama inovadora nunca antes apresentada na televisão, além de tratar de temas moralmente condenáveis como sexo, homossexualidade, drogas, prostituição, voyeurismo e bissexualidade. Toda a trama foi muito bem amarrada, com boas histórias, plots e tramas inteligentes.  

Além disso, VS trouxe um elenco de peso e atuações incríveis, como de Camila Queiroz, Grazi Massafera e Marieta Severo. 

Destaque ainda para a edição rápida e trilha sonora impecável, que deixou a produção de 64 episódios com cara de série mesmo.

Os pontos negativos da trama são seu didatismo, repetição e diálogos inverossímeis, mas tudo bem, já que isso não afetou em nada no seu bom andamento. 

Verdades Secretas foi considerada por muitos apelativa, ao desnudar o mundo da moda com várias cenas de nus totais e frontais e de sexo. Há aqueles que a chamaram de soft porn, devido às cenas de sexo. Acredito que a maioria das cenas foram necessárias.

Então, fica a dica dessa supersérie para vocês. Já assistiram? Gostaram? Digam nos comentários! J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Aquela cena: Beijo de Isak e Even em 'Skam'





O Aquela cena de hoje apresenta um trecho da terceira temporada de Skam (3X05) que traz o beijo dos personagens Isak e Even. São 7 minutos de ação e muita conversa. Assista:





A cena se inicia com ambos mergulhando em uma piscina e se beijando em slow motion. Depois disso, aparece uma vinheta da série e já corta para eles deitados em uma cama de casal. 


Eles se beijam em lados opostos, se acarinham e mexem no cabelo um do outro. O clima de romance se instaura na cena por mais de 7 minutos. Eles são interrompidos uma vez pelo pai (Eu acho!) de um deles, mas é coisa rápida. 

O olhar, os gestos e tudo mais dizem muito, assim como os diálogos e conversas que eles tem, que variam de coisas banais e cotidianas da vida. Separei algumas frases que achei interessantes:

"Eu acho que a vida é como um filme. Que podemos ser diretores de nossas vidas."


"O interessante é o infinito. Todos os universos e como somos pequenos comparados ao paralelo infinito que existe."


"Tudo que pode acontecer, vai acontecer. Ou o que não pode, está acontecendo".


"Tenho certeza que em um universo paralelo há um Isak e um Even deitados no mesmo lugar, mas as cortinas são de cores diferentes".


Frases bem filosóficas, né?!

Além dessas frases, o que me chamou a atenção também foi a trilha sonora escolhida - romântica e nostálgica:





Essa é uma cena que é para ser apreciada na calma. O clima contagia, o tempo que eles passam na cama parece não ter fim e o romance convence bastante.

Gostaram da cena? Até a próxima! J-J





Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Quinta de série: S.W.A.T. (2017)

Pode conter spoilers!





Hoje é dia de série aqui no JOVEM JORNALISTA! Falarei do remake de S.W.A.T. que estreou nas telinhas no dia 2 de novembro de 2017. A produção é baseada em uma série de 1975 e em um filme homônino de 2003. S.W.A.T (2017) mistura drama, ação, aventura, thriller e crime. Ela é desenvolvida por Aaron Rahsaan Thomas e Shawn Ryan e conta com duas temporadas, totalizando 45 episódios. A série é produzida pela Sony Pictures. No elenco estão Shemar Moore, Stephanie Sigman, Alex Russell, Jay Harrington, Lina Esco, Kenny Johnson, Peter Onorati e David Lim. 

A trama de S.W.A.T. (2017) gira em torno do líder Hondo, dividido entre ser leal ao trabalho das ruas e seu dever para com os colegas oficiais. Ele recebe a difícil missão de comandar uma unidade tática especializada no combate ao crime em Los Angeles. Só que não são os que estamos acostumados a ver, mas sim de alto periculosidade. A S.W.A.T. é chamada quando todas as outras opções de segurança urbana foram utilizadas, tornando-se a última opção e a mais extrema. 

