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sábado, 13 de janeiro de 2018

As estações do ano interferem na natureza, nas nossas relações e em nós mesmos ou "Curiosidades das estações do ano"




Começa hoje a Semana das estações aqui no Jovem Jornalista. O tema surgiu após uma conversa que tive com o colaborador Layon Yonaller. Achei o assunto interessante e abrangente. Para iniciar a semana, trarei algumas curiosidades e conceitos a respeito das quatro estações do ano - verão, outono, inverno e primavera. Procurei fugir de obviedades e de coisas que talvez já saibam. 

Desse modo, nesse post resgato um pouco da história, significados e nomenclaturas das estações, além de, é claro, muitas curiosidades! Vamos lá então?



Breve histórico das estações


Você sabia que até o século XVII o ano era dividido em apenas duas estações? Isso mesmo! O ano dividia-se em veris (bom tempo, estação da floração) e hiems (mau tempo, estação do frio).  Mais tarde o veris subdividiu-se em três subestações - primo vere (primavera), veranus tempus (verão propriamente dito) e aestivum (estio); e o hiems em duas - autumnus (outono) e hibernus (inverno). 

O sistema de quatro estações (verão, outono, inverno e primavera) surgiu a partir desses vocábulos com o intuito de dividir o ano em quatro segmentos iguais, com dois equinócios (primavera e outono) e dois solstícios (inverno e verão).

Alguns países, como a China e a Índia, adotam outros sistemas. Na China existem cinco estações (verão, veranico, outono, inverno e primavera), sendo que cada uma delas é associada a um dos elementos primordiais: verão (fogo), veranico (terra), outono (metal), inverno (água) e primavera (madeira). Já na Índia há somente três: seca e fresca, seca e quente e chuvosa. 

É interessante perceber que o sistema de estações tem a ver com questões ambientais mas também culturais de cada lugar ou país. Ele depende de questões climáticas, da agricultura, sazonalidade de terrenos e monções. 

As estações do ano são definidas de acordo com a insolação ou não da Terra através dos movimentos de translação. Claro que a minha intenção não é dar uma aula de geografia para ninguém, mas foi a partir dos movimentos e dos vocábulos que as estações foram criadas. Achei um vídeo interessante sobre a insolação terrestre no segundo semestre de 2013, assista:






De onde vem o nome das estações do ano? (Outros vocábulos)





"Hibernar" e "Inverno da alma" (Mônica Crema). I Internet



Os nomes das estações foram criados a partir de vocábulos latinos. Abaixo você pode ler o significado de cada uma das quatro estações:  


Primavera (primo vere): início da boa estação;
Verão (veranum tempus): período da frutificação;
Outono (tempus autumnus): tempo de ocaso; e 
Inverno (tempus hibernus): época de hibernação.


Cada vocábulo nos permite diversas conjecturas interessantes. Quando falamos que uma pessoa "faz primaveras" (referente a aniversários), dizemos que ela está entrando em uma nova fase, um novo ano de vida. Quando falamos "vou hibernar" ou que uma pessoa "hiberna", referimos a um tempo ocioso, em que não queremos ter contato com nada ou ninguém. O estado de hibernação de pessoas, animais, flores, plantas e frutas é antecedido pela primavera, quando os indivíduos ficam mais felizes e dispostos, os animais saem dos seus esconderijos e voltam à rotina e flores, plantas e frutas entram em sua melhor fase. As formigas aproveitam o veranum tempus e autumnus para estocar alimentos porque sabem que o tempus hibernus irá chegar. O "Inverno da alma" refere-se a períodos difíceis da vida humana - tragédias, depressão, perda, sofrimento. 









A partir dos vocábulos de cada estação, também é possível perceber outros, como: primaveril, primaveral, veranear, outonal, outoniço, invernada, invernia e por aí vai... De estio vieram estiagem, estiar e estival que fazem referência ao verão. É comum vermos a expressão "estiagem das chuvas" na mídia, jornais e revistas e ela faz referência à época do fim do verão e início do outono quando as chuvas cessam.




