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quarta-feira, 24 de abril de 2019

A primeira protagonista negra de novela bíblica, 'Jezabel': Sim! Agora, a RecordTV pode se orgulhar disso!



A negra Lidi Lisboa é a protagonista da nova macrossérie da RecordTV, Jezabel. Esta é a primeira vez que uma atriz dessa cor estrela uma produção bíblica do canal. Até o presente momento somente Gabryela Moreira, negra, havia protagonizado uma novela (Escrava Mãe, 2016). O papel de destaque de Lidi Lisboa já tem feito história na RecordTV e levanta, mas uma vez, as discussões de representatividade negra.  

Lidi interpreta uma mulher ardilosa, esposa do rei Acabe, capaz das mais horrorosas atrocidades e crimes. Jezabel é uma personagem bíblica conhecida por sua impiedade, vaidade e elegância arrebatadoras. Lidi tem dado seu suor à personagem que, mesmo sendo uma vilã, tem aguçado a atenção dos telespectadores. Ela conquistou a todos nas chamadas (teasers) da produção, quando apresentava os personagens. Saiba mais da personagem e da história da macrossérie no vídeo abaixo:





A atriz interpreta uma mulher cheia de vaidade e exuberância (Jezabel realizava verdadeiros desfiles de moda com roupas elegantes e maquiagens exuberantes), mas não somente isso que chama atenção na conhecida "Rainha Má". Jezabel tinha uma importância no reinado de Rei Acabe, sendo manipuladora e controlando tudo e todos. É esse protagonismo que coube à Lidi Lisboa. Em Jezabel ela não interpreta uma negra submissa, à margem da sociedade, com fraquezas e vítima de preconceitos, e sim, uma negra com extremo poder. Somente esse fato já quebra com todos os estereótipos de atuações de negros em produções. 

Negros não tem o costume de protagonizar histórias, como falei no post Chip do embranquecimento: Quando a mídia busca atores brancos ou negros tendo em vista o sucesso. Quando protagonizam é para reforçar estereótipos, interpretar pessoas mazeladas ou por meritocracia, tendo em vista à aceitação da grande massa. A própria Lidi fez parte dessa constatação. Ela já interpretou a PRESIDIÁRIA Cátia em Insensato Coração (2011), a BABÁ Gracinha em Cheias de Charme (2012), a ESCRAVA VILàEsméria em Escrava Mãe (2016) e era MEIO FIGURANTE e vivia uma policial em Segundo Sol (2018), que nem me lembro dela nesse papel para dizer a verdade. Lidi, por ser negra, era escalada para papeis secundários, estereotipados e que reforçavam ainda mais seu tom de pele. Os personagens supracitados não eram dignos ou de destaque. 

Não quero dizer que Lidi é uma péssima intérprete, até porque seus papéis tiveram sua importância (Como se esquecer dela como a escrava vilã que atormentava Juliana em Escrava Mãe?!). O talento da atriz é incontestável. O que coloco em questão é que ele só fora utilizado, costumeiramente, para papéis secundários. Agora, portanto, ela tem a chance de apresentar todo o seu talento em um papel de destaque. Não sei se por meritocracia ou por representatividade, mas agora a RecordTV pode dizer que possui uma protagonista negra em novela bíblica.

Este é um fato inédito na emissora de Edir Macedo. Como falado no mesmo texto linkado acima, a RecordTV escalava atores brancos para interpretar personagens de regiões orientais. Relembre (com grifos):

"E não pense que é só a Globo que tem esse posicionamento! A própria RecordTV, atual emissora de Samara Felippo que achincalhou a Vênus Platinada, também (#Hipocrisiaagentevêporaqui). Suas novelas bíblicas, que se passaram em regiões orientais onde o sol é mais quente que o inferno - como 'Os dez mandamentos' e 'O rico e Lázaro' - trouxeram protagonistas branquinhos da cor de leite e pouquíssimos atores negros na trama. O mesmo acontece com 'Apocalipse' e ocorrerá com 'Jesus', em que o protagonista Dudu Azevedo é branco (E daí que Jesus era moreno? É ficção isso aqui!)."  


