quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Eu vi: marca de emissora em canto diferente, relógio do Corujão, a Globo na RedeTV!, imagem estranha no NETV e mais três erros de escrita



Os gráficos e caracteres em situações anormais.

Na volta do quadro Eu vi colecionei mais peculiaridades da televisão brasileira que ninguém ou poucos notaram como eu percebi. Graças à informática fica fácil cada registro televisivo. Se eu tivesse em casa uma TV que gravasse e fizesse prints ficaria melhor ainda. Os registros feitos datam desde junho porque tive que me dedicar aos Jogos Olímpicos Rio 2016 na função de voluntário.

No dia 19 de junho de 2016 o selo AO VIVO da Band ficou em cantos diferentes: na tela da TV, no canto direito inferior; e no aplicativo da emissora, no canto superior direito. A troca de lado do símbolo da Bandeirantes deve-se a transmissão da Eurocopa 2016. Notei isso ao assistir o programa Terceiro Tempo.

Lado esquerdo: imagem da tela da Band, Lado direito: imagem do aplicativo móvel da emissora | Band


Três dias depois notei em uma madrugada de 22 de junho de 2016 que durante a última parte do filme Cidade dos homens na sessão Corujão (Globo) apareceu um relógio no canto superior da tela informando o horário atual, além do aviso de que depois da atração ia ao ar o Hora Um da Notícia. Rapidamente registrei esse fato que ocorre até hoje.

Globo exibe relógio e aviso de próximo programa | TV Globo 


RedeTV! apresenta:  Eta Mundo Bom!

Isso mesmo! Em 21 de junho de 2016, a imagem da última cena do capítulo da novela Eta Mundo Bom da Rede Globo – encerrada neste último dia 26 de agosto de 2016 – apareceu na tela da RedeTV!. Em movimento de câmera que dá início ao telejornal aparece ao lado a trama global. Assista:




Créditos a Mateus Henrique do canal H Mais ou Menos de Cuiabá, que captou a imagem pela TV Pantanal (RedeTV!).


NETV: opções de computador

Apertaram a tecla esquerda do mouse... I TV Globo 

Ao ver a imagem da TV Globo Nordeste (Recife), não me pergunte como, durante a primeira edição do telejornal NETV em 12 de julho de 2016, notei no canto esquerdo da tela uma janela de opções do computador enquanto passava as imagens do trânsito da capital pernambucana. Não posso afirmar se esta imagem estranha foi causada pela emissora ou por um órgão de trânsito estadual.


Mais erros de escrita no ar

União "EUROPÉIA", "JHONNY Weissmuller e "Star TRECK". I TV Globo e SBT

Para encerrar, mais uma vez: os erros de português e inglês de brinde. Em 25 de junho de 2016 foi ao ar no Jornal Nacional uma matéria sobre os efeitos do chamado Brexit na economia brasileira. Ao mostrar um gráfico, fica em destaque a União EUROPÉIA (com acento no E), ao contrário do que diz o atual Acordo Ortográfico de uso obrigatório desde 1º de janeiro deste ano.

No domingo de 31 de julho de 2016, no programa Fantástico, ao exibirem a “mesa tática” apareceu um certo JHONNY Weissmuller (em vez de Johnny) com a letra H do lado errado. E olha que ninguém notou isso... Assista:




E neste último sábado, 27 de agosto de 2016, quando foi ao ar a última matéria do Jornal do SBT falou-se da estreia do filme Star TRECK (com esse C que não existe em Star Trek) escrito no rodapé da tela do telejornal. Confira:






Foi isso que notei. J-J













Por: Layon Yonaller

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Aquela cena: A descoberta do mundo em "Quarto de Jack"





Hoje no Aquela cena trago uma cena do filme O quarto de Jack. Nela, a personagem Joy apresenta a seu filho Jack o mundo do lado de fora do quarto onde eles vivem. Joy tenta explicar que existe uma realidade fora daquele lugar, mas seu filho não acredita, já que as referências de vida e de mundo que tem são somente de dentro do quarto.





