sábado, 25 de março de 2017

Eu vi: marca d’água em desalinho, publicidade gratuita, falso “ao vivo” e uma coleção de erros de português




 Comecei 2017 vendo bastante detalhe na TV.

Voltamos com o segundo ano do quadro Eu vi onde coleciono detalhes pitorescos da televisão brasileira. O primeiro texto desta série em 2017 é um apanhado que fiz tanto em 2016 quanto neste ano. Com marca d’água que volta a área de segurança (safe area), um descuido com o que se escreve no gerador de caracteres (GCs) e ainda publicidade gratuita em programa de entrevista na TV pública.


Marca d’água em desalinho


Selos da Band e BandNews TV dentro da proporção 16:9 apesar da mudança feita no ano passado. | TV Bandeirantes e BandNews TV



Assim que mandei ao editor-chefe o último Eu vi no ano passado, já em 18 de dezembro de 2016 flagrei no aplicativo da Band, durante o programa Pânico na Band, o selo da emissora no antigo lugar (canto inferior direito), ao mesmo tempo onde estava o AO VIVO (canto superior esquerdo), enquanto o selo transparente não aparecia.

Já no ano seguinte, em 08 de janeiro de 2017, a Band, Rede Vida e a BandNews TV (pelo menos na manhã de 09 de janeiro de 2017) por motivos desconhecidos colocaram suas marcas d’água de volta a safe area e do nada voltou ao formato de tela panorâmica (widescreen 16:9).


O básico sobre proporções de tela: safe area, 4:3 e widescreen. | ilustração: LAYON YONALLER




As redes Bandeirantes e Vida, neste dia 08, uma hora colocavam seus selos na safe area, outra hora reposicionavam de volta ao formato widescreen. Confira:


Marcas d’água da Band e Rede Vida em lugares diferentes no mesmo dia. | TV Bandeirantes e Rede Vida



P.S.: menção a afiliada do SBT no Mato Grosso

A emissora Bem TV, afiliada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em Tangará da Serra (MT), exibiu – ao menos no que vi em seu site – a antiga marca d’água da rede de Silvio Santos (pequena e na safe area) ao mesmo tempo em que o novo selo (grande e na área 16:9). O ocorrido no dia 19 de fevereiro de 2017 às 20h38 (horário de Brasília) mostrou que o selo antigo não saía nem na hora do intervalo comercial. Veja:


Afiliada mato-grossense do SBT exibe selo antigo na safe area. | Bem TV



Falso “ao vivo” na tela do BandNews TV


Telejornal GRAVADO dizendo para ver a transmissão “AO VIVO.” | BandNews TV



Assim como sua concorrente GloboNews, que deixa o selo AO VIVO mesmo sabendo que o que passa em sua tela foi gravado, o canal de TV paga BandNews TV fez a mesma coisa: o Jornal da Band (exibido originalmente na TV Bandeirantes às 19h20 e reprisado às 20h30) foi ao ar com uma mensagem indicando para “assistir ao vivo no Facebook”.

Idem o Jornal da Noite (exibido à meia noite e reprisado às 2h) com mensagem indicando para “assistir ao vivo no aplicativo da Band em iOS, Android e Windows Phone.” Foi assim no dia 14 de março de 2017 e na de 21 de março de 2017,  quando vi esta falta de cuidado em relação ao GC no canal do Grupo Bandeirantes.


Caixa Econômica Federal ganha publicidade grátis no Roda Viva


Augusto Nunes levanta caneta da Caixa no programa Roda Viva. | TV Cultura


Ao ver o programa Roda Viva na TV Cultura no dia 20 de março de 2017 acabei percebendo que o mediador Augusto Nunes levantou a caneta com o logo da Caixa Econômica Federal para dar vez a um jornalista que ia fazer a pergunta ao convidado do dia. O banco estatal não é patrocinador da atração. Confira isto:






