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sábado, 26 de setembro de 2015

Dom do olhar: Pawel Kuczynski



Olá! Está no ar, o último post da Semana da reflexão. Vocês gostaram dessa semana? Para encerrar, trago o trabalho do desenhista e pintor polonês Pawel Kczynski. 



Nascido em 1976 em Szczecin, Pawel é especialista em sátiras e críticas. Esse interesse surgiu em 2004, em que passou a competir e mostrar um diferencial em seu trabalho, um tanto ácido e realístico. Somente em 2010 ele ganhou mais de 19 prêmios, que justificam seu trabalho tratar de temas universais, que interessam a toda a sociedade, como a desigualdade racial, a fome, a poluição do ambiente e a falta de liberdade.




As obras do desenhista, não são só universais, mas, ao analisar cada uma delas, vamos ver um pouco da nossa sociedade brasileira, porque suas temáticas tem um encaixe perfeito à nossa realidade. Quem traduziria, tão dramaticamente, as mazelas da sociedade brasileira? A crise? A fome? A corrupção do nosso país?

Conheça algumas frases célebres do autor:

"Me considero um observador de tudo que se passa ao meu redor"
"Acredito que os artistas podem mudar tudo"
"Eu tento converter em desenhos minhas observações sobre a condição humana"
"A arte moderna não interessa às pessoas comuns"


Confira algumas de suas obras:


Educação vem de berço. Discriminação e predestinação também.



O que tem mais valor em uma sociedade sensacionalista e com falta de amor ao próximo?



A raiz da mentira está no poder e na política.




Hipocrisia, a gente vê por aqui.




Admirável mundo artificial


Palavras ao ralo


Com qual brinquedo você se diverte?


Lixo para alguns. Presente para outros.


Por daqui eu vejo o mundo.



Talvez possamos não concordar com as ilustrações de Pawel, mas que elas nos levam a reflexões, isso sem dúvidas. Estamos inseridos em um sistema, que é difícil criticá-lo, quando um desenhista faz um trabalho como esse, é como se ele tirasse as viseiras dos nossos olhos. Bom sábado a todos! J-J

Confira mais algumas de suas ilustrações: clique aqui.




Quais reflexões/críticas vocês tiveram ao ver essas imagens?!


Por: Emerson Garcia

sábado, 5 de setembro de 2015

Dom do olhar: Kalapusa



O artista de hoje é um escultor porto-riquenho chamado de Jaime "Kalapusa" Margary, que é inspirado, na maioria dos seus trabalhos, em esculturas de jardim, feitos com resina, barro e acrílico.

Essa é uma dica para quem quer redecorar seu quintal ou jardim com esculturas inspiradas na mundo 8-Bit, em obras realistas. Amplamente utilizados em videogames, essa tecnologia referem-se aos tempos de Atari, de gráficos quadradinhos. Claro que as ilustrações do artista não são pixelizadas, mas ele buscou inspiração nesses jogos, como em Mario e a famosa planta carnívora que sai de um cano. Eita nostalgia!











Kalapusa gosta de praticar métodos novos e criativos, para aprender a dominá-los. Seus trabalhos, mostram seu estilo, e seu crescimento como artista, ao usar materiais que não foram usados por ele antes, ao misturar acrílicos e barros e retorcer arames - que não deve ser uma tarefa muito fácil.

Fazer essa obra prima, só de ver um desenho, de jogar um game ou de se inspirar em plantas de livros, já é um motivo para Kalapusa está no Dom do olhar de hoje. Espero que tenham gostado! J-J



Por: Emerson Garcia

sábado, 15 de agosto de 2015

Dom do olhar: MZ09



Dom do olhar está de volta! Estou me reorganizando para, pelo menos a cada 15 dias, todo sábado, trazer um artista interessante para vocês. Para quem não sabe, a ideia inicial do quadro era trazer um fotógrafo criativo, mas depois, comecei a trazer ilustradores, artistas plásticos, entre outros. Ou seja, ficou mais abrangente.



O artista de hoje é um ilustrador brasileiro chamado Júlio César (conhecido como MZ09), um jovem cearense que faz ilustrações fantásticas, a partir de fotografias. 

MZ09 utiliza cores fortes e vibrantes em seus traços, além de pinceladas sutis, que deixam seus desenhos bem próximos da realidade, parecendo que os desenhos invadirão a vida real. Confira aí!
