Verão







O verão inicia-se logo depois da primavera. Esta é o começo da boa estação e aquele é o tempo da frutificação. No hemisfério sul, o verão inicia-se em 21 de dezembro e termina no dia 21 de março; já no hemisfério norte, começa em 21 de junho e finda em 23 de setembro. 

Essa é a estação mais quente do ano, porque a incidência dos raios ultravioletas (UV) é maior. Quando se fala de verão logo vem a nossa mente sol, praia, muitas chuvas, água de coco, sorvete, picolé. É comum as pessoas viajarem para regiões litorâneas, por conta da estação (verão) e da época (férias laborais e escolares). 

Estudos comprovam que as reações emocionais das pessoas estão ligadas ao clima e a luz ambiental, por isso, elas são mais alegres no verão, que no inverno, por exemplo. O verão é também a estação mais violenta, em que ocorre mais assassinatos, tragédias, agressões e acidentes de trânsito (como Pedro abordou em outubro de 2015).

Várias expressões e conceitos vem a partir do verão. O horário de verão - que inicia-se em outubro e vai até meados de fevereiro - alude à essa estação do ano; amor de verão é algo intenso, solar, mas passageiro; corpo de verão faz referência às mulheres que buscam ter um corpo ideal para ir à praia; e "Rio 40 graus" está relacionado diretamente ao verão. 



Outono






Transição, ocaso e colheita estão relacionados à essa época. Várias mudanças ocorrem na natureza no outono: frutas caem e as folhas das árvores mudam de cor, ficam amarelas e vão ao chão. No hemisfério sul a estação começa no dia 22 de março e termina no dia 20 de junho; e no norte inicia em 23 de setembro e finda em 21 de dezembro. 

No outono os dias são mais curtos porque há menos luz solar incidindo sobre a terra. Como consequência, há uma redução da capacidade de fotossíntese das árvores, daí as folhas perdem a cor verde e caem. De cor verde, elas passam a ter tons vermelhos, laranja e amarelos devido a elementos como Flavonóides, Carotenos e Antocianinas. 

Nessa época, o número de doenças respiratórias também eleva-se, devido ao aumento da umidade e da diminuição da temperatura e luz solar. 

É no outono que se passa o romance Outono em Nova York que conta a história de um casal apaixonado que passa por transições e momentos difíceis, assim como essa estação.



Inverno







Essa é a estação mais fria do ano, em que as noites são mais longas que os dias. No hemisfério sul ela tem início no dia 21 de junho e término em 23 de setembro; no norte ela começa no dia 21 de dezembro e tem seu fim em 21 de março. 

No Brasil o inverno é bem rigoroso, sendo que em alguns lugares da região sul pode até mesmo nevar. No hemisfério norte, por sua vez, as temperaturas baixas e a neve são constantes. 

O inverno pode favorecer o desenvolvimento da depressão, por que a falta de calor é metabolizada pelo organismo e resulta em tristeza e desânimo. O nosso corpo e dentes podem reagir com tremores e podemos, até mesmo, esfregar nossas mãos por conta do frio, buscando algum aquecimento. 

É interessante perceber os filmes americanos natalinos que trazem as varandas das casas com bonecos de neve e com gelo cobrindo as calçadas, pessoas tomando bebidas quentes como chocolate e gemada e vestindo luvas de lã, casacos, sobretudos e toucas. O natal americano é mais espetacular que o nosso, de fato. E os americanos tem a sorte da data coincidir com essa estação do ano. O barato também é como nós brasileiros copiamos os americanos até nisso: compramos globos de neve para decorar nossas casas, bonecos de neve para enfeitar portas e árvores de natal e comemos refeições próprias para o inverno. MAS POXA VIDA! O NATAL AQUI NÃO É NO INVERNO, MAS SIM NO VERÃO! 



