Minha refeição durante os tempos de universidade
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Caros leitores do Jovem Jornalista: hoje não falarei sobre televisão, mas gostaria de compartilhar uma parcela da jornada de minha vida. Nos meus tempos de universidade a correria era rotina, uma regra e uma obrigação. Não apenas estudava e cumpria as tarefas, em outro turno do dia tinha que cumprir a chamada “contrapartida”.
A contrapartida era uma espécie de estágio não-remunerável que cumpria semanalmente em um órgão público do Governo do Distrito Federal (GDF), como condição que me permitia estudar gratuitamente na instituição de ensino superior.
Naqueles tempos era praticamente impossível fazer uma refeição com calma e mais: era praticamente impossível ter uma refeição com tudo que tem direito. Passar fome não passava, mas entre a saída do curso até chegar ao local da contrapartida comia um snack.
Geralmente estes eram os salgadinhos que
comprava na correria do dia-a-dia | Imagens de
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Snack é aquele salgadinho do tipo tira-gosto, comumente consumido nos bares e estádios de futebol. Eu comia mais os salgadinhos das marcas Amendupã e Torcida. Estes snacks eram meu café da manhã, almoço e jantar. Como custavam na época entre R$ 0,50 e R$ 1,00 comprava de diversos sabores. Hoje, vi que estes produtos, pelo menos aqui em Brasília, custam de R$ 1,50 até R$ 2,00. Escolhia sempre os sabores pizza, churrasco, queijo e calabresa para que ao menos “me enganasse” o estômago.
Nem tudo são salgados
De vez em quando sobrava dinheiro na carteira e eu aumentava o leque de alimentos, como os até hoje deliciosos crepes de calabresa com queijo cheddar e duas (DUAS MESMO!) pizzas médias de supermercados que comprava na cidade satélite do Gama. Geralmente, estes bônus alimentícios ocorriam aos sábados lá no final da tarde depois de ficar após as aulas na universidade.
Quando consegui conciliar meus estudos, a contrapartida e um estágio remunerado, tive condições melhores para almoçar de fato e com mais calma, até porque a grade curricular era aberta. Mas quando o tempo apertava lá ia eu comprar um salgadinho.
Não digo que “sofri” ou algo parecido, porque seria ridículo além de ter vergonha na cara se levar em conta a trajetória de meus ancestrais, mas fiz questão de compartilhar estes momentos porque a comida – do jeito que ela é – faz parte das nossas lembranças. Ao entrar no ônibus, quando aparecia um vendedor ambulante, ou antes de entrar num coletivo para me deslocar do curso para a contrapartida . J-J
Nota: excepcionalmente hoje (01/06) não haverá texto do Pedro Blanche. Este retornará as suas atividades no JJ no dia 04/06, onde encerrará sua série de artigos Entendendo a bagunça.
Por: Layon Yonaller, especialmente para o Jovem Jornalista
















