Quem não fica emocionado com essa cena? Jack grita com sua mãe e diz que quer ouvir outra história e que a história que sua mãe está contando é muito chata. A verdade pode ser chata e doída, bem mais do que o mundo de fantasia que sua mãe fez com que ele acreditasse. Uma cena que merece reflexão, assim como o filme. J-J




Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Primeiras Impressões: Justiça


Quatro histórias diferentes, uma data, um lugar, uma série. É assim que Justiça - que estreou semana passada na Globo e no Globo Play - se define. 

Ambientada em Recife, nos dias atuais, Justiça conta histórias comuns e humanas que poderiam acontecer comigo ou com você. Como não se identificar com a mãe que vê sua filha assassinada em um box de banheiro e promete vingança ao assassino? Ou com a dona de casa pobre que é presa injustamente por tráfico de drogas? Ou com a negra que é condenada por sua cor de pele? Ou com o marido que é preso por eutanásia e promete vingança ao assassino de sua esposa? São dramas que farão você se emocionar e refletir até que ponto se pode fazer justiça com as próprias mãos.



Todas essas quatro histórias não são independentes, mas se interligam entre si. Os estopins de cada trama acontecem na noite de 28 de junho de 2009. Quatro pessoas são colocadas uma ao lado da outra na cadeia e presas. 7 anos se passam. O ano é 2016. A série consegue fazer essa transição de 7 anos antes e 7 depois, para explicar cada história. E ela faz isso muito bem.

As quatro tramas se completam e se cruzam de maneira interessante, prendendo o público com cada novo ângulo de uma história ou com um ponto de vista diferente. Elisa, Fátima, Rose e Maurício possuem dramas riquíssimos e detalhados. Como se não bastasse só isso, suas histórias se chocam de forma sutil, sem escrachar. Na trama de Maurício, por exemplo, podemos ver todos os outros personagens, que fecham pontas soltas dos episódios anteriores. Justiça bebeu muito da fonte do filme Crash- No limite, mas criou a sua própria narrativa. 



Longe de clichês e de se assemelhar a uma novela, Justiça é a nova aposta da Globo. É aquela série que ousou se reinventar, trazendo atores globais em roupagens nunca antes vistas. Você se surpreenderá com Marina Ruy Barbosa, Débora Bloch, Cauã Reymond e Adriana Esteves. Fiquem tranquilos, não é mais uma novela global.

Essa reinvenção serialística para uma tela pequena também se deve a autoria e a direção da série. Manoela Dias (Ligações Perigosas) nos presenteou com tramas cheias de emoção e ação e José Luiz Villamarim (O canto da sereia e Amores roubados) com uma câmera cinematográfica intimista e tímida. 

A fotografia, filmagem, diálogos e sequências também merecem aplausos nessa primeira semana de série. Um episódio não deve nada ao outro. As quatro histórias são interessantíssimas, mas as minhas preferidas são a de Elisa e Maurício.

A escolha de filmar em Pernambuco, Recife, também foi certeira. A capital tem muitas desigualdades sociais, e representa bem o Brasil como um todo. Ricos, pobres, negros e brancos se cruzam por ruas e esquinas, assim como os personagens de Justiça. Só o sotaque que deixou a desejar, mas isso é relevado.



A série teve 3,5 milhões de views no Globo Play e média de 9,8/10 no TV Show Time, durante a exibição dos 4 primeiros episódios. Agora, o desafio é manter a qualidade e amarrar cada vez mais as histórias. Os 4 primeiros episódios tiveram finais espetaculares e abriram margem para novos aprofundamentos. Vou continuar a assistir. Hoje, o episódio é sobre a mãe que quer vingar a morte da filha. J-J






Por: Emerson Garcia

sábado, 27 de agosto de 2016

JJ entrevista: Arthur Claro




É com imenso prazer que anuncio o retorno desse quadro. Depois de um regime de mais de 3 anos, resolvi reativá-lo. Não sei ao certo as pessoas que serão entrevistadas no futuro, mas para essa reestreia, entrevistei o blogueiro Arthur Claro, do blog Arthur Claro = porém ≠ . Para quem não sabe, o Arthur é o primeiro parceiro do JJ. A entrevista foi realizada em clima de descontração e você pode conferi-la a partir de agora!