S.W.A.T. é uma sigla que significa Special Weapons And Tactics (Esquadrão de Armas e Táticas Especiais, em tradução livre). Essa corporação possui ferramentas de alta tecnologia para combater o crime em L.A. Armas potentes, cordas e bombas tecnológicas são algumas das ferramentas utilizadas. Quando vi como a S.W.A.T. trabalha fiquei maravilhado. São instrumentos que não estamos acostumados a ver no Brasil. A forma rápida, eficaz e eficiente como o crime é combatido também chamou minha atenção.





A série tem cenas de ação e aventura de tirar o fôlego, mas também conta com dramáticas e emocionantes, como as que envolvem Hondo e suas escolhas. 

S.W.A.T. é uma série procedural, onde em cada episódio um crime é resolvido. Não vejo problema em assistir aos episódios em ordem aleatória, embora ela conte com histórias e enredos centrais e lineares.


Personagens





Daniel "Hondo" Harrelson: é o sargento II e líder da equipe S.W.A.T. Hondo nasceu e cresceu em Los Angeles, sendo cotado para liderar a equipe e conter as tensões entre a comunidade e a L.A.D.P. (polícia de Los Angeles). Ele conhece sua vizinhança, tratando-os com cortesia, sendo que eles sempre dão informações pertinentes. Hondo possui espírito de liderança e pulso firme, embora se deixe levar pelo emoção algumas vezes. Possui um relacionamento escondido com a colega de trabalho, a capitã Jessica Cortez. 






Capitã Jessica Cortez: é a comandante oficial da Divisão Metropolitana da L.A.D.P. e namorada de Hondo, com quem mantém um relacionamento secreto. É uma oficial de respeito que tem planos de melhorar o relacionamento entra a polícia e os cidadãos locais, embora com algumas resistências da base. 




Jim Street: um dos mais novos componentes da S.W.A.T., que às vezes troca as mãos pelos pés. Foi transferido do Departamento Policial de Long Beach. Jim Street possui conflitos familiares, pois sua mãe, Karen, está presa por assassinar seu pai, que era um marido abusivo. 





Christina "Chris" Alonso: uma das únicas mulheres da equipe, fora a capitã Cortez. Chris é uma oficial III canina que tem que provar aos homens da equipe seu valor. Quase todos da S.W.A.T. querem conquistar seu coração, mas a garota é dura na queda. 







Dominic Luca: oficial III da equipe bastante experiente. 




Jeff Mumford: sargento II. É líder de outra equipe da S.W.A.T. ao lado de Hondo. Já se divorciou três vezes e se envolve em um casamento depois de apenas um mês de namoro. 





David "Deacon" Kay: sargento II e membro sênior da equipe que ganhou uma promoção, após 10 anos. Ele é o único da equipe casado e com filhos. 




Victor Tan: oficial III, é um ex-oficial do L.A.P.D. Vice Squad que se juntou à equipe três anos antes da série. 






Robert Hicks: é comandante da S.W.A.T. e um oficial sênior da L.A.P.D. É um homem viúvo e que se tornou regular na segunda temporada da série. 



Abertura


A abertura apresenta os personagens centrais, com várias cenas da série. Ela trabalha com um fundo azulado escuro estilizado com vários pontinhos brancos. A trilha sonora é empolgante, sendo criada especificamente para o remake e para a série original, tornando-se um hit de 1970 memorável ainda nos dias de hoje. Os responsáveis por ela são Robert Duncan e Barry DeVorzom. Assista:






À título de curiosidade também deixo a música-tema:





Abertura de S.W.A.T. (1975)



A abertura original da série apresenta os personagens em ação com suas armas e ferramentas entrando no carro da S.W.A.T. Há um som característico de emergência e a famosa música. Essa abertura é simples, porém com a trilha sonora famosa. Veja:






Em comparação com a original percebemos muitas diferenças, como a música (a original deu uma roupagem interessante à ela) e aspectos visuais. 





