sábado, 30 de abril de 2016

É possível aproveitar o momento com/sem um smartphone?

Quem seria capaz de dizer que não acorda e vê automaticamente suas notificações? Ou que não consegue deixar de checar o Snapchat, Facebook ou Instagram pelo menos duas vezes por dia? Até os mais conservadores e dinossáuricos já se renderam ao "zap zap". Minha mãe vez ou outra me fala: "Emerson, mande uma mensagem para ciclano ou beltrano, dizendo isso ou aquilo"

Enfim, quem, hoje em dia, vive sem as redes sociais? É uma realidade desse mundo contemporâneo. Pessoas em paradas, caminhando ou em ônibus não tiram os olhos dos seus celulares. Hoje "comemos" celulares, nos alimentamos de redes sociais, consumimos tecnologia. É uma necessidade de vida. O mundo está cheio de consumo tecnológico, mas até que ponto isso nos faria mal?



O ilustrador francês Jean Jullien é o responsável por criar artes que caracterizam o consumismo exacerbado das redes sociais e por ridicularizar esses usuários que já não distinguem a vida real da virtual e que já agregaram seus smartphones ao seu dia a dia. Confira alguns dos seus trabalhos:















Em tempos de Snapchat, usuários postam seu dia a dia simultaneamente e ao vivo, sem interrupções. Em tempos de Instagram, pessoas querem tirar as melhores fotos, selfies e pratos, não importando muito o lugar que se encontram. Quem realmente aproveita o momento hoje em dia? Quem vai a praia e não leva o celular, com o intuito de só curtir o momento, como a ilustração acima? Com certeza as ilustrações são dignas de reflexões. J-J

P.S.: Jean Jullien é o autor de Peace for Paris, uma ilustração que bombou e tem bombado devido aos atentados de Paris no final do ano passado. Tornou-se um símbolo e um ícone. Com certeza vocês se lembram dessa imagem:




Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Aquela cena: Chris Tucker na franquia "A hora do rush"


Aquela Cena especial de hoje não é apenas uma, mas Aquelas Três Cenas do ator Chris Tucker nos três filmes da franquia A hora do rush (Rush hour). 

Além do ator que interpreta o detetive James Carter, a semelhança são as performances ao estilo Michael Jackson. Aliás o ator era amigo do falecido rei do pop.










Detalhe especial:
No último filme da franquia Carter (Tucker) dança como Michael e canta uma música do cantor Prince (1958-2016) chamada "Do me baby". J-J


P.S.: Este formato inédito só foi excepcionalmente possível mediante autorização de Emerson Garcia, proprietário do blog Jovem Jornalista.



Por: Pedro Blanche

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Quinta de série- nostalgia: Charmed



Ai, essa série... S2 Sou apaixonado por bruxaria e ela é minha paixão da vida (assim como The Secret Circle). Charmed é uma série de bruxaria um pouco antiga terminada em 2006. Mas nem por isso é uma série que não mereça uma homenagem no Jovem Jornalista.

Charmed relata a história das irmãs Halliwell, que após passarem um tempo separadas, se reencontram e descobrem que são “Charmed Ones” (traduzida como “As Encantadas”), basicamente as bruxas mais poderosas na Terra. Elas moram em São Francisco, na mansão da família e passam a vida divididas entre salvar as pessoas de demônios, bruxos do mal e outras criaturas sobrenaturais bizarras.



O programa contra com as atrizes Alissa Milano (que faz atualmente a série Mistresses), Shannen Doherty (que trabalhou na série Barrados no Baile) e Holly Marie Combs (que trabalha em Pretty Little Liars). Também tem a participação das atrizes Kaley Cuoco (Penny, de The Big Bang Theory) e Rose McGowan (que fez uma participação na série Once Upon a Time como a mãe de Regina, Cora).



Os efeitos especiais da produção não são aquela coisa high tech que vemos atualmente, como os efeitos de The Flash e The Tomorrow People. São uns efeitos bem cagados e é uma das coisas que fez eu me apaixonar ainda mais pela série.



Eu sou muito ligado nessas coisas de bruxaria. Tudo que tenha esse tom de sobrenatural me atrai. Então, na primeira vez que eu assisti Charmed no antigo canal pago Liv, eu me apaixonei logo de cara. Eu assisti um episódio aleatório, senão me engano foi da segunda temporada, e já quis ver tudo.

Eu achei a conclusão da série um pouco complicada. Agoniante talvez. Você se depara com momentos que te deixam agoniados, sem saber o que pode tirar As Encantadas de tal encrenca, até que elas encontram uma solução.