Jovem Jornalista: Então, percebi que seu sobrenome é bem curioso. Nunca ouvi alguém que tivesse o sobrenome de "Claro". Qual é a origem desse sobrenome?
Arthur: Espanhola, mas o meu é erro de cartório. Começou no meu avô paterno e então são alguns da minha família.

JJ: Por que erro de cartório?
Arthur: Por que não era pra ser esse sobrenome. Meu avô paterno recebeu o sobrenome Claro e aí começou. Tem alguns Claros aqui na cidade e poucos são parentes.

JJ: Qual sobrenome era pra você ter?
Arthur: Leme.

JJ: Caramba, que curioso! Estava vendo o nome do seu blog. "Arthur Claro = porém ". Em que você é diferente das outras pessoas?
Arthur: Eu sou diferente no jeito de ser. O blog sou eu... Sou igual a algumas pessoas e com algumas diferenças. Me faço diferente tentando não repetir o que os outros fazem. Adoro ouvir rock, mas adoro MPB e Sertanejo de Raiz.

JJ: Você é bem diferente mesmo. Ouve rock e sertanejo? Como dá pra conciliar gêneros tão diferentes?
Arthur: É momento. Mas tem vez que escuto os dois no mesmo dia. Um seguido do outro. Música boa nunca é demais. Não importa o gênero. 

JJ: Percebi que um dos temas que você costuma postar no blog é música. Como surgem esses posts?
Arthur: É vontade de mostrar um pouco do que escuto que foge do óbvio. E também, na falta de criatividade de elaborar posts complexos, vou no Youtube e procuro uma música.

JJ: Qual é a história de origem do seu blog? Quantos anos ele tem?
Arthur: Nossa! Nesse formato ele tem 2 anos... O blog é eu em forma de posts porém diferente. É um blog igual a maioria porém o conteúdo é menos clichê possível. Tem dois posts que contam isso (aqui e aqui).

JJ: Depois irei lê-los. Você disse que não gosta de assuntos e blogs clichês. Pra você, existem blogs que não tem criatividade?
Arthur: Sim.

JJ: E o que te irrita nesses blogs?
Arthur: As postagens repetidas tanto no assunto como no conteúdo escrito.
















JJ: Entendi. Vamos colocar lenha na fogueira agora. Risos! O blog JJ é assim?
Arthur: Eu não vi o seu blog por inteiro, mas acho que não. Não vi post sobre maquiagem e sobre o livro A culpa é da estrelas.

JJ: Risos! Ainda bem... Mas confesso que já postei sobre o livro e o filme "A culpa é das estrelas".
Arthur: Mas você não copiou conteúdo e deu seu verdadeiro ponto de vista.

JJ: Haha achei que fosse te pegar nessa... Você já teve alguma crítica ao seu trabalho no blog?
Arthur: Eu já tive na época do blog de humor que tentava mostrar meu lado engraçado. Neste não lembro de ter tido.

JJ: E como foi essa crítica?
Arthur: Que o tipo de humor que gosto e retratava é muito forte.

JJ: E como você lidou com essas críticas? Que lições retirou delas?
Arthur: Essa você me pegou.

JJ: Eba! Consegui. Risos!
Arthur: Não acostuma. 
(Resposta Censurada Pelo Entrevistado)

JJ: São águas passadas, não é mesmo?
Arthur: Com certeza.

JJ: Vamos falar de coisas boas agora. Vamos falar da Tekpix... Brincadeirinha. Risos!
Arthur: Tekpix é a câmera que vira um Transformer que vira carro.

