segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Sim, Késia. Era necessário sim a bomba atômica.

Tropas japonesas entrando em Singapura. | Wikipédia em Português

No último dia 27 de outubro de 2016 foi publicado no Jovem Jornalista um texto sobre um documentário da BBC acerca da bomba atômica jogada no Japão. Não entro no mérito do vídeo pois a autora cumpriu sua missão em expor aos leitores deste site. Mas, o que me chamou atenção é a última parte sobre as questões levantadas acerca da atitude do governo dos Estados Unidos de usar as bombas:

"Será que realmente era necessário o uso de uma bomba nuclear? E será que valeu a pena sacrificar a vida de milhares de pessoas simplesmente por orgulho, e não aceitar se render? Por que o ser humano, para conseguir o que quer, tira a vida do próximo?"


Sim, Késia. Era necessário sim a bomba atômica.

Ao descarte do contexto da época qualquer um se espanta e crê que a ofensiva nuclear foi algo, digamos, "desnecessário, humilhante e ditatorial". Mas, convido-o a conhecer o contexto que levou a que parassem com a sanha imperialista japonesa.


Resumo: ascensão e queda do Japão Imperial

A chamada "Restauração Meiji" ocorrida no século XIX fez transformações em todos os níveis da sociedade japonesa nas áreas da política, economia, industrialização e, principalmente, na área militar. É verdade que o Japão ganhou um salto desenvolvimentista impressionante, mas gerou uma expansão territorial a custa de sangue estrangeiro. O Japão entrou em guerra com a Coreia (unida antes da divisão), a China e Rússia onde impôs uma derrota monumental as forças do Czar e fez a terra do sol nascente despontar como potência militar no início do século XX.

Além de atacar e dominar a Manchúria e se aliar aos ditadores Hitler e Mussolini, o Japão formou um grande império territorial com suas áreas de influência e nada indicava parar. Confira o tamanho da expansão japonesa:


Tamanho do então Japão Imperial. | Wikipédia em Português



A decisão de bombardear

O Japão teve, digamos, a audácia de atacar Pearl Harbor (EUA) e Darwin (Austrália). Isso mostra que o país não fazia distinção entre asiáticos e ocidentais. Os filmes Pearl Harbor e Austrália mostram que as forças imperiais estavam determinadas a expandir seu domínio. Aliás, o último filme citado mostra como os japoneses atacaram de surpresa o povo australiano:





A sanha incontrolável do Japão Imperial tinha de parar. O vídeo abaixo da Prager University (traduzido) em português mostra a decisão dos Estados Unidos em jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945. Lembre-se: AGOSTO! Se os alemães se renderam em MAIO, os americanos tiveram que tomar esta decisão levando-se em conta a determinação dos japoneses. Assista:






Não, de jeito nenhum quero pintar os americanos de "bonzinhos" e os japoneses de "vilões", mas deixar claro ao leitor que decisões políticas não se baseiam nos moldes de uma música hippie do John Lennon, mas nas intenções e interesses nas potências de cada nação. A guerra é feia, cruel, e sem toques de piedade. Mas com certeza seria pior se as potências do Eixo não fossem paradas. Não existe opção "C" nestes dilemas.

Até mais, pessoal. J-J



Por: Pedro Blanche

sábado, 29 de outubro de 2016

Sinal da TV analógica em Brasília e região será desligado gradualmente até o dia 17 de novembro

TV sem sinal analógico será até o dia 17 de novembro de 2016 em Brasília e região. | divulgação


Este seria o meu nono texto especial do Eu vi a respeito do desligamento definitivo do sinal analógico de televisão em Brasília e municípios de Goiás que entornam o Distrito Federal. Seria, mas a última reunião da Agência Nacional de Comunicações (Anatel), ministério das Comunicações e emissoras de televisão, ocorrida no dia 25, gerou uma reviravolta. O chamado switch-off que seria integralmente na última quarta (26) foi marcado para o dia 17 de novembro.

