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segunda-feira, 18 de junho de 2018

As Taças da Copa do Mundo: histórias, significados, design e logomarcas do objeto mais cobiçado da terra

                                                   Lado a lado: Taça Jules Rimet e Taça Fifa. | Internet


Você conhece as histórias e significados do Troféu da Copa do Mundo? Sabia que desde que a Copa estreou em 1930 já foram dados dois prêmios diferentes? Esse, com certeza, é o objeto mais cobiçado pelas seleções que competem durante os mundiais. Por trás dele, existem significados, roubos, curiosidades sobre os materiais, design, cores e imagens. A Taça é tão famosa e emblemática que já foi utilizada na logomarca de várias Copas do Mundo durante a história. 



O início de tudo


Jules Rimet à esquerda da foto, entrega a taça para um membro da Fifa. I Fifa



Desde o início das competições, em 1930, a Taça era conhecida como Coupe du Monde. A partir de 1º de julho de 1946, ela ganhou o nome de Taça Jules Rimet durante um congresso de Luxemburgo - em homenagem ao então presidente da Fifa e idealizador do torneio. 

Após a confecção do troféu, Jules Rimet regulamentou que para um país obtê-lo era necessário conquistar a Copa por três vezes. Desse modo, o detentor da Taça Jules Rimet só surgiu após nove copas, durante o Mundial de 1970, quando Brasil, Itália e Uruguai haviam vencido duas competições cada um. Foi o Brasil quem ficou com ela pela primeira vez, após derrotar o Uruguai nas semifinais (3 X 1) e a Itália na final (4 X 1). 


Pelé ergue a Taça Jules Rimet ao lado do General Emilio Garrastazu Medici após vencer a Copa de 1970. I Internet



Na época, a Taça Jules Rimet era extremamente cobiçada, sendo que ela já chegou a ser escondida dos nazistas em uma caixa de sapato por Ottorino Barassi, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), além de ter sido roubada em 1966 e 1983.

A Taça Jules Rimet foi substituída pela Taça Fifa em 1970 e foi apresentada pela primeira vez na Copa de 1974, na Alemanha. Ao contrário da Jules Rimet, a da Fifa é de posse transitória e não pode ficar no país campeão, sendo substituída por uma réplica. 



As duas Taças


Agora, conheça detalhes, tais como processo de criação, composições e design, de ambas as taças. 


Jules Rimet





O troféu fora criado pelo artesão francês Abel Lafleur e era composto de prata e ouro, sendo que a parte interior era desse último e a visível daquele. Ele possuía a imagem da deusa Nice - Nike - (deusa grega sinônimo de vitória) e uma figura octogonal no topo em uma base azul feita de lápis-lázuli. A taça media 35 cm e pesava 3,8 kg. Lafleur teria demorado 3 meses para concluí-la. 


Deusa Nike I Internet



Abaixo você pode ver todas as copas que teve como prêmio a Jules Rimet:


Fonte: EBC



Taça Fifa


Criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga (saiba mais aqui) e produzida por Milano Bertoni, a Taça Fifa possui duas figuras humanas que seguram o globo terrestre, duas faixas verdes na base e é toda feita de ouro e malaquita (mineral carbonato). Ela mede 36,5 cm (maior que a Jules Rimet) e pesa 6,17 kg (mais pesada que a Jules Rimet) - sendo 5 kg de ouro 18-kilates - em uma base de 13 cm de diâmetro. A Taça Fifa também é conhecida como Mister-Ball (Senhor Bola, em português), em alusão aos inventores do futebol. 


Detalhes da Taça Fifa. I Internet



Silvio explicou que os dois homens do objeto estão em um momento de alegria e vitória ao comemorarem com os braços estendidos:

"As linhas saem da base, subindo em espirais, estendendo-se para receber o mundo. Das notáveis ​​tensões dinâmicas do corpo compacto da escultura, surgem as figuras de dois atletas no momento emocionante da vitória."



