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terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Cadê a 1 hora que estava aqui?": observações sobre o horário de verão

 
A partir de hoje eu amo o horário de verão (eu em desenho). I Bitmoji 

Uma semana se passou após o advento do horário do verão desse ano. Posso dizer que ou o amamos, ou o odiamos. Confesso que durante a última semana, tive muita dificuldade de ajustar meu relógio biológico e minha agenda, mas agora estou bem adaptado. E não é que agora até gosto do horário de verão?!

Por incrível que pareça me sinto mais motivado quando é 5 ou 6 da tarde para fazer qualquer atividade. O sol forte de 6 da tarde (na verdade o sol é típico de 4 ou 5 da tarde) me dá energia, disposição e alegria. Sou muito mais produtivo. 

O fato de eu não ter me adaptado ao horário de verão na última semana, foi pelo motivo de não estar acostumado com essa realidade, afinal isso só acontece em 4 meses do ano. Tudo que é novo, nos causa incômodo. Em um primeiro momento, não sabia se ao acordar tomava café ou almoçava. Acordava com sono e dormia sem sono. Normal.

Feito esse pequeno relato pessoal, no post de hoje falarei sobre: a origem do horário de verão; o nosso relógio biológico; e o mito ou realidade de economia de energia.


Origem


 O responsável pelo horário de verão, George Vernon Hudson. Reclamem com ele! 


A primeira menção ao horário de verão - ou ao Daylight Saving Time - surgiu por Benjamin Franklin em 1784, mas essa ideia não foi muito aceita na época. Somente um século depois, em 1895, que pensou-se novamente no tema. O autor da proposta do horário de verão foi George Vernon Hudson, um entomologista da Nova Zelândia, que percebeu que o sol tinha valor fundamental para sua pesquisa com insetos. A partir de então, ele começou a reivindicar sobre o adiantamento de uma hora do relógio. 

O primeiro país que adotou o horário de verão foi a Alemanha, em 1916. Hoje em dia, cerca de 73 países adotam-no.


Estados brasileiros que aderem ao horário de verão. Ilustração I G1 


No Brasil, a primeira vez em que adiantou-se os relógios foi em 1º de outubro de 1931. Desde 1985, o horário de verão é utilizado anualmente, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Ele não foi adotado nas regiões norte e nordeste, porque não surtiriam efeitos de economia de energia:

"A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.
Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito". (Ana França, Uol)


Relógio biológico

Especialistas afirmam que nosso corpo demora de 3 a 7 dias para se adaptar ao horário de verão. O primeiro dia pra mim foi terrível: não consegui me concentrar nas minhas atividade e vi o dia passar rapidamente. Já no quarto dia estava de boa com essa nova realidade. 

"Nos primeiros dias, há dificuldade para acordar, falta sono para dormir à noite e o apetite também sofre alterações". (endocrinologista Cristina Formiga)


Essa dificuldade ocorre porque o nosso organismo já está sincronizado com o tempo e os nossos hormônios já estão habituados com a entrada e saída de luzes solares. Cada organismo tem seu próprio funcionamento e sua forma de adaptar-se. Hoje meu corpo já habituou-se a levantar disposto, antes mesmo dos primeiros raios solares. 

Aprendi a ver o horário de verão pelo lado positivo. Por exemplo: tem algo mais legal do que tomar um café reunido com a família às 6 da tarde? Pode parecer estranho, mas o meu relógio biológico do horário de verão me diz para lanchar às 6 da tarde, e eu acho isso uma maravilha!


Horário de verão economiza energia?





O horário de verão proporciona uma série de benefícios. Não me aterei a todos, somente ao de economia de energia. Será que ele realmente proporciona isso?

De acordo com especialistas, o horário de verão reduz o consumo de energia no período mais crítico, o chamado horário de ponta, que vai das 6 as 9 da noite, além disso, o uso de usinas elétricas de iluminação é diminuído. Ana França exemplificou bem isso em seu artigo (com grifos):

"Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminação pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário". (Uol)


De acordo com o site Lacerda Sistemas, a diminuição estimada para o período 2014/2015 foi de R$ 278 milhões, uma redução de 0,4% de consumo de água de hidrelétricas e economia de 4,5%, que representam 2.595 megawatts. Essa economia de energia (4,5%) está dentro do previsto, que é entre 3,5 a 5%. 

Mas, ao contrário do que se pensa, a economia não afeta nossas contas de energia elétrica, mas está além dessa questão financeira: diminuição da poluição e do uso de recursos naturais e artificiais.

O governo federal estima uma economia de R$ 147,5 milhões para 2016 (só espero que esse dinheiro seja bem investido, e não amarrado no rabo do burro). 


Outro lado

Há o outro lado da moeda, dos pessimistas que dizem que o horário de verão não economiza energia, que esse decreto já deveria ter acabado há muito tempo.

"Não se consegue nem sequer comprovar algo tão objetivo quanto a se o horário de verão realmente economiza energia elétrica no país. Tudo o que se divulga no tocante à economia são estimativas, sem comprovação científica". (Brasil Verde e Amarelo)


Um estudo realizado pela Comissão de Energia da Califórnia (EUA), divulgado na Scientific American, demonstrou que não há economia de energia elétrica com o horário de verão.   