Primavera






No hemisfério sul a primavera tem seu começo no dia 23 de setembro e seu fim em 21 de dezembro; já no hemisfério norte ela se inicia em 20 de março e se finda em 21 de junho. Essa época é sinônimo de reflorescimento da flora e fauna e marcada pelas belas paisagens das flores. A temperatura é bastante agradável e os dias são mais longos e as noites mais curtas nessa época.

Também conhecida com estação das flores, a primavera é apreciada pela maioria (senão todas) as pessoas. Pássaros voltam a povoar os céus, as plantas florescem, os oceanos começam a se aquecer, animais como morcegos, ouriços e esquilos saem do estado de hibernação e "acordam". 

Uma festa milenar acontece na China na primavera local, a Festa da Primavera que começa no dia 23 de dezembro e termina em 15 de janeiro. Como o natal para o ocidente, este é o evento mais importante de todo o ano para os chineses (Saiba mais aqui e aqui).  



Festa da Primavera na China. I Internet 


A primavera também nos permite várias reflexões sobre as relações humanas e a vida. Falamos de florescimento de amizades e relacionamentos que outrora estavam em situações devastadoras; de esperanças, para quem viveu momentos difíceis e frios durante o inverno; e de segundas chances, para quem acreditava que situações ruins não teriam fim. A primavera, portanto, é sinônimo de transformação, fé e florescimento. 

Isso me faz lembrar o cd Esperança (DT7) que trazia uma mensagem, assim como um conceito e um encarte, de fé e esperança, que fora, não por acaso, gravado durante o inverno e lançado na primavera. A frase "A primavera chegou" ecoou não só nas letras, músicas e mensagens, mas até mesmo no encarte - que trazia uma capa com o solo sob os efeitos do inverno e uma pequena folha brotando e, internamente, os sinais da chegada da primavera por meio de folhagens, veja:





Mais curiosidades


Para finalizar o post de hoje, o Guia dos Curiosos do UOL divulgou diversas curiosidades sobre as estações do ano. Separei algumas delas, leia:

- Na primavera, os animais hibernantes acordam. Esquilos, morcegos, marmotas, ratos silvestres e ouriços estão entre os bichos que embarcam em um sono profundo para poupar energia durante o inverno.

- O primeiro dia de verão é conhecido como solstício de verão. O termo solstício vem do latim para "sol parado". Nesse dia, o sol fica numa posição que permite que seus raios atinjam a Terra de forma mais incisiva, provocando o aumento da temperatura.

- Há um truque para descobrir a temperatura do ar sem a ajuda de um termômetro: a frequência do cri-cri-cri do grilo oscila conforme a temperatura. É só contar quantos "cris" você ouve em 25 segundos, dividir esse número por 3 e depois adicionar 4, que você chegará a um valor aproximado da temperatura ambiente em graus Celsius.

- A Torre Eiffel, em Paris (França), é 15 cm mais alta durante os meses de verão, devido ao processo de expansão sofrido pelo ferro no calor.

- Durante o outono, é comum os habitantes do Polo Norte presenciarem o fenômeno da aurora boreal. Vista no céu polar, a aurora boreal consiste em descargas de elétrons e prótons emitidas pelo Sol, que se chocam com os átomos e moléculas existentes na atmosfera do local.






Surpreendentes essas curiosidades né? Achei engraçado descobrir a temperatura a partir de cálculos do "cri-cri-cri" do grilo; e interessante a curiosidade sobre o tamanho da Torre Eiffel durante os meses de verão. Sobre esta última, o site Todo Dia chegou a dizer que o monumento cresce cerca de 15 centímetros. Isso mesmo! 15 CENTÍMETROS! Esse fenômeno deve-se a uma lei física (com grifos):

"[...] segundo a lei pela qual o ferro se dilata com o calor, a torre, em consequência, tem de crescer. Calculou-se que a torre é 15 centímetros mais alta no verão do que no inverno. Essa dilatação do ferro, no calor, é que determina às ferrovias manter, de espaço em espaço, uma separação de alguns centímetros ao longo dos trilhos."