Cada irmã tem um poder, além de fazer feitiços do Livro das Sombras (livro de feitiços da família). Piper, é a irmã do meio, e tem o poder de congelar o tempo. Phoebe, é a irmã mais nova, e tem o poder da premonição. Prue, é a irmã mais velha das três, e tem o poder de telecinesia. Após alguns acontecimentos, elas descobrem que tem mais uma irmã, Paige, que é metade anjo e metade bruxa. Paige também tem poderes de telecinesia e, além disso, consegue se teletransportar.

Não consigo falar mais nada sobre a série sem morrer de dar spoilers longuíssimos. Só de falar esse pouquinho aí já está me dando nostalgia e vontade de assistir tudo de novo, porque duas vezes não me pareceu suficiente. Hahaha! Acho que vou começar agora! Até o próximo QdS. J-J





Por: Thiago Nascimento

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Entendendo a bagunça – parte 1: ex-BBB precisa ser cassado imediatamente!

Lá vamos nós! | Diversas imagens de internet


Esta é uma série de textos para entender os pormenores pós-impeachment e ela não terá um número de partes definidas por haver possibilidade de um extra. “Papo reto” e sem “muralismos” – termo criado por Dias Gomes em definir os que ficam em cima do muro – porque não tenho medo de “ofendidos” e “especialistas” dispostos a derrubar argumentos por meio de ofensas e chavões ao modo papagaio.


Cuspe como resposta a agressão injusta

No dia 17 de abril de 2016, o ex-BBB que ascendeu ao cargo de deputado federal via quociente eleitoral cuspiu em direção ao seu colega de parlamento. Ele disse que foi ofendido pelos diversos xingamentos por parte de seu desafeto além de agressões físicas, portanto validando seu ato como uma “resposta a agressão injusta”. Porém, como mentira tem perna curta, vídeos demonstram claramente o oposto. Confira:





O próximo vídeo mostra que o deputado do PSC do Rio de Janeiro não deu sequer um puxão de orelha no parlamentar. Em outro ângulo:





“Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha.”


O deputado do PSOL – dizendo não ter medo de seu desafeto, mas fugiu de imediato desfazendo o excerto de seu textão no Facebook – deblaterou de todas as formas: afirmou, disse que faria de novo, declarou ser vítima disso e aquilo, uma fanfic de dar inveja a qualquer mocinha feminista ao mentir em rede social alegando estupro ou algo assim. Hordas aliadas - direta e indiretamente ligadas às esquerdas - conseguiram captar um vídeo do filho do capitão da reserva cuspindo em direção ao parlamentar LGBT numa clara tentativa de “igualar” e dar “equilíbrio” a questão.




Ao contrário do ato do ex-BBB, que claramente planejou a agressão, o filho do ex-militar respondeu “na mesma moeda” numa atitude instintiva. Em qualquer tribunal isso é visto como atenuante a clara agressão injusta.

É evidente que fui ver qual era a nova versão da defesa do parlamentar de Alagoinhas. Achava que era um vídeo onde desmistificaria a série de vídeos mostrada para acusá-lo, mas não passa de um compilado de vídeos que não prova o que ocorreu no dia, mas um “dossiê” fora de foco com vistas a atingir o deputado de Campinas:




Além do vídeo e mais um textão que sua assessoria de comunicação escreveu afirmando ser vítima de uma armação, não temos mais nenhuma prova, apenas as suas palavras. Nada gravado em áudio ou vídeo. ATENÇÃO: É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL QUE NAQUELE DIA COM O PLENÁRIO LOTADO DE TESTEMUNHAS, NEM MESMO A MÍDIA, SUA FORTE ALIADA, CONFIRMOU-SE AS FALAS DESTE SENHOR.


Mentiras e calúnias do MBL e de Reinaldo Azevedo

Pagando de bons moços isentos de tudo, um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e o jornalista Reinaldo Azevedo fizeram a velha tática do muralismo. Pegando duas situações diferentes e igualando-as burramente. Confira:







Comento: Fernando Holiday é um garoto ingênuo. Ouço sobre a lenda dos ratos, através do meu pai, desde a primeira guerra mundial. Como dar credibilidade num movimento que se diz contra o PT cair na narrativa da própria organização que alega lutar? Já Reinaldo Azevedo é uma vergonha. Eu e muita gente que monitora as atividades jornalísticas sabemos da sua raiva e animosidade contra o ex-militar. Ele está em seu direito. Mas nunca se pode usar de seu ofício de jornalista para mentir e deblaterar sobre seu desafeto.

Vocês já repararam que tanto Fernando Holiday quanto Reinaldo Azevedo tentam igualar os dois políticos como “dois extremos iguais que se merecem”? Observe que a narrativa dos dois são equivalentes e harmônicas sem tirar nem pôr. Ambos usam de mentiras e calúnias para denegrir a imagem do parlamentar do PSC. Isentões, eles são!