JJ: Risos! Foi criativo agora.
Arthur: Arte do improviso, meu caro.












JJ: Imagine agora, Arthur Claro, que o Jovem Jornalista é uma importante revista, famosa por dar furos de reportagem. Qual segredo, que você nunca contou a ninguém nem divulgou no seu blog, que contaria com exclusividade só aqui no JJ?
Arthur: Esta foi uma boa pergunta que merece reflexão com calma para dar a resposta. A maioria das coisas escrita no meu blog alguns sabem, e outros segredos alguns sabem, mas não foram publicados no blog.

JJ: Você quis sair pela tangente, é isso Sr. Claro? Risos!
Arthur: Talvez. Mas é a verdade. Posso te dizer um 'segredo' que pode me ajudar no futuro.

JJ: Diga.
Arthur: Estou criando um blog sobre sexo.

JJ: Nossa! Que novidade! Isso sim é um bom segredo. Quando o blog irá ao ar?
Arthur: Em breve, estou finalizando o layout.

JJ: Ok. Com certeza acompanharei.
Arthur: Também tem um questionário que fiz para saber como as pessoas pensam sobre o assunto e irei usá-lo para criar posts.

JJ: Beleza. Posso divulgar esse questionário.
Arthur: Deve.
















JJ: Vamos para um bate bola. Eu vou te dizer uma palavra e você tem que dizer a primeira coisa que vem a sua mente no menor tempo possível. Deus...
Arthur: Um ser igual a nós com defeitos e qualidades.

JJ: Emerson Garcia...
Arthur: Alguém que me fez acreditar que meu blog é bom apesar dos poucos comentários que recebo.

JJ: Dilma Rousseff...
Arthur: A nossa presidenta, gosto muito dela. Sou petista desde que me entendo por votante e sei que os partidos possuem seus defeitos, mas não abro mão do PT.

JJ: Aborto...
Arthur: Legalize já. Muita burocracia pra fazer algo que pode ser simples se for bem feito.

JJ: Sexo...
Arthur: É algo tão natural que não podemos ter vergonha de fazer e nem de falar.

JJ: Homofobia...
Arthur: Ignorância por falta de vontade de conhecer o semelhante,

JJ: Homoafetividade...
Arthur: Citação latina 'Amor omnia vincit' - O amor vence tudo.

JJ: Só pode escolher uma das opções agora... Jair Bolssonaro ou Jean Wyllis?
Arthur: Jean Wyllis.

JJ: Metade cheio ou metade vazio?
Arthur: Metade.

JJ: Metade o que?
Arthur: Esqueci de te falar. Se pedem pra mim escolher pra direita ou esquerda prefiro ir pelo meio. Coisas de libriano. Ou de Arthur Claro, como uma amiga define.

JJ: Legal. Risos! Beijar um homem ou ficar cego?
Arthur: Beijar um homem.

JJ: Globo ou Netflix?
Arthur: Assisto um pouco da Globo e da Netflix, mas prefiro o Youtube.

JJ: Pra direita ou pra esquerda?
Arthur: Meio Hehehe.

JJ: Risos! Quente ou gelado?
Arthur: Gelado. Se for questão de temperatura e clima prefiro fresco.

JJ: Acabou. Chegamos ao fim. Agradeço pela entrevista, Arthur. Você é DIFERENTE e é CLARO que gostei muito do nosso bate-papo. Risos! Muito obrigado. 
Arthur: De nádegas. Volte sempre. Agradecemos a preferência.


E aí, gostaram da entrevista com o Arthur Claro? Gostei da experiência de reavivar esse quadro. Foi muito divertido e interessante. Quem sabe você não pode ser a próxima pessoa a ser entrevistada para o blog?! J-J


Quer ajudar o Arthur Claro com o questionário sobre sexo? Clique aqui.


Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

5Q: O amuleto








Moral
Que perigos podem existir em uma floresta que já foi cenário de dois assassinatos? Um amuleto poderia te proteger?