Sobre as estações



As estações do ano interferem na natureza, nas nossas relações e em nós mesmos, individualmente. Cada uma delas tem suas peculiaridades e diferenças. Espero que tenham gostado das curiosidades que trouxe e que vocês possam ver uma estação não apenas como um período do ano, mas como algo cheio de significados. Até o próximo post amanhã! J-J





Por: Emerson Garcia

terça-feira, 28 de junho de 2016

A verdade sobre a onça-pintada Juma

A notícia da morte da onça-pintada Juma no último dia 20 foi motivo de comoção nas redes sociais. Dizem que a onça foi exibida em um cerimonial das Olimpíadas de 2016, o carregamento da Chama Olímpica na cidade de Manaus. Durante o evento, o exército estava presente para preservar a vida do animal e das pessoas. Quando a onça precisava ser realocada em sua jaula, em um cativeiro do exército, ela avançou em um soldado, e foi necessário lançar dardos tranquilizantes, para acalmá-la, o que a deixou mais agitada. Foi aí que o exército tomou a decisão de atirar no animal e sacrificá-lo.

O que a mídia e as pessoas tem feito é demonizar a atitude do exército por meio de vários argumentos, não levando em consideração a verdade. Vamos aos pontos: 1- Têm-se falado que a Juma foi exposta e após o evento, ela foi morta; 2- Fala-se que o exército ameaçou a extinção da onça-pintada; 3- Apedreja-se o exército com somente esse fato isolado.

Será preciso ver como a mídia tratou o assunto e como o exército está sendo visto após esse incidente. 


Exposta ou não?


Os holofotes de toda essa história


De acordo com o exército, a onça Juma não era a protagonista do evento, e sim Simba, que estava presa por correntes e por hastes seguradas por soldados da corporação. A onça Juma estava em outro local, que era seu habitat natural, presa por correntes. e que, por coincidência, a tocha olímpica passaria por ali. Veja o que diz a nota enviada pela corporação à imprensa:

"A onça-pintada 'Juma', mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS), estava, por coincidência, no Centro de Veterinária do CIGS no mesmo dia do evento, para realização de revisões e cuidados da saúde como, por exemplo, a limpeza da cavidade bucal e a medição biométrica para acompanhamento do estado de higidez da onça".


Ela não estava fora do seu habitat, como a onça Simba. E sim em uma trilha que dá acesso a floresta. O exército tomou precauções, ao colocá-la acorrentada e um militar a segurando. 

O Comitê Olímpico citou que a onça Juma foi exposta durante a condução da tocha olímpica, o que não deveria acontecer, de forma alguma:

"Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores.
Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio 2016".


O próprio comitê se equivoca ao dizer que Juma foi exposta durante o evento. Ela estava ali para realizar exames médicos. Foi por acaso. Se o Comitê quisesse se desculpar, deveria ser com a onça Simba, não com Juma. Atrela-se o animal ao evento. A mídia e as pessoas fizeram muito isso. Vejam alguns posts:



"COVARDES!!!!

Mataram a onça Juma. Usaram o animal para se exibirem na tocha, o felino se agitou com a multidão, alvejaram com dardos tranquilizantes e quando faziam a remoção para a jaula, o animal foi para cima de um militar que atirou e matou o animal instantaneamente. 
Tiraram o animal do seu sossego para abatê-lo.
NOJO DE TUDO ISSO!"


Existem vários pontos questionáveis nessa afirmação:

1- Usaram o animal para se exibirem na tocha: Me pergunto quem usou o animal para se exibir? Se o exército ou se os condutores da tocha. Existe uma diferença grande nisso aí. Talvez por oportunismo, pra aparecer ou pra postar fotos no Instagram, esses condutores posaram em frente ao felino. "Mas, Emerson. O exército quem permitiu isso". Mesmo que ele tenha permitido, não se pode colocar a culpa somente nele.

2- O felino se agitou com a multidão: Quem me garante que foi com a multidão? (Falarei em um subtópico a frente).