Veja pelo lado bom

Ao invés de ficarmos com raiva e dizermos: "cadê a 1 hora que estava aqui?!", que tal vermos o horário de verão pelo lado positivo e aproveitarmos, da melhor forma possível, essa 1 hora a mais de sol? J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pedro Blanche escreve excepcionalmente hoje: a cobertura nojenta da imprensa brasileira sobre o Reino Unido

Britannia: o símbolo personificado do Reino Unido | Imagem de internet

Pessoal, ainda estou na França matando saudades do lado gaulês de minha família e acompanhando os jogos da Eurocopa e torcendo para Portugal e França chegarem a final (bate coração!). Volto ao Brasil depois do campeonato europeu de futebol. O blog Jovem Jornalista em poucos dias entrará em seu merecido recesso, mas não poderia me calar sobre o que vejo tanto daqui - quanto da mídia brasileira - sobre o referendo britânico.

Se você acompanha a mídia brasileira acerca do referendo sobre a permanência ou não do Reino Unido está sacramentado como “verdade” que os votos a favor do Brexit (uma amálgama das palavras Britain+Exit – ou seja, a saída da nação da União Europeia) foram erros fatais. Só que não é bem assim.

Meninos e meninas, a Brexit foi a mais acertada decisão do povo britânico, e o resto não passa de choradeira de grupos globalistas e da imprensa esquerdista. O bloco europeu é mais uma dor de cabeça e um empecilho, tanto para os bretões quantos para os outros países do bloco. Decisões de uns gatos pingados de burocratas em Bruxelas pisam em cima das particularidades de cada nação.


Refutando

O Reino Unido foi feliz em optar pela liberdade do que se deixar engolir pelos desmandos externos. A imprensa usa do medo, da desinformação, do terrorismo midiático e - principalmente - do preconceito para convencer o cidadão mediano comum de que a decisão a favor do Brexit foi a mais equivocada. Vejamos:

1 – A Escócia e Irlanda do Norte votaram em peso para ficar na UE: a mídia coloca este mapa para te levar a crer que as duas nações do Reino Unido foram mais a favor do Remain (permanecer na União Europeia) do que o Brexit. Veja:


A mídia te mostrou isso... | Wikipédia em português


Mas, o que a mídia brasileira nunca vai te mostrar são estes mapas aqui:

... E isso a mídia nunca vai te mostrar. | Wikipédia em português


A verdade é: houve uma votação apertada na maioria das regiões da Escócia e Irlanda do Norte do que esmagadora. A maior parte das votações foi em torno de 55 e 60%, e este índice só aumenta nas regiões metropolitanas. Tomo como exemplo as regiões de Aberdeenshire (Escócia) e de North Down (Irlanda do Norte) que tiveram votos equilibrados. Veja no gráfico a seguir:

Votações apertadas em regiões da Escócia e Irlanda do Norte derruba mito de “votação em massa” em favor da União Europeia | BBC


Você pode consultar região por região neste link do site da BBC.


2 – O Reino Unido vai se dar mal sem a UE: a curto prazo qualquer previsão é mero papo de botequim, mas se olharmos em conta a história desta nação, suas tradições e a forma que lidou com as adversidades verá que essa foi a melhor decisão tomada a curto prazo. Fico com as palavras do jornalista Felipe Moura Brasil em seu artigo detalhadíssimo no site de Veja sobre esta questão:

“A UE não ensinou o Reino Unido a fazer comércio, muito pelo contrário. E se o país souber fortalecer seu capital cultural, tende a reverter efeitos negativos imediatos da economia com muito mais consistência em longo prazo, como aconteceu com todas as nações que historicamente colocaram a conquista da inteligência e da liberdade à frente da ambição financeira.”


Este país sobreviveu aos caprichos de dois tiranos contra a submissão imperialista (Napoleão com o “Bloqueio continental” e Hitler com as tentativas de ocupação da ilha). Este arquipélago europeu, de território tão pequeno, conseguiu colonizar ¼ da terra, impôs seu idioma ao mundo, pressionou a abolição da escravatura no ocidente e ainda derrotou a gigante Argentina na Guerra das Malvinas (1982). O que temer daqui para frente?

O youtuber Professor Maro detalha melhor a situação no Reino Unido com bases históricas. A curto prazo virá as dores, mas depois da tempestade, a bonança. Muito melhor do que qualquer analista da GloboNews:





Quem reclama mesmo são aqueles que, por exemplo, vão perder negócios, como o ministro das Relações Exteriores Charles Montgomery Burns José Serra em entrevista a Rádio Bandeirantes, mochileiros que serão obrigados a estar com seu passaporte em dia e globalistas que queriam ter a nação uma província de Bruxelas.



3 – A Escócia vai se separar e a Irlanda do Norte se unificará com a República da Irlanda: pessoalmente, não creio muito nisso porque levo em conta a história destas duas nações formadoras do Reino Unido. A IRLANDA DO NORTE é o resultado da resistência protestante da região de Belfast frente ao lado católico e independentista de Dublin. Os tratados anglo-irlandês de 1921 e o de Belfast em 1998 apaziguaram as questões entre os povos das duas ilhas britânicas.