No entanto este desligamento será feito de forma gradual como informou o presidente da Anatel, Juarez Quadros:

“A desativação dos canais analógicos de televisão vai ser iniciada na data marcada, dia 26, até o final do dia. E será feita de forma escalonada até o dia 17 de novembro. O escalonamento do fim da transmissão analógica permitirá uma melhor adaptação das famílias que ainda não têm receptores digitais.”


Segundo o site Notícias da TV, esta decisão do adiamento ou não do apagão analógico dividiu as emissoras de televisão (com grifos):

A Globo, o SBT e a Abert (Associação Nacional das Emissoras de Rádio e Televisão) defendem o adiamento do desligamento do sinal analógico. Já a Record e Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) mudaram de posicionamento e passaram a defender o apagão analógico já, assim como as companhias telefônicas. [...] Globo e Abert são contra o desligamento amanhã porque entendem que muita gente ficará sem TV, e pressionam o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) a adiar o desligamento.
Record e telefônicas afirmam que a TV digital não pode mais esperar, e que o adiamento irá comprometer a credibilidade do processo de migração, que no ano que vem deve chegar a São Paulo, o maior mercado do país. [...] No final do dia, Globo, SBT e Abert saíram vencedoras. O Gired [Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV] decidiu que o apagão analógico será opcional a partir desta quarta e que em 17 de novembro haverá uma nova avaliação. Na prática, nenhuma emissora vai desligar seus transmissores analógicos até lá.


Adiamentos e área de cobertura

Foi a segunda vez que a data de desligamento do sinal analógico é adiada. A data original era 03 de abril de 2016, depois foi mudada para 26 de outubro de 2016. Agora a data final será 17 de novembro de 2016. Mas o que está por definitivo são as localidades onde o switch-off vai acontecer: No Distrito Federal (Brasília) e em algumas cidades de Goiás (Águas Lindas, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás). Veja no mapa:


Cidades onde a TV analógica será desligada. | Ilustração: Layon Yonaller



Antes das mudanças de data a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) emitiu uma nota se manifestando contrária ao desligamento do sinal analógico na então data porque não foi atingido percentagem de domicílios com televisão digital (com grifos):

“De acordo com o Artigo 1º [da Portaria nº 481/2014 do Ministério das Comunicações], é condição para o desligamento da transmissão analógica que pelo menos 93% dos domicílios que acessem o serviço livre, aberto e gratuito por transmissão terrestre, estejam aptos à recepção da televisão digital terrestre. [...] Além disso, a radiodifusão, em reuniões do GIRED, aceitou considerar a margem de erro das pesquisas de aferição pró-desligamento, o que, na prática, diminui o índice para 90%. No entanto, nem mesmo este índice foi atingido. Em nenhuma hipótese, a ABERT concorda com o desligamento, se o percentual não alcançar os 90% estabelecidos na legislação, porque quem mais será prejudicado é a população de baixa renda, que tem na televisão aberta, seu único meio de informação e entretenimento. Causa surpresa o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apoiar o desligamento, contrariando os critérios por ele mesmo estabelecidos, o que deixará mais de 400 mil pessoas sem acesso à programação da televisão livre, aberta e gratuita.


E como foi o dia 26 de outubro?


Contador da TV analógica sumiu após o segundo adiamento do switch-off. | SBT


Eu fiquei trocando de canal toda hora para ver se haveria alguma emissora que desligasse seu sinal neste dia, mas nenhuma grande rede quis sair do ar. Dos noticiosos e programas de TV locais que começam por volta do meio-dia apenas o SBT (uma nota rápida lida) e a TV Brasília/RedeTV! (ação comercial) fizeram citações ao adiamento do switch-off.