Foi Silvio Gazzaniga o designer da atual Taça da Copa do Mundo. I Internet



Gravada na parte inferior está a frase Fifa World Cup (Copa do Mundo Fifa, em português) e na base - em uma parte não visível quando a taça é exposta verticalmente - os nomes dos seis campeões desde 1974 (Alemanha - 1974, 1990 e 2014; Argentina - 1978 e 1986); Brasil - 1994 e 2002); Itália - 1982 e 2006; Espanha - 2010; e França - 1998). Em 2038, o espaço para a a colocação das placas com os nomes dos países campeões se esgotará e com isso a Fifa pode aposentar a taça e trocá-la por uma nova. 






O SporTV divulgou uma reportagem com detalhes da confecção da taça mais cobiçada do mundo. Assista:








Abaixo você pode ver todas as copas que teve como prêmio a Taça Fifa:



Fonte: EBC



Roubos



A Taça Jules Rimet foi roubada duas vezes. A primeira em Londres (1966), e a segunda no Rio de Janeiro (1983). O primeiro caso teve um final feliz, o segundo não. 


Londres

Era 20 de março de 1966 quando a Jules Rimet foi roubada após ser exibida no Westminster Central Hall na Inglaterra. Ela só fora encontrada sete dias depois por um cachorro chamado Pickles, envolta em um jornal numa cerca-viva de um jardim em South Norwood. O cachorro foi tido como herói e recebeu até mesmo honrarias. 



Cachorro Pickles recupera a Taça Jules Rimet em Londres em 1966. I Internet




Rio de Janeiro



Em dezembro de 1983 a taça fora roubada novamente e jamais encontrada (Acredita-se que os ladrões a derreteram para vendê-la). Quatro pessoas foram condenadas pelo seu roubo. A Rede Globo fez uma reportagem simulando a ação criminosa (A repórter era a Glória Maria). Assista:







Após esse fato, a Confederação Brasileira de Futebol se dispôs a fazer uma réplica do troféu. Esta foi criada por Eastman Kodak que utilizou 1,87 kg de ouro. O troféu foi concluído em 1986. 



Réplica da Taça Jules Rimet. I Internet





Medida de Segurança


Como medida de segurança, a Fifa criou réplica da taça utilizada, até hoje, nas celebrações pós-partida final. Atualmente, não é permitida a permanência da taça original no país vencedor. Esta está no Museu Nacional de Futebol, em Preston. 



Países que já foram premiados com as Taças



8 países - Brasil, Alemanha, Itália, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Espanha - já ganharam Copas do Mundo e foram premiados com as Taças Jules Rimet e Fifa. O Brasil encabeça a lista com 5 prêmios e é o único país pentacampeão, seguido das tetracampeões Alemanha e Itália, bicampeãs  Uruguai e Argentina e campeãs Inglaterra, França e Espanha. Veja o total de títulos em uma tabela disponibilizada pela Wikipedia:







Inspirações para Logos


Na história da Copa do Mundo apenas dois eventos foram inspirados na Taça Fifa, são eles: Copa do Mundo Brasil (2014) e Copa do Mundo Rússia (2018). 





















Outros três tiveram alguma alusão à taça ou premiação, mesmo que discreta. Nesta última lista estão: Copa do Mundo Coreia do Sul e Japão (2002), Copa do Mundo Alemanha (2006) e Copa do Mundo África do Sul (2010). 


















Falarei de cada um desses logos agora com detalhes, focando nas cores utilizadas, composições, inspirações e histórias. 



Brasil (2014)




A logo traz as cores do Brasil e o "2014" vermelho. Além disso, a palavra "Brasil" aparece "abrasileirada", com "S". A logomarca são três mãos que parecem agarrar o prêmio e que formam a imagem da Taça Fifa. Muito criticou-se o uso do vermelho por não estar contido na bandeira do Brasil. Ficaria melhor se inserisse o azul no lugar. Além disso, a logo não foi aprovada por todos, que a consideraram de péssimo design

Confira sua concepção:






O designer Felix Sockwell redesenhou a marca, corrigindo proporções (A oficial alargou a Taça mais do que devia), modificando o esquema de cores, além de trazer de volta o "Z" no lugar do "S" na palavra "Brasil". O resultado final ficou mais satisfatório:






Rússia (2018)




A logo traz as cores da bandeira russa (azul, branco e vermelho) e tons dourados. Ela fora inspirada nas famosas matrioskas - bonecas tradicionais russas - e no desenvolvimento aeroespacial russo, o qual o país se orgulha. Na base da arte há uma figura humana que parece querer "agarrar as estrelas" em alusão ao fato do país ser o primeiro a mandar um homem ao espaço. As cores vermelho e dourado também representam uma lenda folclórica russa: a do Pássaro de Fogo - que possui cor vermelha e asas flamejantes amarelas. 