Contudo, mesmo sendo uma artista negra, Lidi ainda está dentro dos padrões comerciais televisivos e midiáticos - é magra, linda e com tudo em cima. Prova disso é quando estampou a capa da Revista Visual Fashion







O que isso significa? Que mesmo com a representatividade negra, a RecordTV ainda preza muito pela imagem de seus artistas. Eles devem ser perfeitos, magros e lindos, sem nenhuma ruga, defeito. 

Mesmo com essa ressalva, o que tenho percebido é que as produções não focam mais no racismo em si e nos estereótipos dos negros, mas sim na humanização destes. Negros também possuem boas histórias a serem contadas, afetos, sonhos, ambições e experiência humana no mundo. Um negro também pode ingressar em uma posição superior do que de um branco, como é o caso da Rainha Má. Tais representações da raça aproximam mais o público com narrativas e imagens de perspectivas outrora não trabalhadas. Um negro pode representar outros tipos que não o motorista da família, a babá, a presidiária, a escrava ou a doméstica. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Trilha sonora da novela 'Jesus': histórias bíblicas em forma de canções



Encerra-se essa semana a novela bíblica da RecordTV, Jesus, após 193 capítulos e pouco mais de oito meses no ar (24 de julho de 2018 à 22 de abril de 2019). Entre várias coisas que chamaram minha atenção na novela (leia o post aqui), está a trilha sonora original criada especificamente para ela. 

Foram criadas sete canções. São elas: Precioso, Por você, Perdão, Maria, Segredos, Quando um amigo me ajudou e Um novo lugar. As músicas expressam personagens e momentos da novela e se casaram muito bem com as cenas. As faixas são composições de Marcello Breyner e Moysés Macedo e executadas pela banda Universos

Resolvi comentar sobre cada uma delas, além de trazer seus videoclipes e outras informações.


Precioso - Marcello Breyner








Esta é a música de abertura da novela, cantada por Marcello Breyner. Contudo, na abertura não contém a primeira estrofe, sendo iniciada no segundo parágrafo, que diz: "Jesus por amor se entregou naquela cruz Carregou um grande peso em meu lugar E levou sobre si a minha dor". A música possui um ritmo lento, mas envolvente. Agora, ouça a versão da abertura e compare com a original:





Foram adicionados diversos sons - labareda de fogo, bebê chorando, moedas, corda, prego sendo pregado, barulho da pedra - e deram uma nova roupagem à música original. 



Por você - Banda Universos





Mais uma vez Marcello Breyner interpreta essa canção, ao lado da banda Universos. A letra fala do amor incomparável de Jesus por cada pessoa e da escolha que cada um realiza ao segui-lo. O refrão diz: "Porque Ele te amou Te amou como ninguém Foi por você, filho Foi por você, filho Ele te escolheu por muito te amar Se entrega e vem para o altar Se entrega e vem para o altar".

O vídeo apresenta vários milagres de Jesus, bem como o encontro do Mestre com seus discípulos e amigos. É um vídeo emocionante, assim como a música. 


Perdão - Banda Universos





Narra a história de Adela, uma prostituta que é humilhada por todos devido sua condição, mas que encontra o PERDÃO em Jesus Cristo. O vídeo apresenta várias cenas da prostituta, até que ela se depara com o Mestre. A música é interpretada por uma mulher, que imprime toda sua emoção e dor na alma; e por um homem, que faz o papel de Jesus. Há um trecho muito forte e marcante que diz: "Levanta e vai, o Pai te perdoou Levanta e vai, o Pai te perdoou!"



Maria - Banda Universos





A música é composta por Marcello Brayner, Fernando Rodrigues e Lays Rodrigues e é interpretada por uma mulher. A letra fala sobre a trajetória de Maria até o nascimento de seu filho, o Mestre dos mestres. Um trecho fala: "Sou parte da história, da fé revelada Sou mãe e sou amada pelo amor do pai gerado em mim". É uma música bastante emocionante. 