Paulo Eneas dando uma surra textual e histórica ao militante ingênuo do MBL | Facebook/Fernando Holiday e Paulo Eneas


Tanto o militante do MBL quanto o “tio Rei” ignoram os fatores e variantes para dizer que “todos são a mesma coisa”. Falsos moralistas e falsos bons moços usando de seu prestígio para desinformar a população. Não gostar de alguém é uma coisa, mas usar de mentiras e calúnias para justificar suas antipatias à idem é uma trapaça rasteira.


O deputado do PSOL precisa ser cassado imediatamente!

Por ter cuspido e premeditado tal ato nojento, o ex-BBB fantasiado de parlamentar precisa ser cassado imediatamente. Seus argumentos de que não cometeu quebra de decoro parlamentar porque o Congresso Nacional não tem decoro – e isso sabemos desde 1900 e guaraná de rolha – é a mesma coisa de dizer que rouba porque os outros roubam. Comigo não tem essa lorota, não!

Divergências de qualquer natureza nunca podem transcender os limites do que conhecemos como civilizados. Se ele não for cassado, então o parlamentar que fora cuspido tem todo o direito de retribuir a “gentileza”. O capitão da reserva deve e tem a obrigação de processar o sujeito do PSOL não porque não gosto dele, mas não fazer isso é dar guarida a qualquer agressão.

Começa com um cuspe, depois com socos e chutes e termina com tiros e assassinato – vide o caso em que o senador Arnon de Melo (pai de Fernando Collor de Mello) matou seu colega José Kairala em vez de acertar em seu inimigo político Silvestre Péricles.

1963: pai de Collor de Mello mata colega em vez de inimigo político | O Globo 



Seu ato abominável serviu de referência ao ator José de Abreu, que cuspiu em um homem e em uma mulher, de uma "performance" ao estilo da pseudoarte cuspindo na foto do deputado desafeto - que na mera opinião se trata de uma "masturbação às avessas" sobre uma imagem. No mais, por conta de que sua condenável atitude pode ser repetida nas ruas, avenidas e no nosso cotidiano causando reações nervosas e agressivas de dimensões desconhecidas. POR ISSO TAMBÉM O DEPUTADO BAIANO TEM DE SER CASSADO: EXEMPLO DE ÓDIO E RAIVA À POPULAÇÃO BRASILEIRA.


A "cusparada gay" | Facebook/ João Spacca


Considerações finais e pendências a serem acertadas

Acerca do agente da Polícia Federal que cuspiu de volta no ex-BBB – e que tanto o MBL quanto a grande mídia tentaram “igualar” dois atos diferentes – ele rebateu as acusações de ser mentiroso. Aliás, os que acusaram demoram dois dias de garimpo eletrônico para montar tal mentira.

No SBT, o último programa Conexão Repórter, do Roberto Cabrini, a edição foi feita de forma desigual e sensacionalista. Além disso, ela misturou o tema atual com uma edição antiga só para encher linguiça. Ao mesmo tempo, o programa faz um de vítima - por uma peça partidária - e o outro um algoz ligado a grupos neonazistas.

Apesar de tudo estar filmado, o deputado de esquerda volta a mentir no programa do Cabrini: diz que não planejou cuspir (mas disse que ia cuspir); disse que foi xingado antes (mas não há áudio e vídeo); e ainda defende seu ato irresponsável. Não tem outra: ele tem de ser cassado porque há provas de suas atitudes e não porque “foi fulano que me disse”.


As pendências que serão acertadas nos próximos textos são: Carlos Alberto Brilhante Ustra; Reinaldo Azevedo desmascarado; Uma oposição de mentira e crimes da esquerda são perdoados. 


Até mais, pessoal. J-J


Por: Pedro Blanche

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Ih! Limitada": a decisão das telefonias, aval da Anatel e o poder dos usuários

Chega de entretenimento, informação e lazer. Vou acabar com a brincadeira de vocês!

A notícia que bombou no início desse mês e gerou revoltas de internautas foi a de empresas de telefonia (Oi, Vivo e Net) quererem vender internet fixa como pacote de dados, como já acontece com telefones móveis que acessam internet pelo 3G. A medida recebeu o aval e defesa do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende e iria, repito -IRIA- vigorar a partir de janeiro de 2017, já que no último dia 22 a Anatel proibiu a limitação de uso de internet por tempo indeterminado, devido à pressão popular de usuários, abaixo assinados e emails enviados à senadores - já que eles são os únicos que poderiam reverter essa medida que já estava no papel. O governo também resolveu dar um basta na internet limitada e preparou medidas que obrigam as operadoras oferecerem planos ilimitados. Esse documento está pronto desde o dia 20. 

