terça-feira, 31 de maio de 2016

Precisamos falar sobre a season finale de The Flash

*Este post contém spoilers!



Como alguns já sabem, na última terça (24) foi exibido o episódio final da segunda temporada de The Flash. Muitas coisas aconteceram nesses últimos capítulos e, decididamente, muita coisa na season finale. Vamos por partes.

O vilão Zoom foi finalmente derrotado no último episódio. Mas será que foi mesmo? Quando os Espectros do Tempo pegam Zoom, ele toma uma aparência meio morta, e continua com o uniforme do velocista. Isso fez muitos fãs acreditarem que o Flash Negro seria um dos possíveis vilões da terceira temporada. Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre isso, mas tenho uma ideia do que pode acontecer e não acho que ele se encaixaria como vilão.



Além disso, a identidade do homem da máscara de ferro foi finalmente revelada. Eu fiquei meio bugado, tentando entender quem era, mas eles explicaram direitinho e não ficaram muitas pontas soltas, exceto o cliffhanger da temporada. Mas, voltando a identidade, o homem da máscara não é ninguém menos que o Jay Garrick verdadeiro, mas ele não é nem da Terra e nem da Terra-2, mas sim o FLASH DA TERRA-3. Complicando ainda mais a situação para o Barry, esse Jay Garrick tem a aparência de seu pai, Henry Allen, que foi assassinado por Zoom no episódio anterior.



Harrison Wells da Terra-2 decide voltar para casa com sua filha. Wally West descobre que o Barry é o Flash (o que já estava na hora). Mas uma outra coisa que tem me deixado curioso é o fato de Wally e Jesse (filha do Wells) terem sido atingidos pelo raio que recriou a explosão do acelerador de partículas para devolver os poderes ao Flash. Jesse acaba ficando em coma e quando o Barry a toca, aparece um relâmpago passando da mão dele para a dela e, logo em seguida, ela acorda. Será que Jesse se tornará uma velocista?



Agora, por último, mas não menos importante: a última cena do episódio. Barry acaba fazendo uma coisa que eu realmente pensei que não faria. Pensei que ele já tivesse superado isso. Mas enfim, o Flash volta no tempo e salva sua mãe. Com isso, ele modifica o passado e cria um paradoxo. Até porque no passado têm 3 Flashes, porque ele já tinha voltado no tempo.



Estou ansiosíssimo pela terceira temporada. Acredito que com isso tudo, o que já aconteceu até agora seja “apagado”, porque o passado foi modificado e com isso, muita coisa no presente atual também seria modificado. Para quem assistiu The Flashpoint Paradox sabe do que estou falando. Nesse longa, Flash volta e salva sua mãe e com isso, cria uma realidade alternativa, onde o Batman não é o Bruce Wayne, mas sim seu pai. Onde o Aquaman e a Mulher-maravilha travaram a Terceira Guerra Mundial e o Superman ficou aprisionado numa cela desde que caiu na Terra. Isso tudo porque ele decidiu voltar no tempo e salvar sua mãe. Então, vamos ver o que nos aguarda em The Flash.

Acredito que eles usaram isso de ele voltar no tempo e salvar sua mãe, criando o paradoxo, só para introduzirem a Supergirl na linha do tempo dele. Como devem saber, Supergirl não vai ser mais produzida pela CBS, ela foi transferida para a CW, mesmo canal de Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow. Bom, agora só teremos que esperar e ver o que acontece na próxima temporada, que tem retorno previsto para o outono americano. J-J


Por: Thiago Nascimento

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Literatura LGBT


Estamos aqui novamente, nesse dia lindo, para falar de uma das melhores coisas do mundo: livros. Hoje falaremos de alguns livros que englobam o universo LGBT. Espero que gostem das sugestões.


Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo



Já falamos de Ari e Dante aqui, mas sempre é bom ressaltar o quão bom esse livro é. Creio que mais pessoas deveriam lê-lo. É um livro de romance que faz você sofrer com os personagens, com seus dilemas e suas lutas. Muitas vezes lemos os livros para ver se são bons, e foi o que eu fiz com Ari e Dante. Não dei nada e ele me surpreendeu bastante.

Sinopse: Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão. Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.


Will e Will



Outro livro que também já falamos aqui. Faz parte da coleção do John Green, escrito junto com David Levitham. São estórias de dois personagens contadas simultaneamente, até que elas se cruzam. O livro não é inteiramente LGBT, mas aborda muitas questões desse mundo. É uma leitura legal, mas não entrou na minha categoria de “livros essenciais que todos devem ler”.

Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.


Sobre garotos que beijam garotos



Sobre garotos que beijam garotos é escrito por Enrique Coimbra, que também tem um canal de Youtube. É um livro que fica muito próximo da realidade que, de acordo com o próprio autor, era sua intenção. Deixar o livro o mais próximo da realidade possível, para que as pessoas pudessem se identificar com mais facilidade.

