A partir de hoje eu amo o horário de verão (eu em desenho). I Bitmoji
Uma semana se passou após o advento do horário do verão desse ano. Posso dizer que ou o amamos, ou o odiamos. Confesso que durante a última semana, tive muita dificuldade de ajustar meu relógio biológico e minha agenda, mas agora estou bem adaptado. E não é que agora até gosto do horário de verão?!
Por incrível que pareça me sinto mais motivado quando é 5 ou 6 da tarde para fazer qualquer atividade. O sol forte de 6 da tarde (na verdade o sol é típico de 4 ou 5 da tarde) me dá energia, disposição e alegria. Sou muito mais produtivo.
O fato de eu não ter me adaptado ao horário de verão na última semana, foi pelo motivo de não estar acostumado com essa realidade, afinal isso só acontece em 4 meses do ano. Tudo que é novo, nos causa incômodo. Em um primeiro momento, não sabia se ao acordar tomava café ou almoçava. Acordava com sono e dormia sem sono. Normal.
Feito esse pequeno relato pessoal, no post de hoje falarei sobre: a origem do horário de verão; o nosso relógio biológico; e o mito ou realidade de economia de energia.
Origem
O responsável pelo horário de verão, George Vernon Hudson. Reclamem com ele!
A primeira menção ao horário de verão - ou ao Daylight Saving Time - surgiu por Benjamin Franklin em 1784, mas essa ideia não foi muito aceita na época. Somente um século depois, em 1895, que pensou-se novamente no tema. O autor da proposta do horário de verão foi George Vernon Hudson, um entomologista da Nova Zelândia, que percebeu que o sol tinha valor fundamental para sua pesquisa com insetos. A partir de então, ele começou a reivindicar sobre o adiantamento de uma hora do relógio.
O primeiro país que adotou o horário de verão foi a Alemanha, em 1916. Hoje em dia, cerca de 73 países adotam-no.
Estados brasileiros que aderem ao horário de verão. Ilustração I G1
No Brasil, a primeira vez em que adiantou-se os relógios foi em 1º de outubro de 1931. Desde 1985, o horário de verão é utilizado anualmente, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Ele não foi adotado nas regiões norte e nordeste, porque não surtiriam efeitos de economia de energia:
"A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.
Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito". (Ana França, Uol)
Relógio biológico
Especialistas afirmam que nosso corpo demora de 3 a 7 dias para se adaptar ao horário de verão. O primeiro dia pra mim foi terrível: não consegui me concentrar nas minhas atividade e vi o dia passar rapidamente. Já no quarto dia estava de boa com essa nova realidade.
"Nos primeiros dias, há dificuldade para acordar, falta sono para dormir à noite e o apetite também sofre alterações". (endocrinologista Cristina Formiga)
Essa dificuldade ocorre porque o nosso organismo já está sincronizado com o tempo e os nossos hormônios já estão habituados com a entrada e saída de luzes solares. Cada organismo tem seu próprio funcionamento e sua forma de adaptar-se. Hoje meu corpo já habituou-se a levantar disposto, antes mesmo dos primeiros raios solares.
Aprendi a ver o horário de verão pelo lado positivo. Por exemplo: tem algo mais legal do que tomar um café reunido com a família às 6 da tarde? Pode parecer estranho, mas o meu relógio biológico do horário de verão me diz para lanchar às 6 da tarde, e eu acho isso uma maravilha!
Horário de verão economiza energia?
O horário de verão proporciona uma série de benefícios. Não me aterei a todos, somente ao de economia de energia. Será que ele realmente proporciona isso?
De acordo com especialistas, o horário de verão reduz o consumo de energia no período mais crítico, o chamado horário de ponta, que vai das 6 as 9 da noite, além disso, o uso de usinas elétricas de iluminação é diminuído. Ana França exemplificou bem isso em seu artigo (com grifos):
"Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminação pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário". (Uol)
De acordo com o site Lacerda Sistemas, a diminuição estimada para o período 2014/2015 foi de R$ 278 milhões, uma redução de 0,4% de consumo de água de hidrelétricas e economia de 4,5%, que representam 2.595 megawatts. Essa economia de energia (4,5%) está dentro do previsto, que é entre 3,5 a 5%.
Mas, ao contrário do que se pensa, a economia não afeta nossas contas de energia elétrica, mas está além dessa questão financeira: diminuição da poluição e do uso de recursos naturais e artificiais.
O governo federal estima uma economia de R$ 147,5 milhões para 2016 (só espero que esse dinheiro seja bem investido, e não amarrado no rabo do burro).
Outro lado
Há o outro lado da moeda, dos pessimistas que dizem que o horário de verão não economiza energia, que esse decreto já deveria ter acabado há muito tempo.
"Não se consegue nem sequer comprovar algo tão objetivo quanto a se o horário de verão realmente economiza energia elétrica no país. Tudo o que se divulga no tocante à economia são estimativas, sem comprovação científica". (Brasil Verde e Amarelo)
Um estudo realizado pela Comissão de Energia da Califórnia (EUA), divulgado na Scientific American, demonstrou que não há economia de energia elétrica com o horário de verão.
Veja pelo lado bom
Ao invés de ficarmos com raiva e dizermos: "cadê a 1 hora que estava aqui?!", que tal vermos o horário de verão pelo lado positivo e aproveitarmos, da melhor forma possível, essa 1 hora a mais de sol? J-J
Por: Emerson Garcia






