Muita coisa no primeiro parágrafo né?! "Não priemos canico!", como dizia o Chapolin. Tive a intenção de deixá-los atualizados de "em que pé estamos" nessas medidas, ou seja: está tudo no modo standy by, por meio das decisões do governo e da Anatel. Contudo, não posso ser leviano e deixar de explanar todos os joguinhos e teatros que estão pelos bastidores dessa notícia.

Ao terminar esse post, o leitor estará apto a entender: por que sua internet poderia ser um inferno em 2017?, por que operadoras pensavam em limitar a franquia da internet?; quais as críticas do presidente da Anatel sobre a internet ilimitada?; e como continuar dizendo não para essa medida terrível? 


Inferno da internet limitada



É essa mensagem acima que leríamos em nossa tela de pc a partir de 2017. Você estaria assistindo um vídeo no Youtube, no bate-papo com amigos, jogando ou baixando um vídeo, música ou episódio de uma série, e seria surpreendido por esse recado de Satanás. Hoje em dia, pagamos pela internet ilimitada, com um preço definido de velocidade, mas que você pode utilizar durante todo o mês sem interrupções. 

Trocando em miúdos: Se você paga, digamos, R$ 89,00 por uma internet de 10 GB por mês, nesse novo modelo você pagaria esse mesmo valor, e quando atingisse o pacote de dados, sua internet seria cortada. Para utilizá-la de novo teria que pagar essa mesma bagatela.


Ou seja, internet para poucos e para quem tem dinheiro. Se hoje a internet é democrática e permite o acesso de todos por um preço bacana, com facilidade de informação a qualquer momento, hora e o dia todo, isso mudaria de figura a partir do próximo ano. Não seria uma tentativa de emburrecer a população e retirar o conhecimento e a informação dela? Não sei, inocente. Mas eu tenho a mesma opinião que Henrique Ferreira:



A Anatel, que foi a favor desse golpe, quer favorecer as empresas de telefonia. Só não vê quem não quer! E meio que "passar a perna" em serviços de streaming, como a Netflix, redes sociais, como o Facebook e até o Google (Sim! Se a internet cair durante uma pesquisa, o usuário se danou!). Nada de informação, entretenimento, lazer, conhecimento. Nada! Se a medida vigorar, faça como Thiago Nascimento, meu amigo e escritor desse blog: SAIA QUE NEM UM LOUCO BAIXANDO OS EPISÓDIOS DE SUAS SÉRIES E DOS SEUS FILMES FAVORITOS! 

Confira o resumão com o vídeo feito pela TecMundo, mas levando em conta as atualizações do Jovem Jornalista no primeiro parágrafo desse texto:


O interesse das operadoras

O primeiro de todos, e que eu já adiantei, é: ENRICAR! Segundo, tem a ver com a demanda de dados de cada usuário, e como as empresas lidam com isso. Com o advento desse novo modelo, as empresas teriam uma "infraestrutura virtual" mais bem preparada, do que a que tem hoje em dia. 

As pessoas utilizam a internet para as mais diversas atividades: pesquisar, jogar, assistir filmes, entre outros. As operadoras oferecem a mesma "senha mágica" para todos esses usuários. Digamos que elas dão 30 mb para clientes que vão pesquisar, jogar e assistir filmes. Elas alegam que a demanda de dados de quem joga, é superior de quem apenas pesquisa ou lê um post no Jovem Jornalista, o que gera um fluxo de dados muito grande e que quem também paga pela velocidade falha ou fraca da internet é o usuário que não joga LOL. Em resumo, as empresas queriam limitar os dados do usuário jogador e de quem apenas pesquisa ou lê na internet. 

O problema não é quantos dados se usa, pois a rede de internet fixa estará sempre lá para ser usada. O grande problema é quantas pessoas usam simultaneamente e qual a demanda proporcionada por esses acessos. (Fonte: CanalTech)


Hoje em dia, as operadoras possuem planos de dados, que oferecem diversas velocidades e também as horas de uso em velocidade máxima de cada operadora. Veja:

Fonte: CanalTech



Como funciona lá fora?

"Vamos adotar o modelo de internet limitada porque países já adotam isso", foi o argumento das empresas. Definitivamente essas pessoas estão mal informadas, porque muitos desses países voltaram atrás e agora possuem planos ilimitados de internet:

No Reino Unido [...] as operadoras deixam claro que planos são ilimitados usando propaganda com expressões como "realmente ilimitado". O cenário não é diferente nos Estados Unidos [...] A Time Warner Cable, uma das maiores operadoras de internet, chegou a oferecer desconto para quem consumisse dentro de uma determinada franquia, mas a oferta não teve aceitação na sua base de clientes. (CanalTech)


Se as operadoras querem copiar os gringos, que copiem isso (#chupemtrouxas). 