Para encerrar: os erros na escrita estão de volta

Novo ano e velhos costumes se repetem. Desde que surgiu o Eu vi em 12 de março de 2016 noto erros de escrita e de português. Hoje mostro que houve erros de português e geografia nos últimos tempos na tv. Veja:

1 – “LUIZIÂNA”: às 20h02 do dia 1º de fevereiro de 2017, o telejornal SBT Brasil (SBT) exibia um giro de notícias rápidas, entre elas uma na cidade de Luziânia (assim está certo!) estado de Goiás. O nome do município se deve a Santa Luzia, mas o responsável pelo GC não prestou atenção. Confira:


“LUIZIÂNA” em vez de LUZIÂNIA. | SBT



2 – “NA PIOR RECORDE”: às 23h30 do dia 28 de fevereiro de 2017, o Jornal das 10 (GloboNews) exibia ao vivo o “Discurso Sobre o Estado da União” e nos caracteres está escrito “na pior recorde” em vez de “no pior recorde”. Veja:


Estamos “NA PIOR RECORDE.” | GloboNews



3 – “CALDEIRÃO DO HULK”: no dia 02 de março de 2017, o site da Rede Globo, em seu menu, colocou “Hulk” (o herói de cor verde) em vez de “Huck” (sobrenome do apresentador Luciano Huck). Alguém viu, e assim que visitei a página da emissora em 13 de março de 2017 o erro foi corrigido. Compare:



"Hulk" em vez de Huck. I Site da Rede Globo



4 – “LUZIÂNIA/DF”: às 5h07 do dia 09 de janeiro de 2017, o noticioso Hora Um da Notícia (TV Globo) mostrava no rodapé que a repórter estava em “Luziânia, Distrito Federal”. Desta vez, o erro não foi ortográfico, e sim, geográfico. Se restar dúvidas, a canopla não me deixa mentir:


Luziânia fica em Goiás e não no DF | TV Globo


5 – “POLICIL”: no dia 18 de março de 2017, o rodapé do GC do Brasil Urgente, da Band estava escrito "policil" em vez de "policial". Quando o erro foi visto a parte de cima foi retirada apenas permanecendo o título de chamada do programa:


 "Policil." | TV Bandeirantes



E foi isso que eu vi. J-J












Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista

quinta-feira, 23 de março de 2017

Quinta de série: Shameless US

Pode conter possíveis pequenos spoilers.










Ai! Que saudades de escrever para o Quinta de série! Aproveitando bastante o mês de retorno do QdS? Então lá vai mais uma dica  para você, e não é uma série bobinha não, é um drama familiar siniiiiistro: Shameless US. Então, let’s go!

Shameless US (como o nome já sugere) é uma versão americana de uma série britânica de mesmo nome. Ela conta a história da família Gallaghers que passa por muitos altos e baixos ao longo de suas temporadas, que a propósito, já foi renovado para a oitava temporada.

Frank Gallagher é o pai de seis filhos: Fiona, Carl, Ian, Lip, Debbie e Liam, mas ele não é o pai digno do nome. Frank é alcoólatra e traz muitos problemas para Fiona, que como irmã mais velha, sempre teve que cuidar de seus irmãos mais novos.





Acredite, você vê Fiona chorando bastante porque tudo o que tenta fazer acaba indo por água abaixo. Mas seus irmãos Lip e Ian tentam ajudá-la a manter tudo sobre controle, mesmo não conseguindo se manter.

Lip é um garoto muito inteligente, mas completamente desacreditado do seu potencial. Ele tenta ajudar sua família sempre que pode, mas acaba se perdendo muitas vezes no caminho. 






Inclusive Ian é o foco de uma temporada que foi uma das melhores. Ela tratou sobre a bipolaridade e como ela afeta, e muito, o comportamento das pessoas que a possuem. Além disso, a sexualidade de Ian também entra muito em questão junto com o seu relacionamento com Micky. (SOU GALLAVICH SIM!!)

Depois de Ian temos a Debbie. Uma das mais inteligentes da família, porém entra muito em enrascadas. Até porque, a gente aprende fazendo merda, não é mesmo? 