Cena boa
A cena em que um grupo de jovens vai para uma festa em uma floresta e um deles acaba se perdendo. Para um filme de terror/suspense, essa cena faz jus. Fiquei morrendo de medo de duas meninas sinistras que somem e aparecem.

Cena ruim
Tem várias, até porque o filme é muito ruim, mas poderia citar uma das últimas cenas, em que um detetive é morto com um machado. Fiquei na expectativa de explicarem quem o golpeou, mas não aconteceu.

Perfil
A praia de Moçambique guarda lendas e histórias de assassinatos que aconteceram em 1700 e pouco. É nesse cenário que um grupo de amigos - Diana, Alex, Paulinho e Marcinho - resolvem ir para uma festa no local. No dia seguinte, vários assassinatos vem a tona, e Diana, é a única que pode dizer o que de fato aconteceu. Ela possui um misterioso amuleto que pode estar ligado aos fatos sangrentos.

Opinião
O filme é muito ruim, sério! É lamentável que o filme tenha atuações de atores consagrados, como Maria Fernanda Cândido, Bruna Linzmeyer e Daniel Filho. Para mim foi perda de tempo filmá-lo, pois a produção é bem amadora e nada empolgante. Por se tratar de um suspense/terror, queria sequências de tirar o fôlego, mas, em algumas cenas, saquei risadas e quase dormi. Como em um cenário de terror alguém se agacha para fazer xixi, e ao ouvir sussurros, pega o celular pra filmar. O filme é todo gravado em sequências não-lineares e isso seria até um ponto a favor, mas deixa o enredo em um emaranhado sem fim. Não recomendo.  J-J


Por: Emerson Garcia

5Q: Deuses do Egito







Moral
Sinceramente, não consegui captar uma moral decente nesse filme. Acho que seria algo como: será que colocamos nossa fé e esperança nas pessoas certas?

Cena boa
Logo no início do filme, a batalha entre Hórus e Seth. Eles assumem suas formas de deuses e a batalha ficou realmente interessante.

Cena ruim
A aparição de Rá. Realmente esperava que Rá fosse demonstrar mais sua forma de deus. Mas não, ele fica só na sua forma humana, usando seus poderes para derrotar uma espécie de demônio.

Perfil
Seth, toma o trono do Egito e transforma-o em um lugar de caos. Uma moça, amor de um ladrão, foi sequestrada por Seth. Com isso, esse rapaz, cuja a amada foi raptada, se alia a Hórus em busca de uma maneira para derrotar Seth e salvá-la.

Opinião
Aquele filme típico de Sessão da tarde. Tiveram duas coisas que eu odiei muito nesse filme. Primeiro: são tantos efeitos especiais, tantas telas verdes, que você percebe que tudo é feito no computador. Segundo: há muitas falhas no roteiro, muitas mesmo! A escolha do elenco foi realmente apropriada. Curti muito o ator que fez o papel de Seth, Rá e Hórus. Até a deusa do amor estava apropriada. A mitologia original foi modificada. Não assista achando que vai ser a mitologia “real”, pois não é. Eu esperava muito mais pelo filme. Mas é aquilo, melhor assistir sem expectativa e o filme ser bom, ou assistir com grandes expectativas e acabar se decepcionando, o que foi o meu caso. Espero que se houver mais uma adaptação desse tipo, que ao menos seja bem feita. J-J


Por: Thiago Nascimento

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Quinta de série: Mr Robot





E aí, galera?! Mais um Quinta de Série na área e essa semana falarei um pouco de Mr Robot. A série, que é do canal norte-americano USA, está sendo bem recebida tanto pelo público quanto pelas críticas. Eu vou tentar não dar muitos spoilers porque o legal é você se chocar com as descobertas.

Mr Robot conta a história de Elliot, um hacker que trabalha em uma empresa de segurança virtual e que tem problemas sociais. Elliot costuma ser uma espécie de vigilante à noite, investigando pessoas aleatórias e algumas conhecidas. Elliot se vê no meio de uma revolução quando o líder de um grupo de hackers o convence a ajudá-los a destruir uma companhia que deveria ser protegida. 



