Recentemente (07 de agosto) recebi por email um texto sobre a reinvenção dos jornalistas como influenciadores digitais após a crise do jornalismo impresso que ocasionou a demissão de vários profissionais. O texto é da jornalista, consultora de imagem e especialista em imagem digital Dani Almeida.
Achei-o muito interessante por apresentar novas possibilidades ao jornalista. Com o 'boom' das redes sociais e a internet, precisamos se adequar à isto. As pessoas não tem mais apenas como fonte de informação o jornalismo impresso, mas sim as redes sociais e a internet. Muitos jornalistas de renome tem se reinventado. Alguns deles, até mesmo migrado para o entretenimento. Confira o texto com mais detalhes!
A popularização da internet mudou a forma como as pessoas se relacionam, e as redes sociais se tornaram grandes protagonistas desse processo. Elas estão transformando o acesso à informação e o compartilhamento dela, tanto é que estão mudando a forma que se pratica o jornalismo no mundo.
Recentemente, diversos grupos gigantescos de comunicação anunciaram o descontinuamento de grandes nomes de veículos impressos. "Enquanto muitos jornalistas podem enxergar isso como algo extremamente ruim, outros podem ver como uma oportunidade", comenta Dani Almeida, jornalista e especialista em influência digital.
A realidade digital, segundo ela, está chamando para mudanças. Cerca de 40% das pessoas consomem informações diretamente nos portais informativos ou por meio dos temas no Google e 56% no Facebook. “O que os jornalistas precisam fazer é pegar toda nossa experiência de mídia e se adequar aos novos tempos. Eu tive que me reinventar, caso contrário, teria sido engolida. Sou jornalista de formação e desenvolvi autoridade nas redes sociais em como ser uma influenciadora de sucesso, tanto que hoje já possuo três cursos online para desenvolver esta nova carreira”, explica Dani.
Segundo a especialista, alguns grandes jornalistas já estão vivendo esta nova realidade, como é o caso do Evaristo Costa. Seu status de celebridade influenciadora surgiu por conta de seus posts divertidos nas redes sociais e interação com os fãs via Twitter. Há 1 ano desde que saiu da Rede Globo ele tem feito comerciais e parcerias de sucesso, tanto que esta semana voltou a aparecer na TV como garoto propaganda de uma peça publicitária para uma empresa de investimento on-line. "Na campanha, Evaristo Costa celebra sua nova profissão, a de influenciador digital e brinca com os estereótipos de “sério” e “reservado” geralmente atribuídos a um jornalista", aponta.
Outro caso bastante interessante é o de Nathalia Arcury, criadora do canal Me Poupe!, sobre investimentos. Em 2012, após se consagrar como repórter especial de um dos programas mais longevos da TV aberta, a criadora se viu diante de um dos maiores desafios da vida: a carreira já havia chegado ao ápice e havia pouco espaço para crescer. Foi em busca de novas formas de comentar sobre o que realmente queria e em 2015 fundou o blog Me Poupe!. Hoje, Nathalia Arcuri é considerada a mulher mais influente da internet brasileira (IPSOS 2017).
Segundo a especialista em influência digital, Cid Moreira é outro exemplo de sucesso. O jornalista, um dos principais nomes do jornalismo da Globo nos anos 1980 - quando apresentou o Jornal Nacional ao lado de Sérgio Chapelin - agora está no Youtube. Com sua voz famosa por narrar os feitos de Mister M no Fantástico e a versão em áudio da Bíblia, Moreira agora é locutor do Canal da Bíblia, espaço no site de compartilhamento de vídeos dedicado a textos do livro sagrado.
Com todos estes casos, Dani finaliza dizendo: "A comunicação está mudando e as pessoas – em especial os jornalistas – precisam usar isso a seu favor, não enxergar os influenciadores digitais como concorrentes e sim como aliados e quem sabe, em um futuro bem próximo, esta não será a nova profissão de sucesso de mais de 50% dos jornalistas". J-J
Por: Dani Almeida