Sinopse: Quem leu O Pequeno Príncipe, o clássico do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, deve lembrar a lição da raposa: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Enzo, o jovem protagonista deste romance, é o oposto dessa máxima. Ele não gosta de se apegar, de relacionamentos fixos, duradouros, monótonos. E só se apaixona quando tem a certeza de que não será correspondido. Afinal, como dirá o próprio autor em seu blog, isso o poupa de “se tornar responsável pelos sentimentos de alguém”. Enzo só não contava com o aparecimento de Ian, o ficante (hétero) de uma amiga, com quem viverá uma espécie de aventura ou experiência amorosa cujas consequências serão avassaladoras.


One Man Guy



Eu acabei de ler esse livro. É simplesmente incrível! Foca muito na questão da descoberta da sexualidade, de como lidar com a família, com você e com a descoberta em si. É um livro super fofinho. Super recomendo para quem quer uma leitura rápida e agradável.

Sinopse: Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro.
Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia. Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família. E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso.


Garoto encontra Garoto



Ai, esse livro… Um pouco fantasioso demais. Quando eu leio um livro eu espero que: se ele for de ficção, que tenha muitas brigas, magias e poderes. Mas quando ele é pra ser realista, que ele seja realmente realista. E Garoto encontra garoto não está tão próximo assim da realidade. O protagonista do livro, Paul, mora em uma cidade onde héteros e homos vivem em harmonia. Tanto que os héteros vão nos bares gays só pra interagir. Muito longe da realidade, né? O que eu mais amei nesse livro foi o fato de uma travesti (acho que é travesti ou transgênero, não lembro), ser a melhor amiga dos protagonistas. Infinite Darlene é a amiga que eu gostaria de ter. Sério! Melhor pessoa! E ainda pra melhorar, no final tem um conto de Dia dos Namorados com a Infinite Darlene.

Sinopse: Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola e, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah.


Um gay suicida em Shangri-la



Eu quero muito ler esse livro, que também foi escrito pelo Enrique Coimbra. Infelizmente, ele só tem na versão ebook e só vende pelo Amazon, senão me engano. Eu não sei se posso comprar o ebook no Amazon e lê-lo pelo Lev ou só pelo Kindle. (Se tiverem essa informação, me ajudem por favor.)

Sinopse: Em vez de se entregar à depressão após sobreviver a uma falha tentativa de suicídio, Eduardo pensa: "se cheguei no extremo de tirar minha própria vida, por que não faço tudo que quero?". Com isso em mente, abandona São Paulo e a família opressora, deixa o namorado preconceituoso para trás e pede carona até chegar na cidade Estrelas, interior do estado do Rio de Janeiro, em busca de novos motivos para se interessar em viver: as primeiras amizades sinceras, a família que nunca teve, novos medos e a possibilidade de um romance inteiro com outro homem. Na jornada à própria Shangri-la, verá que alguns fantasmas são impossíveis de despistar, não importando quantas caronas peça.


Faltou algum livro? Dê sugestões de outros nos comentários e até a próxima! J-J


Por: Thiago Nascimento

sábado, 28 de maio de 2016

Ana Paula Valadão Vs. C&A: Use a roupa e tenha a opinião que quiser!


Um post na fanpage da cantora evangélica Ana Paula Valadão na última semana (20), gerou polêmica e burburinhos da parte de internautas por considerá-lo homofóbico, transfóbico e dotado de preconceitos. A cantora manifestou a sua opinião contra a campanha de Dia dos Namorados da C&A, Misture, Ouse e Experimente, defendendo a heterossexualidade e a família monogâmica heterossexual, e sendo contra as roupas unissex e a ideologia de gênero. Ela finaliza seu texto falando do boicote à marca.

Aqui no Jovem Jornalista já falamos que todo boicote é legítimo (O Boticário e o desafeto corporativo Cairá "Babilônia"?) , seja ele de quem for, mas limites precisam ser levados em consideração. O ato de não usar uma marca tem que ser individual, e não uma mobilização que obrigue as pessoas a isso. Por isso, a frase "Temos que boicotar essa loja e mostrar nosso repúdio" dita por Ana Paula, foi vista por algumas pessoas como forte e pesada.

Sobre o outro trecho do comentário de Ana Paula, deve-se entender que ela tomou uma decisão e é um direito de escolha ela ser contra à ideologia de gênero por vários motivos que norteiam a sua conduta cristã, e isso precisa ser entendido como uma opinião, e não como algo que agrediu ciclanos e beltranos. O Pedro Blanche já falou de ideologia de gênero aqui e ninguém se sentiu ofendido com isso. 

Vamos esmiuçar todos esses pormenores. 


O post "transfóbico/homofóbico/preconceituoso" de Ana Paula

O comentário de Ana Paula gerou muitas reações nas redes sociais, como o Vomitaço, twetts e homens vestidos com roupas femininas. Outros, disseram que a cantora foi extremamente homofóbica e quer comandar uma Gestapo (aquela organização de Hitler) chamada de "gayzista", ou seja, um nazismo contra os gays. Vamos ao post:




É preciso separar primeiro o que é opinião de homofobia. Em nenhum momento vi a Ana Paula dizer que os gays e os travestis precisam ser exterminados e execrados da sociedade.  Ela define bem à que se refere a sua #SantaIndignação: ser contrária a ideologia de gênero, que, na opinião dela, a C&A, quer pregar. Não é odiar a classe LGBT, e sim ser contra a propaganda. Confira alguns trechos, com grifos:

"Hoje decidi manifestar minha ‪#‎SantaIndignação‬ porque acredito que estão provocando para ver até onde a sociedade aceita passivamente a imposição da ideologia de gêneroFiquei chocada com a ousadia da nova propaganda da loja C&A. Chama-se misture, ouse e divirta-se. [...] Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados. Temos que ‪#‎boicotar‬ essa loja e mostrar nosso repúdio". 