Também há Carl e Liam. Carl teve uma fase muito legal durante uma das temporadas e Liam é o mais novo e nunca foi tão aproveitado na série como deveria ser. Espero que melhorem isso numa temporada futura.





Além deles, temos o Kev e a V., os vizinhos e melhores amigos dos Gallaghers. Muitos personagens vêm e vão na série, assim como na vida real. Então esses são os personagens que mais são focados.

Sobre o enredo eu achei a apresentação dos personagens muito fraca, mas conforme a temporada vai andando, você fica mais e mais obcecado em assistir o episódio seguinte porque é uma m*rda atrás de outra m*rda e você fica querendo saber qual (ou quem) vai ser a próxima.

O programa não tem muitos episódios por temporadas, apenas 12 em cada uma, mas como disse, já vai para a oitava temporada, o que para alguns pode soar como muito. Eu assisti a 7 temporadas em um mês, então... Dá pra ter uma boa noção de quanto gostei. Assistir 84 episódios não é para qualquer um. Agora, fiquem com um dos ensinamentos mais importantes da Fiona e até o próximo QdS! Vamos maratonaaaar! J-J










Por: Thiago Nascimento

quarta-feira, 22 de março de 2017

Crônica JJ: Mentira!




Coisas do nosso Brasil: o quanto somos enganados | internet


Caros leitores, em nosso país vivemos numa mentira:

A carne não é carne. Linguiça não é linguiça. Mas as doenças são de verdade.
O leite não é leite. É água com uma "substância" branca. Nem da vaca veio.
A cerveja - paixão nacional - não é cerveja. É água com milho... Ou mijo!

Nossos representantes não nos representa. Eles se representam.
Nossas leis de nada serve. Para quê? Nossos juízes "fazem leis" e libertam bandidos.
Os fiscais nada fiscalizam, a não ser que dê uma "chuva verde", entende?!

Carros no Brasil nem carros são. São carroças a preços de luxo.
Estradas são de mentira. Na primeira chuva vira bolachinha quebrada.
Nossa telefonia liga de nada para lugar nenhum, mas o preço monegasco existe, né?! J-J












Por: Pedro Blanche

terça-feira, 21 de março de 2017

Voltando às raízes: TOP 10 dos intérpretes de Supergirl e Flash em Glee



Para quem não sabe, os protagonistas das séries Supergirl e Flash, Melissa Benoist e Grant Gustin, respectivamente, foram atores em Glee antes de fazerem sucesso na pele de heróis da DC. Com isso em mente - e com o crossover acontecendo essa semana - decidimos fazendo um TOP 10 das melhores performances deles em Glee. Então, aproveitem a cantoria!


10- Uptown Girl

Apresentada por Sebastian (Grant Gustin) e os Warblers no episódio The First Time (S3E05).







9-  Anything could happen


Apresentada pela Marley (Melissa Benoist) e o New Directions no episódio I do (S04E14).







8-  Live while we’re Young


Apresentada por Sebastian e os Warblers no episódio Thanksgiving (S04E08).








7- All or Nothing


Apresentada pela Marley e o New Directions no episódio All or nothing (S04E22).







6- Bad


Apresentada por Sebastian, os Warblers e o New Directions no episódio Michael (S03E11).








5- Wrecking Ball


Apresentada pela Marley no episódio The end of the twerk (S05E05).








4- Glad you came


Apresentada por Sebastian e os Warblers no episódio On My Way (S03E14).








3- Chasing Pavements


Apresentada pela Marley e o New Directions no episódio The New Rachel (S04E01).







2- Smooth Criminal


Apresentada por Sebastian e pela Santana (Naya Rivera) no episódio Michael (S03E11).








1- New York State of Mind


Apresentada pela Marley e Rachel (Lea Michele) no episódio The New Rachel (S04E01).







Há poucas músicas do Grant na série porque ele interpretava um personagem de um coral rival. Então a maioria das músicas são das competições ou apresentação do personagem. Como a Melissa interpretava uma personagem do New Directions, coral principal da trama, ela tem muito mais músicas cantadas que ele. Me desculpe, gente, mas a Marley é a New Rachel. 