Segredos - Banda Universos






Mais uma música emocionante e criativa, criada por Marcello Breyner e executada pela banda Universos. A canção apresenta um teclado, violão e violino bem marcantes e uma melodia suave, porém intensa. A melodia lembra bastante a música Precioso, assim como trechos que parecem ter saído da outra canção. 

A letra conta a história da serva Diana e de sua luta contra pensamentos de suicídio, até que ela encontra os discípulos de Jesus e é curada. Um trecho diz o seguinte: "As marcas em meus braços contam minha história Revelam os meus traumas Eu sei que Tu amas Me amas Me amas". Já outro, é uma entrega de Diana à Jesus e seu desejo de ser curada: "Jesus, Te pregaram na cruz em cravos a Te furar E no corpo, feridas em meu lugar E levou sobre si toda a minha dor Jesus, Me ajude a mudar e me encontrar Hoje eu vim aqui nesse lugar, Minha alma precisa desabafar"

Essa é uma das minhas músicas preferidas, porque fala de fraqueza, entrega, necessidade de cura e também porque é uma mistura de duas canções. 



Quando um amigo me ajudou - Moysés Macedo 





A música apresenta um teclado suave e marcante. A letra fala que podemos contar com Jesus Cristo em todas as horas, pois Ele é o verdadeiro amigo. Quando um amigo me ajudou traz um back vocal bem afiado e afinado. O refrão diz assim: "Levante a cabeça E sai dessa vida Pois eu já estive aí Assim como você Precisando de alguém". Infelizmente não tem clipe dessa música incrível e magnífica. 



Um novo lugar - Moysés Macedo





A letra conta a história do discípulo Pedro que, em certa ocasião, pode andar sobre as águas. Ela também fala de fé, sobre milagres e acreditar no poder de Jesus Cristo. Um trecho diz o seguinte: É como a primeira vez Que eu molho os pés no mar O teu milagre me fez Em tudo acreditar Nenhum motivo que Possa me fazer fugir De onde vem essa voz Eu quero descobrir". É uma música que não possui videoclipe também, mas que seria interessante criar. 



Novelas e produções que possuem uma trilha sonora original chamam minha atenção. Tempo de amar tornou-se um produto inesquecível por conta de suas músicas criadas especialmente para ele. Acredito que o mesmo acontecerá com Jesus

E vocês, gostaram das músicas? Acharam-nas emocionantes? Acredita que uma trilha sonora original acrescenta em uma produção? Digam tudo nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 27 de março de 2019

11 motivos para acompanhar o 'Tá no ar! A TV na TV'



No quarto post da parceria Jornalista  ≠ do ano eu e o Arthur Claro resolvemos apresentar vários motivos para acompanhar o Tá no ar! A TV na TV (já falado em um Quinta de série aqui), um programa exibido pela Globo que será finalizado esse ano na sexta temporada. Este é um show que eu e o Arthur temos o costume de assistir e podemos dizer que somos fãs.

TNA foi um programa inventivo que satirizou e ironizou a própria TV com suas esquetes e cenas. Após seis temporadas e indo ao ar desde 2014, a Globo decidiu por não mais exibi-lo. Um de seus idealizadores - Marcius Melhem - disse que chegou a hora da produção fechar um ciclo e que está se debruçando em novos projetos inovadores para o canal.

Quais são alguns dos motivos para acompanhar o Tá no ar! A TV na TV? Separei 11. Você também pode ver os que o Arthur elencou no blog dele aqui. Vamos lá?! 


1- Ele levanta questões, critica e ri do universo da própria TV


O programa retrata e apresenta temas atuais da sociedade e que passaram em telejornais e noticiários, sempre de forma ousada e progressista. Ele fala de atualidades em seu próprio tom bem humorado. 