A série é cheia de filosofias e críticas sociais e os discursos do Elliot são sempre os melhores. Ele vê a sociedade de um jeito diferente – quase que do mesmo jeito que eu – e isso o faz com que tenha discursos lindos. 

Mr robot tem um ritmo bem lento para as séries que acostumo acompanhar. A produção conta apenas com 10 episódios em cada temporada. Atualmente, está na segunda temporada e já foi renovada para a terceira.

“O BUG força o programa a se adaptar, envolve-se em algo novo por causa disso. Funciona ao redor e dentro. Não importa o que aconteça ele muda, ele se torna algo novo.”


Para falar a verdade, Mr Robot não é uma das minhas séries favoritas. Não entendi porque falam tão bem dela. Ela é boa, mas não ótima. A filosofia, a abordagem e os diálogos são bons, mas a história, sei lá. Além disso, os episódios mais recentes acho tão longos, mas tão longos – entre 50 a 70 minutos –, que tenho ficado com preguiça de assistir.

Tiveram algumas histórias paralelas que achei que poderiam ter sido um pouco mais exploradas. Eles simplesmente colocam a cena lá e eu fico: “tá, mas qual a relevância disso?” e eu fico sem entender. Não é igual Game of Thrones que tudo acontece por uma razão.

No segundo episódio da primeira temporada, consegui decifrar uma coisa que as pessoas demoraram a temporada inteira para sacar. Nesse episódio, boa parte da trama é revelada e algumas pessoas ainda ficaram em choque nos episódios finais quando descobriram..



Bom, acho que vou deixar o Elliot resolver seus problemas enquanto volto para a minha vida de assistir séries enquanto as férias permitem. J-J






Por: Thiago Nascimento

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vibe humor: músicas de preconceito e violência à classe LGBT





O tema do Vibe humor de hoje é preconceito e homofobia à classe LGBT. Eu e o Thiago Nascimento tivemos essa ideia de playlist e pesquisamos vários clipes onde havia explícito o preconceito contra gays, lésbicas, travestis, transsexuais etc. Não foi uma tarefa muito fácil, justamente porque queríamos clipes que aparecessem cenas visíveis nesse tema, e também porque existem poucas músicas brasileiras que abordam esse assunto.

Em um primeiro momento, queríamos analisar clipes, mas depois abrangemos para músicas. Vocês perceberão nessa playlist que tem clipes e músicas. Sem mais, vamos às Músicas de preconceito e violência à classe LGBT!





Começamos o tema de hoje com muita treta. O clipe Son of a Preacher Man, de Tom Goss, fala de uma situação delicada: homofobia e homossexualidade na igreja. No começo, um pastor prega sobre o amor de Deus e diz que é possível um gay torna-se hétero. Contudo, um rapaz se apaixona por seu filho, e os dois mantém um romance mútuo. Mas isso não dura muito tempo, já que o pastor, que é pai de um dos garotos, percebe e pega os dois se beijando. Ele fica furioso e bate no rapaz e faz uma corrente de oração por seu filho. As famílias descobrem e não aceitam a situação por serem cristãs. A igreja também não aceita. Os momentos tensos continuam, até que algo acontece...

A letra diz o seguinte: "The only one who could ever reach me Was the son of a preacher man" (O único menino que poderia sempre me atingir Era filho de um pregador). 


Start again tem um ritmo melancólico e dramático. O toque do piano e do violino vão na alma. O clipe conta a história de um jovem que sofre preconceito e, até mesmo, bullying na escola que estuda, até que um rapaz o ajuda e tenta amenizar sua dor. Só que como sabemos, é difícil (e quase impossível) um final feliz para uma comunidade homoafetiva.