Como ficaram o display das emissoras pós-adiamento. | Rede Globo, SBT e Band


O texto informativo mudou. Em vez de firmar o contador de dias restantes as emissoras optaram por omiti-lo. A Globo deixa claro que o sinal analógico sairá do ar a qualquer momento até o dia 17 de novembro. Veja:





Na Coluna do Flávio Ricco citando pesquisa do Ibope, apenas 84% dos domicílios estão aptos em receber o sinal de TV digital em Brasília e Entorno. Muito aquém das metas estabelecidas.


Desligamento do sinal analógico em outros lugares

Nos Estados Unidos e Japão já houve o desligamento do sinal analógico. Para se ter uma ideia do que acontecerá na sua cidade veja estes vídeos de como ocorreu o switch-off nestes lugares. Aproveito também em mostrar o projeto piloto de desligamento no município de Rio Verde, Goiás:


ESTADOS UNIDOS






JAPÃO






RIO VERDE (GOIÁS)






Próxima localidade: São Paulo

A maior cidade do Brasil será a próxima a ter o sinal analógico desligado em 29 de março de 2017 (data prevista). Tudo o que ocorrer em Brasília servirá de exemplo para determinar as diretrizes do switch-off em São Paulo. Se será sucesso ou fracasso não sei, mas quem viver verá.

O segundo adiamento em Brasília reflete as reviravoltas da economia brasileira – e não considero os de baixa renda inscritos em programas sociais que têm direito a um conversor e antena grátis – e requer sensibilidade e reflexão dos que não querem ficar sem TV. J-J














Por: Layon Yonaller, especialmente para o Jovem Jornalista

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carta aberta dos jovens príncipes brasileiros sobre as atrocidades ocorridas no Colégio Pedro II

Brasão da dinastia de Orleans e Bragança. | Wikipédia em Português



Leitores e internautas do blog Jovem Jornalista, peço licença para publicar especialmente uma carta aberta assinada pelos membros da nova geração da Família Imperial Brasileira - sim, temos uma realeza brasileira! - a chamada Geração Monarquia em relação ao uso político e ideológico do Colégio Pedro II - instituição de ensino sediada na cidade do Rio de Janeiro fundada no século XIX.

Os grifos são da própria carta na qual o teor original está neste link. Leia na íntegra:


"Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2016

Viemos, por meio desta carta aberta, trazer à colação da sociedade brasileira, à diretoria do colégio Dom Pedro II e a quem mais possa interessar, o seu veemente repúdio pelo ato ocorrido nas dependências do renomado e estimado educandário, que hoje é regido pela esfera federal.

Ato este, que reuniu ideólogos de esquerda, comunistas, anarquistas e tantos outros grupos totalitários, em um ambiente, que tem por única finalidade, comportar um santuário do saber e formar as futuras gerações do Brasil.

Não foi possível testemunhar este espetáculo dantesco sem nos pronunciarmos em prol daquilo que julgamos ser o certo.

Hoje, o colégio é mantido com o dinheiro dos contribuintes e, portanto, cabe aos responsáveis prestarem, com os mesmos, uma satisfação, haja vista, não ser da competência da esfera federal, tampouco da reitoria do colégio, desviar-lhe o âmago de sua finalidade primordial de capacitação de nossos jovens, para abraçar a defesa de partidários, sejam eles da direita, da esquerda ou de centro.

A questão que nos faz deitar ao papel estas poucas palavras inspiradas, não é apenas o fato do referido colégio tratar-se do Pedro II, mas o fato de encerrar em si mesmo uma instituição que nasceu para um único fim e vê-la, agora, ser prostituída por desideratos espúrios, dói, não apenas em nós, mas em toda a nação.

Que o regime vigente prefere agrilhoar nossos jovens no ostracismo destrutivo da ignorância, já é senso comum. Mas, mesmo para os padrões republicanos, conseguiram transcender ainda mais as escalas abissais da imoralidade e da falta de comprometimento com o futuro nacional.

CONDENAMOS DE FORMA MUITO FIRME A REALIZAÇÃO DE TAL ATO NAS DEPENDÊNCIAS DA CENTENÁRIA INSTITUIÇÃO COLÉGIO PEDRO II E ESPERAMOS UMA RESPOSTA À ALTURA DA SUA DIREÇÃO.