2- Trabalha com vários formatos e gêneros






TNA brinca e trabalha com os vários formatos e gêneros da TV, entre eles: humorísticos, telejornais, realitys shows, videoclipes, séries, documentários, programas eleitorais e políticos, publicidades e propagandas e programas de canais pagos. O show aproveita a riqueza desses gêneros e formatos. 



3- Fala de questões políticas, comportamentos e sociedade





Misoginação, homossexualidade, poliamor, novas configurações familiares, meio ambiente, sustentabilidade, racismo, comunidades indígenas e eleições foram alguns dos inúmeros temas apresentados no programa. Sempre com um humor sagaz e ácido, ele os apresenta sem se tornar piegas ou clichê demais. 



4- Satiriza programas de outros canais, mas sem nomeá-los






O programa parodia e muda os nomes de vários programas e produções sem nomeá-los ou dizer de qual emissora ele faz parte, mas o telespectador rapidamente faz essa ligação. Isso que é legal! O humor é totalmente inteligente e subliminar. 



5- Parodia todas as religiões (TODAS mesmo!)






Ao contrário do Porta dos Fundos - que satiriza e ironiza as religiões, principalmente as cristãs, de forma pejorativa e apelativa -, o TNA faz isso de forma muito tranquila e light. Nenhuma (Eu disse NENHUMA!) religião deixa de ser satirizada. Eles costumam criar esquetes bem pensadas e engraçadíssimas sobre a umbanda, candomblé, macumba, catolicismo, protestantismo e até mesmo o ateísmo. 



6- Com o programa a Globo se autocritica





Nem mesmo a Globo fica de fora da zoação e da crítica. Programas e artistas da Casa são alvo de piadas e esquetes. Sem falar ainda que o TNA conta com um ativista nordestino que critica as esquetes e cenas do programa, incorporado por Marcelo Adnet, uma das partes mais criativas e engraçadas. 



7- Faz piadas com artistas e celebridades





Vários artistas e celebridades, até mesmo de outros canais, fizeram participações no programa, que costuma satirizá-los e utilizar até mesmo seus sobrenomes para fazer piadas. 



8- Esteticamente, é como se estivéssemos assistindo TV na TV mesmo






TNA utiliza de vários recursos para que a experiência de "assistir TV" seja incrível e verossímel. Como exemplo, posso citar: o exercício de zapear a TV; as legendas dos programas; o "atenção para o toque de 5 segundos"; "esse programa não é recomendado" ou "esse programa é recomendado"; plantão; o layout de programas e canais de músicas; e o rodapé com informações de programas, entre outros. 



9- Dialoga bem com a sociedade


O programa dialoga muito bem com a sociedade e, principalmente, com os telespectadores, que se veem assistindo aos programas, mudando de canais ou ouvindo canais de músicas. 



10- O programa consegue ser genial em poucos segundos





Em meio à zapeadas dos canais, TNA consegue ser genial, criativo e inovador. Em poucos segundos, com uma cena ou a manchete de uma notícia, ele consegue ser engraçado e o telespectador não consegue nem ao menos pegar no ar aquela piada. Por isso, o site GShow separou uma lista de 60 vezes que o programa foi genial e o telespectador não prestou atenção. 



11- Ele consegue inovar e mudar o layout da logo da Globo em todos (Eu disse TODOS!) os programas






Sempre na chamada de alguma nova produção do canal costuma-se mudar o layout e cores da logo. A de Órfãos da Terra, por exemplo, é uma logo meio arenosa e de cor marrom. Agora, o Tá no ar consegue fazer isso durante todas as terças-feiras de exibição de uma forma criativa. Confira algumas das transformações da logo:





Confesso que esse é um motivo para assistir ao programa. Eu sempre fico ansioso por saber qual será a próxima transformação de logo. 


Esses são alguns dos inúmeros motivos desse programa que só falta alguns episódios para chegar ao fim.