Sério, esse clipe me deu um aperto no coração. É justamente dessa forma que a comunidade LGBT vive, com decepção, depressão, desconforto, desespero e tristeza. Quem se deu ao trabalho de apertar o play, será que saiu ao menos uma lágrima? "So i won’t waste a lifetime living this life I’ll start again" (Então eu não vou perder uma vida inteira vivendo essa vida Vou começar outra vez).


Agora temos uma música da banda Canadense, Arcade Fire. We exist, segundo o próprio vocalista, é sobre um garoto gay conversando com seu pai. A música passa a mensagem de igualdade e auto empoderamento.

No clipe, podemos ver um jovem trans – interpretado por ninguém menos que Andrew Garfield – com toda aquela luta com relação ao preconceito alheio a sua identidade sexual. E por luta, podemos incluir agressão física, como é sofrida pelo jovem durante o vídeo. Nós sabemos que essa é a realidade do mundo. Como diz a Rainha-mãe Cersei Lannister: “O povo teme o que não entende”. E não adianta ignorar porque “WE EXIST!” “They walk in the room and stare right through you, talking like we don't exist. But we exist...” (Eles entram numa sala E olham através de você Falando como se Nós não existíssemos).


Sad Studs, de Jeffery Self e Jake Wilson, é uma paródia da música Bad Bloods, de Taylor Swift e Kendrick Lamar, que bombou. O clipe satiriza/polemiza a proibição de gays doarem sangue por parte de alguns laboratórios. Logo no começo, um rapaz decide doar e vai até uma van que está na rua. O enfermeiro faz a ficha dele e faz várias perguntas, como "qual sua orientação sexual?" e "qual foi sua última relação sexual?". Ao responder, é impedido de doar e sofre preconceito, até que situações cômicas e absurdas acontecem.


Your Armies, de Barbara Ohana, é um verdadeiro tapa na cara dos preconceituosos de plantão. O clipe é estrelado por Cauã Reymond. Ele interpreta uma transexual - com direito a peruca loira, lingerie e tudo - que sofre agressões físicas por um cara que se diz 'hétero". Há quem ache a atuação de Cauã impecável, outros disseram que ele ficou artificial e forçado. Mas o fato é que o clipe retrata a realidade de muitos transexuais, que saem com homens que fingem gostar delXs, mas só querem se aproveitar. Mas a hora da vingança chega e é implacável. 

O clipe é todo em P&B e traz uma vibe dramática e intimista. A melodia é um tanto quanto melancólica e sombria. A letra fala: "This is the last time I let you invade My heart with your armies This is the last time I let you invade My heart, my heart" (Esta é a última vez que eu vou deixá-lo invadir Meu coração com seus exércitos Esta é a última vez que eu vou deixá-lo invadir Meu coração, meu coração).



"O importante não é o objeto do amor, mas a emoção em si."


Take me to church é todo em P&B e tem uma letra e melodia bem intensas. O clipe conta a história de um gay que se apaixona por um rapaz, só que um grupo de religiosos homofóbicos começa a persegui-los com violência e terror. Acontece coisas bem tensas como agressões físicas, fogo da inquisição e violência, até mesmo à família do homossexual. Um objeto importante aparece: UMA CAIXA. Nela, a vítima guarda todos os seus segredos e angústias e a enterra em uma floresta, só que os perseguidores acabam a encontrando. 

O clipe faz uma crítica escancarada aos religiosos, que possuem o amor de Deus, mas não querem partilhar desse mesmo amor. A tradução da música é Leve-me para a igreja, fazendo uma crítica cheia de cinismo e deboche, à religião que deveria agregar mas afasta as pessoas, e, além disso, viola a individualidade, as escolhas e os segredos dos seres humanos, como a caixa representa. "Take me to church I'll worship like a dog at the shrine of your lies I'll tell you my sins So you can sharpen your knife Offer me my deathless death Good God, let me give you my life" (Me leve à igreja Louvarei como um cão no santuário de suas mentiras Vou lhe confessar meus pecados Assim você pode afiar sua faca E me oferecer essa morte imortal Bom Deus, me deixe te dar minha vida).