Rafael de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Gabriel de Orleans e Bragança
e
Pedro Alberto de Orleans e Bragança"


A nova geração da casa dinástica de Orleans e Bragança - nascida do casamento da princesa D. Isabel de Bragança e Gastão de Orleans - vem a público para firmar posição a respeito dos rumos que o Brasil toma. J-J














Por: Pedro Blanche

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Documentário: Hiroshima- BBC History of World War II



Vou falar um pouco sobre um documentário que me marcou e trouxe uma nova compreensão para mim chamado Hiroshima- BBC History of World War II (Netflix, 2005). 

Gosto desse gênero porque ele traz a clareza pelo fato da junção de imagem, testemunho e exposição de certo tema. O documentário faz você ter curiosidade e explorar mais sobre acontecimentos históricos e sociais, às vezes pouco falados em sala de aula ou em casa, ajudando na compreensão de histórias importantes. 

É incrível e espantoso o que a ambição, o orgulho e a submissão podem trazer a uma nação. No caso do Japão, em 6 de Agosto de 1945, verdadeiro caos e terror.

Apesar da vitória sobre a Alemanha nazista, os Estados Unidos tinha mais um inimigo, o Japão que vinha sendo resistente a conquistas em seu território. Eles tinham uma arma infalível: homens dispostos a morrer pelo seu imperador (Kamikazes) - jovens treinados para explodir tanques de guerra com bombas alojadas em seus corpos. 

Paralelamente, os EUA trabalhava no desenvolvimento de um projeto intitulado “MANHATTAN”. Cientistas e engenheiros do mundo inteiro projetaram esse armamento a partir da fissão de Urânio e Plutônio.  Fontes históricas relatam que só foi feito um teste e a partir disso o presidente Henry Truman deu a ordem para o lançamento da primeira bomba nuclear da história levada em um avião carinhosamente apelidado de “ENOLA GAY.”




Houve um segundo ataque em outra cidade japonesa, Nagasaki. Dessa vez, o alvo não foi acertado, mas estima-se a morte de 50 mil pessoas, sem contar as que morreram pelos efeitos da radiação. Soldados americanos daquela época afirmaram que estavam felizes. A guerra acabaria ali e milhares de outras vidas seriam poupadas, em especial as de jovens soldados de seu país.

Aquela manhã tranquila tornou-se em um cenário de terror. Alguns sobreviventes que deram seus testemunhos sobre o acontecido trouxeram a mente fatos chocantes. 

“Enquanto eu continuava a puxá-la, o fogo se aproximava rapidamente. Eu podia ver, ouvir e sentir o cheiro do fogo. Eu estava quente, e não conseguia respirar, e não podia continuar lutando.” 


Um relato escrito por Shige Hiratsuka, que se referia a filha de 6 anos. Ela perdeu duas filhas e o marido com apenas 29 anos.

Não existe números concretos de mortos, mas somando com aqueles que morreram no bombardeio, mais os que foram envenenados pela chuva radioativa, sabemos que foram milhares. 




Hiroshima- BBC History of World War II é um documentário muito bem produzido que fez jus aos prêmios conquistados. Ele faz você levantar algumas questões, como: Será que realmente era necessário o uso de uma bomba nuclear? E será que valeu a pena sacrificar a vida de milhares de pessoas simplesmente por orgulho, e não aceitar se render? Por que o ser humano, para conseguir o que quer, tira a vida do próximo? J-J






Por: Késia Ferreira, especialmente para o Jovem Jornalista

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Em quem poderá cair a maldição de Tecumseh: Trump ou Hillary?