3- E quando faziam a remoção para a jaula: Faltou detalhar esse trecho. Porque removeram Juma? Foi por conta do evento, ou por que ela vinha de consultas veterinárias?

4- Tiraram o animal do seu sossego para abatê-lo: Qual o motivo de terem tirado a Juma da jaula? Respondam vocês mesmos!


A ilustração, abaixo, por sua vez, vai em favor dos animais, e não dos seres humanos. Observe:


Yuups



O caso da onça Juma não é o único episódio recente de sacrifício de animais. Um menino de dois anos foi morto por um jacaré aligátor no Grand Floridian and Resort Spa, na Disney. Foi o primeiro caso de ataque fatal em 45 anos de parque. Por motivo de investigação, foram sacrificados 4 jacarés do lago, para verificar se um deles havia arrastado o garoto. O menino foi encontrado morto e com o corpo intacto aos arredores do lago artificial, dias depois. A polícia não tem dúvidas que a morte foi provocada pelo jacaré aligátor - comum nos EUA.

Em um diálogo, os animais falam o seguinte:

"Jacaré: - Eu não entendi nada dona Juma...
Eu também não, amigo". 


Se o réptil e a onça não entenderam, eu explico. Jacaré, você foi sacrificado para investigações policiais de uma morte causada por ti. Juma, você foi morta para evitar problemas drásticos no futuro. Antes que o Ibama venha me caçar, preciso dizer que amo animais, mas tem que se pesar a importância de um animal e um ser humano.

O que de fato aconteceu com a Juma, foi o seguinte:





Destaco um trecho desse texto:

"[...] a morte da onça não tem nada a ver com a tocha olimpica, apenas o ocorrido foi no mesmo dia. A onça estava sendo transferida da jaula principal para uma jaula menor, para ser realizada a limpeza da mesma, e infelizmente durante a transição o animal escapou".


CEREJA DO BOLO: O exército informou que o problema ocorreu quando o espaço ESTAVA FECHADO para visitação e APÓS a solenidade do revezamento.


Causa Mortis da Juma

Foram vários motivos que as pessoas encontraram para dizer por que a onça Juma morreu. Refutarei alguns desses:


1- Barulho e multidão: Talvez o ambiente estava bem barulhento e com muito fluxo de gente. Ou talvez não. Creio que onde Simba se encontrava, tinha muito mais gente, do que o local de Juma. Lá, era o ambiente principal do evento. A trilha da floresta, onde estava Juma, era apenas os bastidores, e um ambiente mais afastado. Mas não se sabe o motivo exato da agitação do animal. 


2- Fogo da Tocha: Existem alguns argumentos que dizem que um animal fica agitado quando ver sinal de fogo ou de chama. Pode ter acontecido no caso de Juma, mas tem que se levar em consideração os condutores com as tochas, que fizeram questão de tirar fotos com o felino.


3- Agitação e estresse sem motivo aparente: Veremos como era a personalidade de Juma no próximo tópico, mas trata-se de um animal indomesticável e feroz, e não dá para prever os passos e a forma que ele irá reagir. E se o animal simplesmente quis ficar agitado e estressado sem motivo aparente? Sem o fogo da tocha, o barulho e a multidão terem nada a ver com isso?


Como era Juma?

Embora com uma natureza selvagem, Juma era bastante dócil. Embora com o instinto indomesticável, o exército nunca a tratou de forma desrespeitosa ou violenta. Contra fotos, não há argumentos!



O analista ambiental, Diogo Lagroteria, especialista em fauna silvestre e veterinário, disse em entrevista ao G1 que, mesmo com anos de treinamento e em cativeiro, a onça NUNCA poderá ser considerada um animal domesticado.