Pergunta do ENEM: A que se refere a expressão "Que absurdo!" dita por Ana Paula Valadão no trecho acima?


a) ideologia de gênero 
b) ideologia de gênero e a C&A
c) a classe LGBT
d) nenhuma das anteriores


Se você respondeu a letra "b", ideologia de gênero e a C&A você acertou! Ana Paula tomou a sua posição, o que é seu direito de escolha. Contudo, nem todos respeitaram isso. Foram 412 mil curtidas, dessas 146 mil, que desaprovaram e colocaram a carinha de raiva ("grr"). 

Manifestar a sua opinião abertamente nas redes sociais, pode levar a diversas reações e interpretações. Mas, nem sempre fazemos uma interpretação plena do que lemos, e nos sentimos ofendidos e incomodados com uma opinião que não gostamos. A internet é um espaço democrático. Você pode dizer o que pensa, mas também ouvir o que não quer e receber críticas negativas. O rebate pode acontecer, interpretações erradas também, e, sobretudo, ataques desnecessários. Como a cantora se portou perante todas as reações? Manteve sua postura e não excluiu o post. 


As propagandas da C&A

A cantora se refere a duas propagandas da C&A para embasar o seu repúdio a - como aprendemos - ideologia de gênero e a marca. Será preciso analisar com detalhes os vídeos, para compreender o que ela quis dizer, para depois chegar ao direito de resposta da C&A

Misture, ouse, experimente




A propaganda traz vários casais HÉTEROS. Não traz duas lésbicas, não traz dois gays, nem travesti com homem, nem transsexual com homem ou mulher. Traz homens e mulheres casais. Desse modo, derrubamos o argumento de considerar a cantora transfóbica ou homofóbica. Contra fatos não há conversa fiada: entra um casal hétero na cabine telefônica, sai um casal hétero; entra um casal hétero no elevador, sai um hétero, e por aí vai. A C&A foi com uma nova visão de casais, diferente da campanha da O Boticário que deu todo aquele bafafá também. 

A C&A deixa claro que os casais de namorados HÉTEROS podem vestir-se da forma que achar mais conveniente: homem com blusa florida e de salto alto e mulheres com blazeres e chapéus masculinos, deixando claro que a loja vende roupas unissex, blusas floridas para homens, entre outros. O que a Ana decidiu? Veja em outro trecho:

"‪#‎SouFemininaVistoComoMulher‬ ‪#‎HomemVesteComoHomem‬ ‪#‎UnisexNãoExiste‬ ‪#‎NãoÀIdeologiaDoGênero‬ ‪#‎DeusFezHomemEMulher"


Ela decidiu por não usar roupas masculinas, nem seus filhos femininas. Quer dizer que uma pessoa não pode decidir que roupa usar agora? Isso não quer dizer que ela proibiu que um homem usasse roupa feminina. Use a roupa que quiser!


Misture, ouse e divirta-se




"Em outra propaganda da mesma campanha eles fizeram todos nus como se fossemos criados iguais e temos o poder de escolha. Então chegam em um campo cheio de roupas e as mulheres começam a vestir as roupas dos homens e os homens as das mulheres". 



Essa outra propaganda mostra homens e mulheres que acordam nus e correm em um campo na direção de roupas femininas e masculinas que estão em varais. Cada pessoa escolhe a roupa que mais agrada: homens vestem-se com vestidos, demonstrando que além da pessoa ter o direito de escolher que roupa vestir, ainda nasce sem uma escolha de gênero definida. 

Aprendemos com o post de Pedro Blanche, que todos tem o direito de ter sua identidade biológica preservada e livre de toda intervenção política, estatal ou educacional. Isso significa que a pessoa tem o direito de ser o que quiser, contanto que não haja uma força maior que a obrigue a tomar decisões que não vieram dela. Eu acredito, sem sombras de dúvidas, que um ser humano aprende a tornar-se homem, no caso do sexo masculino, e mulher, no caso do feminino, mas isso não me arvora para que eu impunha uma ideologia de gênero em concepções próprias, que passem a aquém da identidade biológica e das convenções sociais. 

A indignação de Ana Paula, com relação a essa propaganda, diz respeito as pessoas escolherem seus caminhos de ideologia de gênero, sem um auxílio social e paternal, o que pra ela seria um erro, já que aprendemos a ser homem ou mulher. E o vídeo mostra que a pessoa tem um desejo livre, que muitas vezes não é dela, e sim de uma empresa ou ideologia.