Mudar para o plano limitado é permitido?

Sim! A Vivo, primeira empresa a aderir ao formato de internet limitada, alega não ferir nenhuma lei. As empresas podem realizar a mudança, deixando transparente para os usuários o volume de dados que utiliza e se ele está perto de estourá-los. Além disso, o Marco Civil da Internet, respalda essas empresas de cobrarem a internet como quiser e de cortá-la se não houver pagamento. 


Não vai ter jogo!

Como bem o leitor já sabe, o presidente da Anatel, João Rezende, defendeu com unhas e dentes a posição das empresas. Resgatando em nossa memória política, esse senhor foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011. Suas declarações favoráveis à empresas durante a coletiva de imprensa da Anatel no última dia 19, deixaram os usuários indignados sobretudo por ele ter sido nomeado por Dilma. Vamos voltar a um trecho de Henrique Ferreira:

E dizem que aqui não está virando Cuba com esse governo comunista, próximo passo: negar o acesso a internet, limitar somente a quem tem condições r$ de pagar. 


Muito tem se falado do governo ser comunista, isso e aquilo. Bem como muitas pessoas tem considerado João Rezende como tal, por ter sido nomeado por Dilma. 

João Rezende= comunista= Dilma= PT= governo comunista


Não posso afirmar se essa equação acima é verdadeira, até porque a presidente assinou um documento que obriga às empresas a oferecerem internet ilimitada. Mas é uma equação para o leitor levar em consideração, visto algumas declarações de João Rezende, como essas:

"Tem gente que adora, fica jogando o tempo inteiro e isso gasta um volume de banda muito grande".


"É evidente que algum tipo de equilíbrio há de se ter porque, senão, nós teremos o consumidor que consome menos pagando por aqueles que estão consumindo mais. É essa questão da propaganda, do ilimitado e do infinito que é um negócio que acabou desacostumando o usuário".


Ou seja: JOGOS ONLINE NUNCA MAIS!











Confira o discurso do presidente na íntegra. Sem comentários!



"Ih! Meu pacote de dados de internet no celular acabou. O que eu faço? Ih! Ih! Ih!"



#DigaNãoAoLimitedeDadosdaInternet


A campanha da Tim cairia por terra: internet limitada e com fronteiras. A fronteira do limite.


Campanhas, abaixo assinados e emails a senadores, são algumas das formas de acabar com essa ideia maluca de internet limitada. O youtuber Felipe Neto, em seu último vídeo, deu voz - não sei criou - à campanha #diganãoaolimitededadosdainternet, onde muitos famosos aderiram. 

Você também pode dizer não a isso enviando emails e ligações ao seu senador eleito por meio desse link.

Também pode assinar esse seguinte abaixo assinado que contém mais um milhão e 600 mil assinaturas; seguir a fanpage Movimento Internet Sem Limites - que tem mais de 470 mil curtidas até o momento; e acompanhar a ideia de internet ilimitada no Senado pelo portal e-Cidadania.  

Curta, compartilhe e divulgue essas ideias. Não vamos permitir que a Anatel nem essas empresas boicotem nosso direito de usar internet. Até agora tem dado muito certo. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Vibe humor: músicas de games





Ah, o Vibe Humor da semana é pura nostalgia! Pra você, que ficava horas na frente da tv jogando video game quando era pirralho. Ou pra você, que ainda fica horas na frente da tv jogando video game mesmo não sendo mais pirralho. Esse post é para todos nós! 

Dividimos o post em duas partes. A primeira, eu, Thiago, falarei do jogo em si. Na segunda, o Emerson focará nas músicas, ritmos e melodias de cada game. Vamos lá?!




Thiago: É claro que para começar o vibe com chave de ouro coloquei a Theme Song do jogo clássico Super Mario Bros, um dos primeiros jogos de plataforma com side-scrolling. Já perdemos muito tempo tentando passar da fase do dragão. Quem nunca? Tá na hora da Nintendo fazer um rework daora nos jogos do Mario para felicidades dos fãs.
Emerson: Essa música é um verdadeiro hino do game, mesmo que alguém não tenha jogado, reconhece essa canção de longe. Ela é até um dos temas do meu Whatsapp. A canção tem um ritmo bem alegre e contagiante, que combina com as fases iniciais do jogo, que são leves e fáceis.




Thiago: Em segundo lugar, temos a Theme Song do jogo Top Gear. Eu não acredito que joguei isso. Hahaha. Saudades quando a Nintendo tinha jogos realmente bons. Top Gear é um jogo de corrida de 1992, lançado para SNES. Quem nunca teve o console, com certeza já jogou em algum emuler por aí, não é mesmo? 
Emerson: Essa música realmente contagia e nos coloca pra cima! Tem um ritmo bem elevado e elétrico, Me lembra o som de algumas baladas eletrônicas.