Fato isolado

O texto do G1 logo ratifica, e leva os leitores ao pensamento que as onças pintadas irão entrar em extinção: DRAMA DE ESPÉCIE AMEAÇADA. A mídia demoniza uma única atitude do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), levando a crer que o exército é responsável pela extinção do animal, quando na verdade não houve ao menos uma nota de caçadores ilegais desses felinos, que tem matado esses animais:

"[...] não lemos nenhuma palavra sobre as mais de 100 onças que são mortas todos os anos no Brasil por caçadores ilegais e envenenadas por fazendeiros criadores de gado na Região Norte".

Ao contrário do que se pensa, o exército não tem exterminado essa espécie, mas preservado: 

[...] o CIGS resgata em média 15 onças por ano, a grande maioria delas por força de maus tratos e de caçadores clandestinos e envenenamento por fazendeiros. Dessas 15, em média 13 são devolvidas para a floresta.
Graças ao CIGS, o risco de extinção das onças pintadas está se reduzindo significativamente. Todas as onças que ficam mantidas no zoológico do Exército em Manaus, são as que não podem ser devolvidas à Natureza devido a feridas, traumas ou doenças.

E aí, quem maltrata as onças: o exército ou os caçadores?


A culpa é do exército!

Ao contrário do que se pensa, o exército não queria expor nenhum animal nesse evento olímpico, mas o governo do Amazonas interviu e disse que eles teriam que expor Simba, a onça-pintada principal da festa.

O exército não foi tirano, não foi maldoso e sentiu, sensivelmente, a morte do animal:

"O Exército está transtornado com a morte da Juma. Cheguei em casa muito triste com essa situação. Estamos todos muito abatidos. Foi uma fatalidade que jamais esqueceremos" disse o Coronel Luiz Gustavo Evelyn, porta-voz do EB.


"Mas Emerson, o exército jamais poderia manter um animal enjaulado". Queridos, antes de pronunciar esse argumento, procurem se aprofundar no assunto. Esses felinos costumam ser adotados pelo CIGS ao serem encontrados em situações precárias, mantidos em cativeiro ou em poder de caçadores. Muitos chegam lá doentes, machucados e traumatizados. 

A mídia tem levado a crer também, que o CIGS não tem condições mínimas de espaço, cuidado e sobrevivência. BURROS! Os profissionais de comunicação deveriam ao menos entrar na floresta onde esses felinos são criados, ver o tamanho do local e que tipo de alimento dão a eles. 

"Mas Emerson, o exército não poderia tornar Juma um mascote. Isso é exploração do animal". Que exploração?! Que mal há em tornar um felino em mascote de um batalhão e treinar o bicho para desfiles militares? O G1 disse que biólogos e veterinários condenam essa prática, mas não investigou a fundo como é o treinamento, nem falou com um profissional específico da área. A própria Juma já foi mostrada à BBC Brasil em 2014, e por que não investigaram os danos causados por sua exposição nessa época? O exército explicou à rede de televisão o porque de Juma está ali no CIGS:

"Na época, explicaram que a onça havia sido resgatada com ferimentos após sua mãe ter sido morta. Foi levada para o centro e ali cresceu sob os cuidados de tratadores".


Antes que me condenem...

Antes que o Ibama ou esses órgãos de proteções à animais venham me caçar por conta do post de hoje e o de ontem - que eu disse que "não gosto de snaps seguidos de cachorros, gatos ou qualquer outro bicho de estimação" - queria deixar claro que amo os animais, mas também amo os seres humanos. 

É muito fácil a mídia deturpar a verdade e demonizar o exército, sem ter conhecimento de causa. É mamata criticá-lo e colocar a culpa da extinção da onça-pintada neles. Assim como é bastante cômodo criticar o Rodrigo Hilbert pela morte de um cordeiro, quando pessoas, a torto e direito, estão se alimentando de carnes de animais. 

Muitos tomaram a dor de Juma, assim como a do jacaré aligátor, tornando-se veterinários, especialistas em animais e funcionários do Ibama. Esse mesmo pessoal que criticou o sacrifício desses bichos, comem carne todos os dias em suas mesas!

Os fatos tem que ser colocados em seus lugares e analisados de forma coerente e plausível. J-J


Por: Emerson Garcia
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