O líder indígena que leva o nome de uma provável maldição que matara sete presidentes dos Estados Unidos | divulgação

Caros leitores, vou sair um pouquinho de meus corriqueiros assuntos para mostrar uma curiosidade dos Estados Unidos: a chamada Maldição de Tecumseh. Este evento teria matado sete presidentes norte-americanos a cada ciclo de 20 anos (terminados em zero), em que o maior mandatário da nação seria eleito. Tudo teria começado após a derrota militar indígena em 1811, e o irmão de Tecumseh, Tenskwatawa - líder religioso e apelidado de "profeta" - lançou uma praga contra o então futuro presidente William Henry Harrison e seus sucessores na Casa Branca. Essas são as palavras ditas (com grifos meus):

"Harrison não ganhará este ano o posto de Grande Chefe. Mas ganhará da próxima vez. E quando o fizer não terminará o seu mandato. Morrerá durante o exercício."

"Digo-vos que Harrison morrerá e quando ele morrer vós recordareis a morte do meu irmão Tecumseh. Vós credes que perdi os meus poderes, eu que faço que o Sol escureça e os peles-vermelhas deixem a aguardente. Digo-vos que ele morrerá e depois dele, todo o Grande Chefe escolhido a cada 20 anos daí em diante, e quando um morrer, todos recordarão a morte de nosso povo."


Sim, estas prováveis palavras vieram da nada confiável Wikipédia, mas vamos nos concentrar nos padrões que norteiam esta lenda, OK?!

Continuo: William Henry Harrison foi eleito em 1840 e no ano seguinte morreu de pneumonia. Harrison foi o presidente com o mais curto mandato de chefe dos Estados Unidos. Na lista abaixo você verá os dados dos presidentes eleitos desde 1840, dentro do ciclo de 20 anos terminados em zero, que morreram e/ou chegaram perto da morte. Confira:

As prováveis vítimas da maldição de Tecumseh | Ilustração: Pedro Blanche


Atenção: a maioria dos presidentes que foram eleitos dentro do padrão são em sua maioria do Partido Republicano. Lincoln, antes de pertencer ao Partido da União Nacional foi republicano. Outro detalhe: apenas os ex-presidentes Ronald Reagan (eleito em 1980) e George W. Bush (eleito em 2000) completaram seus mandatos, mas quase morreram durante o exercício de poder.


Reagan e Bush (filho) escaparam

1981: 69 dias após assumir o mandato, o então presidente Ronald Reagan sobreviveu de um atentado em Washington D.C. O mandatário, que na época tinha 70 anos, teve uma perfuração no pulmão. Rapidamente foi atendido e se recuperou. Veja as imagens do atentado:





2001, 2002, 2006 e 2008 : O antecessor de Barack Hussein Obama II, George W. Bush foi o que mais escapou dos infortúnios durante o mandato. No primeiro ano de seu governo, Bush escapou de disparos efetuados em direção a Casa Branca. No ano seguinte, ele se engasgou com um pretzel, caiu e desmaiou no chão.


Bush após o incidente do pretzel em 2002 | AFP


Quatro anos depois, no estado da Georgia, jogaram uma granada em direção ao então presidente. E para terminar, George W. Bush escapou de um golpe de sapato. Assista:






Hillary ou Trump: é melhor se benzerem!

Seja quem for que assumir o cargo em 20 de janeiro de 2017 provavelmente tentará uma reeleição em 2020. Isto é fato concreto! Pelos prognósticos vistos na mídia vejo muita coisa: O mundo inteiro - orientado pela imprensa e pelos donos do mundo (o globalismo) - não quer ver Trump eleito, e não duvido se tiver alguém disposto a matá-lo. Vai ter de se cuidar na próxima década para ficar vivinho da Silva na metade da década de 2020. Já Hillary deu sinais de sua debilidade na saúde: se ela for presidente vai ter que se cuidar bastante para escapar viva em 2025.

Este texto não tem o menor caráter científico ou esotérico, mas faço questão de mostrar estes acontecimentos. Se algo ocorrer pós-2020 com um presidente eleito isto apenas aumentará a fama da Maldição de Tecumseh.