Posição da C&A 

Tendo as propagandas em mente e o que elas e a Ana Paula quiseram dizer, confira a resposta da C&A:


A nova campanha da C&A “Dia dos Misturados” [Misture, Ouse, Experimente] tem como tema principal a celebração do amor e dá continuidade à nova visão da C&A sobre a Moda, lançada em março com a campanha “Misture, ouse e divirta-se.” Livre de todo e qualquer tipo de preconceito e estereótipo, o novo filme, que celebra o Dia dos Namorados, faz um novo convite à mistura de atitudes, cores e estampas como forma de expressão. A C&A reforça que o respeito à diversidade, inclusive de opiniões, sempre foi um dos princípios da marca. #DiaDosMisturados.”


O trecho destacado refere-se a campanha dos casais heterossexuais e suas roupas diferentes e criativas. Quando se fala "livre de todo e qualquer tipo de preconceito e estereótipo", a C&A quer dizer que bolou uma campanha para que as pessoas não tenham preconceito no tipo de roupa que uma pessoa usa, muito menos crie estereótipos que um homem só pode usar roupa de homem ou que uma mulher só usa roupa de mulher. A C&A vem pra quebrar esses paradigmas, e não o do preconceito contra a comunidade LGBT. Entendem?! É a "nova visão da C&A sobre a Moda" e não "sobre AS gays, os g0ys e os transgêneros". Quem disse isso foi a empresa, não eu. 



Boicote

Está certo que a palavra 'boicote' dita por Ana Paula pode ter sido tempestiva e que ultrapassou alguns limites, mas podemos ver como a sociedade e a mídia são hipócritas, ao achar um absurdo o boicote de Ana Paula à C&A e de Silas Malafaia ao O Boticário, e aclamar e noticiar (com apoio) o boicote realizado por Elton John contra a Dolce &Gabanna

Já disse que não sou a favor desses boicotes que chamam a população, retirando delas o direito de escolha, mas não é estranho perceber que existem dois pesos e duas medidas aí?

Não serei injusto e leviano. Mostrarei o trecho na íntegra onde ela diz, figurativamente, para as pessoas deixarem de comprar roupas na loja. Como bem já disse, ninguém se tornará gay por usar um perfume da O Boticário, bem como uma pessoa não precisa andar pelada por aí, porque a loja tem roupas unissex. Vai em outra sessão, escolha uma roupa masculina ou feminina, de acordo com suas próprias concepções. Boicotar uma loja por esse motivo pode ter sua legitimidade, mas não tem a minha compreensão. Sem falar ainda das milhares de pessoas que sustentam suas famílias trabalhando em uma loja dessas. 






Por outro lado, a Ana relata uma situação mais grave, ao meu ver, de uma loja nos EUA que determinou que o uso dos banheiros podem ser usados por pessoas que se sintam homem ou mulher, o que aumenta riscos de abusos (leia sobre aqui). Ela inclusive fala de lugares onde isso aconteceu. Uma mulher pode escolher não frequentar uma loja onde homens usam o mesmo banheiro por se sentir desprotegida e insegura. O resultado está nos números: "Mais de 1 milhão de pessoas pararam de comprar"

"Temos que ‪#‎boicotar‬ essa loja e mostrar nosso repúdio. Nos EUA a loja Target já teve prejuízo porque mais de 1 milhão de pessoas pararam de comprar (inclusive eu) desde que determinou que os banheiros feminino e masculino podem ser usados por quaisquer pessoas que se sintam homem ou mulher naquele dia, aumentando os riscos de abusos (que já aconteceram em outros lugares que apoiam a ideologia de gênero)".



Mentiras e afrontas

Pelas redes sociais, muito se afrontou a cantora gospel por conta de sua posição. Teve declaração de um perfil comunitário do Pe Fábio de Melo, onde pessoas acreditaram (até eu se não lesse com cuidado) que foi o próprio fenômeno do "snapchhaatê" quem disse. Não demorou muito para as pessoas começarem a falar: "Está vendo? Isso que é posicionamento de cristão e blá blá blá". Vejam o post e cuidado pra não acreditar que é uma declaração do padre carismático:





Também acredito que "a roupa seja apenas um pedaço de pano", mas atribuir essa afirmação ao Fábio de Melo já é demais! 

Vamos a outra mentira disseminada nas redes sociais. A página Cartazes e Tirinhas LGBT publicou uma imagem que dizia que a Ana Paula não postou "uma linha sobre a menina brutalmente estuprada, mas quando era pra falar dos gays ela falou sem papas nas línguas". Para quem não sabe sobre esse caso que aconteceu no último dia 21, mas foi divulgado dia 24, leia aqui.

Logo quando vi esse post me indignei, pois tinha lido minutos antes a postagem de Ana Paula denunciando o fato. Claro que tive que tirar print e colocar naquele post mentiroso. Se vocês perceberem, Ana Paula publicou 1h antes do que o Cartazes e Tirinhas LGBT (confiram a parte destacada em vermelho): 



Aceita que dói menos! Não houve manipulação de horário, nem eu falei pro Zuckerberg pra mudar as horas dos posts. Inclusive, eu fiz essa montagem no momento que estou fazendo esse texto (Sexta-feira, 27/05/2016, às 21:41), pra não restar dúvidas. 