Sobre a ESCÓCIA, me baseio no resultado do referendo da independência de 2014 onde o Better Together (Melhor Juntos) venceu Yes Scotland (Sim a Escócia) em 55,30 % contra 44,70%. No mapa do referendo de 2014 mostra que os simpáticos à independência escocesa se concentravam nas regiões metropolitanas, enquanto o restante do país optou pela manutenção da união. Veja o mapa a seguir:

Mapa do referendo escocês em 2014 onde venceu a manutenção da união com o governo de Londres | Wikipédia em português


P.S.: confira os dados da votação de 2014 no link da Wikipédia em língua inglesa onde faço a ressalva em minha opinião, pois a votação em cada região foi equilibrada. (aqui)


Afinal de contas, a decisão dos leões do mar inspiram outros países do bloco para se retirar da União Europeia como França, Holanda Países Baixos, Áustria e Dinamarca. Com a provável ausência de nações importantes, será que seria bom para a escoceses e norte-irlandeses ficar sob a tutela de Bruxelas desse jeito?


4 – Recolheram-se assinaturas para um novo referendo: qualquer um que saiba ler e escrever pode assinar uma petição na rua ou na internet – esta última sob identidades falsas. Quem garante para mim a autenticidade desse abaixo-assinado?


Desinformação e uso do preconceito da imprensa para defender o lado pró-europeu

A imprensa não informa o que ocorre no paí sobre o referendo e seus desdobramentos. Vamos pegar um caso específico para explanar o que acontece a quem se informa pela imprensa tradicional.

No último sábado (25 de junho de 2016) no Jornal Nacional da Rede Globo ficou patente que se pode usar da desinformação e preconceito para defender o lado pró-europeu, invalidando o referendo e suas razões. A jornalista Cecília Malan atribui o fato de a maioria votante ser mais velha e branca – portanto fica na inconsciência do telespectador médio que os racistas e velhos retrógrados decidiram os rumos da nação. Do vídeo de sua matéria (abaixo), retiro suas principais falas (com grifos):





“Os jovens britânicos queriam ficar, afinal o futuro é deles e a Europa é um mundo de oportunidades.”

“Há 30 quilômetros de distância (Hackney, bairro de Londres) outro bairro: Harlow Town, aqui os moradores são majotariamente ingleses brancos. Todos os funcionários desse café são estrangeiros, já alguns clientes votaram pra abandonar o bloco europeu justamente por conta da imigração.”


As imagens que ilustram o vídeo a respeito de Harlow Town “traduz” a fala da repórter. A mensagem é clara: foram um bando de anciãos preconceituosos que querem enxotar os estrangeiros do Reino Unido. Antes, ao mostrar Hackney vê-se jovens e um ar cosmopolita junto com uma jovem “ter vergonha” do seu país.

Para refutar esta falsa impressão sobre o que queriam dizer sobre os estrangeiros, relembro a série de três textos que escrevi sobre a ameaça islâmica ao Ocidente no mês de fevereiro deste ano (PARTE 1, PARTE 2 e PARTE 3). Para quem está com preguiça de ler três longos textos quer ver a realidade das coisas, mostro estes três vídeos de que o islã não se adaptou aos costumes britânicos, e sim o contrário. Há guetos e bairros onde a lei islâmica – a Sharia – se consolida por conta da brecha em uma legislação britânica de 1996. Confira:










O terceiro vídeo demonstra um dos motivos de o porquê da maioria dos britânicos votaram pela Brexit: os próprios nativos não se sentem mais pertencentes ao seu país. O islã não reconhece fronteiras e muito menos a “diversidade”. Um grupo de cristãos que foram xingados – e uma mulher chamada de p*** – reunidos e dizendo umas verdades inconvenientes sobre o profeta Maomé, quase foi linchado e teve que ser escoltado pela polícia. Veja:






Retornando a matéria de Cecília Malan, ela dá razão e autoridade aos jovens sobre suas razões a votarem pelo Remain. Nos três textos que escrevi, deixei claro que “um mundo de oportunidades” que está na parte continental da Europa, é o de ficar calado, se submeter às leis islâmicas e de torcer para não morrer se descobrirem que você é gay, por exemplo.

O jovem por si só não é - e nem deve ser considerado - um ser capaz de saber sobre todas as coisas do mundo. Os jovens vão envelhecer e reterão as coisas que fazer e não fazer. Para a jovem e bonita jornalista Cecília, deixo as falas de seu jovem colega de profissão Felipe Moura Brasil no seu mesmo texto “lincado” anteriormente (com grifos):

“A geração que lutou contra Hitler deixou para as gerações seguintes uma pergunta incontornável a ser feita diante da opção de entregar a soberania a qualquer corpo político transnacional composto por burocratas não eleitos:

– Valeu a pena lutar para depois simplesmente se render?”.


Oscar Wilde falou: “a experiência é o nome que damos aos nossos erros”. Não foi por acaso que o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues recomendou aos jovens que “envelheçam depressa”. Usar do preconceito aos mais velhos é tão horrível quanto inválido ao justificar o voto pelo Brexit. Levar milhões de telespectadores a esse erro é um crime contra o direito a informação e não apenas se ater a veracidade dos fatos. 

Então, para não dizer que apenas critico, e como um senhor mais velho que Cecília Malan aconselho: MENINA, POR FAVOR, APRENDA COM SEUS ERROS E “ENVELHEÇA” DEPRESSA!