Agora que já conhecemos os talentos musicais dos nossos protagonistas, já podemos ir assistir ao crossover. Vale a pena lembrar também que o vilão do crossover será interpretado pelo Darren Chris que também participou de Glee desde sua segunda temporada até o final. Então, agora, vamos aos episódios! J-J


Por: Thiago Nascimento

sábado, 18 de março de 2017

Palavras escritas corretamente aplicadas de maneira incorreta



Já parou para pensar o quanto falamos e nos expressamos de maneira errada e inadequada? Como a população acostumou a falar mal o português? Não falo de gírias ou regionalismo, não, mas sim de expressões erradas, como por exemplo “pulso”. O que todos se referem como "pulso" seria a junção do antebraço com a mão, isso na verdade é o PUNHO. "Pulso" na verdade significa pulsação arterial - cujos ritmos são chamados "pulsos". 

Outro exemplo comum é "ignorância". Muitos classificam aquela pessoa que maltrata, que tem má resposta na ponta da língua como ignorante, mas na verdade significa a pessoa que ignora, que desconhece.  

Me pergunto o que seria de "eu" com apenas uma leitura do dicionário. Quantas palavras que uso no meu cotidiano seriam substituídas e quantas outras seriam acrescentadas. 

A que se deve isso? Pode-se atribuir à falta de estudo, mesmo tendo tantos estudiosos que ainda cometem algumas falhas? Acredito que isso venha de tradição. Nossos avós aprenderam errado e ensinaram aos nossos pais que nos ensinaram. Cabe a nós não ensinarmos errado para os nossos filhos.

Mas o que "mim" chateia não são esses erros, que de tão comum já foram aceitos como sinônimos do correto, "mais" que nessa era digital onde nos comunicamos "mas" por textos, a preocupação em fazer-se entender tem sido menor do que a de entender. Ao cometer tantas falhas no português esquecemos que podemos ser "mau" interpretados, que uma frase de observação pode ser lida como de acusação. 

Muitos são os “agentes”, os “mais”, os "a ver" no lugar de "haver" (e vice e versa), trocar o "mim" por "eu" (e vice e versa de novo). Palavras que são escritas corretamente aplicadas de maneira incorreta que podem modificar o sentido de uma frase ou deixá-la sem sentido, como exemplo: “Agente vai lá, mais eles não”. Interpretada ao pé da letra ficaria: "Agente (de polícia) vai lá com eles" e o não ficaria completamente aleatório. O correto, para não haver erro de interpretação, seria “Nós vamos lá, mas eles não”. Muitas vezes é até mais simples escrever certo.

Importar-se com o que é entendido é obrigação do escritor - e nessa era de redes sociais somos todos escritores e escrevemos como foi nosso dia ou nossas opiniões. A linguagem escrita deve ser cuidadosa, zelosa, clara, precisa e direta. A escrita tem o poder de criar imaginação. Aposto com você que leu até aqui, que me viu revisando esse texto mil vezes antes de enviar para o meu editor-chefe. E sim, eu realmente fiz isso, o que é o mais prudente afinal. A era digital, com seu imediatismo e velocidade de transferência de dados, faz com que percamos o hábito de revisar, afinal não temos tempo, a resposta deve ser imediata. 

Ah, leitor! Não se isente da culpa! Afinal, você também tem culpa, porque se eu tivesse escrito esse texto por sigla vc teria entendido mesmo assim, ou seja, você deixou de exigir qualidade e parou de identificar os erros e até de se incomodar com eles. Passou a entender que dependendo da frase o "mais" vira "mas"; o "mau" e o "mal" não diferem na hora de falar; e que quando se escreve nas caixas de diálogo digitais seria como se estivéssemos falando pessoalmente. Seria, MAS não é. Claro que tem que "a ver" semelhança, tem que "a ver" casualidade, "mais" ainda é a palavra escrita e esta torna-se documento. Pense que sua conversa de bate papo pode virar prova judicial. Imagina se o júri não consegue interpretar devido a tantos erros gramaticais e semânticos e com isso você seja condenado? Mesmo que você entenda quando "mau" aplicada a palavra pode ter "mas" significados que estrelas no céu. Não custa nada revisar ou aprender a usar o corretor ortográfico. J-J