Claro que meu comentário teve algumas respostas: 






Destaco alguns comentários:



"Resolveu falar depois q todo mundo falou... falsa moralista"

Pelo menos garanto a você que foi antes do post acusatório! Chupa essa manga!  


"Então tem de ser um "relógio suíço" para se indignar ou não? Falsa simetria, rapaz. Está aí em "print" destacado. Nojento também é usar um fato como esse para atacar a A.P. Valadão só porque ela não gostou da campanha da C&A. Ah, faça-me um favor!"

É que temos que estar com o relógio da indignação acertado com o desse povo! Se passar da hora, não tem mais efeito (e muita acusação). 


"Não foi pelo fato de ela não ter gostado da campanha (até pq ngm dá a mínima pro q ela gosta ou deixa de gostar), mas pelo fato de ela ter feito um textão de cunho preconceituoso, LGBTfobico e transfobico pra dizer q não gostou da campanha. E vem me postar duas linhas sobre o estupro ainda só postou depois de ver todo mundo cobrando, já que pra falar mal de minorias ela tem tempo sobrando. Faça-me o favor vc né mana!"


Textão de cunho o que? Já provei pra vocês que não tem nenhum casal gay ou transsexual no vídeo. E foram 7 linhas de texto! E daí se ela manifesta a #SantaIndignação dela em uma ou duas linhas? 



"Entrei na página da dita cuja e há 2 horas, ela postou uma foto que me parece da marcha das vadias. Lisa é pouco para esta tal, que aposto que criticou a marcha, mas agora para não pegar mal postou no fim do dia sua "tristeza". Tristeza não tem ao criticar o feminismo, ao criticar comportamentos que quebram com as regras de gênero. Indignação? Não, a moça não ficou indignada não. A indignação dela é só com loja de roupa..."

"Antes disso fez posts sobre os homossexuais, afinal, o que é mais importante né, e o que é mais errado?"

Sabe o que é interessante? Esse pessoal sabe a hora exata que ela publicou o post sobre a "marcha das vadias", mas não sabe que horas foi o do estupro né? Estranho...

Os posts, que esses comentaristas se referem, dizem respeito à versículos bíblicos - para ela se embasar porque é contra a ideologia de gênero, e sobre pedofilia, abusos contra a infância e infância protegida. Então quer dizer que a pedofilia é algo aceitável para esses comentaristas? Palestras para proteger as crianças e a infância deveriam ser aclamadas e apoiadas. Confira os posts:









Use a roupa e tenha a opinião que quiser!

Vivemos em uma sociedade onde a opinião do outro não é respeitada, onde a forma que uma pessoa se veste também não. Ainda sonho com uma sociedade onde o que o outro diz seja ao menos respeitado. Não precisa aceitar não, apenas respeite. O mesmo aconteceu quando a filha do homem do baú, Patrícia Abravanel, fez aquele comentário. Que possamos, inclusive, respeitar a forma que Jaden Smith, filho de Will Smith, decidiu se vestir, "por considerar roupas apenas como roupas que devem ser usadas por qualquer um". J-J






Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pedro Blanche agradece: muito obrigado!

Agradecendo em francês |  Imagem de internet


13048 visitas até o momento. 262 likes na fanpage e 40 curtidas no Twitter do blog. Estes são alguns números que traduzem o sucesso que deve ser comemorado hoje.

O texto Entendendo a bagunça – parte 4: " 'A' Reinaldo Azevedo está louca" foi o mais acessado e compartilhado em toda a história do blog. O post desmascarava as artimanhas do colunista de Veja, Folha de São Paulo, Rádio Jovem Pan e RedeTV! acerca de um político e filósofo brasileiro.

Como o #TioReidaCocadaBranca não engana mais ninguém, é notório que sua ira cegue os princípios éticos e morais do jornalismo e o transforme num mero escriba histriônico. Também é visível o sucesso do post e a rejeição das pessoas contra o jornalista. 

Confira mais alguns números estatísticos e de redes sociais, além dos que já foram apresentados no primeiro parágrafo desse post-agradecimento:





E não foi isso! O sucesso do post foi tão grande que gerou efeitos cascatas nos demais posts. Quem ganhou com tudo isso foi o JJ! O post Quinta de série: DC Legends Of Tomorrow teve 114 views; Criando [TAG]: Hora do Show, 754; Entendendo a bagunça - parte 3: As trapaças jornalísticas de Reinaldo Azevedo, 342; Entendendo a bagunça - parte 2: Brilhante Ustra não pode ser acusado de tortura, 336; e Entendendo a bagunça - parte 1: ex-BBB precisa ser cassado imediatamente!,705

O blog JJ só tem a agradecer a todo esse sucesso! Continuem ligados e nos siga nas redes sociais! J-J















P.S.: A série de textos Entendendo a bagunça termina no próximo sábado (04/06/2016).