Até mais, pessoal. J-J















Por: Pedro Blanche

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Cadê a 1 hora que estava aqui?": observações sobre o horário de verão

 
A partir de hoje eu amo o horário de verão (eu em desenho). I Bitmoji 

Uma semana se passou após o advento do horário do verão desse ano. Posso dizer que ou o amamos, ou o odiamos. Confesso que durante a última semana, tive muita dificuldade de ajustar meu relógio biológico e minha agenda, mas agora estou bem adaptado. E não é que agora até gosto do horário de verão?!

Por incrível que pareça me sinto mais motivado quando é 5 ou 6 da tarde para fazer qualquer atividade. O sol forte de 6 da tarde (na verdade o sol é típico de 4 ou 5 da tarde) me dá energia, disposição e alegria. Sou muito mais produtivo. 

O fato de eu não ter me adaptado ao horário de verão na última semana, foi pelo motivo de não estar acostumado com essa realidade, afinal isso só acontece em 4 meses do ano. Tudo que é novo, nos causa incômodo. Em um primeiro momento, não sabia se ao acordar tomava café ou almoçava. Acordava com sono e dormia sem sono. Normal.

Feito esse pequeno relato pessoal, no post de hoje falarei sobre: a origem do horário de verão; o nosso relógio biológico; e o mito ou realidade de economia de energia.


Origem


 O responsável pelo horário de verão, George Vernon Hudson. Reclamem com ele! 


A primeira menção ao horário de verão - ou ao Daylight Saving Time - surgiu por Benjamin Franklin em 1784, mas essa ideia não foi muito aceita na época. Somente um século depois, em 1895, que pensou-se novamente no tema. O autor da proposta do horário de verão foi George Vernon Hudson, um entomologista da Nova Zelândia, que percebeu que o sol tinha valor fundamental para sua pesquisa com insetos. A partir de então, ele começou a reivindicar sobre o adiantamento de uma hora do relógio. 

O primeiro país que adotou o horário de verão foi a Alemanha, em 1916. Hoje em dia, cerca de 73 países adotam-no.


Estados brasileiros que aderem ao horário de verão. Ilustração I G1 


No Brasil, a primeira vez em que adiantou-se os relógios foi em 1º de outubro de 1931. Desde 1985, o horário de verão é utilizado anualmente, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Ele não foi adotado nas regiões norte e nordeste, porque não surtiriam efeitos de economia de energia:

"A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.
Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito". (Ana França, Uol)


Relógio biológico

Especialistas afirmam que nosso corpo demora de 3 a 7 dias para se adaptar ao horário de verão. O primeiro dia pra mim foi terrível: não consegui me concentrar nas minhas atividade e vi o dia passar rapidamente. Já no quarto dia estava de boa com essa nova realidade. 

"Nos primeiros dias, há dificuldade para acordar, falta sono para dormir à noite e o apetite também sofre alterações". (endocrinologista Cristina Formiga)


Essa dificuldade ocorre porque o nosso organismo já está sincronizado com o tempo e os nossos hormônios já estão habituados com a entrada e saída de luzes solares. Cada organismo tem seu próprio funcionamento e sua forma de adaptar-se. Hoje meu corpo já habituou-se a levantar disposto, antes mesmo dos primeiros raios solares. 

Aprendi a ver o horário de verão pelo lado positivo. Por exemplo: tem algo mais legal do que tomar um café reunido com a família às 6 da tarde? Pode parecer estranho, mas o meu relógio biológico do horário de verão me diz para lanchar às 6 da tarde, e eu acho isso uma maravilha!


Horário de verão economiza energia?





O horário de verão proporciona uma série de benefícios. Não me aterei a todos, somente ao de economia de energia. Será que ele realmente proporciona isso?