S.W.A.T. (1975) X S.W.A.T. (2017)




Há diferenças visíveis entre a série de 1975 e de 2017, a começar por suas aberturas. O remake trabalhou em profundidade os conflitos e dramas dos personagens; ampliou os crimes de Los Angeles; além de fazer uso de ferramentas e tecnologias bem mais avançadas das existentes em 1975. 

Vi três episódios da série original e já pude perceber as diferenças. Embora rudimentar em relação à versão de 2017, o enredo e as histórias prendem a atenção. E não posso comparar muito as duas versões, já que a de 1975 foi considerada avançada para a época, recebendo críticas positivas e elevada audiência.  

A versão de 1975 era considerada brutal e violenta e acredito que a de 2017 atenuou um pouco isso, embora ainda traga histórias dramáticas e tensas. 




Mesmo sendo um remake, a versão de 2017 não tem um intuito de replicar os episódios e histórias da de 1975. Aliás, os episódios que vi da original foram autorais e não assisti à nenhum parecido da versão mais recente. Mas a fórmula é quase a mesma: cinco agentes da S.W.A.T. são chamados para resolver casos que a polícia comum não dá conta.

O empoderamento feminino está presente na versão de 2017, algo que não pude perceber na de 1975. Como dito, duas mulheres fazem parte da S.W.A.T., sendo uma capitã e uma oficial. Acredito que a inserção dessas girls powers é para mostrar que, sim, A MULHER PODE, TEM FORÇA E É UM ÁS NA SEGURANÇA PÚBLICA

A versão de 1975 durou duas temporadas (1975-1976), totalizando 38 episódios. Seu cancelamento foi devido às duras críticas sobre a violência da série. Já a atual está aí com duas temporadas com 45 episódios (Uma terceira temporada está em produção). 


Audiência


S.W.A.T. (2017) foi considerada a Melhor nova série de 2017 pelo público americano, tendo uma aceitação de 79.7% do público. A lista foi seguida por Will & Grace (79%), The Orville (68%), The Good Doctor (67%) e The Gifted (59%).



Crítica




S.W.A.T. (2017) reinventou o gênero de séries policiais. Ela não é apenas mais uma série de ação, mas trata de temas tensos e sutis, como dramas familiares, questões sociais, raciais e de gÇenoro. Vimos de perto os conflitos de Street, assim como as indecisões amorosas de Jeff, o romance proibido de Rondo e da capitã Cortez, o papel da mulher em uma equipe formada por homens, a violência de Los Angeles e a desconfiança das pessoas com Hondo devido a cor de sua pele.

Com isso S.W.A.T. (2017) desenvolve as cenas de ações e as questões pessoais dos personagens, mostrando um lado forte e inteligente dos agentes, mas também um lado frágil, humano e familiar. Vibramos com as cenas de ações deles e com seus momentos dramáticos.

O desenvolvimento da equipe é outro ponto a ser ressaltado. Eles trabalham muito bem juntos e cada um agrega ao grupo com suas características e funcionalidades próprias. Com um trabalho desse calibre faz-se necessário união e colaboração e percebemos claramente isso em cena. Eles cooperam, interagem e ajudam uns aos outros, seja em uma operação ou em um problema pessoal. 

A equipe da S.W.A.T. traz policiais muito fodões (com o perdão da palavra), cada um com sua peculiaridade. Por exemplo: Hondo é o líder, Deacon é o ás em operações táticas e tecnológicas, Chris é a inteligente e perspicaz e Street é o jovem cheio de força e vigor. Mesmo sendo fodões, a série faz questão de mostrar suas debilidades e fraquezas.

Enfim, S.W.A.T. (2017)  te prende, seja com cenas de ação ou drama dos personagens. A série conta com a presença magnífica de Shemar Moore e grande elenco. Ela já se consagrou como sucesso. Agora é aguardar por sua terceira temporada. J-J





Por: Emerson Garcia
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