E essa frase se aplica a qualquer jornalista que recuse levar a real notícia, OK PAL?! Por falar em pessoas mais velhas, deixo este vídeo de Olavo de Carvalho sobre a uniformidade da mídia e por que certos veículos de comunicação falam a mesma coisa. Aprecie:





Para encerrar: o que está em jogo no Reino Unido é muito mais que dinheiro, acordos comerciais e meras formalidades aduaneiras. A liberdade e a preservação da identidade nacional estão em xeque. A integração das nações são importantes, sim, para o fortalecimento regional, mas quando blocos políticos e econômicos supranacionais são mais soberanos do que uma nação, é melhor voltar à estaca zero. Assim diz o primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán – chamado interminavelmente pela imprensa de “xenófobo da extrema-direita” ao falar verdades inconvenientes da União Europeia:





O Reino Unido tem suas potencialidades culturais, políticas e econômicas o suficiente para não temer o futuro. A nação terá sabedoria em fazer acordos com a União Europeia para evitar armadilhas e arapucas. O preço da liberdade é mais alto que meros economicismos.

Ufa! Agora eu vou curtir os jogos da Eurocopa em paz. Até mais, pessoal e “God save the Queen!”. J-J

P.S.: Quer mais informações que a GloboNews nunca vai te revelar? Leia este texto esclarecedor do site Senso Incomum aqui. E Mais: político britânico diz umas verdades ao “Manda-Chuva” da União Europeia:





Por: Pedro Blanche

sábado, 26 de março de 2016

Economia de ovos


A Páscoa é amanhã e os brasileiros tem encontrado dificuldades de comprar os ovos de chocolate por conta da retração econômica. Em um supermercado tradicional, por exemplo, não é possível encontrar um ovo por menos de R$ 30. Empresas, supermercados e fabricantes tem criado opções e estratégias para não perderem consumidores.

Como viram no post de segunda, os ovos de colher é uma saída para gastar menos, mas ainda tem outras, como ovos caseiros, parcelamento e a fabricação de produtos menores. 


Por que os ovos estão tão caros?

O principal motivo inegável é a crise financeira. De acordo com Ubiracy Fonseca, vice presidente da Associação Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoin e Derivados (Abicab):

Os ovos de Páscoa deste ano tiveram reajuste de preços devido ao aumento do dólar e também de componentes da cadeia de produção como açúcar, combustível e armazenagem.


O outro, tem a ver com a confecção e fabricação dos ovos de páscoa. Não falamos apenas de chocolate, mas de todo o trabalho, que envolve embalagem e surpresas que vem dentro. Sem contar ainda do risco desses ovos quebrarem durante o transporte até chegarem aos supermercados. Não tem como negar que um ovo de chocolate é bem mais frágil que uma barra.

Falando em barra de chocolate, quem já ouviu a frase: "Você não vai ganhar ovo de páscoa, e sim 3 barras de chocolate, pois é mais barato"? De fato, as barras são mais em conta, e podem ter até o mesmo sabor. A economia, ao se comprar uma barra chega a quase 80%, na imagem abaixo:  



    
Mas fala sério, trata-se da PÁSCOA, e não de uma data qualquer. Existe toda uma magia em se ganhar um ovo. As pessoas esperam o ano todo para isso. Barra de chocolate você pode comer durante o ano, ovo de páscoa não.

O fato de preço de o ovo ser tão mais caro que o chocolate em barra é um indicativo de que ovos e barras não são exatamente substitutos. Apesar de o chocolate ser muitas vezes o mesmo, há muitas outras coisas envolvidas. Trata-se de uma situação especial. (Fonte: Exame)


A tabela abaixo da Veja mostra uma mega economia ao comprar barras de chocolate ao invés de um ovo (1 ovo Diamante Negro equivale a= 8,1 barras de Diamante Negro). É econômico? Sim, mas não é isso que está em jogo na páscoa, em minha opinião, e sim demonstrar que você gosta de alguém presenteando com um ovo. 





Produção de ovos caseiros

Você pode fugir dos ovos industrializados e do parcelamento de 6X de um ovo de páscoa, comprando e/ou produzindo ovos caseiros, que são até mais gostosos que os industrializados. Tudo isso pra não fugir dessa tradição.

A tecnologia de produzir chocolates não é tão complicada assim. [...] Para fazer um ovo, “basta” derreter o chocolate, colocar numa forma, esperar esfriar e embrulhar num papel bonito. (Fonte: Exame)




Um ovo artesanal não é de todo ruim, se utilizar produtos de boa qualidade e fazer bem feito. Sem falar ainda das boas ideias de sabores. Eu vi uma reportagem no DFTV, de duas jovens que estão fazendo ovos caseiros e elas produzem e vendem mais de 60 sabores, incluindo o recheio de batata frita. 


Ovos menores

Para se ajustar a esse cenário econômico ainda, empresários e fabricantes mudaram a média de tamanho dos ovos de chocolate. Em 2015, a média era de 400 g, agora 250 g, com repaginações e novidades. Se por um lado perdeu-se alguma coisa com a redução, por outro ganhou-se.

De acordo com Ubiracy Fonseca, os fabricantes tem superado a retração econômica, produzindo mais com menos:

“O consumidor que antes comprava ovos de 500 gramas, por exemplo, optará por um de 250 gramas ou 300 gramas, porque é tradição do brasileiro dar ovos na Pascoa”.


Os ovos de páscoa da Nestlé e da Lacta, por exemplo, ganharam versões menores, além de alguns tamanhos terem saído das prateleiras.