Veja a apresentação da logo pela primeira vez em uma praça de Moscou em 2014:







Coreia do Sul/Japão (2002)

A logo apresenta a figura minimalista da Taça Fifa utilizada pela primeira vez. Esta foi uma arte futurista que trouxe cores como vermelho, azul e branco tanto na taça como em palavras em alusão aos países Coreia do Sul e Japão, que tem em suas bandeiras essas mesmos tons. A fonte das palavras "Korea Japan" tem um ar oriental, além disso o "2002" forma uma espécie do símbolo do infinito. 




Alemanha (2006)




Mais uma vez incorpora-se a Taça Fifa minimalista, mas de forma mais discreta que anteriormente. O objetivo é tornar a logo mais humana com carinhas sorridentes. As cores das faixas amarelo, vermelho e preto fazem referência à bandeira do país-sede, além disso a composição - se analisada em sua completude - forma os algarismos 0, 0 e 6, ou seja, 2006! O 6, por sua vez, remete à um apito de árbitro. Interessante essa minha observação, né?




África do Sul (2010)




A logo de 2010 se parece muito com um selo postal e traz a logo minimalista da Taça Fifa em tom de azul. No desenho também há a figura geográfica do continente africano e um jogador de futebol que chuta a Jabulani. As cores preto, azul, vermelho, laranja, verde, branco e amarelo representam a bandeira da África do Sul. A fonte utilizada em "South Africa 2010" lembra bastante às de placas de safaris e zoológicos africanos. 



O objeto mais cobiçado do mundo tem muitas histórias e curiosidades. Além disso, já serviu de inspiração para a criação de várias logos. Gostaram do post de hoje? Digam tudo nos comentários! Amanhã a Semana da Copa será encerrada. J-J

























Por: Emerson Garcia

domingo, 17 de junho de 2018

8 Uniformes criativos e bonitos da 'Copa 2018'













No post de hoje da Semana da Copa apresento 8 uniformes da Copa 2018 que julguei serem bonitos, criativos e interessantes. 

As camisas dos países chamam a atenção dos torcedores. Muitos costumam comprar as versões oficiais da seleção do coração. Os mantos são artigos oficiais para quem quer torcer bonito nessa Copa do Mundo. Departamentos de marketing e patrocinadores se dispõem para criar novos modelos de uniformes, com cores e design interessantes. Eles miram nas vendas e em agradar seus clientes e torcidas.

Este ano, 32 países competem pela taça de campeonato mais cobiçada do mundo. Isso quer dizer que 64 camisas estarão presentes na Copa (32 oficiais e 32 reservas). 8 marcas - Adidas, Nike, Puma, New Balance, Umbro, Hummel, Erreà e Uhlsport - são responsáveis pela criação dos uniformes. 8 cores estão presentes nas camisas desse Mundial, sendo que o vermelho e o branco lideram entre os tons. Veja o infográfico disponibilizado pelo SporTV:



Selecionei os uniformes dos seguintes países: Egito, Austrália, Argentina, Brasil, Suíça, Nigéria, Islândia e Bélgica. As minhas escolhas levaram em conta as cores das camisas, o design, as estampas e a criatividade. Falarei de cada um dos uniformes, de suas concepções, cores, design e símbolos utilizados agora. Confira!



Egito



É o vermelho intenso que predomina no uniforme e significa a Revolução Egípcia na década de 1950. A gola e as mangas em detalhes preto, por sua vez, aludem ao final da ocupação britânica no país. Nas laterais da camisa há listras brancas que também correspondem ao branco da bandeira. Achei uma camisa simples, mas bem bonita. Esse tom de vermelho me agrada bastante. 