Por: Stephanie Ferreira
(Ah! E esse texto foi escrito por "eu"!)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Nada substitui o papel

O papel em seus diversos usos. | internet


Por mais que avance a tecnologia no sentido de armazenar informações e anotações, o papel sempre terá o seu lugar de destaque. É claro que nos tribunais e varas, por exemplo, o papel deu lugar às versões eletrônicas em processos judiciais, tornando os processos ágeis, porém, em geral, o papel continua soberano em nossos dias virtuais. Isso vai da imprensa até as ficções.

Na mídia, em vez de ir completamente ao digital, deram outra função aos jornais e revistas. O Globo foi para esse caminho: o jornal carioca criou as chamadas "duas primeiras páginas", no qual o periódico publicou duas edições com manchetes diferentes com a escolha do leitor em qual das duas levar:

"Para dar o destaque que as notícias mereciam, a versão impressa e digital do GLOBO, nesta sexta-feira, chegou aos tablets, bancas de jornais e aos assinantes com duas primeiras páginas. Em mais de 90 anos de história, foi a primeira vez que o GLOBO lançou mão da estratégia. [...] O burburinho nas bancas também se refletiu na Internet. Na quinta-feira, a página do GLOBO no Facebook ganhou mais de 50 mil novos fãs - ontem outros 17 mil curtiram a página. Já os números de acesso atingiram marcas recordes. Na quinta, foram registradas 4,8 milhões de visitas ao site do GLOBO e 8,8 milhões de "pageviews" (número de páginas visitadas)."


No programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, o jornalista João Roberto Marinho (do Grupo Globo) contou como o jornal O Globo apostou no papel indo numa determinada estratégia diante desta era digital:






Em maio deste ano, o Jornal do Brasil - que encerrou sua versão impressa em 2010 - voltará às bancas do Rio de Janeiro. Até então, o JB se lançou em direcionar suas funções ao meio digital (em meio a uma crise financeira que enredava a empresa). Com a troca de comando, o Jornal do Brasil estará tátil nas mãos dos leitores, em especial - segundo Omar Peres, empresário e novo controlador do periódico - aos que sentem falta do JB e o querem de volta.


Nas provas, na literatura e na ficção

O papel ganha força até para as novas gerações, principalmente quando vemos na televisão filas quilométricas de fãs de histórias, como Harry Potter e Crepúsculo, ávidos por comprar tais livros. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o papel se mantém firme diante da rejeição de 70% dos consultados em fazer provas via internet. Para esta maioria ouvida pelas autoridades, as provas virtuais seriam mais sujeitas à fraudes. Na ficção é até possível entreter as crianças contando histórias apenas com papel, como se vê no Quintal da Cultura, da TV Cultura:






Para muitos adeptos do que é impresso, é no papel onde está a informação e a diversão. É onde as pessoas se concentram em vez de se render aos livros digitais. Uma amiga minha que é jornalista me contou que ela se sente melhor lendo as coisas no papel do que na tela do computador. Outra pessoa me confidenciou de um episódio onde os dados sobre consultas sumiram do sistema da internet e gerou tormentos a todos, exceto a ele que ainda anota seus registros.


E outras coisas

Aos que não veem com bons olhos a digitalização do dinheiro, preferem a moeda e a cédula nas mãos do que em sua conta bancária em bits e bytes. Imagina se tudo o que tem na conta some por causa de um dedo nervoso na tecla do computador... Muito tenso! 

Quando é para economizar água e sabão usam-se lenços descartáveis. Quando eu era voluntário nos Jogos Olímpicos Rio 2016, recebemos uma cópia em papel (para a distribuição de materiais aos funcionários e voluntários) caso os computadores dessem eventual problema. Nunca deu, mas o seguro morreu de velho.