Confira os principais lançamentos de ovos de páscoa em tamanhos menores (outros você vê nesse link):



Arcor lançou o ovo de mousse de maracujá de 220g



A Lacta investiu em ovos recheados de 95g, que custam até R$ 10



Ovo da Lindt de 160 g



Prestígio e Sensação tiveram redução de tamanho - agora tem 240g. Já o Especialidades só será vendido no tamanho de 350 g.



Com todas essas ideias de economia, será que ainda terá alguém que comprará barras de chocolate? J-J

P.S: Sem contar as mudanças na porcentagem do IPI de chocolate, decretadas pela presidente Dilma Rousseff e mostradas a mim pelo Pedro Blanche, que deixará a sistemática mais transparente e justa. Confira os detalhes aqui




Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 21 de março de 2016

Páscoa personalizada com "Doces de Vitória"



A Páscoa é no próximo domingo e sabemos que comprar ovos está cada vez mais difícil com a crise e os preços elevados (Durante a Semana da Páscoa farei um post sobre isso). Pessoas criam estratégias e inovação, para não perder esse público. É o caso de Amanda Vitória, criadora do projeto Doces de Vitória, aqui em Brasília.

Para obter uma renda a mais e criar opções de ovos mais baratos, ela resolveu meter a mão na massa e criar ovos de colher, ideia pascoal bastante em alta atualmente. Diferentemente dos ovos de colher que conheço - que já tem sabores e modelos predeterminados - os ovos de colher do Doces de Vitória traz algo novo: você mesmo pode montar seu ovo, escolhendo o sabor da casca,  o recheio e o tamanho.



Amanda Vitória tem uma ampla opção de sabores e recheios. Desde chocolate belga, até chocolate branco; desde oreo até bolo de cenoura - que foi um dos recheios mais diferentes que já vi.

A vantagem de comprar um ovo de colher artesanal, é que ele está mais em conta do que no comércio, e também porque ele é feito com todo carinho por Amanda Vitória. Os preços variam de R$ 15 até R$ 50.

Está esperando o que? Encomende logo seu ovo de colher! E o mais legal: personalizado! J-J

Email: docesdevitoria@gmail.com
Telefone: (61) 8257-4253
Instagram: @docesdevitoria


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Política: Quem manda, por que manda, como manda




De fácil entendimento, a obra faz um guia sobre as principais questões relacionadas a política. João Ubaldo utiliza exemplos bastante corriqueiros e abre mão de referências teóricas para que a leitura torne-se mais agradável, tendo a ideia de trazer o conceito mais próximo da sociedade.

O conceito que Ubaldo associa à política é o de profissão, pois é exercício de poder. Como toda profissão, a política tem seus prós e contras, além das suas consequências. Sendo assim, o autor a associa ao sentido de coletividade, onde o exercício interfere diretamente na sociedade. Uma vez clarificada a ideia de política, as pessoas poderiam participar ativamente do quadro.

Na política é preciso um ordenamento da vida social, e para se pensar nisso, é preciso ter a ideia de Estado. Ele é um conjunto de instituições que servem para resolver as questões sociais. Sem Estado, uma sociedade não sobrevive, pois como poder dominante, necessita resolver os conflitos do povo.

O Estado soberano, ideia trabalhada pelo autor, não se subordina a ninguém. Para um Estado ser soberano necessita-se de independência econômica, política e social. Atualmente, o governo Dilma pretende erradicar a pobreza para criar um Estado independente e soberano (#sqn).

No capítulo O que o Estado faz, o autor mostra as atribuições dos três poderes do Estado, contudo, o autor traz uma indagação. Os papeis do Estado estão bem definidos - possui a função de controlar a vida social, com a gerência da economia e o comando – mas quem será que o controla? Em minha opinião, deveria ser a sociedade, por ela ser a interessada, mas como muitos cidadãos não possuem arsenal de controle, o papel está nas mãos da Imprensa, e requer que os jornalistas sejam bem preparados, tendo o poder de denunciar e de mostrá-lo cada vez mais transparente. Desse modo, eu concordo com o autor quando diz que a existência de três poderes independentes não garantem uma real participação dos cidadãos no processo decisório público, porque o poder está nas mãos de poucos.

A ideia de democracia é desmitificada pelo autor, uma vez que sua existência não garante, de fato, uma participação efetiva do cidadão, tendo em vista que muitas das decisões do Estado não cabem a sociedade, e sim aos poderes. Um exemplo é o sufrágio universal, que, de acordo com ele, sofre limitações. O cidadão tem direito de votar em quem quiser, só que, muitas vezes, acaba ajudando a eleger quem não quer. Tiririca teve recorde de votação para deputado federal, mas foi necessária somente certa quantidade de votos, o restante foi para sua legenda. Sendo assim, os cidadãos podem eleger candidatos indiretamente.

Apesar de o autor suscitar que o poder absoluto está nas mãos do Estado, a sociedade pode ter importância fundamental nas questões políticas, se ela, de fato, se interessar. Contudo, ela fica acomodada e permite que um Estado tirano governe. Eu creio que a sociedade possa comandar um Estado, mas as formas de comando são fortes, assim como o processo eleitoral.