Austrália



Não! Não é a camisa da seleção brasileira, mas sim da Austrália! Esse tom intenso de amarelo e os detalhes nas mangas é o que mais me chama a atenção. O país adotou as cores amarelo e verde por corresponderem à uma árvore que é simbolo da nação: a acácia. As linhas de várias espessuras em verde escuro na manga significam os mares e parecem estar em movimento - chamadas de "mar de ouro" pela torcida australiana. 

Na parte de trás da camisa, na gola, há uma estrela de sete pontas, a Commonwealth Star, que representa os sete estados australianos. 






Argentina




O novo uniforme da Argentina foi inspirado em uma versão antiga de 1993. Traz em predominância as cores azul e branca da bandeira. As listras azuis apresentam um degradê bem interessante, além de "quadradinhos" como se fossem pixels. O escudo na parte superior direita em dourado alude ao sol radiante da bandeira  e contrasta muito bem com o branco e azul do restante do uniforme. 







Brasil



O uniforme do Brasil da Copa desse ano é inspirado no manto do tricampeonato em 1970 e destaca o amarelo chamado de ouro samba (Samba Gold), além de detalhes em verde escuro e uma faixa vertical em azul na gola depois de 50 anos. 

Em 1970, a camisa da seleção brasileira apresentava um design bem semelhante à atual: gola arredondada na frente e mais quadrada na parte de trás. Contudo, a versão 2018 tem suas peculiaridades: na parte da frente a gola é quase que discreta. 





Talvez o maior charme do manto brasileiro de 2018 seja a faixa vertical azul da gola na parte de trás. Ele combina de forma peculiar com o calção azul já famoso e bastante utilizado, além de trazer uma cor importante da nossa bandeira.






Suíça



O uniforme da Suíça do Mundial desse ano é composto de um tom vermelho e detalhes na cor branca, em referência à bandeira do Cantão de Schwyz. Este também é um tom de vermelho que muito me agrada e é bem diferente da camisa do Egito. Gosto das estampas discretas da camisa, que parecem curvas e texturas. Elas trazem dinamismo e movimento para o traje. Na parte superior, há a bandeira da Suíça, uma silhueta estilizada de um jogador de futebol e as siglas da Federação Suíça de Futebol em francês e intaliano (ASF) e alemão (SFV) - línguas oficiais do país.   





Nigéria



Me desculpe o uniforme do Brasil, mas este é de longe o manto mais bonito da Copa 2018! As cores e estampas da camisa da Nigéria estão simplesmente sensacionais. Ela é composta nos tons verde, branco e preto. O verde é o mesmo da bandeira e representa a agricultura do país. Os detalhes geométricos, em ziguezague, trazem diferenciais e é o grande charme do novo uniforme. A camisa mistura beleza e exotismo. 

Vários outros itens - casacos, calças, bolas, chapéus, etc - com a estampa do uniforme oficial (ou pelo menos parecida) foram confeccionados e tem feito sucesso entre o público. De acordo com a Nike, responsável pelas confecções dos uniformes da seleção, já existem mais de 3 milhões de pedidos nas lojas virtuais do uniforme nigeriano, sendo que a coleção de outros itens já esgotou em muitos lugares do mundo. 





De acordo com o Muito Interessante, a camisa da Nigéria é a mais vendida do mundial, ultrapassando a do Brasil e da Argentina. 




Islândia



Essa é a primeira Copa da Islândia e ela já chegou com tudo, a começar pelo seu uniforme! Ele combina as cores azul, vermelho e branco do país, que representam os três elementos da natureza encontrados na ilha. O vermelho, fogo; o branco, neve; e o azul, montanhas. A linha vermelha na gola é esteticamente bem bonita e o degradê branco, azul e vermelho nas golas são futuristas. 




Bélgica


A cor predominante do uniforme é a vermelha e os detalhes amarelos. No peito, há vários quadrados estampados que formam uma espécie de xadrez. A ideia foi resgatar uma versão retrô do uniforme da Bélgica quando ela disputou a Eurocopa em 1984. Com certeza compraria essa camisa para sair por aí (Não para jogar, claro né?! kkkkk).