Por: Pedro Blanche

5Q: Orgulho e Preconceito e Zumbis







Moral
Acredito que, além da mesma coisa clichê do romance, foi a questão do poder feminino.

Cena boa
Não houve apenas uma cena boa. Eu, particularmente, gostei muito da introdução do filme, da final, quando a mocinha salva o mocinho (que me surpreendeu bastante) e da  pós-crédito. (Eu nunca pensei que esse filme teria uma cena pós-crédito, mas TEVE! E FOI BOA!)

Cena ruim
Difícil decidir uma, mas acho que vou escolher a do baile onde os protagonistas se conhecem. Eu sei que é uma cena importante, mas... 

Perfil
Zumbis são uma praga perigosa na Inglaterra, em meados do século XIX. Elizabeth Bennet é uma das irmãs Bennet’s e uma guerreira espetacular com especialidades em artes marciais e uso de armas. Mas uma coisa a incomoda muito: a arrogância e o preconceito do Sr Darcy e o pior, ter que lutar ao lado dele.

Opinião
Um filme bastante fiel a obra original, Orgulho e Preconceito, com um toque de mortos-vivos. Há muitas partes bem semelhantes ao filme e ao livro original de Jane Austen. Apenas um pequeno detalhe: não o coloque na mesma posição que Orgulho e Preconceito. Para a nossa geração atual, pode até ser um modo de fazer com que os jovens aprendam sobre a literatura inglesa com a linguagem modernizada. O filme tem todos os elementos de Jane Austen, com o acréscimo de... apocalipse zumbi. J-J


Por: Thiago Nascimento

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Quinta de série: DC Legends Of Tomorrow






A série de hoje é um spin-off de duas outras que já falamos aqui no blog, The Flash e Arrow. É uma mistura de séries de heróis com viagem no tempo, no estilo de Doctor Who, realizada pela DC Comics e inspirada nos quadrinhos da mesma. O show é exibido na CW.  

A produção segue a história de Rip Hunter, um viajante do tempo, que faz parte de uma organização de Mestres do Tempo, que terá que recrutar uma equipe de vilões e heróis desajustados para deter Vandal Savage, que em 2166 acaba matando a esposa e o filho de Hunter. Para isso, eles terão que viajar no espaço e tempo, enfrentando vilões, a fim de parar essa ameaça, que coloca em perigo não só o planeta, como a linha temporal. 




Os dois pilotos da série contam quem Rip Hunter contrata para fazer parte da sua equipe e como ele faz isso. Ele contrata 7 "lendas", que quem já viu Arrow e The Flash, conhecem bem: Sara Lance, Ray Palmer, Dr. Martin Stein, Jefferson Jackson, Kendra Saunders, Leonard Snart e Mick Rory. Ele promete, que se a missão não garantir o reconhecimento de cada um deles como heróis, pelo menos como lendas serão conhecidos, daí o nome da série.

Desse modo, temos uma série focada na Canário, Átomo, Nuclear, Mulher-Gavião, Capitão Frio e Onda Térmica. Vê-los em ação foi ótimo. A equipe se ajuda muito nas missões e dá para sentir o companheirismo que eles tem uns com os outros. É claro que em alguns momentos tem uma desavença ou outra, mas isso mostra que eles são humanos, apesar de tudo.







É a Viajante do Tempo, a nave de Rip Hunter, que será responsável pelas viagens, com o auxílio da Gideon - uma Inteligência Artificial (IA) criada pelo Flash do futuro - que ajuda na parte estratégica e fala para qual lugar eles irão viajar. Eles chegam no passado, no presente e no futuro nas mais diferentes épocas. Eles já foram para os anos 60, para o Velho Oeste, e até mesmo para Star City em 2046, quando conheceram uma versão idosa do Arqueiro Verde. É interessante ver nessas viagens os perigos e as missões que devem cumprir. As cenas são cheias de ação, reviravoltas e aventura. 








Eles enfrentam guerreiros e vilões terríveis, como o principal deles Vandal Savage; o Leviathan, uma IA, que ameaça destruir a Viajante do tempo; e o Chronos.







É claro que as viagens no tempo tem um lado dramático, como perder as pessoas que se ama; se apaixonar e se apegar a uma pessoa no passado e esquecê-la no presente; mudar o passado e o futuro; e conhecer suas versões mais jovens. Isso mostra que o desejo de Rip Hunter de parar o poderoso Vandal Savage pode trazer consequências difíceis e ele pode falhar nessa missão.

Se você gosta de séries baseadas em quadrinhos, de heróis, com ação, aventura e drama, poderá gostar de LofT. A primeira temporada conta com 16 episódios e garanto que ficarão curiosos para assistir a todos. A season finale foi interessante, embora esperasse mais. Contudo, fiquei boquiaberto de ver a chegada de uma nova Viajante do Tempo (acho que já falei demais rs). O show já foi renovado para a sua segunda temporada. J-J









Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Entendendo a bagunça – parte 4: “ "A" Reinaldo Azevedo está louca!”