De acordo com especialistas, o horário de verão reduz o consumo de energia no período mais crítico, o chamado horário de ponta, que vai das 6 as 9 da noite, além disso, o uso de usinas elétricas de iluminação é diminuído. Ana França exemplificou bem isso em seu artigo (com grifos):

"Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminação pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário". (Uol)


De acordo com o site Lacerda Sistemas, a diminuição estimada para o período 2014/2015 foi de R$ 278 milhões, uma redução de 0,4% de consumo de água de hidrelétricas e economia de 4,5%, que representam 2.595 megawatts. Essa economia de energia (4,5%) está dentro do previsto, que é entre 3,5 a 5%. 

Mas, ao contrário do que se pensa, a economia não afeta nossas contas de energia elétrica, mas está além dessa questão financeira: diminuição da poluição e do uso de recursos naturais e artificiais.

O governo federal estima uma economia de R$ 147,5 milhões para 2016 (só espero que esse dinheiro seja bem investido, e não amarrado no rabo do burro). 


Outro lado

Há o outro lado da moeda, dos pessimistas que dizem que o horário de verão não economiza energia, que esse decreto já deveria ter acabado há muito tempo.

"Não se consegue nem sequer comprovar algo tão objetivo quanto a se o horário de verão realmente economiza energia elétrica no país. Tudo o que se divulga no tocante à economia são estimativas, sem comprovação científica". (Brasil Verde e Amarelo)


Um estudo realizado pela Comissão de Energia da Califórnia (EUA), divulgado na Scientific American, demonstrou que não há economia de energia elétrica com o horário de verão.   


Veja pelo lado bom

Ao invés de ficarmos com raiva e dizermos: "cadê a 1 hora que estava aqui?!", que tal vermos o horário de verão pelo lado positivo e aproveitarmos, da melhor forma possível, essa 1 hora a mais de sol? J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Aquela cena: Quebrando regras em "Que horas ela volta?"





Aquela cena de hoje é do filme brasileiro Que horas ela volta?, um longa encantador, sem muitas cenas de ação, mas que me chamou a atenção pela belíssima atuação de Regina Cazé, no papel de uma empregada doméstica pernambucana que deixa sua filha no nordeste para ganhar a vida na grande São Paulo. 

O filme mostra claramente a diferença entre ricos e pobres, nordeste e sudeste e entre filhos de patrões e de empregadas. Que horas ela volta?, portanto, traz uma sutil carga emocional acerca desses temas, além de momentos bem engraçados e cômicos protagonizados, em sua maioria, pela empregada Val (Regina Cazé).

A cena escolhida é a que Val resolve comemorar a aprovação de sua filha Jéssica no vestibular em um local que outrora foi proibido por sua patroa de ser usado pela filha da empregada. Para os leitores terem ideia, a patroa até esvaziou o local, alegando que "tinha visto ratos lá". Assista a cena:




A cena tem uma trilha sonora de arrepiar. Toda vez que eu a assisto, me emociono. "Adivinha onde é que eu tô?", diz com o sotaque animado e fazendo estripulias na piscina - me diverti com seus gestos. "Oia, mainha lhe ama. Um xêro", diz ao concluir seu interessante "monólogo".  

Regina Cazé não só mandou bem nessa cena, como em todo o filme. Me pergunto por que ela não concorreu ao Oscar por esse papel. J-J




Por: Emerson Garcia

sábado, 22 de outubro de 2016

Jornalista ≠ em: Liberdade de Expressão

Olá, leitores! O post de hoje está bem diferente. Eu e o Arthur Claro resolvemos criar uma história em quadrinhos. Na verdade, ela iria sair na semana passada mas tivemos alguns problemas técnicos. Espero que possam se identificar com essa história. Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência, afinal de contas, é um desenho de ficção. Divirtam-se!











 *O manifesto pode ser acessado aqui.




**O post pode ser lido aqui.








Gostaram da história? J-J

Agradecimentos: Bitmoji



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quinta de série: Fuller House





Quantos conhecem a série Full House aí?! Talvez você não a conheça com esse nome, mas como Trés é demais. A série ganhou um remake (na verdade não é um remake, mas um spin-off e uma continuação) recentemente no início de 2016, a Fuller House. Ela também foi criada por Jeff Franklin e produzida por Jeff Franklin Productions e Miller-Boyett Productions em associação com Warner Bros. TelevisionOs direitos foram comprados pela Netflix, que encomendou a primeira temporada com 13 episódios. 