Ainda hoje, para comprovar que um jogador ganhou na loteria, é preciso ter um comprovante do jogo... em papel. Para divulgar um anúncio de uma loja se contrata panfletadores. Ou o papel vai ao transeunte ou é indevidamente jogado no chão. Nos supermercados ainda não se abriu mão de papel higiênico e absorvente.


Para encerrar

Deixo com vocês a música Build do grupo The Housemartins que, é claro, não tem nada a ver com papel, mas antes de ter os tradutores na internet, ouvintes pediam o tal "melô do papel" em rádios pelo Brasil afora.






E você, leitor do JJ, o que o papel representa (ou não) para sua vida? J-J
















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista

quinta-feira, 16 de março de 2017

Quinta de série: Chicago (Fire, P.D., MED e Justice)



Dos mesmos criadores de Law & Order, as séries Chicago começaram apenas com Chicago Fire. 


Chicago Fire




CF estreou em outubro de 2012 (atualmente ela se encontra em sua quinta temporada). Ela retrata a vida pessoal e profissional do 51º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Chicago. Sua equipe conta com o Caminhão 81, o 3º Esquadrão de Resgate, a Ambulância 61 e o 25º Chefe de Batalhão. 

Personagens

Dentre os personagens estão Mathew Cassie e Kelly Severide, tenentes do Caminhão 81 e do 3º esquadrão de resgate, respectivamente; e o Chefe Bodden, chefe do 51º Batalhão. 

História

A história começa quando um tenente experiente morre, e os outros precisam tomar a frente para consertar as falhas que causaram sua morte e não deixar que o Batalhão se divida.

Mesmo passando por diversos problemas pessoais, esses bombeiros estão dispostos a enfrentá-los para salvar vidas em Chicago de acidentes de carro, trem, incêndios e resgates algumas vezes bem bizarros. 

Mas com esses fatos, surgiram novos questionamentos: o que acontece com as vítimas, quando a ocorrência é criminosa, quem resolve? Com isso aparecem os spin-offs: Chicago P.D., Chicago MED e Chicago Justice (este mais recente, ainda com um episódio, mas com muita expectativa).







Chicago P.D



O primeiro spin-off foi Chicago P.D. Atualmente em sua quarta temporada, ele apresenta o serviço de inteligência do departamento de polícia de Chicago, com o Sargento Hank Voight, com seus métodos de investigação e interrogatório um tanto questionáveis, assim como a maneira com a qual conseguiu seu cargo. 

Personagens

Sua equipe nada tem a ver com seus métodos, tendo Antônio Dawson, um policial extremamente correto e justo, irmão da paramédica de Chicago Fire, Gabriela Dawson; Erin Lindsay, filha adotiva do Voight, que tem um passado obscuro mas que não compactua e chega a desconhecer os métodos de seu pai; Jay Halsted, um ex militar, justo e combatente, um tanto emotivo, e o braço direito da Erin (Spoiler: eles formam um casal muito fofo ao longo da série, mas você torce desde o primeiro episódio por eles); Alvin Olinsky, antigo parceiro e supostamente melhor amigo de Voight que conhece todos os segredos do seu passado, mas mesmo que você ameace sua família (seu bem mais precioso, tanto que chega a morar na garagem após o divórcio para não ficar longe de sua filha) ele não contará nada; além de Adam Ruzek, Kevin atwater e Kim Burgess

O que difere Fire de P.D. é que este não valoriza tanto a vida pessoal. Para os policiais, a vida e a profissão não são diferentes.






Chicago MED



Após uma explosão por um atentado terrorista na emergência do Hospital local Chicago MED, surge com sua reforma uma nova equipe de emergência e uma nova série, atualmente em sua segunda temporada. 