Mas não é só ilustrações baseadas em fotos que esse gigante artístico faz. Ele também se dedica em desenhar releituras de desenhos, como essas:








Quer conhecer mais o trabalho dele?! Confira suas redes sociais: Facebook, Tumblr, Deviantart e Instagram. Até a próxima! J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 2 de junho de 2015

Dom do olhar: Janne Peters



Janne Peters é uma fotógrafa alemã que realiza séries de fotografias de vários temas, como gastronomia, design de interiores, animais, jardins, entre outros. Suas fotos são uma verdadeira produção de cinema. O contraste de cores, a disposição das coisas e a produção são impecáveis.

Não tem como deixar de se apaixonar pelas suas fotografias. Elas aguçam a visão, trazem sensações de bem-estar, alegria, calma, aguçam até mesmo o paladar, como na série Food, seja com os alimentos organizados, ou bagunçados e utilizados, como na Biogut.








Peters é multifuncional. Fotografa desde a natureza morta, até a viva. O que importa mesmo é como ela produz suas imagens. Deve dar um trabalhão ela pensar desde a composição da foto, dos elementos, objetos e pessoas, até a combinação de cores. Uma coisa que eu percebi é que ela combina a foto para deixá-la harmoniosa, colocando cores similares. Sem falar da qualidade das suas fotos.









A alemã fotografa coisas que talvez não sejam importantes ou que não tem valor e compõe fotos chamativas, seja pela cor, composição ou até mesmo produção. A foto que mistura rosa com azul, com linhas e grãos para mim é uma das melhores.









Eu sempre considerei fotografar natureza morta mais difícil do que viva, e Peters consegue realizar essa façanha, de modo que fotos desse tipo não fiquem monótonas, e sim interessantes.
































O Dom do olhar de hoje foi muito diferente dos outros. Janne Peters possui fotos originais, de coisas talvez incomuns para serem fotografadas. Ela me provou que tem talento de sobra, não só para fotografar, mas para compor, seja com gastronomia, arquitetura, arte, pessoas ou animais. Ela é genial! J-J

Saiba mais: Janne Peters

Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Dom do olhar: Snoo





Herysson Augusto, conhecido como Snoo, tem 26 anos, mora em Brasília e é ilustrador e tatuador.  Com ilustrações autorais e únicas, ele possui uma loja, chamada Lojinha do Snoo em que realiza artes manuais e digitais, além de vender camisetas estilizadas, pintadas a mão e estampas. Também possui o site Snoo Art onde disponibiliza alguns dos seus trabalhos artísticos. Ele já foi assunto do caderno Cultura, do Jornal Metro, e hoje, tenho a honra de trazê-lo no JJ.

Com trabalhos como Capital da Esquizofrenia, ilustrações de filmes e desenhos famosos, esse artista tem como característica o abstrato, as críticas sociais, como à Brasília. 

A ideia do projeto Capital da Esquizofrenia veio de observações a cidade. "A ideia surgiu com as minhas caminhadas pela cidade, eu sempre gostei de sair tirando fotos dos monumentos, das ruas, e das paredes grafitadas, então resolvi fazer algo em cima de uma das minhas fotos e acabei gostando", explica Snoo.

Ratos e Dignidade, Snoo



Galinhas trabalhadoras revoltadas, Snoo


Cada macaco no seu galho!, Snoo


Um táxi, por favor, Snoo


Ele critica a cidade de uma forma abstrata, às vezes deixando a crítica por conta do espectador. Trabalha com política, trânsito, sociedade, misturando fotos reais com suas ilustrações. De acordo com Snoo, Ratos e Dignidade é um dos seus trabalhos preferidos por ser minimalista e cheio de significados. 

Sobre Brasília, ele disse que apesar da sua beleza, ainda a acha monótona. "Brasilia é uma cidade linda, porém realmente acho muito vazia (tirando o horário de pico, por que aí sai gente dos bueiros) mas acho que a cidade seria uma coisa meio bizarra se  minhas idéias ganhassem vida (risos)", opina o artista.

Além de ilustrar assuntos sociais, Snoo cria também coisas mais artísticas, ligadas a ficção, como Harry Potter e Alice no País das Maravilhas.


Arte de camiseta, Snoo



Mentiroso, Snoo






F Real Life, Snoo


Questionado sobre usar seus desenhos como uma crítica social, Snoo disse que é relativo. "Eu acho que a arte tem que ter alguma mensagem pra passar, seja algo simples, ou uma critica pesada. É como contar uma história com imagens dando brechas pra interpretações diversas. Eu gosto muito de usar essas criticas de uma forma mais abstrata, mas em algumas, eu deixo na cara mesmo", opinou.

Para quem se interessou por esse incrível trabalho, pode visitar os links e também fazer seus pedidos de produtos pelo snooemail@gmail.com. J-J

Por: Emerson Garcia
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