Same Love, composta por Macklemore, Mary Lambert e Ryan Lewis, trata de um assunto muito série que, até pouco tempo atrás, ainda não era legalizado nos Estados Unidos: o casamento gay. Porém, muitos outros assuntos são abordados, como por exemplo que a homossexualidade pode ser curada com tratamento e religião, o que é algo muito polêmico hoje em dia. Para quem conhece o estilo de música do Macklemore, sabe que tende a ser rápido (hip hop mesmo) e essa não é diferente. Mas nessa a melodia é um pouco mais tranquila e a música é mais contada do que cantada. “And I can’t change... Even if i tried, even if I wanted to...” (E eu não posso mudar Mesmo se eu tentasse Mesmo se eu quisesse).

Ela é uma das minhas favoritas do Macklemore, porque colocou tudo o que acontece diariamente. Religiosos fanáticos julgando a homossexualidade, citando coisas de um livro escrito a muitos anos atrás e que ainda são mal interpretados. Além disso, a música fala das opressões causadas à comunidade LGBT. Mas embora isso tudo seja retratado, o foco principal é a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo que. Não consigo falar muito dela sem escrever uma tese, acho que vou parar por aqui mesmo (Risos!). “No freedom 'til we're equal. Damn right I support it!” (Não ha liberdade até que sejamos iguais Pode ter certeza que eu apoio!). 


All the things she said é uma música que provavelmente você já ouviu, mas não deve ter reparado em seu clipe e letra. O clipe conta a história de duas garotas apaixonadas e vidradas uma na outra. Durante toda a história, elas estão presas, e sob os olhares preconceituosos das pessoas que as observam. "All the things she said" (Todas as coisas que ela disse). 

Qual seria a reação das pessoas ao ver uma cena como a do clipe? Admiração, surpresa, nojo? All the things she said não deixa de fazer uma crítica à sociedade atual, que insiste em estar evoluída, mas é outra coisa que ocorre na realidade.





Eu sou é de um rapper assumidamente homossexual, conhecido como Lulu Monamour.  A letra é bastante forte e traz a realidade de muitos gays que sofrem e tem dificuldade de se assumir. Em algumas partes da música dá para sentir a dor de Lulu. No início, o cantor diz assim: "Esse som é dedicado a toda mãe, toda família, de um ente querido. Essa merda chamada homofobia. Basta! Nós precisamos gritar!!".


Calling Me é muito difícil de pegar a essência. Inclusive, fiquei doido tentando entendê-la e ainda acho que não entendi direito (Se alguém tiver uma interpretação diferente, por favor, se manifeste). A música é um pouco... diferente em relação ao clipe. 

No clipe, podemos ver um garoto que sofre preconceitos em vários lugares, até o momento que ele liga o f**a-se. Já na música ele simplesmente fica refraseando “And the wake up is calling me home” (E o despertar está me chamando para casa). Mas onde seria sua casa? SUA casa, no meu ponto de vista, é onde você está confortável e onde se é você mesmo. Onde, de certa forma, se está seguro.


Sou como sou, de Preta Gil, tem um ritmo dançante e que contagia. A filha de Gilberto Gil fala de vários padrões que a sociedade e a mídia impõem. Vi muito dela na música, por aceitar-se "como é": gorda, negra e bissexual. Muitas pessoas não são felizes, porque a sociedade as oprimem. Muitas pessoas deixam de ser o que se é, porque a sociedade faz isso por ela. "Olho pela janela e não é o que vejo não Seria muito mal se fosse essa a situação Chega de preconceito e viva a união De toda raça, toda cor, sexo e religião".


Espero que tenham gostado da playlist de hoje. Pra finalizar, nós - eu e o Thiago Nascimento - queremos dar um recadinho a todos: 




Até a próxima! J-J 





Por: Emerson Garcia e Thiago Nascimento
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