Lá vamos nós mais uma vez! | Diversas imagens de internet


Esta é uma série de textos para entender os pormenores pós-impeachment e ela não terá um número de partes definidas por haver possibilidade de um extra. “Papo reto” e sem “muralismos” – termo criado por Dias Gomes em definir os que ficam em cima do muro – porque não tenho medo de “ofendidos” e “especialistas” dispostos a derrubar argumentos por meio de ofensas e chavões ao modo papagaio.


Por conta da Semana da Luta Antimanicomial, semana passada, combinei com o dono do blog Jovem Jornalista em continuar com minha série de textos na quarta-feira seguinte, ou seja, hoje. 


Acusações infundadas e loucas

Foi coincidência demais abordar na semana retrasada as trapaças jornalísticas de Reinaldo Azevedo e de como ele põe suas rusgas pessoais acima dos deveres do ofício da informação. Antes disso, vamos aos fatos:

Durante o seu programa de rádio (19 de abril de 2016) ele criticou o professor Olavo de Carvalho em dar palpites sobre o Brasil mesmo residindo nos Estados Unidos. Assim ele esbravejou sua ira ao filósofo:

“Não dá pra ficar enfiado lá nos Estados Unidos expelindo regras sobre o Brasil. Não conhece a temperatura das ruas, não conhece a população, não conhece a historia que está sendo vivida aqui.”


Mas provei que o próprio Reinaldo, em 15 de dezembro de 2012, fez a mesma coisa e se vangloriou de ter acertado os rumos sobre os acontecimentos políticos no Egito. Assim eu reproduzo os trechos da contradição do jornalista (com grifos):

Apanhei também porque indagavam: “Você foi para o Egito por acaso? Fica escrevendo aí da sua cadeira… Vá para a Praça Tahrir…”. Eu não! Não vou! Vou ficar aqui mesmo! Não é pra mim. Temo que o calor dos fatos perturbe o meu juízo, entenderam? Acho simpática a ideia de que, ao nascer somos, mesmo uma “tabula rasa” (adoraria que Platão estivesse certo e que a minha alma já tivesse visitado a Sabedoria, mas….). Depois de alguns livros lidos, no entanto, é preciso tomar cuidado para que os atores contingentes das praças do mundo não façam tabula rasa daquilo que a gente aprendeu, leu, estudou.”


Mais a frente ele faz uma crítica à conduta dos jornalistas que faziam a cobertura no Egito (grifos meus):

Repórteres tendem a se identificar com aqueles que consideram “os oprimidos”. Acham que é um primado moral superior aos fatos. A imprensa ocidental passou a impressão de que a Praça Tahrir estava tomada por milhares de pessoas cobrando democracia de modelo ocidental…”


Reinaldo aponta que um jornalista não pode sentir o calor das ruas, que a tendência automática do repórter de campo é aderir às pautas dos manifestantes, como se estas fossem legítimas e autoprobantes. E particularmente é um problema de nossos colegas da profissão.

Até aí tudo bem, mas...

Reinaldo foi um mentiroso e trapaceiro com o professor Olavo de Carvalho – este além de ser escritor e filósofo é jornalista de muitos anos. Há muito tempo que Olavo está fora do Brasil, mas nem por isso deixou de acertar muita coisa como por exemplo a reação das esquerdas internacionais contra o impeachment de Dilma Rousseff. Leia:








Conferiram as datas das postagens, caros leitores? No dia 21 de abril de 2016 o filósofo já anteviu o que estamos cansados de ver: países como Venezuela, Cuba e Nicarágua, “artistas e intelectuais” que levantam plaquinhas de papel em Cannes e jornais internacionais de credibilidade duvidosa como o The Guardian e o citado canal de TV – “golpistas imperialistas estadunidenses” da CNN – arrotam que o processo político consolidado na manhã de 12 de maio de 2016 “foi ilegítimo e que tudo se passou como um golpe”.

E a turminha vermelha recorreu ao Mercosul e a OEA para denunciar o próprio Brasil. A atriz Letícia Sabatella – aquela que fez uma psicopata numa novela reprisada pela TV Globorecorreu ao papa Francisco para denunciar o dito “golpe”. Em matéria de Carta Maior há uma denúncia da imprensa internacional sobre o “golpe em curso”.

Como é que o Olavo de Carvalho conseguiu acertar tudo de lá da Virgínia (EUA) sobre o que ia ocorrer pelo país? “Ora, porra!” É porque ele diagnosticou a situação política do Brasil e mediu os prós e contras. Aqui no próprio JJ escrevi um texto destacando os principais trechos da entrevista de Olavo a Leandro Ruschel. Mostro um trecho da antevisão do filósofo sobre a queda do então ministro da Fazenda Joaquim Levy em setembro de 2015 (com grifos):

“O pessoal cria uma liderança empresarial liberal-conservadora daí é convidado para ministro e ele vai. Vai sair queimado, vai ser suicídio político meu, Deus do Céu. Vai ser ministro da Dilma? Ah, não, não pode fazer isso. Isso é meter uma bala na cabeça. E tem muitos fazendo isso. E esse Levy também decidiu colaborar. Com um governo desse não se colabora.”