E você, já conhecia esse programa? Gostou dos motivos? Digam tudo nos comentários! J-J











quarta-feira, 20 de março de 2019

Registrado nº5: Vídeo Show - um programa da Globo sobre a Globo



A pauta do quadro de hoje! I Internet


RIO DE JANEIRO, RIO DE JANEIRO, BRASIL - 20 de março de 1983: Com 35 anos no ar o Vídeo Show chegou ao fim no dia 11 de janeiro de 2019 às três e onze da tarde. O programa, que estreou no dia 20 de março de 1983, era uma espécie de vitrine da Rede Globo, que exibia atualidades, curiosidades, notícias dos artistas e os bastidores da emissora. 


Conheça outros textos do REGISTRADO!
O Blecaute que tirou do ar a TV Globo em Pernambuco [1]
Os 80 anos do Grupo Bandeirantes [2]
A origem do tema de fim de ano da Globo [3]
Tela quente - de tapa buraco a principal sessão de filmes da Globo [4]


Vídeo Show passou por diversas reformulações na estrutura do programa, com inserções de quadros, mudanças de apresentadores, de logo, entre outros. 

Em sua estreia, o programa apresentava imagens dos arquivos da Globo, trechos de shows e filmes. Depois, aperfeiçoou-se com entrevistas de artistas e personalidades, making offs de programas, erros de gravações, reportagens de bastidores, rotinas, casas e detalhes da vida dos famosos. Com o decorrer dos anos, houve a inserção de repórteres, que faziam uma espécie de jornalismo de entretenimento


As origens


Tássia Camargo foi a primeira apresentadora do Vídeo Show. I Internet


O Vídeo Show teve direção de Aida Silva e roteiro de Carlos Mello e possuía um formato de programa de variedades e do gênero de entretenimento. 

O programa estreou em um domingo de 1983, com a apresentação da atriz Tássia Camargo, com o objetivo de apresentar os principais fatos da emissora em seus 18 anos de existência. Era semanal, sempre apresentado na parte da tarde, por volta de 14 horas. De acordo com entrevista da Tássia Camargo publicada no UOL, o Vídeo Show nasceu da ideia de um programa internacional que apresentava diversos conteúdos:

"A ideia surgiu de um programa internacional comandado pela Olivia Newton-John. O saudoso Ronaldo Cury perguntou se eu tinha interesse em fazer um programa parecido. Começamos a trocar ideias e pautas até formatar o 'Vídeo Show' daquela época com memórias, falha nossa, entrevistas nas residências das celebridades etc."



Um vídeo divulgado no Youtube conta detalhes da estreia da atração:






O programa, durante a década de 1980, passou por várias mudanças de horário. Sendo exibido em sábados e domingos em três horários diferentes: 14 horas, 12h30 e 14h30. 

O primeiro formato contava com um convidado, que respondia perguntas, além de ter cenas relevantes exibidas, não dele mas de momentos importantes da sociedade, música, humor e televisão. 

Tássia Camargo apresentou o Vídeo Show até a 19ª edição. A partir daí até 1984 vários atores globais apresentaram o programa, que passava a não ter um âncora fixo. Foram mais de 60 apresentadores que estiveram à frente da atração até 1987, quando Miguel Falabella foi escolhido apresentador. 



O famoso gesto de Miguel Falabella realizado aos finais do programa. I Internet


Miguel consagrou-se nessa função por conta de seu carisma e informalidade. Ele estreou no programa no dia 01 de agosto de 1987.  Foi a partir de 1988 que Falabella encerrava os programas com seu famoso juntar de mãos e abaixada de cabeça e as frases: "beijo super carinhoso" e "namastê". Neste ano foram introduzidos quadros como: Pergunte ao seu astro, Tricotando com Falabella e o inesquecível Falha Nossa

Em 1987, o programa contou com um tradicional tema de abertura que foi utilizado até sua extinção: a versão de Maynard Ferguson de Don't Stop 'Til You Get Enough, de Michael Jackson. Nessa época, o Vídeo Show contava com mais de 20 quadros, entre eles: Micro Especial Musical e A TV no Mundo.  