História

A equipe médica de pronto socorro, cirurgia e psiquiatria de emergência, lideradas pela diretora hospitalar Sharon Goodwin, fazem o melhor para atender os pacientes, mostrando laços de amizade e confiança. Sobre ego e situações do dia a dia para debates, também, apresentam e solucionam casso raros, algo parecido com o antigo seriado Plantão médico, mas com uma visão moderna e ampla da vida hospitalar. 

Chicago MED conta ainda com muitos crossovers com Fire e P.D., já que muitos casos são trazidos por bombeiros e policiais. 

Assim como P.D., não há muito espaço para situações cotidianas em MED. Todas que aparecem são apresentadas como se você fosse um colega de trabalho íntimo, o que só faz aguçar a curiosidade e admirar a maneira como eles deixam tudo de lado em nome da profissão que amam. 






Chicago Justice



Mais recentemente, em um crossover épico entre os três seriados (Fire, P.D. e MED), houve a apresentação de Chicago Justice. Em seu primeiro episódio a promotoria de justiça de Chicago trabalhou na condenação de um incendiário, responsável pela morte de 39 jovens de uma única vez (Alerta de spoiler: dentre esses está a filha do Alvin Olinsky, que fornece um interrogatório duvidoso feito pela inteligência). 

A equipe de investigação da promotoria é composta por um antigo conhecido, Antonio Dowson, que me deixou de coração partido por pensar que teria saído de cena em P.D., mas não, agora ele tem um seriado inteirinho só dele e se manter o padrão teremos justiça real. 






Opinião

Só posso esperar que pare por aí os spin-offs e que as séries continuem por muito tempo em temporadas. 

Sabe por que eu gosto desses seriados? Porque mostram situações próximas da realidade cotidiana; porque seus personagens são seres humanos reais, que ora são falhos e ora são incrivelmente admiráveis, que amam, odeiam, se vingam, perdoam, erram, tem recaídas, que dão a volta por cima e que se sacrificam em nome de pessoas que nunca ouviram ou ouvirão falar. Assim como nossos bombeiros, policiais, médicos e promotores de justiça de todo o mundo. Nobres profissões que merecem esta justa homenagem. J-J 


Por: Stephanie Ferreira

quarta-feira, 15 de março de 2017

Goleiro Bruno apareceu e o pessoal do "direitos dos manos" sumiu. Por que será?

Por que a esquerda não adotou esta "vítima da sociedade"? Vocês não diziam que "cadeia não resolve"? | Jornal de Jundiaí/reprodução


Caros leitores, depois que o pessoal dos direitos humanos nos encheu o saco em relação às rebeliões do Norte e Nordeste brasileiros no início deste ano, viviam dizendo a granel que temos "ressocializar" os bandidos, que "cadeia não resolve" e que devia "soltar os detentos em celas lotadas", agora esta cambada sumiu, se entocou e enfiou a cara na terra depois da soltura do goleiro Bruno Fernandes de Souza pelo ministro do Supremo Tribunal Federal.

E por que o discurso de ressocialização e anti-cadeia não serve para ele e muito menos a esquerda adotou o mandante do assassinato de sua amante? Simples, porque a morte de Elisa Samúdio - e principalmente a forma como morreu - gerou uma raiva e indignação nacional, principalmente quando o crime partiu de alguém que tinha uma carreira esportiva em ascensão mas jogou tudo fora por besteira.

Se a esquerda "adotasse" este discurso ao goleiro Bruno seria seu suicídio político e cultural. Não é à toa que essa pelegada sumiu de nossas vistas. É nesta hora que temos que jogar esta gente na parede (de ONGs que vivem de dinheiro público até a imprensa), inclusive certas pessoas graduadas que gostam de acolher "os manos vítimas da sociedade". Temos que dar um basta nesta conversa mole de que a criminalidade é devido sua baixa condição social e econômica.

Se ser criminoso fosse sinônimo de pobreza, nem Bruno, nem Suzane von Richthofen e outro mais afortunado cometeria crime algum. Cadê vocês, pessoal do "direito dos manos", seu sumido?!

Até mais, pessoal. J-J



Por: Pedro Blanche
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