Full House foi um sitcom de comédia americano exibido pela ABC (no Brasil, pelos canais abertos Rede Globo e SBT) entre 1987 e 1995, em um total de 192 episódios, divididos em 8 temporadas. Fuller House, por sua vez, se passa 29 anos depois e traz muitos personagens (atores) da série original crescidos e adultos, com exceção das gêmeas Olsen, que se revezavam no papel de Michelle. 




Em Fuller House, DJ e Stephanie - que compuseram o trio demais da primeira versão - agora são adultas, mas talvez não tão amadurecidas assim. DJ casou-se, foi mãe de três filhos, perdeu o marido, e agora precisa cuidar dos seus três pirralhos (o novo trio demais) na agitada cidade de São Francisco. Quem irá ajudá-la? Sua irmã mais nova Stephanie, uma aspirante a cantora um tanto maluca, e Kimmy Gibbler - da primeira versão - que cria a adolescente Ramona sozinha.

Confesso que revivi todo o clima nostálgico da série. Fuller House conseguiu resgatar algumas fórmulas que funcionaram em Full House. Se elas funcionam na série atual? Em parte. 

Tiveram alguns episódios que achei bastante sem graça e maçantes (Tive trabalho pra cumprir o calendário do Quinta de série). Era como se vivesse tudo aquilo de novo: se eram três filhas de uma família, agora são três filhos - um que está na fase de rebeldia (J.D.), outro que é neurótico (Max) e o bebê fofinho que todos amam (Tommy Tommy). 

Quando eu digo que as fórmulas de Full House funcionaram em parte, é por que tem algumas coisas relevantes na série: como o famoso sofá azul quadriculado da primeira versão (ficou ótimo!), os personagens em idades mais velhas, mas sem perder a essência, como o engraçadíssimo Joey, tio de DJ e Stephanie. Além disso, os novos conflitos de DJ, Stephanie e Kimmy Gibbler, que envolvem romances, namoros e muita azaração.





Sem as irmãs Olsen

Sem a Michelle, personagem interpretada pelas irmãs Olsen na primeira versão, a série não foi prejudicada. Pelo contrário, gerou-se momentos hilários. Além disso, essa falta foi bem suprida por Kimmy, que já fazia parte da família, não é mesmo?

O produtor Bob Boyett explicou em detalhes ao site People o motivo das gêmeas não aceitarem o retorno:

“Ashley contou que a última vez em que atuou foi aos 17 anos e não se sente mais confortável trabalhando como atriz. Já Mary-Kate disse que o timing era muito ruim.”


Mas cá entre nós, que seria legal vê-las em Fuller House né? Já que foi esse papel que as revelou como atrizes.


Nostalgia!

Falei acima de todo esse clima de nostalgia que a série proporcionou. Um desses elementos, foi a abertura, que traz imagens e uma regravação da trilha sonora original. Ficou bem legal!









Outra coisa bem retrô, foi ver todos os personagens (a maioria deles) de volta homenageando sua antecessora. Confira como eles estão hoje (em uma montagem de antes e depois):



Danny (Bob Saget)



Joey (Dave Collier)



Stephanie (Jodie Sweetin)




DJ (Candace Cameron)



Jesse (John Stamos)



Michelle (Mary-Kate e Ashley Olsen)



Steve (Scott Weinger)



Kimmy (Andrea Barber) 




A segunda temporada vem aí!

A nova temporada de Fuller House estreia na Netflix no dia 09 de dezembro e contará com mais 13 episódios que chegarão de uma vez ao serviço de streaming. Para a segunda temporada, retornarão dois amigos de infância de DJ e a banda de sucesso dos anos 80, New Kids on The Block. J-J








Por: Emerson Garcia
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