Cabeça Branca, interpretado por Marcelo Tas. I Internet


Durante o mês de julho de 1987, o diretor, escritor e roteirista Marcelo Tas passou a comandar o programa. Ele também interpretava o personagem Cabeça Branca, um personagem carismático que vivia dentro de um tubo de televisão. Na época, Marcelo explicou quem era o Cabeça Branca: "é bastante normal, só um pouco pálido, como deve ser uma figura que nunca saiu de dentro de um tubo de TV"

Em abril de 1988, o programa foi renovado e estendido, sem prejudicar sua proposta original: resgatar a memória televisiva. 

A narração das reportagens e quadros ficou na responsabilidade de Cissa Guimarães, a partir de abril de 1989. Ao lado de Falabella, formava a dupla mais famosa da história do programa. 

Durante a década de 1980, o cenário do programa também passou por alterações. No início, fotos de artistas compunham o ambiente de apresentação. A partir de 1984, o programa passou a ser exibido diretamente de uma ilha de edição. Em 1986 o Vídeo Show era comandado de um cenário que simulava a sala de uma casa com uma televisão no centro. Houve uma época que o cenário era composto de televisores antigos, com fios e válvulas visíveis e monitores novos, que apresentavam imagens dos temas abordados. 


Novas reformulações


O quadro de grande sucesso do programa, o Túnel do tempo. I Internet


A década de 1990 foi marcada por reformulações do programa, novos cenários e quadros. Um dos mais marcantes estreou em abril de 1991, o Túnel do Tempo. Quantos se lembram da icônica frase "Direto do túnel do tempo"? O quadro tinha o intuito de relembrar um momento marcante, seja do jornalismo, do entretenimento ou de um show, que havia sido exibido naquela data há 10, 15 ou 20 anos, por exemplo.

Em 1990, quando se comemorava os 40 anos da TV e os 25 anos da Globo, o programa realizou matérias especiais durante o mês de setembro e no dia 31 de dezembro de 1990.  

Já em 1992, ele ganhou um novo cenário, com fundo preto com luzes e neon. Em 1993, quando completou dez anos, o cenário foi renovado com cores claras. Além disso, novas músicas e vinhetas foram criadas. 

A partir de abril de 1994 o Vídeo Show passou a ser exibido de segunda à sexta - como aconteceu até os seus últimos dias - no horário de 13h30 e possuía meia hora de duração. Novos repórteres, como Renata Ceribelli e Cissa Guimarães, foram adicionados, o que ocasionou a riqueza das matérias fora dos estúdios de gravação. 

Em 1995 o programa fez parte dos núcleos sob responsabilidade de Maurício Sherman e J.B. de Oliveira, o Boninho. Nesse ano, o Vídeo Show comemorou 1000 edições, com uma matéria especial que relembrou todos os artistas que o apresentaram, os diferentes visuais de Miguel Falabella e os melhores momentos do Falha Nossa



Débora Secco recebe o Troféu Vídeo Show. I Internet


Em 1996, o programa passou por novas reformulações e contou com a instituição do Troféu Vídeo Show, que premiava artistas da Casa. 

Em 1998, o programa passou a ser exibido às 17h por pouco tempo, voltando a ser apresentado às 13h30, logo após o Jornal Hoje. Neste mesmo ano o Vídeo Show ganhou um set para entrevistados e algumas matérias foram transmitidas ao vivo pela primeira vez. 

Entre 1994 e 2000, uma edição aos sábados era exibida com o intuito de apresentar os melhores momentos do programa. 


Nova versão da revista eletrônica



Angélica sob o comando do Vídeo Game. I Internet


Com o intuito de aproximar os artistas globais de seu público, a revista eletrônica ganhou novas roupagens, com a presença de uma plateia. O objetivo era explorar o entretenimento, animação, diversão e interatividade no palco. Esquetes bem humoradas e clipes foram exibidos. Novos artistas, repórteres e apresentadores foram adicionados ao programa com esse objetivo. 

Uma nova edição, aos sábados, foi incorporada no início dos anos 2000, que era um especial dos melhores momentos da semana que também trazia episódios temáticos, como os 18 anos da atração, super-heróis e casas. 