O autor coloca o partido político como o único caminho formal em busca do acesso ao poder, e também como uma via natural de ação política. Na sociedade há diversos partidos que tem o intuito de tomar o poder, contudo, de acordo com Ubaldo, eles são fortes e fracos. Os partidos políticos possuem ideologias que atendem a determinado público específico. O interessante é que o autor diz que a via mais fácil de conhecer partidos socialistas e fascistas é ir ao encontro diretamente à fonte, para que não incorra em erros de julgamento.

Quem manda, de acordo com o escritor, é quem está levando vantagens, quem está forte e possui uma ideologia bem definida. Ele diz que existem ideologias que dominam o povo, retirando a capacidade de pensamento, tornando-se uma ditadura. Esse é o grande dilema: até que ponto um Estado serve ao povo, até que ponto manda no povo?

É por esse motivo que a obra torna-se essencial para que a sociedade saiba os bastidores da política, até onde vai o poder e até onde ela pode criticar e realizar revoluções sem ferir o Estado. Os cidadãos podem agir de forma consciente, sabendo qual o funcionamento de votação e sem medo de errar. O autor exemplifica de forma clara os conceitos de quoficiente eleitoral, sistema majoritário e proporcional, assim a sociedade saberá que a política faz parte da vida. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Que calor horrível! Muita calma nessa hora

Ventilador vai apanhar. | Os Simpsons

Aqui em Macapá o calor está horrível. Beirando aos 40 graus infernais. Nada do que faço para amenizar a quentura resolve: banhos no frio, ficar com roupas leves, tomar água gelada. Ligaria o ar condicionado, mas a conta de energia não deixa. Na maior parte do Brasil, o clima quente toma conta. O risco de incêndio é multiplicado.

No caso desses alunos desta escola no bairro de Perpétuo Socorro a situação está insustentável. O jeito é fazer uma festa para arrecadar dinheiro para comprar centrais de ar condicionado para ver se pode ao menos se estudar com dignidade.

A causa do clima quente, nariz sangrando e desconforto é do aquecimento das águas do Oceano Pacífico; e o impedimento de formação de nuvens chuvosas no Brasil, em suma, é o El Niño castigando o Brasil e a maior parte dos brasileiros na esperança de ter uma chuva salvadora.


Paciência é fundamental

Pior de que sofrer no calor é sofrer no calor sob influência da raiva. Imagina a cena: 12 horas, engarrafamento e carro sem ar condicionado. Uma batida de carro acontece e os motoristas brigam embaixo do sol. Combinação perigosa. Assim noticiou o site Terra que relatou um estudo que faz uma ligação entre calor e violência. O que nós já sabíamos se confirmou:

“Uma [pesquisa] delas, por exemplo, revela que a violência de ordem criminal - agressões, mortes, estupros, ou violência doméstica - é maior quando a temperatura é mais alta. A explicação desse fenômeno continua sem ser muito evidente, embora existam diversas teorias, segundo os cientistas. Uma delas estabelece vínculos entre colheitas afetadas por uma seca e uma propensão maior dos homens a tomar as armas para garantir seus meios de subsistência.”


Minha dica é se manter longe de ambientes estressantes se for possível. Ou escute a música de Marvin Gaye e Diana Ross, no qual tem um refrão que é um conselho:

“Stop, look, yes, listen to your heart (Pare, olhe, escute seu coração)
Hear what it's saying (Ouça o que ele diz)
Stop, look, listen to your heart (Pare, olhe, escute seu coração)
Hear what it's saying (Ouça o que ele diz)
Love, oh, love, Love” (Amor, oh, amor, amor)


Vontades loucas

Agora. | Divulgação


Quem já assistiu a esses filmes americanos nos bairros de periferia onde o povo abre o hidrante para se refrescar teve vontade de fazer o mesmo? Quem teve vontade de dormir na geladeira? O calor nos faz imaginar nessas coisas. Não quebre o hidrante, pessoal. É crime contra  o patrimônio público.

Agora, dormir na geladeira?




Seria até bom, mas tenho medo de acontecer comigo o mesmo o que aconteceu com a amiga da Punky (aquela que é levada da breca). Ela ficou presa no refrigerador e só sobreviveu porque foi salva por conta da reanimação cardiorrespiratória:





Considerações finais

Tome os cuidados essenciais para enfrentar o clima quente. Não se meta em confusões e pense bem em imitar a arte, porque a vida real é dura e não precisamos nos aborrecer mais. Suportem com força e afinco isso e os efeitos do horário de verão, que não é fácil para ninguém.

Para finalizar: enquanto há um Jean Wyllys gastando  energia em legalizar a prostituição, as drogas e sexualizar criancinhas mundo afora sob os comandos da ONU e de ONGs internacionais, houve outro Willis que dedicou sua vida para fazer algo útil. Willis Carrier é o homem que inventou o ar condicionado e graças a ele os dias quentes podem ser suportados.

Willis Carrier: o homem que inventou o ar condicionado. | Wikipedia


Semana que vem vou falar sobre TV e o horário de verão. Uma combinação perigosa que envolve muitos interesses. Até mais, pessoal. J-J

Por: Pedro Blanche

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Uma reflexão urgente: de jornalista para jornalistas e consumidores de informação

 
Agora é a nossa vez, Clark Kent. | Divulgação


Essa vai para os que estão envolvidos com o mundo jornalístico – estudantes, recém-formados, profissionais em vigor, freelancers e outros adjacentes. Você que não é da área também pode ler, isso o atinge de qualquer forma. O jornalismo brasileiro não informa o cidadão e faz um jornalismo suicida.