Pois é, em dezembro do mesmo ano não é que o Levy caiu? #OlavoTemRazão. Olavo – ao contrário das acusações infundadas e loucas de Reinaldo – sabe muito bem a temperatura das ruas do Brasil e a história do nosso país o suficiente em antever os fatos sem precisar recorrer de diagnósticos vagos.


Quando a Reinaldo Azevedo ficou louca...

Em uma série de textos com fortíssimo teor irracional, Reinaldo Azevedo atacou Olavo de Carvalho com as mesmas acusações usadas pelos antigos desafetos do filósofo como “astrólogo”, “guru” e etc. Em quatro textos - aquiaqui, aqui e aqui - o colunista da Veja dedica seu tempo em desferir ofensas gratuitas, além de desinformações e mentiras criminosas.

Sem links e outras provas só resta ao Milhouse de Dois Córregos (Se ele põe apelido nos outros porque não eu?) partir para esta canalhice. Destaco duas: uma foi a acusação de que Olavo era cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. O filósofo responde:




É notório que o Reinaldo Azevedo fala de FHC e PSDB como se fossem deuses. Agora que a “oposição” tucana não é vista como uma alternativa ao petismo, o colunista pega para si a missão de atacar tanto Olavo quanto Bolsonaro com mentiras e com uma alta carga histriônica. Agora o que fazer quando o PT está queimado as vistas da maior parcela da população brasileira, Reinaldo? Sua razão de viver foi jogada a escanteio. É necessário, agora, queimar o que o povo organicamente reivindica para dar base aos tucanos, e é isso o que o Azevedo faz.

RA a serviço do FHC | Imagem de internet


Outro destaque que deixo é que Reinaldo Azevedo acusa Olavo de Carvalho de defender a intervenção militar, quando disse em texto anterior a este exatamente o contrário: Olavo fez um brilhante contexto dos pós e contras sem a tão feita tomada de posição imediata. Veja em vídeo de 2015:





Destaque em 2m45s: Olavo exemplifica o que as esquerdas fizeram no passado para impregnar a imagem dos governos militares como ilegítimos. Coisa parecida se vê em nossos dias. Isso “sem voltar o Brasil” (parafraseando o próprio Reinaldo trocando o “ir” por “voltar” e “Praça Tahrir” por “Brasil”). Olavo palpitou nessa, Reinaldo? Não! Seu burro!


Considerações finais: desonestidade do #TioReidaCocadaBranca

Depois destes disparates do colunista, vem-me a tona um artigo de Paulo Eneas, do blog Crítica Nacional onde ele contextualiza bem as loucuras do Reinaldo e a situação política que pode se formar em 2018. Destaco este trecho aqui:

“O curioso no entanto é perceber como que parte dos segmentos socialdemocratas mais alinhados aos tucanos, como Reinaldo Azevedo e o grupo político libertário por ele adotado, têm se ocupado de maneira quase obsessiva em combater a ainda nascente e desorganizada, porém cada vez mais forte, direita conservadora. Um combate quase que diário e com uma ferocidade desproporcional à real dimensão da direita como força política organizada na sociedade brasileira hoje.”


Perfeito, Eneas! Agora com o PT aparentemente fora do jogo, Reinaldo, MBL, fakes de internet e companhia vão, numa cruzada narrativa, difamar tudo quanto é nome, uma parte conservadora da Direita.

Para concluir: aprendemos como Reinaldo Azevedo se mostrou desesperado e decadente em atacar a dita “extrema-direita fascistoide” em seus textos, além de outros veículos de mídia que tem acesso, além de acusar os outros da mesma coisa que faz.

Se o Reinaldo acha que um jornalista não pode ver rua que ele já se entusiasma com as manifestações, por que acusa Olavo de não conhecer a temperatura das ruas? Se o Reinaldo acha que alguém que está fora do local da notícia não pode “expelir regras”, por que ele mesmo se vangloriou de ter acertado o que aconteceria num país estrangeiro sem tirar a bunda da cadeira em São Paulo?

Se Reinaldo gosta da ética e é amante da verdade e justiça, então por que não aborda o assunto da venda da TV Record feita com dinheiro do narcotráfico, segundo ele mesmo e o “Antagonista” Diogo Mainardi? Pergunto isso porque quem vendeu a emissora de televisão foi o seu atual local de trabalho, a rádio Jovem Pan. Fala aí, ô #TioReidaCocadaBranca

Até mais, pessoal. J-J


P.S.1: Estou feliz por um deputado ex-bbb, que foi tema da primeira parte dessa série, ter sido condenado pela justiça a pagar uma miserinha por post contra militantes. Quem posta o que quer, paga o que não quer! 

P.S.2: O filme Aquarius, e seu elenco de mamadores de dinheiro público não ganhou nenhuma premiação no Festival de Cannes. WHAHAHAHAHA! O mesmo filme que papou R$ 2 milhões do contribuinte brasileiro. Para estes vagabundos da “cultura”: um bom ALLEZ A LA MERDE!


As pendências que serão acertadas nos próximos textos é: Cusparadas; Uma oposição de mentira; e Crimes da esquerda são perdoados.


Por: Pedro Blanche
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