Em dezembro de 2001, o Vídeo Show ganhou um novo quadro/programa, o Vídeo Game apresentado pela cantora e apresentadora Angélica, que tinha o objetivo de trazer artistas que se enfrentavam em uma competição sobre a televisão e programas globais. O quadro ficou no ar por 10 anos, até 2011, e era um dos grandes sucessos do VS

Em março de 2002, Miguel Falabella deixou de apresentar a atração. Ele ficou por 15 anos como âncora do programa. Em seu lugar entrou André Marques. 

Em dezembro de 2003, estreava o Vídeo Show Retrô, que tinha o intuito de resgatar os acontecimentos da telinha global daquele ano, com exibição dos melhores momentos de novelas, programas e jornais. 

Também em 2003, a produção do programa contava com o Astromóvel, um carrinho elétrico estilizado que era utilizado pelos apresentadores que o dirigiam na companhia de um ator até os estúdios de gravação, enquanto eram realizadas as entrevistas. 

No dia 13 de abril de 2009 o programa passava a ser exibido ao vivo, de modo que o mundo do entretenimento ganhou mais visibilidade. Além dos bastidores da TV, o programa dava informações sobre o mundo do teatro, cinema e música. 


Até os tempos atuais


Zeca Camargo e Suzana Vieira mexendo o corpo no novo formato do programa. I Internet


A última década do programa foi marcada por novas reformulações e a inserção de novos apresentadores. Chegou-se até mesmo a mudar o formato do show e seu objetivo original, com plateia, interatividade e novos conteúdos. Contudo, ele não ficou muito tempo no ar. Os telespectadores gostavam mesmo da atração com uma bancada e um apresentador.

Após 13 anos apresentando o programa, André Marques despediu-se em outubro de 2013. A partir daí, o Vídeo Show experimentou um novo formato que trazia um artista convidado a cada dia. A apresentação era por conta de Zeca Camargo, que o entrevistava e realizava dinâmicas e games com o mesmo. 

Em 2015 foi realizado um rodízio de apresentadores no programa, que se revezaram na exibição de matérias sobre os bastidores da emissora durante suas cinco décadas de exibição. 

Em 2016, o programa ganhou um estúdio de vidro que permitia a visão da movimentação dos Estúdios Globo ao fundo. Foi nesse ano também que, dia 21 de setembro, estreava o quadro Meu vídeo é um show, com a participação de famosos e atores (Cássia Kiss Magro, Lima Duarte, Renata Sorrah, Juliana Paes, Ney Latorraca e Tony Tornado estavam entre os convidados). 

O Vídeo Game voltou a ser exibido em uma ocasião especial entre os dias 6 a 24 de novembro de 2017. 

Desde 2015 o programa voltou a ser ao vivo e contou com a mudança de apresentadores. Monica Iozzi, Otaviano Costa, Sophia Abrahão, Marcos Veras e Joaquim Lopes passaram pela bancada até a extinção do YS em janeiro desse ano. O Vídeo Show tentou resgatar a fórmula de sucesso antiga e inicial, finalizando com um pensamento ou reflexão de Miguel Falabella, mas o programa já estava fadado ao término devido a baixa audiência. 


Aberturas



Em 35 anos de existência o programa contou com 12 aberturas com mudanças no layout e no som instrumental da música Don't stop 'till you get enough de Michael Jackson em versão de Maynard Ferguson

Ouça a versão original logo abaixo:







Durante a década de 1980 a banda Roupa Nova desenvolveu a trilha sonora da abertura do programa. Os integrantes faziam parte do DAM (Departamento de Apoio Musical da Globo) e criou o som de atrações, como Fantástico, Discoteca do Chacrinha, além de novelas. O repertório do Vídeo Show faz parte de medleys da banda até nos dias de hoje. 

A primeira abertura do programa (1983) apresentava imagens de shows, filmes, esportes e jornalismo do que se passava na época ao som do hit






Já em 1987 uma abertura com bailarinos embalados pelas músicas de diferentes épocas em salas de televisão tentou substituir a clássica melodia, mas sem sucesso. 