Recentemente, o Grupo Estado mandou para a rua mais de 50 profissionais da Rádio Estadão, e como consequência sua programação foi modificada. Os jornalistas Eduardo Grillo (GloboNews) e Rodrigo Constantino (Veja) não trabalham mais em suas antigas respectivas empresas. A Rede Globo remanejou seus jornalistas por conta do alto valor do dólar.

Quem ficou, terá trabalho dobrado; quem saiu, está desempregado ou, por milagre divino, conseguiu sobreviver nesta nefasta nuvem de escassez de emprego. Motivos econômicos, e principalmente políticos, norteiam esse cenário, e posso dizer que parte disso tudo tem como parcela de culpa... os jornalistas. “Os jornalistas?” Sim, infelizmente.


Fator mais político do que econômico

Isso não é um fato novo. Falei em en passant que não há mais muitos Jornalistas com “J” maiúsculo porque eles são e/ou foram preparados para serem “agentes de mudança”, do que apenas relatores de fatos do seu bairro, do país e do mundo. Aqui no Jovem Jornalista, no dia 26 de agosto de 2015, falei do silêncio da mídia brasileira a respeito da ameaça do presidente da Bolívia Evo Morales fez em invadir o Brasil caso Dilma Rousseff sofra impeachment. Um ato militar estrangeiro contra a soberania nacional.

A maioria das redações está constituída de pessoas com viés esquerdista e jamais vão publicar uma notícia segundo os critérios noticiosos. A régua destes ditos ‘jornalistas’ é a ideologia. É mais que uma omissão de informação, é um crime de lesa-pátria pelo fato de que a população não está a par disso tudo.


O jornalismo suicida em nome da “causa”

Depois de ver um Luiz Inácio Lula da Silva “domesticado” (graças ao marqueteiro João Santana) a imprensa em 2002 teve papel fundamental para passar uma imagem do candidato “tão normal” quanto os outros. Lembremos que naquele tempo o dólar estava quase na casa dos R$ 4,00 por conta do risco de ter um sindicalista no cargo mais alto do Brasil.

Desse modo, a mídia se mobilizou. O então presidente FHC colaborou para limpar a imagem do “barba” – seu codinome de alcaguete nos tempos do Regime Militar segundo Romeu Tuma Jr. – e a famosa “carta aos brasileiros” que prometia manter a política econômica que estabilizou o Brasil desde o início dos anos 1990.

Depois de alcançar o poder, Lula e companhia mantiveram tudo, mas quem conhece a estratégia das esquerdas sabe muito bem que é preciso se comportar como capitalista e democrata para alcançar o tão desejado – e fracassado – sonho socialista e autoritário. Hoje, o jornalista brasileiro paga caro por ter dado guarida. Olha aí o Lula comemorando a demissão dos profissionais da informação:





BEM FEITO! E ainda eles querem enfiar goela abaixo o “Conselho de Jornalismo” para monitorar a nossa atividade e perseguir os colegas que não rezam a regra do jogo do governo. No Caderno de teses do PT estão todos os planos para reerguer o partido e apertar o cerco à imprensa. Lembre-se que o conceito de “democracia” para eles é um ambiente de pensamento único:

“34. Nos marcos desta articulação, é necessário relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática [...] O PT precisa exercer mais do que um papel de figurante na luta pela democratização da mídia: deve engajar e orientar seus quadros e militantes a ajudar na construção das mobilizações que os movimentos sociais a duras penas têm construído no país nos últimos anos.”
Caderno de teses: um partido para tempos de guerra (p.7-8)


Os “quadros de militantes” do partido estão nas redações e fazendo de tudo para nada escapar. E o PT por trás disso tudo sem levantar suspeitas, conforme dito nesta citação:

“183. Continuamos trabalhando para que o PT assuma um papel de vanguarda, não apenas na luta pelo governo, mas também na luta pelo poder; não apenas na luta pelo desenvolvimento, mas também na luta por reformas estruturais e pelo socialismo.”
Caderno de teses: um partido para tempos de guerra (p.35)


Imprensa subserviente e com coleira (parte1)


 “Mas a Veja é de Direita” É mesmo? | RADIOVOX


Você (ainda) acredita que a mídia brasileira é “de Direita”? HAHAHAHAHAHAHAHA-HA- HA- HA- HÁ! (risos de Mr. Catra). É nada! O que seria o “quarto poder” contado nas teorias da Comunicação é mais que uma ilusão de trouxa e papo de enganador.