Thiago: Ainda nos jogos da Nintendo, temos também Zelda. Quem nunca jogou de Link para salvar a Princesa Zelda? Eu, particularmente, acho esse jogo um dos RPG’s mais difíceis. Sinceramente. Esse negócio de ficar encontrando coisinhas é complicado demais para meu cérebro.
Emerson: A trilha sonora de Zelda era curta e com ritmos repetitivos, contudo nem um pouco enjoativa. Essa canção nos remete a um espírito de aventura e época medieval, no qual o jogo estava focado. As cornetas e a bateria me chamam bastante a atenção na música.


Thiago: Ai, Final Fantasy... S2 Como não amar esse jogo? Um dos jogos mais longos que eu já joguei. E acreditem, eu não consegui chegar no final de nenhum. São jogos muito exaustivos, mas eu adoro o enredo deles. Quem sabe um dia eu consigo força para terminá-los? Haha
Emerson: Essa é uma melodia mais bem elaborada e com qualidade, como se fosse uma música instrumental. Violino, contrabaixo e outros instrumentos, formam uma canção cheia de detalhes, clássica e bem orquestrada. Final Fantasy virou sinônimo de músicas e aventuras de qualidade.


Thiago: E os jogos de lutinhas? Quem nunca apostou alguma coisa com seu amigo nesse jogo e usou o boneco mais ridículo de todos para ganhar? Sim, é Super Street Fighter. Uma das maiores franquias da Capcom. HADOUKEN!
Emerson: A música desse jogo é mais elaborada e diferencia vários instrumentos musicais, como a guitarra, contrabaixo e bateria. O ritmo é bem intenso e se assemelha ao estilo do rock' in roll





Thiago: Eu não sou muito fã desse jogo, mas não tem como falar de clássicos sem mencionar Mega Man X. Eu nem era nascido quando lançou esse jogo. OMG! Mega Man X foi lançado em dezembro de 1993, sendo a segunda franquia do robozinho. 
Emerson: No Japão, o robozinho criado pelo Keiji Inafune e Doutor Light é conhecido como Rockman. Então, nada mais justo que o estilo musical do jogo fosse rock. Dá pra ver claramente solos incríveis de guitarra e contrabaixo na canção, além da pegada intensa da bateria. Essa canção e pra bater cabelo! Muito forte!


Thiago: Sonic é outro jogo que não pode faltar no Vibe. Ahhh! Já perdi séculos nesse joguinho em console, computador, até mesmo no celular. 
Emerson: Diferente da Nintendo, a Sega tinha uma debilidade no departamento de sons, mesmo assim os compositores criaram melodias ricas e memoráveis, como essa. Com certeza Green Hill Zone é uma das melodias mais marcantes.


Thiago: Ahhh, Street Rager... Eu já estou começando a ficar sem o que falar. Quero apenas morrer escutando essas músicas... 
Emerson: Achei essa música bem contagiante e dançante, sugerindo o que o jogo propõe: lutas a noites e em bares. Com o ritmo eletrônico, que também mistura hip hop, a canção foi composta com o objetivo de extrair o máximo possível do chip de áudio do megadrive.


Thiago: Capitão Comando O jogo que eu já zerei 50 mil vezes e quero zerar outras mais. Hahaha. Merecia um rework ou uma continuação para algum dos consoles atuais, não acham? 
Emerson: Essa trilha é menos elaborada, mas bastante envolvente. 




Thiago: Castle of Illusion é um jogo que conquistou muita gente. Tanto que atualmente ganhou um rework, que eu já estou ambicionando. Preciso desse jogo na minha vida. Os gráficos ficaram lindos demais!
Emerson: Essa canção traz uma melodia um tanto quanto mística e mágica, como bem sugere o jogo. 




Thiago: E por último, mas não menos importante, MORTAL KOMBAT! A Theme Song do Mortal Kombat me lembra uma música do Just Dance 4 (Tribal Dance). Me dá muita vontade de dançar. Haha
Emerson: Essa música me dá vontade de ir pra academia e fazer ginástica. Com um ritmo bem envolvente, é difícil não fazer uns passos de luta e entrar na batalha.



Aproveitem a playlist e vamos jogar video game escutando música. J-J


Por: Thiago Nascimento e Emerson Garcia

sábado, 23 de abril de 2016

A mulher pode escolher ser "bela, recata e do lar" e/ou "do grelo duro"?