Em 1988 a música marcante retornou com imagens projetadas nas letras que compõem a palavra 'Vídeo Show'







Em 1990 a abertura dava closes na construção das letras do nome do programa.






Em 1995 pequenos quadrados com cenas marcantes formavam as palavras.







Já em 2000 a abertura fora criada sobre um fundo de céu com nuvens. 







Em 2010, o grafismo com telas em um fundo azulado marcou a abertura.







Em 2013 foram criadas duas vinhetas: uma com imagens dos Estúdios Globo e a logo com uma fonte alongada e mais fina.








A partir de 2014, o colorido do cenário tomou de conta da abertura e a logomarca elogiada retornou. 


Evolução das logos



Em seus anos de exibição, a logo do programa passou por 14 transformações, que variavam em mudanças nas fontes, fundo e formato. O site Logos disponibilizou todas elas e vocês podem ver as variações abaixo:
























Uma cronologia de vinhetas divulgada no Youtube mostra a evolução das logomarcas. Assista entre 0:09 e 0:25:







O término



O Vídeo Show saiu do ar no dia 11 de janeiro desse ano, às 15h11 (horário de verão), segundo informações do colaborador do blog, Layon Yonaller. Com o seu fim, a Sessão da Tarde vem logo após o Jornal Hoje. Além disso, para tapar o buraco da ausência do programa a Globo exibe depois do filme um compilado de especiais da Grande Família, o Álbum da Grande Família

Já tinha anos que o Vídeo Show demonstrava que não estava bem das pernas, com formatos batidos e audiência baixa. Várias mudanças de formatos foram introduzidas, assim como apresentadores, para alavancar a audiência que só despencava frente ao quadro da concorrente, A hora da venenosa - do Balanço Geral SP. O programa já não era mais a mesma coisa de que nos seus tempos áureos, com a apresentação de Miguel Falabella, que tinha uma aproximação com o público e apresentava a produção de forma dinâmica. O VS, portanto, deu um último suspiro, de acordo com críticos de TV, com a apresentação de Otaviano Costa e Mônica Iozzi.

O produto foi encerrado com um clipe que homenageou os produtores, idealizadores, artistas e apresentadores do programa com a música Trem Bala, de Ana Vilela, de fundo. Além disso, Sophia Abrahão e Joaquim se despediram e Miguel Falabella encerrou o programa de forma melancólica com a frase “Um beijo muito carinhoso, fiquem com Deus e até…”.





Para suprir a falta



Com o possível objetivo de suprir a futura falta do programa, foi divulgado nas redes sociais no dia 19 de dezembro de 2018 uma propaganda do canal de entretenimento e bastidores da Globo, o GShow





Atualmente o site - que tem o slogan "As histórias das histórias que a gente conta" - é a principal fonte de informação e entretenimento do canal. O comercial ganhou mais divulgação dias depois do anúncio da extinção do Vídeo Show


Momento Vídeo Show

Ana Maria apresenta o Momento Vídeo Show em seu programa. | Internet



Dias após o programa terminar, o Mais Você exibia o chamado Momento Vídeo Show que apresentava os bastidores da festa de lançamento da novela Verão 90. A ideia foi de tornar o programa lembrado. 


Versão portuguesa



Ricardo Pereira é o apresentador da versão da terrinha do Vídeo Show. | Internet



Na Globo Internacional- Portugal há uma versão do programa que é apresentada pelo ator Ricardo Pereira aos sábados às 20 horas. O produto tem a mesma premissa que a do Vídeo Show: conhecer os bastidores de uma cena, a adrenalina da gravação e a rotina do set, além de entrevistar vários artistas da Globo sobre suas carreiras e trajetórias de vida.

Esse foi o meu registro sobre o programa Vídeo Show, substituindo o Layon Yonaller excepcionalmente hoje.


Resgatado, publicado e REGISTRADO! J-J



Por: Emerson Garcia
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