BÔNUS: a bola da Copa 2018


A bola da Copa foi divulgada no dia 9 de novembro de 2017 pela Fifa. Chamada de Telstar 18 e produzida pela Adidas, ela é uma homenagem à bola de mesmo nome utilizada na Copa de 1970 no México. Com o mesmo material e um design semelhante à de 1970, a Telstar é um resgate do bom futebol. 





Ela foi batizada de Telstar por significar estrela de televisão, afinal a bola brilhará e será destaque nos próximos 45 dias. As cores preta e branca ajudam a evidenciá-la, claramente, em TVs que não são à cores. 

O novo objeto circular da Copa do Mundo, apesar de ser baseada na de 1970, ainda traz características próprias, como estampas metálicas e artes gráficas texturizadas. 






O vídeo abaixo do Estadão apresenta todas as bolas da Copa - desde à de couro de 1930 até à Telstar 18 de 2018. Assista:







Qual uniforme da Copa 2018 é o seu preferido? Gostaram da bola da Copa? Agora é a hora de tirarmos nossa canarinho do guarda-roupa ou comprarmos a versão 2018 dela e torcer muito por nossa seleção! Até amanhã! J-J
























Por: Emerson Garcia

sábado, 16 de junho de 2018

A superação de Luís N. de Lima, R.

Olha ele quando criança. | Imagens de internet



Luís é seu segundo nome. No ano do Calendário Revolucionário Francês de 206 ele passou mal, quase não jogou e ainda por cima perdeu o caneco do jogo de sua vida. No ano seguinte, de camisa nova e entusiasmado para recomeçar a carreira, seu instrumento de trabalho quebra e ele tem uma dor tão intensa que cada um de seus fãs sentia à longa distância.

Os malvados da época diziam que todo o seu talento foi embora, assim como os jogadores de basquete no filme Space Jam – o jogo do século. Logo a vista de um torneio oriental qualquer um, na época, já via Luís uma carta fora do baralho e até seu time de fora da competição.

Além de Luís, sua equipe viu um rodízio de treinadores sem formar um elenco capaz de classificação. Depois do resultado de 206, a vergonha era total até hoje sem entender o motivo da derrota inesperada. Mal sabia que no ano de 222 uma “heptacombe” monstruosa iria vir, mas isso é assunto para outra ocasião.


De desacreditado a ovacionado

Enquanto se batiam a cabeça, Luís se tratava para quem sabe um dia talvez pudesse voltar. Se o alvorecer estava distante, bem isso não sabe. Mas ele se dedicou para voltar ao jogo. Seu time conseguiu a qualificação. O professor “quase xará” Luís (sim, ele também se chama Luís) confiou em sua força.

Aí é que os espertos e especialistas disseram que o professor estava louco e que esse time perdedor iria ver o alvorecer muito rápido e voltar ao Ocidente com outra competição perdida, mas o treinador confiou no agora recuperado Luís. Quando o torneio começou, se viu um Luís com força total fazendo gols e entortando adversários como nos velhos tempos. Até fez gol de bico – bem na ponta da chuteira contra o adversário otomano.


Todas a glórias: a superação

Luís não tomou conhecimento do adversário teutônico. Em um dos gols, ele teve a bola tomada e caído no chão, mas quem disse que desistiu? Lutou pela pelota, passou para seu colega que chutou, mas “Olívio” (numa tradução literal de seu nome original) espalmou a bola. Ele deixou a bola escapar das luvas e aí Luís fez seu gol inesquecível.

Fim do torneio e ele se tornou vencedor. Com todas as glórias que um vitorioso merece, mas no caso de Luís foi especial porque a cena daquele momento se contrastava com o que foi escrito no início deste texto. Nem o mais surrealista dos roteiristas poderia imaginar que um atleta quebrado e desacreditado poderia terminar sua trajetória como grande vencedor e autor de oito gols. Faltou um só gol para combinar com o número da camisa que o consagrou por anos em sua carreira.