Uma matéria da Veja intitulada Marcela Temer: bela, recatada e "do lar" (18) e veiculada no site da revista, deu o que falar nas redes sociais e deixou as feministas em polvorosa. Muitos a consideraram retrógrada, machista e um tanto quanto "anos 1850", por reduzir a mulher apenas em sua beleza, cuidados com filhos e casa. Em um mundo atual, onde o sexo feminino ocupou seu espaço e sua independência, retornar a essa posição é quase um insulto.

O que já preciso deixar claro é que a reportagem da Veja é idealista e generalizada, sim, mas que a independência feminina permite as mais diferentes escolhas, atitudes e caminhos, inclusive que a mulher seja bela, recatada e "do lar". Não é um homem que está dizendo que a mulher deva ter essas características, mas é a própria mulher que pode tomar esses rumos, e nenhuma feminista pode torcer o nariz para isso.

É só resgatar em sua memória, e relembrar do post que escrevi Os pormenores de "Meu corpo, minhas regras" onde disse que as mulheres reivindicam direitos, mas o que elas mais possuem são direitos, inclusive o de escolher:

A propaganda reclama que as mulheres não possuem direito, mas o que elas mais possuem são eles: ela pode optar por ter filhos ou não no casamento e pode encaminhá-los, ou não, a adoção. Mulher pode ser feliz sem ter filhos, porque não? 


A jornalista Nana Soares em seu blog no Estadão disse que feminismo é poder escolher ser recatada e do lar:

Toda mulher tem o direito de ser recatada e do lar, e se engana quem pensa que isso é ser contra o feminismo. Feminismo é, por essência, liberdade. É escolha. É permitir que cada mulher faça o que quiser, desde que essa escolha seja, de fato, uma escolha, e não uma pressão social.


Engana-se quem pensa que ser feminista é abandonar a casa e viver em shopping ou em bares da vida, aprontando poucas e boas. Engana-se também quem pensa que somente a mulher dona de casa tem valor, como bem sugeriu a reportagem da Veja.


Idealista e generalizada

Creio que o problema de muitas mulheres quando se deparou com a matéria foi em a revista só enaltecer essas mulheres, visto que muitas delas não possuem esse perfil, e tem se enveredado por muitos caminhos. A matéria mostra uma Marcela perfeita, amorosa e romântica. Ela cria uma Marcela Temer sem dificuldades, sem tpm e sem intempéries femininas. Uma "primeira-dama perfeita", mesmo antes de sê-lo. 

A reportagem fala de uma Marcela que quase não trabalhou, que se dedicou ao filho, a casa e o marido. Uma mulher submissa que a Veja insiste em vender. Por outro lado, e se Marcela escolheu ser isso?

Bacharel em direito sem nunca ter exercido a profissão, Marcela comporta em seu curriculum vitae um curto período de trabalho como recepcionista e dois concursos de miss no interior de São Paulo (representando Campinas e Paulínia, esta sua cidade natal). Em ambos, ficou em segundo lugar. Marcela é uma vice-primeira-dama do lar. Seus dias consistem em levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, em São Paulo, e um pouco dela mesma também (nas últimas três semanas, foi duas vezes à dermatologista tratar da pele). 


A mesma coisa com ser "recatada". Marcela pode vestir-se da forma como quiser, ser feminina e talvez feminista (ser do lar não exclui isso), mas a revista vende talvez uma mulher recatada ideal, excluindo todas as demais que usam decote, mini-saias e roupas curtas. Marcela é apresentada como uma "assembleiana": "gosta de vestidos na altura dos joelhos"

Nana Soares hostiliza esse tipo de mídia que idealiza, generaliza e oprime:

Então, para deixar bem claro: não estamos criticando mulheres que escolheram ser donas de casa ou constituir família. Criticamos um sistema que oprime, cala e silencia e que se manifesta no cotidiano, na mídia e em outras esferas.


A mulher e a dama do século XIX: mais obrigações do 'não fazer' do que do 'fazer'.


De acordo com o Diário do Centro do Mundo, a revista Veja idealiza uma primeira dama aos moldes de uma figura do século XIX, cheia de estereótipos e que anula as lutas feministas de até então:

Essa mulher – agora representada pela aspirante a primeira-dama do Brasil – é justamente a figura idealizada do Brasil do século XIX (ao ler a matéria, sinto-me em 1850): a mulher pudica, que sempre pede “luzes finíssimas”, que não se atreve a ascender intelectualmente (segundo a matéria, Marcela é bacharél em direito, mas trabalhou pouco e tem um currículo lattes sucinto), que se casa com o primeiro namorado e jamais expressa uma postura libertária.


E as de 'grelo duro'?