Em abril, o vice-presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho pediu “moderação” aos políticos e disse que está muito preocupado com o atual cenário político. Entenda-se que – PRESTE ATENÇÃO! – o Grupo Globo não está muito interessado no impeachment de Dilma Rousseff. Até porque "o" da família Marinho e suas empresas estão na reta do PT:

“7. A Esquerda Marxista, logo após o resultado do 2º turno, lançou uma Carta Aberta à Lula, Dilma e a Direção do PT onde apontava:
f) Estatizar a Rede Globo, que é concessão pública e abri-la para os movimentos sociais! É público e notório que a Globo se construiu sob o manto da ditadura e com dinheiro público, sonega impostos e deve mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Estatizar todas as redes, TVs e rádios religiosas, de qualquer confissão[...]”.
Caderno de teses: abaixo a política de austeridade (p.4)


Não bastasse isso a Rede Globo de Televisão está mandando de volta ao Brasil os considerados “medalhões do jornalismo” (via o site OPlanetaTV):

“Quatro anos depois de se despedir da apresentação do Bom Dia Brasil e assumir a função de correspondente internacional, Renato Machado volta ao Brasil e não vem sozinho: Roberto Kovalick - parceiro de trabalho dele em Londres -, André Luiz Azevedo - há três anos em Lisboa -, e Helter Duarte - há três em Nova York - também estão de malas prontas.
O quarteto faz parte do primeiro time de jornalistas da Globo, o que significa custos mais altos para a emissora, que optou por trazê-los de volta e substituí-los por rostos menos conhecidos, que ganham cerca de 30% do salário de Machado. Como o pagamento dos correspondentes acontece na moeda local, a alta do dólar - que chegou a 4 reais na última semana - seria uma das razões para a movimentação, segundo informa Daniel Castro (UOL). Machado e Kovalick recebem em libra esterlina, moeda que chegou a valer R$ 6,00 dias atrás.
De volta ao Brasil, Renato Machado será exclusivo do Globo Repórter.”


Como havia dito Lula no vídeo mostrado, a Editora Abril alugou parte seu prédio para pagar dívidas. Segundo a Radiovox a empresa da família Civita ganhou mais de R$ 460 milhões do governo petista. Não seria estranho uma mídia declaradamente anti-petista receber mais dinheiro do que as mídias amigas, como a Carta Capital, por exemplo?


Repasses a Abril. | Fernando Rodrigues/UOL


O site da webrádio mostra a evolução dos repasses que a revista recebeu. Outra coisa é que a empresa na qual é publicada a revista Veja está sediado num prédio cuja propriedade é do Banco do Brasil. Ainda mais, a revista semanal faz parte da Project Syndicate, a maior associação de mídia opinativa esquerdista do mundo. E você ainda acredita que a Abril é de... Direita? 

As falas dos jornalistas Carlos Chagas, Denise Campos de Toledo, José Nêumanne Pinto e Rachel Sheherazade estavam incomodando o governo federal. Pressionada por todos os lados governistas, o SBT teve que demitir os três colunistas e calar a boca de Rachel sob pena de perder a concessão do canal de televisão. Aqui tem mais a respeito.

Detalhe: no mesmo ano em que a concessão do SBT foi renovada, essa “reforma no jornalismo” foi feita. Entra no lugar um jornalista mais palatável ao partido que nos governa: Kennedy Alencar.


Concessão a custa da liberdade de imprensa do SBT. | RADIOVOX


Consequências e direções

O jornalismo de verdade dá lugar a um mero papel com notícias mais convenientes, e isso prejudica a população no sentido de que ela tem o direito de saber a verdade. Quando o dinheiro fala mais alto, o trabalho fica prejudicado e se perde a qualidade. Um dos sinais patentes disso é a abertura da programação a igrejas evangélicas (vide o caso da Rede 21 de Televisão, por exemplo).

Nesse cenário de crise econômica como se pode falar no desligamento do sinal de TV analógica no Brasil? Como está a população do município de Rio Verde (Goiás) preparada ou não para ver televisão apenas em HDTV? Assim relata Flávio Ricco:

“Os prazos fixados pelo Ministério das Comunicações permanecem os mesmos e o desligamento das transmissões analógicas continua mantido. Vai começar com Rio Verde, em Goiás, no dia 29 de novembro. Mas será que vai? O que se sabe é que as principais redes de televisão, dentro de mais alguns dias, irão se posicionar sobre o assunto. Já existe este movimento. No entender delas e das entidades que as representam será impossível manter os prazos estabelecidos, porque isso implicará em tirar, da maior parte da população, a única opção de lazer gratuita que existe. Não tem como fazer isso agora. Vamos esperar pelos próximos capítulos.”


Na real, é preciso jamais ceder aos caprichos dos poderes dominantes. Como está a expectativa dos estudantes de Comunicação sabendo que vão sair da faculdade e ir parar em casa, ou em um emprego não desejado só para pagar as contas?

É vital rechaçar o partidarismo nas redações em troca do bem mais precioso: a liberdade. Um dos erros da imprensa em 2013 foi glorificar os vândalos dos black blocs. Olha o resultado dessa glorificação:


Sem canoplas: eles estão com medo, mas não vão denunciar quem de fato os agridem. | Divulgação


Outra demonstração vergonhosa foi o silêncio e a deturpação de fatos nas manifestações antigoverno (desde novembro de 2014, sabia?). Por enquanto a internet é o meio de informação viável. Em vez de reverberar as vozes das ruas e do povo (e não um arremedo de gente paga com R$ 35 e um pão com mortadela) se esconde tudo para não ficar de mal com o governo e sofrer represálias. 

Não é só pelos jornalistas, mas é pela população brasileira que não tem na imprensa sua porta-voz, e que agora serve de agente desinformante propagando o discurso de “reconciliação” a um governo que trabalha em prol de uma narcoditadura chamada Foro de São Paulo.

 “Está tudo bem no Brasil.” | Spacca


Quem avisa amigo é! Falou, pessoal. J-J





Por: Pedro Blanche
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