O professor Luís foi para a terra de Viriato cuidar do time daquele país. Já o jogador Luís recebeu a recompensa de troféus, crianças imitando seu penteado diferente, a volta de elogios dos mesmos que viram o fim de sua carreira há quatro anos. É claro que após isso teve derrotas e outros fatos, mas isso não vem ao caso porque faz parte da vida de qualquer um. J-J























Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Abertura da 'Copa 2018' + Curiosidades da Rússia



Ontem (14) começou oficialmente a Copa do Mundo. Este é o 21º mundial e tem como país sede a Rússia. Pude acompanhar a abertura dos jogos pela Rede Globo. A cerimônia ocorreu no estádio Luzhniki (Moscou) às 11 horas e 30 minutos no horário de Brasília e foi apresentada por Galvão Bueno e comentada pelos repórteres Marcos Uchoa e Marcelo Courrege.

A cerimônia tinha previsão de meia hora de duração, mas durou 15 minutos. A ideia foi compactá-la ao máximo. Desse modo, percebi que as apresentações foram às pressas, mas sem prejudicar nas performances e números.

Logo após os créditos e vinhetas da Globo da Copa do Mundo e de várias propagandas temáticas de anunciantes, foi exibido um vídeo inicial que apresentava locações da Rússia, com um pianista tocando música clássica (Que representa muito bem o país) e uma criança que sonha em ser jogadora de futebol correndo pelos pontos turísticos com sua bola, enquanto uma música era orquestrada. No vídeo, mostrava-se espécies de "gravatas voadoras" e balões no céu russo. Ele fora curto, mas conseguiu enaltecer a beleza do país-sede. Ele foi finalizado com um take da criança, até que ela adentra o estádio Luzhniki com sua bola e de mãos dadas com nada mais, nada menos, que Ronaldo, o fenômeno. Assim, a cerimônia iniciou-se.

Ela contou com a presença de dois cantores que representaram a música pop e russa, Robbie Williams e a soprano Aida Garifullina; o presidente da Rússia, Vladimir Putin; Ronaldo, fenômeno (Nosso eterno camisa 9); e o mascote da Copa, o lobinho e artilheiro Zabivaka. 

Confira outros detalhes agora.


O cenário da abertura










Foi um cenário singelo e contido. Sobre o campo, estendeu-se um tapete verde com figuras geométricas que lembram gomos da bola de futebol. No centro, aros formaram uma grande bola de futebol e no meio, havia uma plataforma que fora utilizada pelos artistas Robbie Williams e Aida Garifullina. Nela também haviam telões.



Robbie Williams




O cantor britânico foi o grande destaque da abertura. Ele parecia estar bem à vontade e brilhou com seu terno vinho de estampas pretas parecidas com animal print e uma camisa preta. Acredito que a escolha da cor foi em homenagem à da bandeira russa e da do mundial, já que dançarinos também trajavam os mesmos tons.

Robbie Williams cantou quatro músicas, sendo que a última não estava no script - "É um presente para todos vocês", ele disse. Entre as escolhas estavam seus grandes sucessos Feel e Rock DJ, além de Angels, cantada juntamente com Aida (Falarei com detalhes mais à frente). 

A celebridade conseguiu levantar a torcida com um ar pop e contemporâneo. 



Aida Garifullina








A soprano entrou toda pomposa em um vestido glamuroso em cor clara e com objetos brilhantes em cima de um pássaro gigante nas cores vermelha e amarela - o "pássaro de fogo" - um dos símbolos da Rússia. Contrastando com Robbie, ela iniciou sua performance com uma música lírica. 

Mesmo que em menor participação com relação ao cantor britânico, Aida não deixou de brilhar e interagir com Robbie e Ronaldo. 



Dueto: Robbie Williams e Aida Garifullina






Com certeza o ponto alto da cerimônia foi o dueto da música Angels entre Robbie e Aida. Um número arrepiante, emocionante e que mostrou que ritmos tão diferentes podem estar unidos, assim como países e culturas. 

A proposta de unir uma estrela russa e um "ídolo global" foi louvável e surtiu bastante efeitos. Isto mostrou que a Rússia, apesar de ser um país comunista com regras rigorosas, está aberto para o diálogo com o ocidente e movimentos de paz e acordos com ele. Assista:








Ronaldo Fenômeno






Ronaldo teve a responsa de representar os atletas do mundo inteiro. Apesar de uma participação quase que discreta, não deixou de ser notada pelos presentes. No início, fora aplaudido por todo o estádio Luzhniki ao entrar de mãos dadas com um garotinho. Ele também acenou para a plateia, fez uns dribles com a bola Telstar 18 e brincou com o mascote da Copa, a Zabivaka. 