Por outro lado - e não defendo a Veja, apenas contextualizo os fatos - estamos em uma sociedade em que pessoas torcem o nariz para a expressão "bela, recatada e do lar" e aplaudem a expressão de um ex presidente, "grelo duro"

Esse é o questionamento de Rafael Vitola Brodbeck:



Só para contextualizar que as mulheres de "grelo duro" que Lula se refere são petistas, lutam por causas igualitárias e LGBTs e são feministas. Não digo que todas. E como você afirma isso, Emerson? Por causa da expressão "... do NOSSO partido", na fala de Lulinha. 

Aí a Veja solta a expressão "bela, recatada e do lar", e o que acontece? As mesmas mulheres que se sentiram com o ego elevado e não revidaram a afirmação de Lula, não aceitam os predicados. E detalhe: as mesmas petistas, que lutam por causas igualitárias e LGBTs e são feministas. Não digo todas!

A intenção maquiada e disfarçada é criar divisões, que chegam até na esfera política, como bem disse Narlla Sales:



Por debaixo dos panos também é uma crítica a atual presidente do país, por não se encaixar nesses moldes que a Veja leva a crer que se encontram na futura ex primeira-dama do país. De certa forma, a revista não aceita as características e estereótipos da petista e enaltece o jeito de ser da peemedebista. Essa guerra de partidos, só não percebe quem não quer!

Ao contrário de Marcela, Dilma é tudo que o patriarcado não quer: não obedece aos padrões de beleza estabelecidos, não se curva diante da exigência de subserviência feminina que ainda persiste, não cultiva a delicadeza tradicionalmente feminina (afinal, não somos obrigadas!), luta com as próprias mãos, derrama o próprio suor, e o que é pior: é a mulher mais poderosa do país. No bom e velho nordestinês: uma mulher de grelo duro. A Veja, a direita e os golpistas (agora sendo redundante, já que se resumem à mesma coisa) não querem as mulheres poderosas. Eles querem mais Marcelas e menos Dilmas. Mas continuarão só querendo. (Nathali Macedo, DCM)


"Belas (?), recatadas (?) e dos lares (?)"

Em resposta a matéria da Veja, mulheres (e também homens), se manifestaram nas redes sociais, por memes, Instagram e Facebook com imagens que quebram o tabu de mulher ideal. Ser mulher, para essas pessoas, vai muito além de ser "bela, recatada e do lar". Por que uma mulher não pode beber e frequentar o bar? Por que mulher não pode frequentar boates e discotecas de madrugada? Por que mulher não pode vestir-se de forma sexy sem ser vulgar? Por que mulher não pode arrotar, dar dedo ou xingar? Enfim, foi um pouco disso que percebi no Insta:


























Resolvi entrar na onda, e "fiz uma gracinha" também, ao postar uma foto minha de terno e gravata, aproveitando que ia para um casamento.

Memes e montagens também foram feitos para manifestar-se contra esse ideal de mulher:













O espaço democrático da internet permite isso: mostrar o outro lado da moeda. Se elas foram excluídas, de alguma forma, da mídia impressa e digital, por meio da reportagem da Veja, por outro elas são reincluídas, por meio das redes sociais. É assim que Nana também pensa:

Se as fotos “belas, recatadas e dos lares” ensinaram alguma coisa, foi que nós mulheres não vamos mais aceitar sermos excluídas da vida pública. O entendimento de que devemos obrigatoriamente ficar em casa é o que legitima assédios, estupros e culpabiliza as mulheres  por tais violências. Mas a campanha também é uma ótima oportunidade também para reforçar que feminismo é lutar por igualdade e para que as mulheres possam escolher o acham melhor para suas vidas.


E voltamos ao direito de escolha...

Não só a mulher, como qualquer pessoa tem o direito de escolher o que quiser. É bem verdade que mulheres optaram por serem donas de lares. Contudo, algumas delas escolheram estar debaixo de um jugo desigual, submissas e passivas. Escolheram não reclamar e não questionar o poder do marido. Se por um lado, é uma escolha ser "bela, recatada e do lar", por outro, nem esse direito de escolha as mulheres possuem. Seria leviano da minha parte concluir esse texto sem falar dessas mulheres que são reprimidas por seus maridos.



Talvez esse guia de 1950, que traz 18 dicas de como ser uma boa esposa e dona de casa, seja mais machista, do que uma escolha da mulher. Encerro esse texto com uma frase de Gessica Daniel, que resume bem isso:

"[...] quando eu penso em força, em beleza, quando eu me emociono, eu lembro [...] da Lúcia, da firma [...] me falando aliviada que ia aproveitar um feriado pra "não fazer nada". Sabe o que é o nada da Lúcia? Fazer almoço pra família, passar um pano na casa e lavar a louça. Nada! No fundo, não acho que tenha problema ser recatada e do lar. Acho que a luta é pra que cada uma de nós seja o que quiser. Mas a gente tá bem longe do ponto em que de fato existem escolhas". J-J


Por: Emerson Garcia
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