Desfile de bandeiras






Em um momento da cerimônia, pessoas entraram vestidas e enfeitadas com as bandeiras dos 32 países competidores e fizeram uma espécie de desfile. As roupas foram inspiradas no construtivismo russo de Vadlimir Tatlin e Malevich.







Entrada da bola Telstar 18 e da Taça












Um dos momentos mais esperados da cerimônia foi a entrada da bola e da taça. A bola (a mesma que foi para a agência espacial russa) foi levada pela modelo russa Victoria Lopyreva, que estava em um vestido vermelho incrível. Já a taça foi carregada pelo goleiro espanhol Iker Casillas, campeão do Mundial em 2010. 





Robbie, tenha bons modos!








Ninguém esperava que a cerimônia de abertura fosse finalizada com um gesto obsceno de Robbie Williams para a câmera. O cantor deu dedo enquanto cantava a última música, às 11 horas e 45 minutos. Não se sabe, até agora, o motivo dele ter feito isso. Será que foi uma forma de protesto? Ou tinha a ver com a música? Ou foi uma mensagem para Donald Trump? Ou ele mandou os comunistas se f*#&%*@ e ninguém percebeu isso? Vai saber....





Vladimir Puttin e Gianni Infantino


Pouco antes do primeiro jogo da Copa 2018 - Rússia e Arábia Saudita - (Aliás que lavada foi aquela, heim!?) o presidente comunista Vladimir Putin realizou seu pronunciamento. Demorou um pouco até que a tradução simultânea desse início (Fiquei lost), mas quando começou só sabia rir. Que tradutor horrível foi aquele que falava tudo embolado e parecia que estava com 10 matrioskas na boca? KKKKK Acho que o povo se ligou que não ficou legal e o trocou por uma tradutora durante o pronunciamento do presidente da Fifa, Gianni Infantino.

No mais, Putin e Gianni deram as boas vindas a todos e o desejo de um bom mundial. Putin, por sua vez, demonstrou alegria em a Rússia sediar o Mundial pela primeira vez, além de "abrir as portas" do país para o mundo. 


ADENDO: Ao contrário do que ocorreu em 2014 aqui no Brasil, não teve ninguém gritando "Fora, Putin" por lá. Também.... Grita pra "ocê" vê. KKKK 





Curiosidades da Rússia



Pelos próximos 30 dias os olhos de todo o mundo se voltarão para a Rússia. Que tal conhecermos algumas curiosidades do país e da Copa por lá? Em pesquisas na internet, separei algumas. Confira!


* Primeira Copa na Rússia: Como sede, o país já foi palco de grandes eventos esportivos, com os Jogos Olímpicos de Verão de 1980, em Moscou, e os de Inverno de 2014, em Sochi. Esta será a primeira vez que o país sediará a Copa da Fifa.

* Temática da Copa: A logo da Copa transformou a taça em uma matrioska - boneca tradicional russa - um dos símbolos do país.

* Estádios construídos especialmente para o Mundial: A Copa será disputada em 11 cidades, sendo que a maioria dos estádios foram construídos para o evento, o que deve contar com tecnologias de última geração. 

* Sem regras rígidas: Excepcionalmente durante a Copa, não é preciso visto para entrar no país. Apenas de documentos pessoais e bilhetes dos jogos.

* Aquecedores nos estádios: O frio característico de algumas regiões exigiu a instalação de grandes máquinas de aquecimento nos estádios para garantir uma temperatura amena. 


* Uma bola tecnológica: A bola da competição foi chamada Telstar 18 e a mais moderna da história do mundo pois é capaz de transmitir os sinais dos jogos em qualidade 4K



Apesar de simples, gostei da cerimônia de abertura. O desfile com as bandeiras, por exemplo, foi algo inovador (Apesar de muitos terem achado brega). Esse Mundial na Rússia tem tudo para ser marcante. Aguardem os próximos posts! J-J













Por: Emerson Garcia
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